quinta-feira, 10 de outubro de 2013




MUITAS SEMELHANÇAS, MAS NÃO NO RESULTADO.

Sporting conseguiu manietar o Belenenses em mais uma jornada do Nacional de Iniciados.

Como destaque da jornada do Nacional de Iniciados poderia encontrar-se um confronto que apresentava algumas semelhanças entre os seus competidores, a começar pela cidade na qual se encontram sediados, a capital Lisboa, e mesmo pelo apelido dos técnicos que os orientam, Venâncio.

Contudo, terminam precisamente aí as semelhanças entre o Sporting, comandado por Pedro Venâncio, e o Belenenses, liderado por André Venâncio, uma vez que futebolisticamente a equipa verde-e-branca mostrou estar uns furos acima, como se constata pelo desequilíbrio do resultado, que registou um triunfo altamente confortável por 7-0.

O resultado foi conseguido com tentos da autoria do ponta-de-lança Rafael Leão, do lateral direito João Oliveira, que conseguiu marcar por duas ocasiões, tal como o extremo Elves Baldé, juntando-se ainda os golos marcados pelo defesa central Miguel Lopes e o suplente utilizado Rúben Teixeira, que fecharam um marcador que reflecte por inteiro as diferenças.

Não houve assim termo comparativo entre um leão que vem defendendo o título nacional que conquistou na época passada e uns azuis do Restelo que ainda procuram alcançar a consistência desejada para lograr um tão desejado Campeonato tranquilo.   





FICHA DE JOGO:
Campeonato Nacional de Iniciados – Série F – 6ª Jornada
Sporting Clube de Portugal 7-0 Clube de Futebol "Os Belenenses"
Data: 6 de Outubro de 2013
Hora: 11h
Local: Academia Sporting - Alcochete
Árbitro: Quitério Almeida

SPORTING CLUBE DE PORTUGAL: Luís Maximiano ‘Max’, João Oliveira ‘Jojó’ (Thierry Correia, 44 min.), Miguel Lopes, Miguel Almeida, Rodrigo Prior, Daniel Bragança, Umaro Baldé (Manuel Pami Costa, int.), Miguel Luís, Rafael Leão (Rúben Teixeira, 51 min.), Frederico Duarte (Leandro Tipote, int.) e Elves Baldé
Suplentes não utilizados: Rafael Vanderlaan, Ricardo Ascenso e Rúben Vinagre
Treinador: Pedro Venâncio.

CLUBE DE FUTEBOL "OS BELENENSES": Miguel Pinto (André Duarte, 64 min.), Tiago Manso, Ricardo Mendonça, Diogo Marques, Marian Huja, Francisco Ribeiro (Fábio Ramalhoso, 59 min.), Henrique Martins (Diogo Gonçalves, 31 min.), Miguel Charrua (Tomás Cardoso, 33 min.), João Santos, Luís Sousa e João Falacho (Jaime Ribeiro, 36 min.).
Suplentes não utilizados: João Silva e Gonçalo Maninho
Treinador: André Venâncio.


Indisciplina: Rúben Teixeira (68 min.); Diogo Marques (37 min.) e Ricardo Mendonça (27 min., expulso)

Resultado ao Intervalo: 3-0
Resultado Final: 7-0
Marcadores: Rafael Leão (19 min.), João Oliveira ‘Jojó’ (27 e 37 min, g.p.), Miguel Lopes (34 min.), Rúben Teixeira (54 min.) e Elves Baldé (58 e 65 mins.)





POUCOS E BONS PARA A GUERRA

Recente convocatória da Selecção Nacional deverá primar pela consistência

Depois de uma vitória saborosa sobre a Irlanda do Norte e uma derrota que se por um lado se compreende, por outro lado continua a preocupar, frente ao Brasil, a próxima convocatória da Selecção Nacional deverá exemplificar o que se segue, ou seja, o combate. Seja para o primeiro lugar seja para o segundo que possibilita a presença num playoff de apuramento para o Mundial 2014, Portugal terá de agarrar-se a um desses postos com ‘unhas e dentes’.

Com isto, a lista de convocados terá de demonstrar espírito de conquista e união, o que poderá suceder caso o número de efectivos não seja tão vasto, mas sim bastante eficiente e dotado de jogadores ambiciosos, raçudos e capazes de cumprir várias posições, sem contar com uma importante dose de experiência.

Acabou por agir de forma completamente oposta Paulo Bento, que convocou um verdadeiro regimento. Começando pela baliza, não se deve alterar um sector que na realidade tem oferecido garantias. Contudo, o seleccionador nacional surpreendeu ao ter deixado de fora da convocatória o experiente Eduardo, deixando bem claro que a única opção de momento para a posição dá mesmo pelo nome de Rui Patrício.

Centro da defesa poderá mesmo vir a ser um problema

Quanto à lateral direita, sabia-se que a mudança seria inevitável, mercê da ausência forçada de João Pereira, o que levou à chamada de Cédric e André Almeida. Posição bem entregue, ao contrário do eixo, que se encontra envolto em grandes dúvidas em virtude de apresentar uma zona bem preenchida no que concerne à direita, com Pepe e Luís Neto, o que não corresponde para o restante lugar, no qual não haverá Bruno Alves e não parece existir um concorrente à altura.

Passando para a esquerda, outro problema, pelo menos na recepção a Israel: Fábio Coentrão não se encontra disponível por castigo, o que se torna sério tendo em conta que qualquer outra alternativa não tem sido sequer testada… por outro lado, não restam dúvidas sobre quem será o 6 da equipa nacional – Miguel Veloso.

A Cristiano Ronaldo deverá juntar-se Nani para formar um perigoso duo de alas

Como interiores, e caso a condição física o permitisse, deveriam surgir os habituais João Moutinho e Raul Meireles, algo que não acontecerá por impedimento do segundo, sendo que pela sua polivalência estranho a ausência de Ruben Amorim deste lote de convocados, uma vez que poderia cumprir qualquer vértice no triângulo que se desenha na intermediária.

Quanto à frente de ataque, que poderá estar envolta em algumas dúvidas, no meu entender não parecem existir grandes discussões – nas alas ofensivas o titularíssimo Cristiano Ronaldo tem, claro está, lugar garantido, assim como o reconhecidamente perigoso Nani, sendo que as alternativas imediatas não parecem reunir, nem de perto nem de longe, a mesma qualidade, sendo mesmo de estranhar a ausência de uma opção como Licá.

No que diz respeito ao lugar de ponta-de-lança, e não havendo Hélder Postiga para o encontro frente a Israel, pois seria claramente o nome mais forte para o lugar, entre as alternativas restantes o nome mais consistente e em melhor estado de forma será mesmo Nélson Oliveira. Restará saber se Paulo Bento possui a mesma opinião.  

 
Texto: Rafael Batista Reis
Imagem: D.R.
Nova Academia de Talentos

quarta-feira, 9 de outubro de 2013




James decidia o clássico

 Vitórias do FC Porto sobre o Benfica definidas com a presença de James Rodríguez

Passou por James Rodríguez grande parte do mérito do FC Porto nas vitórias nos Estádios da Luz e do Dragão, registando-se excelentes prestações por parte do muito aguardado James, que permitiu aos portistas garantir a liderança da Liga ZON Sagres nas últimas três épocas, tendo o jovem criativo sido uma peça decisiva para a reviravolta dos dragões nos disputadíssimos Clássicos, nomeadamente há duas épocas, ao apontar um dos golos do encontro.

Apesar de ter integrado o encontro como suplente utilizado nessa partida, James acabou por ter uma fortíssima palavra a dizer na partida ao ter sido uma das unidades de maior produção nos azuis-e-brancos ao apontar o segundo golo da sua equipa, no qual terá de valorizar-se o grande mérito do médio Fernando na jogada que resultou no referido tento ao ter iniciado o lance com uma recuperação de bola para depois ser determinante na sua conclusão.

Notável talento de James foi decisivo para entregar o triunfo dos clássicos aos dragões

Num excelente movimento de ruptura, o Polvo acabou por assistir o talentoso craque colombiano, tendo James ultrapassado da melhor forma o facto de ter aterrado em Lisboa pela manhã desse dia ao chegar de Miami bem a tempo de entregar a vitória no Clássico à sua equipa em pleno Estádio da Luz, palco no qual James acabou por desempenhar um papel decisivo num encontro que colocava na casa benfiquista os dois líderes da Liga.

Depois de ter representado a sua selecção, James provou uma vez mais a sua ascensão que no seu país o leva a ser apelidado de ‘Nuevo Pibe’ pela capacidade técnica que o torna o herdeiro do histórico Carlos Valderrama, que se poderá ver ultrapassado por um talento que continua a dar cartas na Europa numa idade bastante precoce que não o impediu de vingar ao serviço dos dragões, como de resto já havia prometido em encontros como a sua estreia, e logo a marcar, com a camisola azul-e-branca. Foi sem surpresa que seguiu para o milionário Monaco... 
Nesse momento de estreia no Dragão, um encontro particular ante o Ajax, James parecia ainda longe do nível que actualmente ostenta, ainda que já deixasse evidente o seu estatuto de diamante que ao Dragão caberia ‘apenas’ a missão de lapidar em seu proveito, o que tem vindo a suceder, como de resto o Benfica sentiu na pele nas últimas épocas. Como fará o dragão sem o colombiano?

Texto: Rafael Batista Reis.
Imagem: D.R.




O ONZE MAIS INDICADO PARA A CHAMPIONS


Candidatura aos oitavos da Champions poderia ter passado por um outro onze

Poucas horas depois de um encontro entre Benfica e Anderlecht pela Liga dos Campeões ao nível júnior, os mesmos conjuntos enfrentaram-se no escalão sénior num confronto que será visto pelos encarnados como uma excelente partida para dar início a uma carreira europeia de sucesso e que será disputada entre os plantéis principais de dois conjuntos com ambições e inclusivamente como uma promissora entrada para toda a fase de grupos tendo em conta o resultado final que se registou.

Com essa realidade em vista, o Sport Lisboa e Benfica procurou alcançar um resultado convincente perante um Royal Sporting Club Anderlecht que colocou à prova uma defesa na qual conta na sua baliza com um Artur algo inseguro e que para muitos poderia dar minutos ao seu utilitário suplente Paulo Lopes. Depois disso, seguiu-se o descalabro em Paris perante o PSG.

Jesus optou pelas suas convicções, e acabou por vencer... e perder
Para além dessa questão relacionada com a sua baliza, o Benfica teve de escolher a defesa mais habilitada para o importante jogo que teve pela frente. Apesar de André Almeida não ter facilitado, penso que deveria para tal lançar o cada vez mais recuperado Maxi Pereira na direita e não arriscar em termos físicos a condição de Guilherme Siqueira.

Será aconselhável colocar nesse lugar o polivalente André Almeida, que passaria para a esquerda caso Jesus considere que o brasileiro não esteja, e não está na realidade, a 100%. Pois bem… nada disso aconteceu, e perante uma equipa jovem com alguns nomes pouco conhecidos, assim como o seu treinador, foi ainda mais determinante uma dupla de centrais como Luisão e Ezequiel Garay. Contra o PSG, nem isso acabou por valer aos encarnados.

Os dois experientes centrais foram protegidos por um meio-campo ‘europeu’ formado pelos internacionais pela Sérvia Nemanja Matic e Ljubomir Fejsa. Na direita, e à frente de Maxi Pereira, o lugar parece muito bem entregue a Enzo Perez, sendo que um resultado possivelmente mais alargado contra o Anderlecht e pelo menos uma melhoria exibicional ante o PSG se poderia dever à profundidade de um jogador como Ola John na extrema esquerda, sempre como titular e não lançado no decorrer do encontro.

Técnico poderia, assim, ter feito outra gestão a partir do seu banco

Como maiores candidatos a figurar na lista de marcadores, e antes de uma também aconselhável inclusão de um jogador como André Gomes para reforçar a intermediária nos minutos finais, ou até mais cedo como sucedeu em França, o que muito provavelmente teria evitado alguns momentos de recuo, o ataque poderia surgir transfigurado com uma dupla completamente nova e que poderia surpreender por deixar Lima e Cardozo no banco de suplentes.

A opção passaria por um playmaker como Filip Djuricic no apoio a um móvel Rodrigo Moreno, uma novidade que até poderia ser o grande factor diferencial entre Benfica e Anderlecht e um foco de surpresa que poderia colocar o PSG em sentidoNeste caso, o treinador assumiu metade desta aposta com a aposta no sérvio… e resultou em pleno na Luz, ao contrário do que se verificou na deslocação à capital francesa. Ainda assim será merecedor de mais uma oportunidade.

Texto: Rafael Batista Reis.
Imagem: D.R.

terça-feira, 8 de outubro de 2013




MADEIRA, MAS SEM CARUNCHO PARA A ÁGUIA

Benfica assegurou mais um triunfo no Nacional de Juniores

Não se esperavam facilidades para o Benfica em mais uma deslocação no Nacional de Juniores, uma vez que viajava com destino ao terreno de uma das boas equipas e um dos mais organizados plantéis da prova, o Nacional, que prometia oferecer problemas aos encarnados.

Todavia, o Benfica não enjeitou a oportunidade de seguir o exemplo dos seus principais, o FC Porto, que venceu o Beira-Mar na Zona Norte, e o Sporting, que na Zona Sul na qual as águias também se encontram inseridas conseguiu arrancar uma goleada ante o último classificado, a União de Coimbra, e assim partiu para uma tarde segura como visitante ao vencer por dois golos sem resposta com tentos da autoria de dois dos seus habituais goleadores.

Tal como é hábito na UEFA Youth Cup e especialmente a partir das rondas anteriores do Nacional de Juniores, Nuno Santos e Hildeberto Pereira, que desta feita alinhou como suplente utilizado, fizeram agitar as redes, oferecendo mais um triunfo à sua equipa, que continua a liderar em parceria com o Sporting e o Oeiras. 


FICHA DE JOGO

Campeonato Nacional de Juniores – Zona Sul – 10ª Jornada
Clube Desportivo Nacional 0-2 Sport Lisboa e Benfica
Data: 5 de Outubro de 2013

Hora: 15h
Local: Cristiano Ronaldo Futebol Campus – Funchal.
Árbitro: José Laranjeira - Coimbra

CLUBE DESPORTIVO NACIONAL: Duarte Nuno; Júlio Baldé, Valdo, Albert Soldevila, Carlos Camacho, Dani Ladeira (Capitão) (José António, 73 min.), João Monteiro, Jackson Costa, David Macieira, Alexsandro (Rui Lanzinha, 65 min.) e João Caminata (Pedro Pinto, 53 min.)
Suplentes não utilizados: José Bettencourt, Mamadu Djaló, Cláudio Teixeira e Nuno Camacho
Treinador: José Pedro Jacinto


SPORT LISBOA E BENFICAAndré Ferreira; Gilson Costa ‘Cobiças’ (Filipe Nascimento, 52 min.), João Nunes (Capitão), Pedro Rebocho, Alexandre ‘Alex’ Alfaiate, Ricardo Carvalho, Diogo Rocha ‘Rochinha’, Raphael Guzzo, Nuno Santos, Romário ‘Roma’ Baldé (Gonçalo Guedes, 93 min.) e João Gomes (Hildeberto Pereira ‘Hulk’, 73 min.)
Suplentes não utilizados: Rafael Lopes, Isaac Fernandes, João Sousa ‘Jota’ e Rafael Ramos ‘Rafa’. 
Treinador: João Tralhão


Indisciplina: Jackson Costa (42 e 51 mins., expulso); e a João Nunes (33 min.), André Ferreira (67 min.), Raphael Guzzo (69 min.), Ricardo Carvalho (78 min.) e Romário ‘Roma’ Baldé (91 min.)
Resultado ao Intervalo: 0-0
Resultado Final: 0-2
Marcadores: Nuno Santos (55 min.) e Hildeberto Pereira ‘Hulk’ (90+2 min.)


Texto: Rafael Batista Reis.

Imagem: D.R.







LOURES CHEGA-SE À LIDERANÇA

No encontro da jornada na Série G, o Loures foi mais forte do que o Oriental

Vitória justa para o Loures, a equipa mais intensa e esclarecida, tendo sido capaz de impor ao Oriental os seus primeiros golos sofridos e ainda o primeiro desaire na Série G.


FICHA DE JOGO:
Campeonato Nacional de Seniores – Série G – 5ª Jornada.
Grupo Sportivo de Loures 3-1 Clube Oriental de Lisboa.
Data: 6 de Outubro de 2013
Hora: 15h
Local: Campo José da Silva Faria – Loures
Equipa de Arbitragem: César Andrade (árbitro principal), Paulo Medeiros e Pedro Amaral (árbitros assistentes) -  Ponta Delgada



GRUPO SPORTIVO DE LOURES: 1- Nuno Hidalgo; 6- Diogo Oliveira; 13- Ivo Dias; 2- Diogo Martins; 3- Eurico Baptista ‘Beto’; 44- João Job; 5- Fábio Marques; 10- Ivo Miranda (Capitão) (18- Mourato, 61 min.); 11- Adilson ‘Adi’ Cabral (19- Wei Cu, 83 min.); 31- André Cacito e 21- Marco Neves (7- Pauleta, 91 min.)
Suplentes não Utilizados: 12- Nélson Rodrigues, 8- Rui Monteiro; 9- Carlos Batalha ‘Bebé’ e 40- Diogo Cruz. 
Treinador: Luís Silva.

CLUBE ORIENTAL DE LISBOA: 12- Mota; 15- João Amorim; 44 –Hugo Grilo; 20- Daniel Almeida; 5- Carlos Alves; 7- Tiago Mota (Capitão); 18- Juan Cordoba (14- Ballack, int.); 10- Pedro Lopo; 11- Sebastien (8- Pedro Alves, 60 min.); 52- Mauro Bastos e 77- Sebastião Nogueira ‘Seba’ (9- Anderson, 64 min.).
Suplentes não Utilizados: 88- Botelho; 4- João Vrea; 28- Sócrates Pedro e 25- Joãozinho.
Treinador: João Barbosa.

Indisciplina: João Job (59 min.), Mourato (65 min.); Pedro Lopo (31 min.), Tiago Mota (64 min.), Carlos Alves (76 min.)
Resultado ao Intervalo: 1-0
Resultado Final: 3-1
Marcadores: Diogo Martins (21 min.), Marco Neves (62 min.) e André Cacito (80 min.); Pedro Alves (67 min.).
Melhores em Campo: Diogo Martins (GS Loures) e Tiago Mota (Oriental)






ENTREVISTA COM RAFA


Quem assistiu ao Benfica vs Rio Ave da época passada na Luz não viu o jovem Rafael Miranda saltar do banco, mas em pouco tempo percebeu pela sua precocidade que está para surgir um grande talento. Pouco depois, finalmente sucedeu a estreia como profissional ainda em idade… juvenil. Alguns meses depois, Rafa concedeu prestar uma entrevista ao NOVA ACADEMIA DE TALENTOS na qual deixa expressa a sua ambição para o que se segue na sua promissora carreira.



Parabéns pela convocatória para a Luz, é raríssimo isso acontecer num juvenil!

Sim, eu sei, obrigado.


Depressa te habituaste quanto te encaminharam junto ao quarto árbitro para te estreares pouco tempo depois…



Obrigado (risos).



Vai ser para continuar até final desta época? Vais jogar pelos Juniores ainda?

Ainda não sei, a treinar será sempre com os seniores.



Acho normal. Os Juniores na época passada é que se calhar precisavam de uma ajudinha tua…



Isso não sou eu que decido.



O que interessa é jogar.



Claro, quero é evoluir.



Quantos jogos e golos fizeste até ao momento esta época?



Ainda só fiz 1 em 4 jogos.



Pelos Juniores, certo?

Certo.



Na época passada, quantos jogos e golos foram?


Não faço ideia, porque na época passada joguei pelos Juvenis do Varzim, depois pelos Juniores do Varzim, depois fui para o Rio Ave e joguei pelos Juniores e pelos Juvenis.


E ainda jogaste pelos seniores…



Pois foi (risos).



Em que clube começaste a jogar?



Comecei no Laúndos, que é um clube da Póvoa de Varzim que joga no Popular e nos Iniciados fui para o Varzim.



Na altura em que foste para o Varzim tinhas outros interessados?


Tinha o Gil e o Rio Ave também.


Segundo sei tornaste-te logo num dos destaques do Varzim. Falou-se depois num interesse do Chelsea e que ias para lá à experiência, isso chegou a acontecer?

Sim, fui lá 2 semanas.


Como correu? Convidaram-te a ficar?

Correu muito bem. Convidaram mas eu não estava preparado para dar esse passo

De certeza que isso te tornou mais falado junto de outros clubes e olheiros. Recebeste outros convites na altura em que regressaste a Portugal?


Sim, recebi do Braga.



Na altura em que saíste do Varzim tinhas outros convites para além do Rio Ave?



Sim, eu ia para o Salamanca.



E acabaste por preferir o Rio Ave? Foi por te terem apresentado contrato profissional?



As coisas com o Salamanca estavam praticamente acertadas mas depois não deram certas e acabei por ir para o Rio Ave.



Mas tens contrato profissional assinado, certo? Com que duração?



Certo. Até ao final da próxima época.



Que posições podes fazer em campo?



10, extremo e ponta-de-lança.



A nível de Selecção Nacional, és internacional até aos sub-17, certo?



Certo.

Para terminar, que objectivos esperas concretizar para esta época?

Conseguir chegar à fase dos campeões nos Juniores e ser convocado para algum jogo dos seniores.


Texto: Rafael Batista Reis.

Imagem: D.R.