sábado, 8 de março de 2014




ÁGUIA COM QUALIDADE PARA TURIM.

Alguns ‘especialistas’ estarão arrependidos de não ter colocado Benfica entre os favoritos.

Numa fase em que apenas restam as 16 melhores equipas na Liga Europa, todos os grandes especialistas colocam os portugueses FC Porto e em especial o Benfica entre os favoritos à conquista do troféu, uma situação perfeitamente compreensível, dado o historial das duas equipas, mas mais ainda tendo em conta o actual momento de forma dos encarnados.

No entanto, para o Benfica foi preciso arrancar um início de ano civil quase recordista, com 24 golos marcados e apenas um golo sofrido em todas as competições, e acima de tudo uma eliminatória conquistada quase desde o primeiro minuto perante a segunda melhor equipa da Grécia, o PAOK, para que a turma encarnada tivesse mesmo começado a ser levada a sério pela maior parte dos especialistas e seguidores da prova europeia.

Águias já serão tidas em linha de conta junto de adversários como o seu próximo rival, o Tottenham.

À entrada para as fases a eliminar, os principais canais televisivos e imprensa especializada a nível internacional recordavam vários dos intervenientes da Liga Europa, colocando entre os favoritos à conquista do troféu os italianos Fiorentina, Juventus, conjunto que compete no estádio que receberá a final, em Turim, e que assim poderá vir a ter um sempre apetecível factor casa, e Napoli, assim como o FC Porto.

O dragão bater-se-á precisamente ante o emblema napolitano, assim como outros conjuntos espalhados pela Europa. Entre eles foi dado destaque aos participantes oriundos de Espanha, como o Valencia ou os rivais andaluzes, Bétis e Sevilla, juntando-se os candidatos provenientes de Inglaterra, com o Tottenham à cabeça. Só depois surgiu o Benfica, que face a um extraordinário trimestre em termos desportivos certamente terá ganho pontos junto da crítica internacional.

Como finalista vencido da última edição da Liga Europa e como detentor de um plantel de Champions, as águias não deverão esconder a sua clara candidatura a finalmente levantar o troféu e assim regressar às grandes conquistas europeias, com o factor adicional de na próxima eliminatória ter pela frente um outro sério candidato como o Tottenham. Se os spurs ficarem pelo caminho, quem pode negar aos benfiquistas o direito de sonhar com a glória europeia?


Texto: Rafael Batista Reis.
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WILLIAM FUROS BEM ACIMA.

Futebol luso encontra-se já marcado pela qualidade de William.

Para muitos o melhor jogador da Liga ZON Sagres até ao momento, para outros a grande sensação da temporada e indiscutivelmente o futebolista mais valioso do actual Sporting, William Carvalho tem aproveitado esta temporada para cimentar a sua posição entre os grandes nomes do futebol nacional.

Como bem sustentou o comentador Rui Santos no programa ‘Tempo Extra’, “o Sporting muda muito sem William Carvalho, acho que há unanimidade sobre o facto de ser não só o melhor jogador do Sporting como também o jogador mais brilhante na Liga até ao momento.”

William Carvalho lidera um meio-campo que já aparenta algum desgaste.

Com efeito, em cerca de oito meses o médio tornou-se o ‘ganha-pão’ dos leões, especialmente pela especificidade das suas tarefas, sendo nesta altura absolutamente indispensável para um sector intermediário que com o andamento da época tem vindo a começar a acusar algum desgaste.

Para reforçar a importância de William na equipa do Sporting, fisicamente o jovem jogador parece possuir a frescura que apresentava no início da época, o que se torna um bónus para um meio-campo que não passa já sem a sua influência, a juntar a outra peça fundamental, no caso o compatriota e também produto da formação verde-e-branca Adrien Silva.

Jovem jogador é peça-chave num meio-campo que ainda mantém algumas dúvidas.

Para ‘fechar’ aquele que para muitos será o meio-campo dos verde-e-brancos, apenas uma dúvida se coloca, passando pela questão sobre o esquema táctico que tem apresentado um 4x3x3 cujo futuro é ainda incerto face à contestação de que o grupo de trabalho possui também muitas e boas opções para colocar em prática a implementação do 4x4x2. Ainda assim, para facilitar a transição entre as duas estratégias, a mais recente ‘coqueluche’ dos leões pode desempenhar um papel determinante.

Pela polivalência que demonstra desde o início da sua formação, Carlos Mané poderá vir a desempenhar esse duplo papel de funcionar como 10 ou extremo dependendo das necessidades do conjunto que ainda assim poderá começar a perspectivar outras oportunidades para Vítor Silva, ainda mais num período de algum apagamento que pode ser justificável com desgaste para André Martins. Ver-se-á já este Domingo em Setúbal, onde se poderá assistir a um trio composto por Adrien, Vítor e o obrigatório William.


Texto: Rafael Batista Reis.
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sexta-feira, 7 de março de 2014




DERLEY AO NÍVEL DOS GRANDES.

Para além dos craques de Benfica e Sporting, o Marítimo revela ainda Derley.

Tem sido amplamente falado e visto de forma quase unânime que os jogadores mais regulares e valiosos desta edição da Liga ZON Sagres fazem parte dos plantéis dos dois primeiros classificados, o Benfica e o Sporting. Ainda assim, deve assinalar-se que destes dois clubes se encontra a larga maioria… mas não todos.

No Benfica facilmente se podem descortinar as excelentes temporadas por parte de jogadores como Enzo Perez, Lima, Lazar Markovic ou Nicolas Gaitán, ao passo que o Sporting revelou William Carvalho. Fora estes clubes, existe o surpreendente Rafa no Sporting de Braga e o ‘goleador da moda’, caso do brasileiro Derley.

Previsão de que o brasileiro pode conhecer o ‘salto’ parecem fazer cada vez mais sentido.

“O Marítimo tem um jogador como Derley, depois de perder um activo importante como Heldon mostrou o seu valor e que talvez não esteja no clube por muito tempo,” preconizou o comentador televisivo e jornalista Bruno Prata numa análise que na verdade não deverá estar desfasada em relação à realidade.

Efectivamente, o brasileiro tem sido uma verdadeira surpresa na corrente edição da Liga portuguesa, dado ter chegado com expectativas reduzidas em virtude de ter chegado à Madeira proveniente de um modesto clube da Série C do Brasil, o que não inviabilizou ou dificultou uma adaptação imediata ao primeiro escalão do futebol luso.

Derley constitui uma aposta claramente ganha para Pedro Martins.

Com efeito, Derley chegou, viu e venceu, conotando-se neste momento entre os melhores marcadores da competição e sendo detentor do virtual título de máximo goleador entre as equipas de menor dimensão do nosso futebol, uma vez que na sua dianteira se encontram apenas os colombianos Jackson Martinez, do FC Porto, e Fredy Montero, do Sporting, tendo justificado em pleno a confiança demonstrada pelo técnico Pedro Martins.

Este foi mesmo o grande impulsionador da sua contratação, tendo mesmo revelado em recente entrevista que quando viu Derley jogar pela primeira vez terá dito a Carlos Pereira, presidente do clube insular, que “pode vender o Suk, já temos o Derley,” não se tendo equivocado nesse diagnóstico. 

Texto: Rafael Batista Reis.
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TRANQUILO ADEUS DE BINO.

FC Porto venceu o Micaelense poucos dias antes da saída do seu técnico.

Mesmo em época carnavalesca teve continuidade o Nacional de Iniciados, neste caso na Zona Norte liderada pelo vitorioso FC Porto, conjunto que teve a oportunidade de receber o Micaelense, rival que viajou desde os Açores para sofrer uma derrota tão pesada quanto natural tendo em conta as diferenças patenteadas entre as duas equipas.

Mais do que a goleada de 5-0 alcançada pelos dragões, este encontro apresentou a particularidade de ter representado a despedida do treinador Bino que conhece agora a ascensão para o escalão de Juvenis como resultado da reestruturação realizada no momento da saída de Paulo Fonseca da equipa principal. 


FICHA DE JOGO:
Campeonato Nacional de Iniciados – 2ª Fase- Zona Norte – 6ª Jornada.
Futebol Clube do Porto 6-0 Clube União Micaelense.
Data: 1 de Março de 2013.
Hora: 11h.
Local: Centro de Estágios do Olival – Vila Nova de Gaia.
Equipa de Arbitragem: Sandra Bastos (árbitro principal), Pedro Maia e Pedro Gomes (árbitros assistentes) – Aveiro.


FUTEBOL CLUBE DO PORTO: 1- Diogo Costa; 2- Diogo Dalot; 3- Jorge Silva (Capitão); 4- Diogo Leite; 5- Diogo Bessa; 6- João Lameira (Sub-Capitão); 7- João Rodrigues; 8- Diogo Fernandes; 9- Sérgio Bastos; 10- Fábio Borges e 11- Hélder Silva
Suplentes: 12- Mário Évora; 13- Nuno Esgueirão; 14- Diogo Queirós; 15- Paulo Estrela; 16- Leandro Teixeira; 17- Jorge Teixeira e 18- João Félix.
Treinador: Albino Maçães ‘Bino’.
Director: João Sousa.

CLUBE UNIÃO MICAELENSE: 1- Henrique Ferreira; 2- Miguel Coelho; 5- Miguel Frazão; 6- Nuno Loureiro; 58- Rui Costa; 21- Erico Figueira; 22- José Ferreira (Capitão); 11- José Neto; 8- Pedro Santos (Sub-Capitão); 18- Gonçalo Costa e 4- Pedro Casanova.
Suplentes: 12- Tomás Caetano; 9- Milton Correia; 14- Mateus Costa; 15- Manuel Melo; 17- Bernardo Sampaio; 20- Gonçalo Patronilha e 25- Júlio Sousa.
Treinador: Luís Alves
Director: Pedro Santos.


Resultado Final: 6-0.
Marcadores: Diogo Fernandes (30 min.), João Félix (45 e 68 mins), Jorge Silva (50 min.), Hélder Silva (60 min.) e Jorge Teixeira (62 min.)



Texto: Rafael Batista Reis.
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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014




MEIO-CAMPO NECESSITA DE TRABALHO.

FC Porto eliminou o Eintracht Frankfurt, mas continua a patentear fragilidades.

Apesar de todas as críticas e contrariedades, certo é que o FC Porto concretizou o objectivo que se fixava e passava pelo apuramento para a fase seguinte da Liga Europa, o que sucedeu após o empate a três bolas no terreno do, admita-se, mais modesto Eintracht Frankfurt.

Mesmo com a conquista do apuramento na Alemanha, que não restem dúvidas que para que os dragões possam regressar às vitórias, batendo dessa forma o Vitória de Guimarães no D. Afonso Henriques, será necessário fazer mais do que o realizado em território germânico. Fora o poder financeiro e os quase 50 mil espectadores presentes, em poucos aspectos o Eintracht será mais intenso e perigoso do que os vitorianos.

Pese o apuramento europeu, o meio-campo do FC Porto voltou a demonstrar que necessita de trabalho urgente.

Saltou novamente à vista de todos – resta saber se também de Paulo Fonseca – que o meio-campo dos dragões continua a necessitar de uma outra alma, mais rasgo para além das virtudes que já possui e que se encontram em exclusivo nas qualidades de Fernando.

Para além do Polvo, para já o marasmo é completo. Como declarou há algumas semanas o técnico Oceano Cruz num programa televisivo da especialidade, “este meio-campo do FC Porto tem de aprender o seu funcionamento e a optimizar os seus movimentos.”

Melhorias na intermediária poderão passar pelo regresso de Steven Defour.

Continua a faltar dinâmica e alguma elegância, e como justificadamente afirma Oceano, os dragões ainda terão de saber como optimizar os movimentos da sua intermediária, razão pela qual em Guimarães deverá regressar à equipa o belga Steven Defour.

Para além de Defour, que oferecerá maior equilíbrio táctico a um sector que chegou a viver alguma anarquia em Frankfurt, e não parecendo neste momento Juan Quintero representar uma opção válida para o treinador, a política deverá passar pelo reforço na intensidade de jogo, uma faceta que se encontra em Josué, que assim terá ao seu alcance o retorno à titularidade e desta forma formará o meio-campo mais habilitado para as necessidades imediatas dos azuis-e-brancos.

Texto: Rafael Batista Reis.
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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014



FERNANDO E MAIS DEZ.

Momento actual do FC Porto torna ainda mais evidente a importância de Fernando.

Por entre várias decisões tomadas pela SAD do FC Porto que hoje são criticadas pelos adeptos azuis-e-brancos, uma delas não merece sequer contestação, como sucede com a opção pela continuidade de Fernando nos seus quadros, promovendo-se inclusivamente a sua renovação contratual face à proximidade do final do seu vínculo.

O antigo treinador adjunto do FC Porto, Carlos Azenha, terá mesmo avançado com a comparação mais hiperbólica mas ainda assim mais interessante envolvendo o nome do Polvo luso-brasileiro ao ter afirmado que “se o FC Porto tivesse vendido o Fernando teria sido como o Real Madrid ter vendido o Cristiano Ronaldo.”

Trinco portista não deve ser minimamente responsabilizado pelo actual cenário de crise.

Salvas as devidas diferenças, o paralelismo entre Fernando e Ronaldo acaba por não ser descabido, uma vez que ambos pontificam nesta altura como as grandes figuras dos respectivos clubes, como começa a tornar-se evidente ao passar de cada prestação colectiva do FC Porto, vislumbrando-se mesmo que se cada elemento do onze titular dos dragões tivesse a sua qualidade e atitude colectiva, dificilmente o tricampeão nacional se encontraria na actual situação de crise.

A importância de Fernando deve ser enaltecida numa fase em que os defesas centrais dos dragões têm mesmo vindo a comprometer, começando mesmo a pedir uma ‘terapia de choque’ que poderá inclusivamente vir a passar pela chamada de alternativas como Maicon e Diego Reyes à titularidade nessa zona do terreno.

Qualidades de Josué parecem as mais indicadas para juntar a Fernando na intermediária portista.

Na posição ‘6’ na qual tanto acrescenta qualidade aos azuis-e-brancos, o centrocampista tem estado vários furos acima na intermediária, necessitando da companhia de elementos que possam acompanhá-lo para um FC Porto mais consistente, o que torna neste momento aconselhável a junção da sua capacidade física e defensiva a um jogador aguerrido e batalhador como se pode encontrar no português Josué.


Aliar Josué a Fernando representaria a vantagem de criar para o FC Porto a possibilidade de passar de forma quase instantânea para uma diferente estratégia, habilitando a equipa para um puro 4x3x3 e ainda para um duplo pivot que tornaria possível levar a cabo uma mudança que começa a parecer uma necessidade, a aposta num talento irreverente como Juan Quintero. Para que tal aconteça é necessário um Polvo, e este está mesmo a cumprir com a sua parte.

Texto: Rafael Batista Reis.
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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014




MATIC, OU A QUALIDADE CABE EM QUALQUER LADO.

Nemanja Matic assegurou de imediato o seu lugar na equipa do Chelsea.

Muitas vezes se fala nas questões de adaptação, em várias ocasiões limitativas para a utilização de um jogador. No entanto, mais importante do que tudo isso será a qualidade intrínseca do atleta, uma virtude que se torna ainda mais determinante que outras limitações que podem ir adiando a sua afirmação.

Um caso pródigo e revelador dessa mesma qualidade intrínseca é mesmo Nemanja Matic, que abandonou o Estádio da Luz em estado de graça, ou não tivesse, segundo o próprio, deixado o clube após a sua melhor prestação com a camisola do Benfica.

Médio passou a arrancar prestações de alto nível logo após a sua chegada.

“O meu melhor momento no Benfica foi o meu último jogo contra o FC Porto, foi há pouco e um grande jogo,” afirmou o craque sérvio que saiu para Inglaterra para de imediato ganhar o seu lugar em encontros válidos pela Premier League e a FA Cup.

Depois de um par de partidas de ambientação, eis que nos grandes momentos Matic passou a mostrar ao que vinha ao realizar um jogo de excelente nível na deslocação ao Manchester City na qual o Chelsea venceu e dessa forma se adiantou na classificação da Premier League.

A partir desse momento e até à actualidade, ninguém duvida em Stamford Bridge que os 25 milhões de euros investidos na contratação do médio foram mais do que bem entregues, tendo sido ganho um titular ao mesmo tempo que se dispensaram os serviços de Juan Mata, Kevin De Bruyne e Michael Essien.

Não existem grandes dúvidas sobre o estatuto de Matic como o grande craque sérvio da actualidade.

Com o sucesso em Londres, Matic ainda viu reforçado o seu já enorme estatuto na Sérvia, onde se encontra já livre dos problemas que mantinha com o antigo seleccionador, Sinisa Mihajlovic, que conseguia protagonizar a ‘proeza’ de não convocar aquele que na actualidade será de forma praticamente indiscutível visto como o grande nome do seu país na actualidade.

Desta forma, o médio defensivo será indiscutível para Ljubinko Drulovic, da mesma forma que o continuará a ser em Inglaterra para José Mourinho. Porque a qualidade se impõe tanto em Portugal, como na Sérvia, como em Inglaterra, ou em qualquer parte do Mundo. 

Texto: Rafael Batista Reis
Imagem: D.R.
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