sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014







FICHA DE JOGO:
Campeonato Distrital de Infantis da AF Lisboa – Série D2 – 2ª Fase- Série 1- 6ª Jornada.
Sociedade Recreativa Catujalense 5-1 União Atlético Povoense.

Data: 8 de Fevereiro de 2014.
Hora: 11h.
Local: Parque Desportivo 1º de Maio - Catujal.

SOCIEDADE RECREATIVA CATUJALENSE: 1- Diogo Nabais; 14- Pedro Miguel Tavares (Capitão); 5- Ricardo Martins ‘Ricardinho’; 19- Eugénio; 10- Paulo Guerra ‘Paulinho’; 9- Ricardo Rafael ‘Kadu’ e 8- João Filipe Almeida.
Suplentes Utilizados: 17- José Avelino, 4- Mauro Gomes, 20- José ‘Zé’ Dias; 15- Rafa Geadas e 2- Tiago Grilo.
Treinador: Adérito Tavares ‘Dedé’.



UNIÃO ATLÉTICO POVOENSE: 1- Pedro Carvalho; 4- Diogo Borbinha; 5- Diogo Ramos; 6- Gonçalo Azevedo (Capitão); 10- Nélson Lopes; 8- Leonardo Pereira ‘Leo’ e 17- Rodrigo Dias.
Suplentes Utilizados: 7- Henrique Nascimento, 3- Bruno Cotrim e 18- Rodrigo Moisés.
Treinador: Francisco Duarte.



Indisciplina: nada a registar.
Marcadores: João Filipe Almeida (duas vezes), Ricardo Rafael ‘Kadu’, Ricardo Martins ‘Ricardinho’ e Paulo Guerra ‘Paulinho’; Leonardo Pereira ‘Leo’.



DECLARAÇÕES:

Paulo Guerra ‘Paulinho’ (jogador da SR Catujalense).



“Acho que jogámos muito bem, marquei um golo e dediquei-o aos ‘senhores lá de cima’, acho que jogámos bem e em equipa e merecemos a vitória. Podia ter sido mais desnivelado, poderiam ter sido mais, tivemos um bocado de azar, o Zé falhou um remate isolado, o Kadu também falhou um de baliza aberta, mas tirando isso jogámos muito bem.



O jogo com o Loures vai ser muito difícil, acho que vai ser equilibrado, pode dar para os dois lados mas vamos esforçar-nos para ganhar. Ainda temos outros objectivos, queremos ganhar ao Loures e ainda chegar ao primeiro lugar.”



Texto: Rafael Batista Reis.
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https://mail.google.com/mail/u/0/images/cleardot.gifMELHOR, MAS AINDA NÃO BASTA.


FC Porto venceu por números confortáveis, mas ainda insuficientes para justificar a liderança.


Na entrada para mais uma jornada de Liga ZON Sagres poderá dizer-se que o FC Porto vem cumprindo metade dos requisitos que rodeiam a sua temporada, dado que continua a vencer os seus jogos, como é sua obrigação, mas por outro lado continua a necessitar de uma exibição cativante que leve os seus adeptos a acreditar que a recuperação da liderança é ainda possível.

Como afirmou de uma forma bem-humorada, mas também crítica, Manuel Serrão no programa televisivo ‘Prolongamento’, “tenho a confiança cega de que vamos ganhar ao Benfica, não já neste, mas talvez nos próximos.” Atendendo às últimas prestações dos azuis-e-brancos, neste momento não parece líquido que o pudessem fazer.


Danilo e Alex Sandro parecem em clara perda.

Olhando ao onze inicial dos dragões, parece curioso como a solução imediata poderá mesmo estar numa espécie de ‘rejuvenescimento’ e noutros casos numa clara necessidade de descanso, como sucede na sua defensiva, na qual os laterais brasileiros Danilo e Alex Sandro parecem estar a ‘perder gás’ numa fase nada aconselhável. Atendendo ao facto de não possuírem substitutos directos, valeria a pena a substituição de ambos?


Paulo Fonseca poderá a breve trecho ser obrigado ao risco de utilizar em simultâneo os quatro centrais que tem à disposição no plantel, uma vez que ao recém-chegado Abdoulaye o técnico poderia juntar Diego Reyes de forma que Maicon pudesse render sempre que necessário Danilo na direita e Eliaquim Mangala o pudesse fazer com Alex Sandro na esquerda. 


Meio-campo terá de ser controlado em absoluto pelo Polvo Fernando.

Caso não opte por medida tão radical, neste momento, e mesmo com os riscos adjacentes, as laterais portistas poderiam contar com Ricardo na direita e Mangala na esquerda. Quanto ao meio-campo, e tendo em conta as dificuldades demonstradas pela equipa em ‘agarrar’ o jogo, começa a não parecer descabido uma transição da equipa de um 4x3x3 para um inovador 4x4x2, sendo que a zona intermédia seria sempre comandada pelo trinco Fernando.


Para juntar ao Polvo, os dragões parecem ter no imediato a hora de apostar em interiores como Hector Herrera e Steven Defour, abrindo espaço para a utilização de um número 10, que passaria obrigatoriamente pelo aproveitamento das melhores qualidades de Juan Quintero, um playmaker que jogaria nas costas de Ricardo Quaresma, que poderia deambular por ambas as alas como tanto aprecia, e Jackson Martinez, que ocuparia os terrenos mais centrais. Provavelmente resultaria em Barcelos.



Texto: Rafael Batista Reis.
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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014



BRUNO SERÁ A FIGURA?

Bruno de Carvalho tem sido a figura maior de todos os clássicos que envolvem o Sporting.

Tanto nos melhores resultados como nos mais importantes desaires do Sporting a face a destacar é incessantemente o seu presidente e principal ‘escudo’, Bruno de Carvalho, que para o bem e para o mal tem representado os leões de forma apaixonada.

“Estou habituado a ver declarações dos presidentes do FC Porto e Benfica e agora do Sporting, que vai falando. Resta saber até quando,” – adiantou recentemente José Guilherme Aguiar no decorrer do programa televisivo ‘Dia Seguinte’, numa frase que poderia ser utilizada como a dúvida que neste momento estará a pairar entre aqueles que acompanham o panorama desportivo nacional, precisamente numa altura em que se aproxima mais um derby.

Presidente do Sporting tem conduzido o clube até várias guerras, várias delas ainda em aberto.

Tem sido mesmo nestas alturas que a intervenção do líder sportinguista se tornou quase obrigatória e nunca sem falhar a atenção de todos, ou não fossem as suas palavras garantia de espírito ofensivo e alguma polémica, o que desde o início da época tem colocado o Sporting em guerras várias, a maior parte delas ainda abertas.

Neste prisma divide-se a relevância de cada caso e se em todos esses episódios seria necessária a sua intervenção; se no que toca à procura da verdade desportiva a sua acção tem sido uma indiscutível lufada de ar fresco, por outro lado o seu tom ameaçador corre o risco de com o passar do tempo deixar de ser levado a sério por em várias ocasiões surgirem no seguimento de resultados menos positivos por parte dos leões.

Paira a curiosidade sobre a postura que o líder leonino adoptará no regresso à Luz.

As críticas de Bruno de Carvalho fizeram-se sentir após os empates registados pelos verde-e-brancos, mas acima de tudo atingiram uma dimensão inigualável depois de cada uma das eliminações que a equipa conheceu, nomeadamente após a realização do encontro ante o Penafiel que motivou uma queixa por parte do clube de Alvalade capaz de para já ‘congelar’ a Taça da Liga meses depois da eliminação da Taça de Portugal precisamente no terreno que irá visitar já esta jornada.

Nessa altura, o presidente sportinguista chegou mesmo a levantar críticas e acusações ao Benfica, mesmo numa fase em que os rivais lisboetas parecem institucionalmente mais próximos, o que levanta a curiosidade sobre o próximo domingo. Que Bruno de Carvalho surgirá na Luz, a versão crítica já habitual ou uma versão mais comedida? Estará essa postura dependente do resultado do encontro? Dúvidas que apenas se dissiparão no final deste fim-de-semana.

Texto: Rafael Batista Reis.
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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014






MARÍTIMO, O ATAQUE MAIS HETEROGÉNEO.

Liga tem sido marcada pelas boas impressões deixadas pelo ataque do Marítimo.

“É uma equipa que faz muitos golos e temos de ter atenção a essa faceta que se destaca na equipa do Marítimo” – assim se debruçou o técnico do Benfica, Jorge Jesus, aquando da recepção da sua equipa ao emblema sediado num arquipélago da Madeira que tem estado em particular foco nas últimas semanas na Liga ZON Sagres.

Para além do para alguns surpreendente quarto posto do Nacional, o Marítimo impressionou pelas boas prestações perante clubes de nomeada superior, tendo com excepção de uma derrota precisamente ante o Benfica na qual a superioridade encarnada foi evidente a equipa madeirense deixado boa impressão em dois encontros da Taça da Liga.

As boas sensações do Marítimo começaram primeiro em Alvalade, onde o resultado não espelha o equilíbrio que se viveu, depois no Dragão, onde perdeu já em tempo de descontos, e depois numa incontestável vitória caseira também sobre o FC Porto.

Apesar de possuir menos opções, o Marítimo terá neste momento o ataque mais heterogéneo da Liga.

Em todos estes encontros saltou à vista um aspecto no qual o Marítimo estará em vantagem talvez sobre as restantes equipas que compõem a Liga, a variedade de características no seu ataque que será entre todos não o mais prolífico mas sim o mais homogéneo, mesmo depois de este ter perdido Heldon para o Sporting.

Mesmo sem o cabo-verdiano os maritimistas mantêm a sua génese de atacar forte pelas alas, tendo mantido pelo menos por mais seis meses o guineense Leocísio Sami, que viu aumentada a sua responsabilidade mas por outro lado se viu também premiado com um contrato com o Sporting.

A Sami e Derley juntou-se um Danilo Dias ao nível do que havia mostrado em épocas anteriores.

Junto a Sami tem-se juntado uma das surpresas da Liga, o ponta-de-lança Derley, que não estranhou a disparidade competitiva entre o terceiro escalão do futebol brasileiro e os palcos maiores em Portugal, substituiu sem dificuldade o coreano Suk e já conseguiu à passagem pelo segundo terço da temporada atingir o registo de golos a que se propunha no início da época.

Com a saída de Heldon quem ganhou foi mesmo Danilo Dias, que depois de boas temporada de apresentação ao público no futebol nacional parecia ligeiramente mais apagado, uma situação que parece ter sido ultrapassada em definitivo como bem atestam as duas prestações de alto nível que produziu frente ao FC Porto.

Para além destas três opções os verde-rubros ainda contam com alternativas com qualidades confirmadas, como é o caso do ponta-de-lança Fidelis, sem esquecer outras promessas que apenas esperam pela sua oportunidade como o cabo-verdiano Kukula. Tudo isto sem praticamente gastar dinheiro – um exemplo para o futebol luso.

Texto: Rafael Batista Reis.
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sábado, 1 de fevereiro de 2014




QUEM APROVEITA ELIAS, APROVEITA LABYAD.

Sporting recuperou Elias, mas poderia tê-lo feito com Zakaria Labyad.

Como acabou por ficar à vista de todos, o último dia do mercado de Inverno foi mesmo marcado pelo Sporting e o anúncio de várias entradas e saídas de última hora. Financeiramente deverá mais rapidamente destacar-se o segundo aspecto, principalmente a partir do momento em que o espanhol Jeffren Suarez abandonou o clube.

Com este ‘libertar de peso’ sobre o plantel, e acima de tudo, a sua folha salarial, os leões aproveitaram mesmo para fortalecer o seu grupo com um jogador que pertencia aos quadros do clube, acordando a permanência de Elias para pôr fim ao que se assemelhava a uma novela bem ao estilo do país do qual o médio é originário. Posto isto poderá apenas perguntar-se: não poderia o Sporting ter tomado esta iniciativa com Zakaria Labyad ao invés do brasileiro?

Saída de Jeffren tornava até praticável o salário do talento marroquino.

“Aprendi muito ao serviço do Sporting,” destacou o marroquino, que ao ter sido emprestado à actual grande sensação do futebol holandês, o Vitesse, se arrisca a não mais voltar a Alvalade sem que tenha justificado a sua contratação. Pior do que isso, ficará o amargo de boca pela certeza de que este jovem talento, mais do que demasiadamente caro, foi sob todos os aspectos muito mal aproveitado pelos verde-e-brancos.

A ser verdade a poupança de mais de 7 milhões no que concerne aos salários de Jeffren, que até há pouco tempo se havia tornado mais um delegado do Sporting B ao invés de poder mostrar as qualidades que o levaram a no passado ter formado parceria com Lionel Messi no ataque do Barcelona, havia liquidez para manter Labyad. Ora, não sendo Elias o melhor exemplo de disciplina e dedicação, não teria o Sporting saído a ganhar caso tivesse permitido a saída do brasileiro ao invés do magrebino?

O tempo dará a resposta a estas questões. Ainda assim, parece pertinente deixar no ar a possibilidade de Labyad reunir enormes possibilidades de ganhar o seu lugar como titular numa equipa que parece pronta para disputar com o Ajax a Eredivisie holandesa. Ilustrativo de qualidade e potencial que poderia render lucros desportivos e financeiros aos leões num futuro talvez muito próximo.

Texto: Rafael Batista Reis
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BILBAU FOI DETERMINANTE PARA REALIZAR O SONHO.

Cristiano Ronaldo sempre teve no Athletic de Bilbao uma das suas grandes vítimas.

“Fazem-me muitas perguntas, o que pensas quando fazes isto ou quando marcas um golo, mas nunca me perguntam o que penso quando estou a dormir – sonho muito” – assim uma vez declarou Cristiano Ronaldo em entrevista ao programa televisivo ‘Alta Definição’, reconhecendo que tal como sonha acordado a cada encontro, todas as noites continua a encontrar motivação para sonhar com algo mais.

Dia a dia, Cristiano Ronaldo vive um sonho em constante realização. Isso sente-se pela leveza do seu espírito e acima de tudo pelas constantes performances de qualidade sem que mostre qualquer preocupação com a pressão que o afecta. Um dos adversários que pode precisamente queixar-se desse facto é mesmo o Athletic de Bilbao, um dos conjuntos aos quais o português logrou marcar por mais ocasiões.

Craque português não estará indiferente à visita ao terreno no qual um dia se sagrou campeão espanhol.

Na posse da Bola de Ouro, a segunda da sua carreira, Cristiano Ronaldo tem esta jornada mais uma etapa a cumprir no sonho a realizar que tem sido não só a sua carreira mas acima de tudo os meses mais recentes, encontrando pela frente precisamente os bascos no terreno no qual há duas épocas celebrou a conquista de La Liga, um simbolismo ao qual a estrela lusa não deverá ficar indiferente.

Se a isto se juntar o facto de Ronaldo ter ficado em branco no encontro que mais recentemente disputou, mais precisamente a recepção ao Espanyol a contar para a Taça do Rei, poderá perceber-se que a motivação da estrela maior do Real será ainda maior. Com a derrota do Barcelona, uma contribuição de CR7 ao seu nível poderá até valer liderança isolada. Chega para assustar o Athletic?

Texto: Rafael Batista Reis
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EVOLUÇÃO É PALAVRA-CHAVE PARA GONÇALVES.

Pedro Gonçalves pretende fazer crescer os Juvenis B do Sporting, mais do que garantir resultados.


Há vários anos integrado na estrutura de formação do Sporting, Pedro Gonçalves consiste num profundo conhecedor da casa e acima de tudo em relação aos terrenos que pisa, virtudes que não só têm mantido no clube como dão razão a essa opção por parte do mesmo ao ter nos últimos anos conquistado vários títulos distritais.

Desta forma, sem surpresa o técnico foi subindo de escalão etário, comandando actualmente os Juvenis B leoninos,  e acedeu a dar a conhecer ao NOVA ACADEMIA DE TALENTOS os aspectos mais importantes da época até ao momento.

- Para começar, como analisa a vitória de hoje sobre o ADCEO?
- Foi uma vitória muito gratificante porque foi conquistada com muita dedicação de todos os jogadores, tínhamos um plano e o mesmo continha várias alternativas em função das incidências do próprio jogo e os jogadores foram inexcedíveis.

Cumpriram de uma forma abnegada tudo aquilo que tínhamos definido, as alternativas de circunstância em relação ao facto de termos tido várias ocasiões de golo dentro do próprio jogo, os próprios minutos iniciais tivemos muita infelicidade em jogadas muito bem definidas e bem construidas num campo que por si só nos cria muita dificuldade pelas suas dimensões e mesmo as bolas que os adversários que apresentaram também não facilitavam a nossa missão.

Ainda assim, em todo o caso conseguimos manter a cabeça fria, o plano que tínhamos definido, as variantes que tínhamos definido. Os minutos finais foram o corolário de todo o trabalho ao longo do jogo, foi muito gratificante e os miúdos sentem-se contentes, confiantes e vamos continuar a fazer o nosso trabalho.

-Pelo que tem visto até agora, acha que a equipa está pronta para corresponder aos objectivos que definiu no início da época? Ser campeão distrital e como vê a evolução dos próprios jogadores?
- A evolução é o objectivo primordial, de facto o grande objectivo e esta é a chave do nosso trabalho, é paulatinamente eles irem crescendo, desenvolvendo as suas potencialidades, aprendendo as bases da nossa cultura Sporting e depois o grande corolário que entra é depois o de é chegar à nossa equipa principal sénior.

Claro que paralelamente existe a competição e passo a passo queremos vencer os jogos em que entrarmos e se depois se traduzir numa vitória nesta prova que disputamos é óbvio que a queremos e não vamos abrir mão dela, mas agora há princípios que norteiam a nossa equipa e não abriremos também mão disso em função das características dos jogadores que temos e queremos potenciar.    

- E até ao momento , desde a pré-época até agora, correu tudo dentro daquilo que pretendia?
- Até agora felizmente, não só pelas vitórias, claro que contribuem e ajudam ao nosso ambiente de trabalho, mas também pelo que os miúdos têm progredido, de uma forma extraordinária e temos também promovido várias alterações ao onze inicial.

Claro que uns têm jogado mais do que outros, mas em todo o caso todos têm tido a oportunidade de competir e ainda para mais temos jogadores que estamos a tentar integrar e ensinar a nossa estrutura de jogo, o nosso modelo. Isso tem sido bom, tem sido gradual, mas as coisas têm corrido bem, estamos satisfeitos e esperamos que continue pois estamos apenas a meio da época.

- Verifica-se que esta equipa tem vários reforços. Considera que eles têm progredido de encontro com o que esperava quando estes chegaram ao seu comando?
- A integração dos jogadores externos ao clube no ano passado não é fácil num escalão de Juvenil para cima porquê? Porque as exigências são já muito elevadas e felizmente temos também jogadores de muita qualidade, e em todo o caso como lhe disse anteriormente gradualmente temos procurado desenvolver esse trabalho.

Tem sido bom verificar que é sustentado através de exibições que consigam e que depois não têm continuidade mas gradualmente, de forma sustentada, temos vindo a fazê-lo. Portanto, é isso que queremos ao invés de resultados imediatos que muitas vezes não são sustentados, pelo que procurar a longo prazo é o caminho em que estamos a trabalhar.

- Considera que o facto de grande parte desta geração ter sido na época passada campeã nacional de Iniciados possa ter algum tipo de pressão adicional, ou isso é encarado com naturalidade, até da parte deles?
- Temos um grande espírito colectivo que se viu hoje e de facto grande parte destes jogadores no ano passado foi campeã nacional saíram, é sempre assim, há sempre uns que saem e outros que entram, a equipa não é exactamente a mesma mas em todo o caso têm um excelente nível, se calhar há outros valores que estão a aparecer e são jogadores do Sporting, é isso que queremos potenciar com muito orgulho.

- Alguns jogadores pertencentes a esta geração evoluem já na equipa de Juvenis A. Considera que a equipa está de alguma forma fragilizada pelo facto de esses jogadores não se encontrarem neste grupo? Ou isso até reflecte um bom trabalho da sua parte?  
- Essas são decisões internas e obviamente que para eles estarem na equipa de Juvenis A é para mim um grande orgulho, mas se lá estão é um trabalho de toda a formação que se transmite nessas circunstâncias, felizmente são mais-valias para a equipa A e nós na equipa B temos também as nossas mais-valias, no fundo somos apenas um clube, um escalão apenas e uns competem num lado, outros noutro e esse é o nosso trabalho e a nossa missão.  

- E pelo contrário, nesta equipa que comanda poderá continuar a haver essa interacção entre as equipas A e B, mais jogadores dos B a subir para a equipa A?
- Vamos continuar a fazê-lo no futuro, espero que sim, é esse o nosso objectivo.

Texto: Rafael Batista Reis
Imagem: D.R.
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