sexta-feira, 3 de maio de 2013





ACENDEU-SE A LUZ E O SONHO DA CONQUISTA EUROPEIA

Benfica apura-se para a final da Liga Europa depois de vencer o Fenerbahçe numa noite de glória


À entrada para uma decisiva segunda mão das meias-finais da Liga Europa, pedia-se um Estádio da Luz transformado no temível ambiente que é capaz de produzir, o tão afamado ‘Inferno da Luz’, o primeiro ponto, e talvez o mais importante, de pressão sobre um adversário que chegava ao terreno dos encarnados em vantagem e poderia tornar-se um possível… vencedor asiático da Liga Europa.

Da parte asiática de Istambul chegava um Fenerbahçe confiante, mas que acabou por perder cedo o controlo face a uma águia de ‘peito feito’ e espírito de conquistadora que desde os primeiros minutos assumiu as despesas do jogo e sem grande sofrimento chegar a um resultado de 3-1 que ao mesmo tempo lhe possibilita o acesso à final da competição para defrontar o Chelsea.

O poderoso clube inglês identifica-se como o último obstáculo que separa o Benfica de uma eventual conquista europeia que seria amplamente celebrada e que poderia colocar os encarnados no epicentro do futebol internacional, desde logo com um reforço a nível de um prestígio que é já de si elevado, ainda mais com a participação na mundialmente acompanhada Supertaça Europeia caso haja festa encarnada em Amesterdão, palco da grande final.




FICHA DE JOGO:

Liga Europa – Meias-finais – 2ª mão
Sport Lisboa e Benfica 3-1 Fenerbahçe Spor Kulubu
Data: 2 de Maio de 2013
Hora: 20h05
Local: Estádio da Luz – Lisboa
Equipa de Arbitragem: Stephane Lannoy (árbitro principal), Fréderic Cano e Michael Annonier (árbitros assistentes) Antony Gautier e Ruddy Buquet (árbitros assistentes adicionais) e Laurent Stien (4º árbitro)

SPORT LISBOA E BENFICA:
1- Artur Moraes; 14- Maximiliano ‘Maxi’ Pereira; 4- Luisão (Capitão); 24- Ezequiel Garay; 34- André Almeida; 21- Nemanja Matic; 35- Enzo Perez; 18- Eduardo ‘Toto’ Salvio; 20- Nicolas ‘Nico’ Gaitán (3- Roderick Miranda, 93 min.); 7- Oscar ‘Tacuara’ Cardozo (23- Jonathan Urreta, 87 min.) e 11 – Rodrigo Lima
Suplentes não Utilizados: 13- Paulo Lopes; 10- Pablo ‘Pablito’ Aimar; 17- Carlos Martins; 19- Rodrigo Moreno e 25- Lorenzo Melgarejo
Treinador: Jorge Jesus

FENERBAHÇE SPOR KULUBU: 1- Volkan Demirel (Capitão); 77- Gokhan Gonul (4- Bekir Irtegun, 61 min.); 2- Egemen Korkmaz; 6- Joseph Yobo (9- Miroslav Stoch, 75 min.); 33- Reto Ziegler; 21- Selçuk Sahin (38- Mehmet Topuz, int.); 16- Cristian Baroni; 88- Caner Erkin; 48- Salih Uçan; 11 – Dirk Kuyt e 7- Moussa Sow
Suplentes não Utilizados: 34- Mert Gunok; 3- Hasan Ali Kaldirim; 23- Semih Senturk e 28- Beykan Simsek
Treinador: Aykut Kocaman

Indisciplina: Maximiliano ‘Maxi’ Pereira (28 min.) e Enzo Perez (33 min.); Cristian Baroni (30 min.) e Caner Erkin (85 min.)
Resultado ao Intervalo: 2-1
Resultado Final: 3-1
Marcadores: Nicolas ‘Nico’ Gaitán (9 min.) e Oscar ‘Tacuara’ Cardozo (35 e 66 mins); Dirk Kuyt (23 min.)
Melhores em Campo: Oscar ‘Tacuara’ Cardozo (SL Benfica) e Salih Uçan (Fenerbahçe SK)



 

Texto: Rafael Batista Reis
Imagem: D.R. (UEFA)
Nova Academia de Talentos

quinta-feira, 2 de maio de 2013






DESCIDA AO SADO MANTÉM DRAGÃO NA LUTA

FC Porto continua bem presente na luta pelo título no Nacional de Juniores


Com o Nacional de Juniores progressivamente mais perto do final, a emoção cresce de tom, especialmente pelo equilíbrio que regista a tabela classificativa, que coloca Benfica e Sporting na liderança e o FC Porto numa posição muito próxima e ainda favorável nas contas que resultarão na decisão da competição.

Ciente de que não poderia perder pontos sob pena de perder em definitivo a ‘corrida’, os dragões ‘fizeram-se à estrada’ ao bater o Vitória de Setúbal e ao mesmo tempo manter uma atenção especial aos encontros dos seus rivais directos, que por ora se encontram em vantagem pontual.

A tarde de futebol acabou por não dar azo à perda de pontos tanto para as águias como para os leões. No entanto, também no Sado se descobriu um dragão seguro de si e capaz de derrotar o Vitória com dois golos apontados em momentos cirúrgicos da partida, mais precisamente na sua abertura, pelo goleador Gonçalo Paciência, e ainda no seu encerramento, por intermédio do extremo Francisco Ramos, que mantiveram tudo em aberto na disputa pelo título.

O triunfo azul-e-branco em Setúbal ganha ainda uma importância acrescida pelo facto de na próxima jornada o adversário ser o Sporting, podendo antever-se um despique deveras emocionante cujo resultado poderá ser um dos pontos determinantes na descoberta do campeão nacional sub-19 esta época, verificando-se que os dragões estão na luta…




FICHA DE JOGO
Campeonato Nacional de Juniores – Fase Final - 11ª Jornada
Vitória Futebol Clube 0-2 Futebol Clube do Porto
Data: 1 de Maio de 2013
Hora: 16h
Local: Complexo Desportivo da Várzea - Setúbal
Árbitro
: André Gralha - Santarém
 
VITÓRIA FUTEBOL CLUBE: Patrick Costinha; Óscar Mendes, Dinei, Rúben Vezo, Rafael ‘Rafa’ Almeida (Filipe Fialho, 88 min.), André Ceitil (Jacinto Monteiro, 79 min.), João Faria Rodrigues, Rafael Cabrita (Filipe Cristo, 61 min.), Alexandre ‘Alex’ Serafim, Mohcine Hassan e Ricardo Horta
TreinadorAlfredo Lopes

FUTEBOL CLUBE DO PORTO: Aldo Monteiro ‘Kadú’; Victor Hugo Garcia, Bruno Silva, André Ribeiro, Luís Rafael, Tomás Martins Podstawski, Francisco ‘Chico’ Ramos, Leandro da Silva (Diogo Belinha, 79 min.), Ivo (João Graça, 64 min.), André da Silva e Gonçalo ‘Gongas’ Paciência (Ricardo Costa ‘Ricardinho’, 91 min.)
TreinadorNuno Capucho
 
Indisciplina:  Filipe Cristo (67 min.); André Ribeiro (46 min.) e Gonçalo ‘Gongas’ Paciência (82 min.)
Resultado ao Intervalo: 0-1
Resultado Final: 0-2
Marcadores: Gonçalo ‘Gongas’ Paciência (3 min.) e Francisco ‘Chico’ Ramos (89 min.)




Texto: Rafael Batista Reis
Imagem: D.R.
Nova Academia de Talentos



INDISFARÇÁVEIS LIMITAÇÕES DE PEREIRA

Vítor Pereira procura disfarçar limitações demasiadamente evidentes no seu trabalho


Desde sempre mostrei preferência por um costume que evita que em futebol se seja demasiadamente acusatório crítico em excesso sobre qualquer agente desportivo, o que neste caso não parece impeditivo a uma análise pouco positiva sobre um dos nomes mais em voga no futebol nacional na actualidade, cujo sucesso actual torne inclusivamente digno de lamento o facto de o panorama português ser excessivamente marcado por Vítor Pereira.

Será no mínimo invulgar a atenção depositada sobre um técnico que parece procurar disfarçar na sala de imprensa as suas evidentes limitações como decisor de futebol, o que se verifica pela estrutura de jogo do FC Porto, que apenas utiliza, para o bem e para o mal, uma táctica, o 4x3x3, e apenas neste registo o dragão joga, o que parece manifestamente pouco para um clube de tão elevadas ambições, podendo juntar-se outros defeitos/limitações no desempenho das suas funções.

No que diz respeito à observação, prospecção e recomendação das contratações do FC Porto, embora não seja este o foco do seu trabalho uma vez mais parece evidente a falta de tacto do treinador, podendo descobrir-se como exemplos claros os avais dados às contratações de Liedson e Marat Izmaylov quando a sua equipa necessitava de um reforço premente e imediato.

Mesmo perante o nome e qualidade reconhecidos a Liedson e Izmaylov, constata-se claramente que não correspondem à solução pretendida pelo FC Porto, no caso do primeiro um jogador que funcionasse como complemento ou alternativa a Jackson Martinez, o que acabou por não suceder com resultados negativos para a equipa, sendo que no segundo exemplo ao invés de se conseguir uma alternativa imediata a João Moutinho e Lucho Gonzalez, a equipa ganhou mais um extremo pouco mais que mediano.

Várias são as insuficiências que comprovam que o FC Porto não terá o técnico ideal

Também ao nível das substituições Vítor Pereira não tem mostrado a criatividade necessária para ser o orientador que os azuis-e-brancos terão de ter no banco para assegurar a conquista de títulos uma vez que as suas mexidas, salvo raras excepções como a sortuda aposta em Kelvin na recepção ao Sporting de Braga, muito raramente resultam em melhoras para a equipa e inclusivamente provocam o decréscimo qualitativo da mesma.

Em suma, Vítor Pereira trata-se de um treinador inconsistente nas suas ideias e mesmo deficitário em termos valorativos para este tipo de ‘andanças’, como explica o facto de ter tornado banal um plantel de excelente qualidade deixado por André Villas-Boas e que até ao momento apenas perdeu Radamel Falcao e posteriormente Hulk no que diz respeito a peças influentes na estrutura mas que se manteve amplamente consistente.

Para cúmulo, o técnico do FC Porto ainda gerou uma confusão que ainda permanece no futebol português ao pretender classificar como obra de arbitragens negativas um percurso que o seu adversário directo, o Benfica, construiu por acima de tudo praticar mais e melhor futebol que o conjunto por si orientado, surgindo como possibilidade forte um cenário de insucesso e um mau exemplo para a imagem de Portugal caso se confirme a mudança para o Everton no final da época.

Provável insucesso esta época poderá trazer várias equações ao Estádio do Dragão

Curiosamente, e em oposição, Vítor Pereira e o FC Porto não foram ainda derrotados na corrente edição da Liga Zon Sagres, o que torna digna de reflexão a competitividade, ou falta dela, no futebol nacional, que parece estar dependente de uma análise profunda face ao fosso que se verifica entre os clubes que disputam o primeiro escalão do futebol luso que ainda assim não torna menos plausível a critica ao trabalho de Vítor Pereira de forma veemente.

A ausência de dificuldades acaba por ser mais um ponto negativo para Pereira pelo fácil raciocínio que aponta para a obrigação de conseguir ainda melhores resultados, ou seja, mesmo com uma contagem elevada de defeitos e insuficiências descortinadas no seu trabalho, ainda assim estava claramente ao seu alcance um rácio de sucesso maior tendo em conta o grupo de trabalho e as condições de trabalho que tem ao seu dispor no Dragão.

Não tendo ainda perdido a possibilidade de revalidar o título, o FC Porto não parece disfarçar uma realidade indesmentível, a de não possuir um treinador à sua altura, incapaz de aproveitar os recursos existentes e até suscitador de uma comparação virtual na qual parece improvável que conseguisse ter resultados em outros clubes como o Sporting, onde talvez não tivesse a capacidade de segurar a equipa e assumir o comando numa fase intermédia e conseguir resultados.

Resumindo, Vítor Pereira encontra-se claramente um patamar abaixo de Jorge Jesus e Jesualdo Ferreira, que ainda esta época provou ser capaz de um tipo de trabalho que dificilmente poderia pedir-se ao técnico do FC Porto, podendo prever-se que com o estilo adoptado por Pereira provavelmente o Sporting estaria nesta altura ainda a lutar pela manutenção. Exagero? Talvez não.

 

 
 
Texto: Rafael Batista Reis
Imagem: D.R. (Carlos Alberto Costa)
Nova Academia de Talentos





AMBIENTE DE ALVALADE FAZ LEÃO RUGIR

Sporting responde à pressão com uma goleada sobre o Vitória de Guimarães

Sob o olhar do público que lhe é afecto, os apoiantes dos seus adversários e outro tipo de observadores, alguns independentes e outros pertencentes à crítica como tantas vezes sucede em futebol, o Sporting encontrava o Vitória de Guimarães na certeza que qualquer resultado que não correspondesse a uma vitória poderia colocar em xeque qualquer anseio de sucesso na sua senda pela revalidação do título no Nacional de Juniores.

Para continuar na luta, os jovens leões apostaram no apoio do seu público no terreno no qual actua a primeira equipa e que tem sido talismã na recuperação desse conjunto, o Estádio de Alvalade, acabando por ser igualmente proveitoso para os sub-19 verde-e-brancos, que golearam com facilidade o adversário que viajou a partir do Minho por 6-0, concretizando três tentos em cada uma das partes do encontro.




FICHA DE JOGO        
Campeonato Nacional de Juniores – Fase Final - 11.ª jornada
Sporting Clube de Portugal 6-0 Vitória Sport Clube
Data: 1 de Maio de 2013
Hora: 16h
Local: Estádio José Alvalade – Lisboa
Equipa de Arbitragem: Jorge Faustino (árbitro principal), Rui Freire e José Mira (árbitros assistentes)

SPORTING CLUBE DE PORTUGAL: 1 - Mickael Meira, 2- Mauro Riquicho (17 - Gelson Martins, 62 min.), 3 - Rúben Semedo, 4 – Edelino ‘Edi’ Ié, 5 - Rúben Ribeiro, 6 - João Palhinha Gonçalves, 7 - Wilson Manafá, 8 - Wallyson ‘Wally’ Mallmann, 9 - Alexandre Guedes, 10 - Filipe Chaby (16 – Farley Rosa, 57 min.) e 11 - Cristian Ponde (14 – Yan Zihao, 73 min.)
Suplentes Não utilizados: 12 – Guilherme ‘Gui’ Oliveira, 13 - Domingos Duarte, 15 - Luka Stojanovic e 18 - Iuri Medeiros.
Treinador: Abel Ferreira.

VITÓRIA SPORT CLUBE: 1 - Miguel Oliveira, 2 - Carlos, 3 - Manuel Pedro, 4 – Ricardo Carvalho, 5 - Pedro Campos, 6 – Fabiano (20 – Bernard, 64 min.), 7 – Danilo Castro, 8 – Hélder Costa ‘Hélinho’ (16 – Júnior, 79 min.), 9 – Simão (19 – Miguel, 57 min.), 10 - Didi, 11 – Cláudio Ribeiro.
Suplentes não utilizados: 24 – José ‘Zé’ Luís, 14 - Tiago Marques, 15 – Sau Marian e 18 - Bruno Moreira.
Treinador: Ricardo Silva.

Indisciplina:
Filipe Chaby (22 min); Danilo Castro (23 min, expulso), Didi (60 min),
Resultado ao Intervalo: 3-0
Resultado Final: 6-0
Marcadores: Alexandre Guedes (6 e 53 mins), Filipe Chaby (8 min), Rúben Semedo (34 min, gp), Wallyson ‘Wally’ Mallmann (54 min) e Cristian Ponde (70 min).
 

 
Texto: Rafael Batista Reis
Imagem: D.R.
Nova Academia de Talentos
 





ÁGUIAS PASSAM PONTE PELA LIDERANÇA

Benfica mantém a liderança do Nacional de Juniores após ter vencido em Braga

Pressionado pelo facto de neste momento no Nacional de Juniores a liderança estar a ser disputada ao ‘sprint’ pelos três favoritos ao título, Sporting, FC Porto e Benfica, os encarnados encontravam em Braga um obstáculo difícil de transpor e que o separava dos necessários três pontos que permitiam que a liderança fosse mesmo para continuar.

No seu reduto actuava um Sporting de Braga sempre forte em casa, mas ainda assim limitado na sua estrutura, não contando com um dos seus habituais titulares, o médio centro Reko, tendo procurado ao máximo dificultar a missão das águias, que se revelaram mais fortes e venceram a partida por 2-0.

Os golos benfiquistas acabam por encontrar um denominador comum, o seu marcador, o extremo Hélder Costa, que nesta altura se encontra a viver o melhor momento de forma na corrente época ao ter bisado poucos dias depois de ter impressionado pela eficácia a finalizar ao serviço da Selecção Nacional sub-19, pela qual havia conquistado o Torneio Internacional do Porto.

Depois dessa conquista ao serviço de Portugal, o extremo de ascendência angolana poderá repetir a façanha, agora ao serviço do Benfica, que parece apresentar uma estrutura capaz de ‘matar um borrego’ que tem teimado em persistir com o passar dos anos e que consiste num já longo jejum de títulos no Nacional de Juniores, como de resto provou neste encontro disputado no Campo da Ponte.

FICHA DE JOGO
Campeonato Nacional de Juniores – Fase Final – 11ª Jornada
Sporting Clube de Braga 0-2 Sport Lisboa e Benfica
Data: 1 de Maio de 2013
Hora: 16h
Local: Campo da Ponte - Braga

SPORTING CLUBE DE BRAGA:
Tiago Sá; Sandro Costa; Pedro Eira; Artur; Nurio; Paulo; Erivaldo (Mamadou Diallo, 80 min.); Antoninho; Aleni (Aldair, 33 min.); Mendonca e Nené (Kevyn, 58 min.)
Suplentes não Utilizados: Rafa; Tigana Quebé; Pedro e Tiago Carvalho
Treinador: Pedro Duarte
Director: Teixeira

SPORT LISBOA E BENFICA: Bruno
Varela, João Cancelo, Rudinilson; João Nunes; Pedro Rebocho, Estrela, João Teixeira, Hélder Costa, Sancidíno Silva (Filipe Nascimento, 75 min.), Clésio Bauque e Bernardo Silva
Treinador: João Tralhão
Director: José Henrique ‘Zé Gato’
 
Indisciplina: Pedro Eira (36 min.); João Nunes (20 min.), João Cancelo (52 min.), Rudinilson (67 min.) e Sancidino Silva (75 min.);
Resultado ao Intervalo: 0-1
Resultado Final: 0-2
Marcador: Hélder Costa (37 g.p. e 82 mins.)





Texto: Rafael Batista Reis
Imagem: D.R. (SerBenfiquista)
Nova Academia de Talentos
 

quarta-feira, 1 de maio de 2013




 
IMPERADOR MARCOS AURÉLIO FAZ LEÃO RENDER-SE


Depois da entrevista inaugural com o bracarense Reko, o Nova Academia de Talentos continua a ‘esmiuçar’ os Campeonatos Nacionais jovens, apresentando agora ao público a mais recente novidade no onze titular dos Juvenis A do Sporting, mais precisamente o médio Marcos Aurélio Barros, ainda pouco ou mesmo nada reconhecido pelos adeptos leoninos e ainda erradamente referido nas fichas de jogo publicadas por vários órgãos de Comunicação Social como ‘Marco Barros’.

Este jogador trata-se de uma boa surpresa que justifica observar um encontro dos sub-17 verde-e-brancos com maior atenção, uma vez que demonstra um futebol altamente dinâmico ainda mais tendo em consideração que até há poucos meses actuava num modesto clube a actuar na Divisão de Honra da AF Lisboa, o que não parece ser um impeditivo à integração de um atleta com nome de imperador romano e que tal como um desses chefes de estado poderá fazer impor a sua lei.



Estás no clube há pouco tempo. Em que clube estavas antes?
 
Jogava no G.I.M.D.A Abóboda.

Qual entendes ter sido o teu melhor jogo pelo Abóboda? Sei que fizeste um grande jogo no Cacém e foste a figura dessa partida.

Então não? Marquei dois golos, foi muito bom.

Estavas a jogar como médio centro, não é?

Sim, é esse o meu lugar.

Já te vi jogar ao vivo e de facto tens muita qualidade. Tenho ideia de que no torneio que o Sporting disputou na África do Sul tinhas jogado como lateral, isso é verdade?

Sim, joguei nessa posição por vezes.

 
Chegas ao Sporting com 16 anos e ainda muito para crescer. Estás satisfeito com a experiência até ao momento? Como te correu esse torneio?

Sim, tenho jogado e como titular, entrei na segunda parte os restantes.

Agora já és mesmo jogador do clube, foste inscrito no Campeonato e estás a jogar. Estiveste à experiência, certo? Quando assinaste, agora em Janeiro?

Sim, estive à experiência e fiquei no clube a partir de Janeiro.


Foste o último a chegar. Acreditas que podes continuar a jogar com regularidade?

Sim, espero mesmo continuar a jogar.
 
Em quantos jogos já alinhaste desde que chegaste ao Sporting?
 
Já fiz quatro jogos federados (Nacional de Juvenis), dois jogos de treino e estive na África do Sul nesse torneio mas ainda não tive a oportunidade de fazer um golo.

Nos últimos jogos tens mesmo jogado enquanto titular, contra o Operário e Imortal, já levas dois jogos seguidos de início. Que impressões guardas desses jogos? Tiveste oportunidades para te estreares a marcar?

Sinceramente estou insatisfeito por esta última exibição, tive uma grande falha. Sofri um penalty mas antes dei ao Imortal a marcar.


Em que clube começaste a jogar, e com que idade?

Comecei a jogar no primeiro ano de Escola, nos Leões de Porto Salvo em futsal.
 
Desse clube saíste para onde depois?
Saí directo para o Abóboda.
Nessa altura tinhas só mesmo o Abóboda interessado nos teus serviços? Quantas épocas, conquistas, jogos e golos fizeste no clube ao todo?

Sim, só o Abóboda mostrou interesse. Fiquei lá quatro anos e ganhei uma Série
, jogos não tenho ideia mas marquei mais de 40 ao todo.

Para quem ainda não te conhece, qual é o teu nome completo e qual é a tua nacionalidade?

Marco Aurélio David Barros, sou português e a minha mãe e o meu pai também são portugueses nascidos em Portugal.

Não tens ascendências em África? Voltando ao Abóboda, a tua passagem nesse clube não chamou a atenção de outros interessados em recrutar-te?

Sinto muito carinho por Cabo Verde, onde tenho família, considero-me um puro cabo-verdiano. Enquanto jogava no Abóboda tive também uma oferta do Estoril.

Bom, então Cabo Verde ainda te pode ‘roubar’ à Selecção Nacional no futuro, nunca se sabe…Para além de médio centro e lateral direito, que outros lugares podes preencher em campo?

Posso jogar a extremo também, e como falso ponta
-de-lança.

Ainda não jogaste em nenhuma Selecção Nacional. Já representaste alguma Selecção Distrital? Já falaste com algum responsável por Selecções Nacionais, de Portugal ou Cabo Verde?

Não, ainda não, e nunca ninguém falou comigo sobre isso.
Para além do Sporting, tiveste mais algum clube interessado em ti?

De clubes interessados só soube mesmo do Sporting.

Como te surgiu o convite do Sporting?

Foi no jogo contra o Estoril, depois disso o clube mostrou interesse.

Foi a primeira observação que fizeram? Foi o suficiente para que tenhas logo sido convidado a trabalhar no clube?
Sim, e aceitei o convite do Sporting.
Para além de Marcos Aurélio, Marcos Barros ou Marcos Aurélio Barros, costumas utilizar alguma alcunha em campo?

Sim, chamam-me de Cabudjura, outros de Marcus Brabus.

Quando vieste para o Sporting, assinaste algum contrato, de formação ou profissional?

Não, ainda não.

Fica assim apresentada aquela que para alguns adeptos do Sporting, principalmente aqueles que mais se ligam à formação, se tratava da grande incógnita da equipa e um dos jovens que chegou às instalações do clube no último mercado de Inverno para convencer quanto à sua qualidade, juntando-se a uma geração que disputa o título nacional de Juvenis, um feito que poderá vir também a ter o seu cunho pessoal. Certamente os adeptos ficariam a conhecer a sua qualidade em definitivo.
 

Texto: Rafael Batista Reis
Imagem: D.R.
Nova Academia de Talentos
 


A UM GOLO DE TORNAR O SONHO REAL

Real Madrid esteve muito perto de consumar uma esplêndida reviravolta

O Santiago Bernabéu encheu na noite passada para assistir a um feito que para muitos era visto como um milagre. Pouco mais de 90 minutos volvidos, parece evidente que a expressão não era adequada. Esteve longe de ser um milagre, e perto de ser uma realidade.

Depois de ter perdido por 4-1 frente ao Borussia de Dortmund em terras alemãs, os ‘merengues’ apenas devem a si próprios e à sua falta de eficácia o facto de se encontrarem fora da final de Wembley e acima de tudo da possibilidade de acrescentarem ao seu currículo a já lendária Décima que teima em fugir aos ‘merengues’.

Neste encontro, não poderá existir ponta de crítica em relação à atitude do Real, que tudo fez para conseguir uma reviravolta histórica, apontando dois golos nos últimos dez minutos por intermédio de Karim Benzema e Sergio Ramos, este assistido pelo mesmo Benzema, uma das incontornáveis figuras da partida, mas não foi capaz de concretizar os seus intentos.


FICHA DE JOGO
Liga dos Campeões – Meias-finais – 2ª mão
Real Madrid Club de Futbol 2-0 Ballspiel-Verein Borussia 1909 VE Dortmund
Data: 30 de Abril de 2013
Hora: 19h45
Local: Estadio Santiago Bernabéu – Madrid
Árbitro: Howard Webb – Inglaterra

REAL MADRID CLUB DE FUTBOL: 25- Diego Lopez; 15- Michael Essien; 4- Sergio Ramos; 2- Raphael ‘Rafa’ Varane; 5- Fábio Coentrão (8- Ricardo dos Santos ‘Kaká’, 57 min.); 14- Xabier ‘Xabi’ Alonso (6- Sami Khedira, 67 min.); 19- Luka Modric; 10- Mesut Ozil; 22- Angel Di María; 20- Gonzalo ‘Pipita’ Higuaín (9- Karim Benzema, 57 min.) e 7- Cristiano Ronaldo
Suplentes não Utilizados: 1- Iker Casillas; 3- Kepler Lima ‘Pepe’; 18- Raúl Albiol e 29- Alvaro Morata
Treinador: José Mourinho

BV BORUSSIA DORTMUND: 1- Roman Weidenfeller; 26- Lukasz Piszczek; 4- Neven Subotic; 15- Mats Hummels; 29- Marcel Schmelzer; 6- Sven Bender (27- Felipe Santana, 91 min.); 8- Ilkay Gondogan; 16- Jakub
Błaszczykowski; 10- Mario Gotze (19- Kevin Grosskreutz, 14 min.); 11 – Marco Reus e 9- Robert Lewandowski (5- Sebastian Kehl, 87 min.)
Suplentes não Utilizados: 20- Mitchell Langerak; 7- Moritz Leitner; 18- Nuri Sahin e 23- Julian Schieber
Treinador: Jurgen Klopp

Indisciplina: Fábio Coentrão (26 min.), Gonzalo ‘Pipita’ Higuaín (44 min.), Sergio Ramos (79 min.), Sami Khedira (81 min.); Ilkay Gundogan (43 min.), Sven Bender (46 min.)
Resultado ao Intervalo: 0-0
Resultado Final: 2-0
Marcadores: Karim Benzema (82 min.) e Sergio Ramos (88 min.)



Texto: Rafael Batista Reis
Imagem: D.R.
Nova Academia de Talentos