terça-feira, 17 de setembro de 2013



GARRIDA ÁGUIA CONTRA ESTORIL MUITO AMARELO


Benfica venceu Estoril num duelo de extremos



Para se manter no topo da classificação do Nacional de Iniciados, o Benfica viajava até um terreno que costuma oferecer perigos mas que esta época se tornou mais facilitado porque, palavras do seu próprio técnico, de uma das gerações menos talentosas do Estoril Praia.



Terá de facto razão António Prazeres, um treinador experiente que uma vez mais verificou que a sua equipa não detém andamento para travar uma equipa com a qualidade do Benfica, da mesma forma que não o conseguiu fazer no seu primeiro encontro em casa perante o Sporting, tendo acabado, tal como no encontro frente aos leões, goleado, agora por uma águia que impôs um desequilibrado 4-1 e assim regressou ao topo da classificação.



Foi assim um duelo de extremos entre um Benfica cada vez mais líder, ainda que em virtude de possuir mais um jogo face a ter antecipado a sua jornada frente ao CAC Pontinha, pelo que esperará pelo resultado do Sporting para saber se dividirá ou não a liderança… e um Estoril cada vez mais último, mas que por outro lado poderá agora dar início ao ‘seu’ Campeonato.



Essa constatação pode explicar-se pelo facto de em apenas três jornadas o clube da Linha já ter defrontado os dois favoritos ao apuramento para a Fase Final e agora terá pela frente um calendário bem mais desanuviado.





FICHA DE JOGO
Campeonato Nacional de Iniciados – Série F – 3ª Jornada.

Grupo Desportivo Estoril-Praia 1-4 Sport Lisboa e Benfica

Data: 15 de Setembro de 2013

Hora: 11h
Local: Centro de Treinos e Formação Desportiva do Estoril


GRUPO DESPORTIVO ESTORIL-PRAIA: Pedro Afonso, Tomás, Denis Martins, Vasco Leal, Sana (Bernardo Afonso, 63 min.), André Santos, Ricardo Mendes, Pedro Borges, Rodrigo Nel, Duarte e Martim Silva (Francisco Cruz, 55 min.)

Treinador: António Carlos Prazeres.

SPORT LISBOA E BENFICA: Bernardo Gonçalves, Mamadou Koné (Pedro Álvaro, int.), Diogo David ‘Dida’, Luís da Silva, Diogo Santos, Mesaque Dju (Diego Batista, int.), André Oliveira, Florentino Luís, João Filipe ‘JP’, Jordan van der Gaag (Rúben Rodrigues, 56 min.) e Gedson Fernandes (Pedro Correia, 64 min.)
Treinador: Luís Nascimento


Indisciplina: Vasco Leal (23 min.), Sana (45 min.) e Tomás (68 min.); Mesaque Dju (11 min.), Gedson Fernandes (38 min.) e Jordan van der Gaag (40 min.)

Resultado ao Intervalo: 0-3

Resultado Final: 1-4
Marcadores: Duarte (39 min.); Luís da Silva (24 min. g.p.), Mamadou Koné (32 min.), Mesaque Dju (36 min.) e João Filipe ‘JP’ (46 min. g.p.)

Texto: Rafael Batista Reis

Imagem: D.R.



DRAGÃO CONTINUA BEM GOLEADOR


FC Porto voltou a golear sem dificuldade, tendo agora batido o Paços de Ferreira.



Passo a passo o FC Porto continua a colecionar goleadas no Nacional de Iniciados, juntando agora mais uma ao seu pecúlio ao ter ‘despachado’ sem qualquer dificuldade o Paços de Ferreira, situação que se havia já verificado com os anteriores adversários, o Vizela, que havia sido derrotado por 8-0, e a sua ‘sucursal’ na qual se encontra a sua geração sub-14, a Dragon Force, que foi presenteada com seis golos sem resposta.



Pouco melhor conseguiu fazer o Paços, que apenas conseguiu fazer um golo perante mais seis tentos azuis-e-brancos marcados pelos médios Jorge Teixeira e Paulo, que bisou, e ainda os atacantes Diogo Fernandes e João Rodrigues, o que perfaz um total de 20 golos marcados em apenas três jogos e, claro está, um pleno de vitórias.



Esse somatório de sucesso resulta numa liderança isolada completamente justa que parece destinada a crescer com o passar das jornadas e a tornar-se num verdadeiro ‘passeio’ para a jovem equipa sub-15 dos dragões que dá os primeiros passos numa competição de índole nacional mas parece para já completamente preparada para discutir até aos últimos instantes com os seus rivais a conquista do título.



Esse objectivo, diga-se, tem escapado nas últimas épocas e na actualidade se encontra na posse do Sporting, que será assim o principal alvo a abater para uma equipa que parece alimentar uma relação bem saudável com o golo.




FICHA DE JOGO
Campeonato Nacional de Iniciados – Série B – 3ª Jornada.
Futebol Clube do Porto 6-1 Futebol Clube Paços de Ferreira
Data: 15 de Setembro de 2013
Hora: 11h
Local: Campo da Constituição- Porto



FUTEBOL CLUBE DO PORTO: Mário; Vítor (Diogo Dalot, int.), Diogo Queirós, Diogo Leite e Nuno; João Lameira, Jorge Teixeira (Daniel, int.), Paulo (Fábio, int.) e Diogo Fernandes (João Félix, 56 min.); Hélder e João Rodrigues (Leandro, 56 min.)
Treinador: Albino Maçães ‘Bino’



FUTEBOL CLUBE PAÇOS DE FERREIRA: Pedro; Flecha, Barbosa, Carlitos e Vítor; João Sousa (Marco, 60 min.), Bouba (Francisco, 31 min.), Hugo (Paulo, 34 min.) e Renato; Diogo (Reizinho, 58 min.) e Juliano (Mickey, 34 min.)
Treinador: Hermano Machado


Indisciplina: nada a registar

Resultado ao Intervalo: 3-0
Resultado Final: 6-1
Marcadores: Jorge Teixeira (6 min.), Diogo Fernandes (10 min.), João Rodrigues (27 e 52 min.) e Paulo (55 e 61 min.); Marco (66 min.)

Texto: Rafael Batista Reis
Imagem: D.R.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013






DRAGÃO SOMA E SEGUE

FC Porto contabiliza mais uma goleada no Nacional de Juvenis

Desde há algumas jornadas a somar goleada atrás de goleada, o FC Porto não fugiu ao que tem sido regra e… voltou a golear, tendo arrancado mais um resultado desnivelado, desta feita de 4-0 sobre o Penafiel, voltando a passear a sua superioridade, tal como sucedeu mais a Sul com os rivais Benfica e Sporting, que conseguiram obter resultados ainda mais expressivos sobre Real e CADE, respectivamente.

Desta forma, depois de conseguir mais um resultado de referência e seguir o paradigma de goleada expresso por todos os ‘grandes’, os dragões recuperaram o posto que se prevê que lhes pertença até ao final da Série B, o lugar de líder, que se encontrava na posse do Rio Ave.

O adversário que até ao momento mais argumentos tem demonstrado nessa luta particular vê-se agora ultrapassado ao não ter passado do nulo curiosamente perante a equipa sub-16 do FC Porto, o Padroense. De uma forma algo irónica e muito curiosa, a liderança foi mesmo entregue por dragões a outros dragões, uma semana depois de o conjunto que evolui em Padrão da Légua ter sucumbido ao poderio dos sub-17 portistas.

Com resultados de tamanha monta, os azuis-e-brancos prometem discutir até ao último instante um título nacional que na época passada perderam para o Benfica, um oponente com o qual prometem levar a cabo duelos de grande emotividade e espectáculo face às unidades de grande potencial que se encontram de parte a parte.




FICHA DE JOGO
Campeonato Nacional de Juvenis – Série B – 5ª Jornada.
Futebol Clube do Porto 4-0 Futebol Clube de Penafiel
 
Data: 15 de Setembro de 2013
Hora: 11h
Local: Centro de Treinos do Olival – Vila Nova de Gaia.
Árbitro:
 Rui Oliveira - Porto

FUTEBOL CLUBE DO PORTO: Gabriel; Diogo Izata, Jorge Fernandes, Rui Varejão e Rúben Barbosa; Rúben Neves (André Oliveira Sena, 58 min.), João Cardoso e Paulo Alves (Fernando Ferreira, int.); Generoso Correia (João Bernardo, 58 min.), Luís Mata e André Mesquita
Treinador: José Guilherme

FUTEBOL CLUBE DE PENAFIEL: Vítor Gomes; Sérgio Ribeiro, Diogo Bessa, Micael e Luís Filipe; Rúben, Chico, Ferreira (Zé Pedro, 54 min.) e Miguel Leal (Vítor, int); Antero (José Sousa, INT..) e Rui Santos
Treinador: Hugo Neto


Indisciplina: nada a registar
Resultado ao Intervalo: 3-0
Resultado Final: 4-0
Marcadores: Generoso Correia (21 min.), Luís Mata (24 e 67 mins.), Rúben Neves (41 min.)

Texto: Rafael Batista Reis
Imagem: D.R.





ÁGUIA DE ALTA ROTAÇÃO A GOLEAR


Benfica não sentiu dificuldades para golear o Real



Poucos dias depois de ter acertado o calendário, desta feita o Benfica trocou a ordem das partidas e antecipou o seu encontro a contar para a 14ª jornada, adiando para Dezembro a recepção ao Real no Caixa Futebol Campus, marcada para a 5ª jornada, e tendo assim viajado até Massamá para vencer com facilidade.



Desde a última partida disputada pelos encarnados destaca-se a mudança de guarda-redes, com Fábio Duarte a regressar à defesa das redes em detrimento de João Moreira, que havia sido o titular ante o Caldas, para uma manhã imaculada face à goleada conseguida e que se estabeleceu em 8-0 face às exibições inspiradas dos futebolistas de maior projecção atacante.



Nesta partida recheada de golos do Benfica, que voltou a provar porque motivo preenche uma boa parte da Selecção Nacional sub-17, devem destacar-se as acções dos extremos, Diogo Gonçalves, que apontou mais um hat-trick à imagem da partida anterior, e Aurélio Buta, que marcou por uma ocasião, tal como o ponta-de-lança Fábio Novo, o que resultou em cinco golos entre os oito que a equipa concretizou perante uma desamparada defesa do Real.



Para além do trio de avançados benfiquista outros jogadores tiveram oportunidade de fazer o ‘gosto ao pé’, desde logo o também atacante e suplente utilizado Rui Gomes e os médios Renato Sanches e Gonçalo Rodrigues, sendo que este jogador também entrou em campo apenas na segunda metade.





FICHA DE JOGO
Campeonato Nacional de Juvenis – Série D – 14ª Jornada.
Real Sport Clube 0-8 Sport Lisboa e Benfica

Data: 15 de Setembro de 2013.

Hora: 11h.
Local: Campo nº2 do Real Sport Clube - Massamá



REAL SPORT CLUBE: Tomás Pereira (Tiago Rodrigues, int.); Canário, Benni Ramos, Miguel Artur, Elton Tavares (Hélder, 55 min.), Pio, Fonseca (Ricardo, 17 min.), Ramos, Canina, Ivan e Leandro Varela.
Treinador: Joaquim Marques


SPORT LISBOA E BENFICA: Fábio Duarte, Hugo Santos (Francisco Matos, 66 min.), Ruben Dias e Francisco ‘Kiko’ Ferreira (Rui Gomes, 55 min.), Yuri Oliveira Ribeiro, Pedro ‘Pepê’ Rodrigues , Renato Sanches ‘Bulo’ e João Carvalho (Gonçalo Rodrigues, 48 min.), Aurélio Buta, Diogo Gonçalves e Fábio ‘Fabinho’ Novo.

Treinador: Renato Paiva



Indisciplina: Canina (53 min.); 
Resultado ao Intervalo: 0-4.
Resultado Final: 0-8.
Marcadores: Diogo Gonçalves (15, 23 e 26 min.), Fábio ‘Fabinho’ Novo (37 min.), Aurélio Buta (55 min.), Rui Gomes (61 min.), Renato Sanches ‘Bulo’ (65 min.) e Gonçalo Rodrigues (75 min.)

Texto: Rafael Batista Reis
Imagem: D.R.



DANÇOU-SE PAÇOS DE TANGO NA LUZ

Benfica dominou o Paços de Ferreira com uma forte influência argentina

Perante uma assistência de quase 35 mil pessoas na Luz, cerca de 2000 destes bombeiros numa tarde em que o Benfica se juntou às homenagens que têm sido feitas aos ‘soldados da paz’, os encarnados somaram três pontos, e com a tranquilidade que tanto procuravam, sobre o Paços de Ferreira.

Foi mesmo com propriedade e com uma grande segurança de si que a águia avançou para um final de tarde de domínio que a levou a apontar três golos e a dever a si própria o facto de não ter conseguido alcançar uma diferença mais dilatada perante um Paços que cedo se viu em desvantagem e apenas foi capaz de apontar um golo que atenuou a desvantagem no resultado.



FICHA DE JOGO
Liga ZON Sagres -  4ª Jornada.
Sport Lisboa e Benfica 3-1 Futebol Clube Paços de Ferreira.
Data: 14 de Setembro de 2013.
Hora: 18h15.
Local: Estádio da Luz – Lisboa.
Equipa de Arbitragem: Bruno Paixão (árbitro principal), Luís Ramos e Pais António (árbitros assistentes) e Tiago Martins (4º árbitro).

SPORT LISBOA E BENFICA:
1- Artur Moraes; 14- Maxi Pereira (Sub-Capitão); 4- Luisão (Capitão); 24- Ezequiel Garay; 16- Guilherme Siqueira (34- André Almeida, 62 min.); 21- Nemanja Matic; 6- Ruben Amorim (5- Ljubomir Fejsa, 34 min.); 35- Enzo Perez; 50- Lazar Markovic; 11- Rodrigo Lima e 7- Oscar Cardozo (15- Ola John, 74 min.).
Suplentes não Utilizados: 13- Paulo Lopes; 10- Filip Djuricic; 19- Rodrigo Moreno e 33- Jardel.
Treinador: Jorge Jesus.
Director: Shéu Han.

FUTEBOL CLUBE PAÇOS DE FERREIRA: 1- Matias Degra; 18- Tony; 15- Grégory Arnolin; 19- Ricardo (Sub-Capitão); 22 – Hélder Lopes; 8- André Leão; 20- Sérgio Oliveira (11 – Rui Caetano, 60 min.); 88- Jean-Michael Seri (4- Romeu Rocha, 79 min.); 81- Manuel José (Capitão) (9- Christian Irobiso, 89 min.); 33- Tiago Correia ‘Bebé’ e 7- Rúben Ribeiro.
Suplentes não Utilizados: 45- António Filipe, 17- Nuno Santos; 27- Rodrigo Antônio e 96- Filipe Anunciação.
Treinadores: Francisco Costa ‘Costinha’ e Sérgio Gaminha.
Director: Carlos Carneiro.

Indisciplina: Maxi Pereira (82 min.); Hélder Lopes (29 min.), Tony (53 min.), Sérgio Oliveira (55 min.) e Romeu Rocha (87 min.)
Resultado ao Intervalo: 2-0.
Resultado Final: 3-1.
Marcadores: Enzo Perez (4 min.), Ezequiel Garay (22 e 51 mins); Rúben Ribeiro (49 min.).
Melhores em Campo: Enzo Perez (SL Benfica) e Rúben Ribeiro (FC Paços de Ferreira).

Texto: Rafael Batista Reis

Imagem: D.R.

sábado, 14 de setembro de 2013






MUDAR OS PAÇOS E VENCER

Benfica terá de alterar algumas peças de forma a vencer o Paços de Ferreira



Mais de uma semana depois de ter disputado o seu último jogo o Benfica regressa à sua imponente casa, o Estádio da Luz, para finalmente conseguir uma exibição consistente com um fio de jogo de acordo com as pretensões do primeiro ao último momento e dessa forma conquistar os três pontos ante um Paços de Ferreira também sedento de pontos pelo facto de ter apenas coleccionado derrotas num percurso quase merecedor de recorde do Guiness de tão complicado que tem sido.



Assim sendo, algumas peças terão de ser forçosamente alteradas de forma a que se possa atingir o tão esperado sucesso, embora tal não aconteça na baliza, onde Artur Moraes continua de pedra e cal na defesa de umas redes também protegidas pelos habituais defesas centrais Luisão e Ezequiel Garay, enquanto nas laterais continuo a apostar em André Almeida, que se encontra num estado de forma bem mais apurado do que Maxi Pereira.



Estratégia passará pela chamada do maior número de ‘titularíssimos’ possível e a passagem de Nico Gaitán para a direita



Na esquerda, não havendo Bruno Cortez, será certamente hora de se dar lugar à estreia absoluta de Guilherme Siqueira, cuja projecção atacante levará a que se encontre em muitas ocasiões bem próximo do meio-campo encarnado no qual se encontrará Nemanja Matic, e possivelmente acompanhado por Enzo Perez, o companheiro de sempre, embora este seja também uma opção para o grande mistério da equipa, a ala direita.



Caso as lesões não afectassem o dia-a-dia encarnado, seria mais do que provavelmente Miralem Sulejmani a alinhar de início. Sem o sérvio, quem sabe? De qualquer forma, a minha aposta recairia no titularíssimo Nico Gaitán, sendo que o flanco esquerdo poderia ser ocupado pela nova coqueluche do clube, Lazar Markovic, que ocupou precisamente esse posto a meio da semana ao serviço da sua selecção.



Para jogar um futebol ofensivamente ligado o jogo terá de ser apoiado. Para que tal suceda, não partilho da opinião daqueles que sofregamente apoiam o regresso de Oscar Cardozo à titularidade, sendo mais apologista de uma dupla mais móvel e composta por um jogador mais recuado e em triangulação como Filip Djuricic em apoio a um avançado capaz de jogar na passada como Lima. Desta forma, mais depressa se darão Paços pela vitória…
Texto: Rafael Batista Reis
Imagem: D.R.





CARREIRA DE MEDEIROS PARA O FUTEBOL PROFISSIONAL 


Sandro Medeiros vai seguindo uma carreira recheada na área da formação de jogadores, mas espera mais



Entendido na tarefa de observar e analisar os melhores talentos, o técnico português Sandro Medeiros foi dando continuidade à sua carreira fora do País, expressando que quando se tem ambição nunca corre como desejamos pois é sempre nosso desejo alcançar algo mais.”



O técnico avança queeste projecto internacional na Índia ao serviço da Football By Carlos Queiroz neste momento em parceria com a Imperial International Sports Academy tem corrido bem felizmente, era direccionado essencialmente para a formação técnica dos treinadores pela criação de um modelo de desenvolvimento a ser aplicado por esses mesmos treinadores.”

O trabalho realizado na Índia passava ainda “pela criação de um programa escolar mais eficiente no treino de futebol para tentar cativar cada vez mais praticantes,” explicou. O treinador esclarece que “felizmente tudo tem corrido bem, estamos na recta final e todos os objectivos propostos foram conseguidos, como tal está próximo o regresso a Portugal. Gostaria que esse regresso coincidisse com o meu regresso ao futebol enquanto treinador.”


“Estive um ano fora do país a fazer um trabalho diferente, apenas preocupado com a metodologia e organização e claro, são imensas as saudades. Vamos aguardar e esperar que possa aparecer a oportunidade certa com as pessoas certas” depois do trabalho realizado na Índia.


Assim, “não coloco de parte, antes pelo contrário, a hipótese de ingressar no futebol sénior como adjunto de um treinador sério e competente e com o qual fosse possível aprender e evoluir.”

Sandro Medeiros trabalhou num fuso horário bem diferente e muitas vezes treinou enquanto em Portugal…  se dormia, embora tenha tido tempo para algum lazer e conhecer uma cultura também bem diferente.


Em que clube está agora a trabalhar?

Este ano não estou a treinar, não surgiu nada que me agradasse, e sinceramente quero-me ‘desvincular’ do futebol de formação porque senão começam a surgir rótulos de formação e a entrada no futebol sénior não surge. Estou só a colaborar com um clube do Campeonato nacional de Seniores em observações directas.

Para que clube está agora a colaborar em regime de observações?


Neste momento para o Clube Operário Desportivo dos Açores do Campeonato Nacional de Séniores. Já tinha colaborado com o clube na época 2007/2008 através de um convite do Mister Francisco Agatão e do Presidente Gilberto Branquinho e é um prazer voltar a uma casa pela qual tenho um carinho enorme. Principalmente porque também vou tentar ajudar um Treinador jovem como o André Branquinho que sempre me apoiou e pelo qual tenho uma amizade muito grande.


Como decorreu a época passada para si? Trabalhou em algum clube?

A época passada para mim começou apenas no final de Janeiro, foi quando tive o convite da Juventude da Castanheira para treinar a equipa de Sub13. Foi um convite que aceitei com muito orgulho e onde tentei ajudar da melhor forma que sei tanto o clube como aquele grupo fantástico de jogadores.
Começou a tornar-se conhecido no futebol de formação ao ter treinado os Infantis do Vialonga durante duas épocas e meia. Como caracteriza essa experiência?
Bem o conhecido é sempre subjectivo, na altura e falamos de 1995, não era usual os treinadores começarem tão cedo, estamos a falar de uma altura onde a formação através da via de ensino pelas faculdades não era tão presente como nos dias de hoje. E como tal éramos todos mais conhecidos uns dos outros por não haver muitos treinadores novos, principalmente já a pensarem o jogo e o treino de forma diferente.
Foi a minha primeira experiência, recordo de sentir muitas dificuldades, mas também fui muito ajudado por todos os colegas e jogadores que tive. Nessas épocas subimos de divisão uma vez, vencemos sempre o Sporting CP em nossa casa, lançamos algumas bases importantes em termos da formação de jogadores mas fundamentalmente foi importante para o meu início de carreira pela aprendizagem e pela experiência.
Em seguida passou para os Iniciados do mesmo clube. Tinha outros convites na altura ou optou pela continuidade?
Nessa altura foi uma passagem de escalão normal, eu ia acompanhar aquela geração, ia dar continuidade a um trabalho que vinha a ser desenvolvido e claro estamos a falar de trabalhar na 1ª divisão, (ainda não existia a divisão de honra) e era sempre aliciante estar com um clube mais pequeno um degrau abaixo dos Campeonatos Nacionais.
Sinceramente na altura nunca equacionei sair do GD Vialonga sentia-me muito envolvido no clube por motivos familiares, o meu pai tinha lá jogado praticamente toda a carreira, adorava a minha Direcção, a envolvência do clube, eu cresci ali e sentia muito orgulho em dar continuidade aquele trabalho.
Pouco depois seguiu para o Vilafranquense, onde treinou Iniciados, Juvenis e Juniores. Foi a melhor opção que teve no momento?
A saída para a UD Vilafranquense foi toda ela graças a uma pessoa, o Mister Rui Muller, estávamos em 1998 tínhamos tirado o 2º nível juntos e ele ia assumir os Séniores da UD Vilafranquense na 2a Divisão B e quis-me perto dele. Falou com a Direcção e tudo ficou consomado. Curiosamente 15 dias depois fui convidado para os Sub14 do CF Estrela da Amadora mas já tinha dado a minha palavra e isso vale muito.
A opção de ficar na UD Vilafranquense era sem dúvida a melhor para mim, estava num clube com boas condições, com uma geração de jogadores fantástica que me dava muito prazer acompanhar. Depois existe a questão emocional de ter sido muito bem recebido numa terra com arte e muita paixão, onde fui de imediato contagiado pelos costumes e tradições e da qual muito me orgulho.
Depois dessa experiência teve pelo meio uma época como treinador dos Iniciados do At. Povoense.  Esse ano foi um passo em frente para si? Teve convites para treinar escalões superiores?
Quando saí da UD Vilafranquense em 2002 fui para a Escola de Futebol Simão Sabrosa, era um projecto que iria recomeçar de novo, o Prof. Miguel Nunes ia assumir a gestão do projecto fez-me o convite e eu aceitei. Em termos de carreira como treinador reconheço que não foi um passo em frente, mas naquilo que considero a evolução de um treinador e o domínio de todas as áreas foi bastante importante, por isso aceitei com muito gosto e tenho muito orgulho no trabalho que lá desenvolvemos.
O convite do UA Povoense surgiu pelo coordenador Victor Mesquita que era meu colega na EF Simão Sabrosa e resolvi aceitar. Eu queria voltar a treinar e pareceu-me ser um bom projecto, de facto confirmou-se foi um ano bastante bom, com um grupo de jogadores fantásticos, uma Direcção que me apoiou em tudo e sinceramente gostei bastante de ter passado pelo UA Povoense.
Depois do Povoense surgiu-lhe o Benfica, para trabalhar como prospector. Como lhe surgiu essa possibilidade?
Eu estava no UA Povoense a época corria acima das expectativas e tive o convite do Bruno Maruta para entrar na estrutura, pensei bastante bem porque iria ser novamente uma pausa na minha carreira de treinador, mas não se pode recusar um convite destes.
É um clube muito grande, era um projecto recente e era toda uma experiência que não tinha preço.Entrei como Prospector passado um ano passei a Responsável de Distrito onde estive dois anos e no último voltei a ser Prospector. Foi uma experiência enriquecedora.
Quatro épocas depois deixou o Benfica para orientar os Juvenis do Oeiras. Saiu pelo facto de poder voltar ao banco de suplentes?
Não foi a principal razão de todo.Com a saída do Bruno Maruta para o Sporting CP existiram muitas mudanças e eu fui uma delas. Foi uma decisão de quem geria na altura. Mas foi importante sair para um Clube referência como é a AD Oeiras.
Estamos a falar de 2002 a 2009 com apenas uma época no meio como Treinador do UA Povoense, são 7 anos de inactividade como Treinador, e ter a possibilidade de ir para um clube como a AD Oeiras foi claramente uma oportunidade excelente.
Tive o prazer de trabalhar como Mister João Plantier, Baciro Candé e Hugo Terroso nos Sub15, com o Mister Tito e Bernardo Bruschy nos Sub13 e Sub12 e passado um mês surge o convite para assumir os Sub17 e Sub16 no Campeonato Nacional e Distrital respectivamente.


Na época seguinte trabalhou como adjunto da equipa sénior. Considera que foi a entrada mais indicada no futebol sénior?

Pelo meio ainda estive um ano na Football by Carlos Queiroz ligado ao projecto da Manchester United Soccer Schools em Portugal. Eu acredito que sim, tendo passado por praticamente todas as funções ligadas ao Futebol, quer no treino quer fora dele, estava na altura e no momento certo para entrar no Futebol Sénior.
A entrada como Treinador adjunto permite-nos acima de tudo aprender muito sem sermos tão expostos como seríamos como Treinadores Principais, e hoje após essa passagem como adjunto posso dizer que estou muito mais preparado do que antes dela.
No ano seguinte viajou para a Índia integrado na Football by Carlos Queiroz. Foi uma experiência recompensadora?
Preferia ter continuado a trabalhar ligado ao Futebol Sénior mas não tinha tido convites para trabalhar, e no contexto da altura era uma experiência que poderia abrir portas no futuro e voltar a ter um projecto profissional. Portanto a opção foi fácil de tomar.
Fomos num contexto diferente como consultores de uma empresa que tem várias academias, e tínhamos como função padronizá-las pela imagem Football by Carlos Queiroz. Em termos de experiência foi fantástico, aprendi bastante e contribuiu bastante para a minha formação enquanto Treinador e como pessoa.


Depois de ter trabalhado na Índia, essa experiência trouxe-lhe convites de trabalho?

Curiosamente foi o contrário, a generalidade das pessoas não sabia sequer que eu já tinha regressado, as que me viam achavam que eu iria voltar para a India e certamente nunca mais sairia de lá e curiosamente não houve contactos para voltar a trabalhar.
Claro que aproveitei esse tempo para estagiar com alguns Treinadores entre eles o Marco Silva do GD Estoril Praia e para ver bastantes jogos e "reconstruir" a minha base de dados. Foi um curto tempo de inactividade mas que aproveitei da melhor forma para continuar a minha formação enquanto Treinador.


Acabou por para o Juventude Castanheira treinar os Infantis. Considera ter sido a melhor escolha?

Naquela altura da época sim foi a melhor opção e foram os únicos a terem a iniciativa de me convidarem a trabalhar. Ia voltar a treinar, fundamentalmente isso. Depois é um clube que já tinha manifestado interesse em mim por diversas ocasiões e isso era uma dívida que tinha para com aquelas pessoas.


Uma Direcção fantástica que me apoiou sempre e que me deu todas as condições para desenvolver um trabalho que considero um dos que mais prazer me deu. Apesar de só ter entrado a meio da época, guardo-a com um carinho e orgulho muito grandes.



Tem recebido convites nos últimos tempos?

Sim, este ano tive vários convites. Felizmente o facto de ter voltado a treinar voltou a abrir certas portas.

Aceitei um deles e iria voltar a um clube que me diz muito mas a falta de seriedade de certas pessoas não o tornaram possível quando tudo estava confirmado.  É outra experiência que nos torna mais ricos.



O seu percurso parece apontá-lo à fixação no futebol sénior. Acha-se preparado para esse passo?

Sinceramente e tendo em conta todo o meu percurso e experiência sinto-me preparado. Mas tem sido muito complicado entrar no mercado, existe um círculo muito fechado de Treinadores que torna quase impossível a entrada de um elemento “estranho”.


Mas aguardo serenamente pela oportunidade que considero certa. É importante também não me precipitar e da mesma forma como sempre ponderei todos os passos da minha carreira também a escolha de um início no futebol sénior tem de ser ponderada. Não basta entrar apenas por entrar. Aguardo fundamentalmente um projecto onde eu possa ajudar a crescer e possa crescer.



Texto: Rafael Batista Reis.

Imagem: D.R.