sábado, 29 de março de 2014




COMPETITIVO DESDE SEMPRE… SEMPRE.

Cristiano Ronaldo continua a mostrar a mesma competitividade que o destacou no início da carreira.

Numa fase em que o Real Madrid parece ter baixado ligeiramente a ‘guarda’ em La Liga, com duas derrotas consecutivas e com isso a queda para o terceiro lugar, mais do que nunca os ‘merengues’ confiam que esta noite a solução possa estar em Cristiano Ronaldo para que seja conquistado um triunfo ante o vizinho Rayo Vallecano.

Para que o Real venha a conquistar os três pontos, todos esperam que CR7 apresente, uma vez mais, o espírito competitivo que o revelou ao serviço da Selecção Nacional no Euro 2004 para anos depois se ter tornado o melhor marcador da História da nação lusa, com várias grandes performances pelo meio e alguns prémios por receber: “como é possível o Lukas Podolski ter sido eleito o melhor jogador jovem no Mundial 2006 em vez do Cristiano?”

Poderá esperar-se um CR7 concentrado e ao nível das grandes decisões.

Essa foi uma questão recentemente colocada pelo antigo dirigente da FPF Amândio de Carvalho, mas que há oito anos terá sido repercutida por cada português que acompanhou a carreira de Portugal. Hoje, Ronaldo não poderia ter subido mais alto, sendo o detentor da Bola de Ouro e ao mesmo tempo o maior ‘ganha-pão’ de uma constelação como o Real Madrid.

Caso o Real obtenha outro resultado que não a vitória ante o Rayo, o Real poderá mesmo colocar em causa as suas aspirações de recuperar o título nacional espanhol, pelo que indubitavelmente se poderá esperar um Cristiano Ronaldo de dentes cerrados como é habitual nos momentos nos quais a pressão é maior.

“Veja-se a cara de Cristiano Ronaldo após falhar um golo, este jogador é muito competitivo,” assim declarou há algumas semanas o antigo jogador Dani, constatando a alma de um craque que continua a somar golos atrás de golos e que ainda a meio da semana agitou as redes do Sevilla. Desta feita, o craque madeirense esperará oferecer uma vitória…

Texto: Rafael Batista Reis.
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sexta-feira, 28 de março de 2014




UMA MERA MUDANÇA FAZ A DIFERENÇA NO DRAGÃO 

Actual FC Porto nada parece ter a ver com a equipa que era orientada por Paulo Fonseca.

Poucas semanas após a saída de Paulo Fonseca no FC Porto e constatado o sucesso desportivo que apresenta apenas uma derrota após a mudança técnica, parece evidente que os problemas da equipa se centravam apenas num homem, precisamente o seu anterior treinador, não por incapacidade deste mas certamente pela inadaptação aos seus métodos e estilo de jogo.

“A forma de jogar de Paulo Fonseca foi a pior decisão que tomou para o FC Porto mas é essa a forma que o mesmo defende,” dizia na altura o comentador António Tadeia numa análise que parece absolutamente acertada sobre um dragão que desde essa altura até à actualidade parece transfigurado.

Luís Castro mantém-se como interino, mas cada vez menos provisório.

Terminava com tristeza e com uma forte sensação de impotência a etapa de Fonseca ao serviço dos azuis-e-brancos, dizendo o próprio após uma igualdade ante o Vitória de Guimarães, o seu último enquanto treinador dos ainda campeões nacionais, que “não ganhámos aqui em Guimarães porque não merecíamos, sinceramente.”

Deverá jogar em 4x3x3, é a táctica que quase todos usam e a estratégia que deverá ser utilizada por Luís Castro,” previa Fernando Correia e de forma bastante acertada, uma vez que mesmo com a entrada do novo técnico, para já interino mas provavelmente para ficar face ao sucesso do seu comando, o conjunto da Invicta parece ter encontrado a sua estabilidade e até mesmo um onze-base que apresenta apenas uma dúvida referente a um dos seus postos no ataque.

Analisando os mais recentes confrontos do FC Porto, apenas a ala direita da ofensiva parece ainda ter um lugar em aberto que tem sido entregue a Silvestre Varela mas que nos últimos tempos revela que poderá a breve trecho vir a ter como titular o argelino Nabil Ghilas, que se encontra num momento de forma ascendente e mostra capacidade para formar o tridente atacante com os indispensáveis Jackson Martinez e Ricardo Quaresma. Luís Castro estará atento – e a dar continuidade ao seu bom trabalho. 

Texto: Rafael Batista Reis
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quarta-feira, 26 de março de 2014





E NATURALMENTE A ÁGUIA DISPAROU.

Início de Janeiro marcou o afastamento definitivo do Benfica em relação aos seus rivais.

Desde uma fase precoce da temporada que se apontava uma superioridade teórica e técnica do plantel do Benfica em relação aos dos restantes rivais, ainda que factores diversos levantassem dúvidas sobre o sucesso do mesmo. Foi por isso com naturalidade que se assistiu a uma Liga discutida ponto a ponto desde a sua jornada inaugural até ao início do novo ano civil.

Começava 2014 com a sensação de que haveria Liga até ao último segundo – “mesmo sem ainda convencerem, Benfica e FC Porto vão andar lado a lado e abrir o ano a presentear os adeptos com um excelente jogo, não tenho dúvidas disso”, dizia o treinador e comentador Tomaz Morais, concentrando nas suas palavras boa parte da visão da crítica. Numa questão de dias, tudo mudou, com o Benfica a autenticamente disparar em relação aos seus rivais directos.

Com uma subida de forma até níveis condizentes com o que se espera de uma equipa capaz de ganhar em várias frentes, salientaram-se algumas figuras individuais, sendo o talentoso Rodrigo uma delas, reservando para si vários elogios, sendo que “na altura da lesão diziam que o Rodrigo não voltaria a ser o mesmo jogador no Benfica e ele provou o contrário e o jogo contra o Nacional foi prova disso mesmo,” como recentemente indicou o comentador António Tadeia.

Cabe às águias continuar a provar uma superioridade como há muito não se via.

“Creio que este é o melhor Benfica dos últimos 20 anos,” apontou mesmo o também comentador Bruno Prata numa análise que atendendo aos resultados e acima de tudo às exibições dos encarnados, não parece estar desfasada da realidade, cabendo à própria equipa continuar a prová-lo.

Desta forma, e com a Liga muito bem encaminhada, levar de vencida o FC Porto representará meio caminho andado para uma equipa que tem rodado bastante e com sucessos visíveis mas que ainda assim parece ter encontrado uma equipa-tipo para os próximos anos e, mais importante no momento, completamente habilitada para resolver a as meias-finais da Taça, quem sabe, já na partida disputada lno Dragão.

Onze base do Benfica poderia permitir o alcance de uma vantagem decisiva sobre o FC Porto pela conquista da Taça.

Ainda que pareça previsível nova opção por imprimir a gestão física dos activos que compõem a equipa, neste momento o onze ideal do Benfica apresentará como guarda-redes Jan Oblak, uma defesa composta pelos insubstituíveis Luisão e Ezequiel Garay no eixo e os emprestados (a merecer a compra do seu passe) Sílvio e Guilherme Siqueira na direita e esquerda, respectivamente.

Em posições mais adiantadas, o meio-campo encarnado em melhor plano tem colocado Ljubomir Fejsa e Enzo Perez pelo centro do terreno juntamente com Lazar Markovic nas alas direita e esquerda, em apoio a um ataque composto por Rodrigo e Lima. Com esta equipa titular, o Benfica colocar-se-ia numa posição privilegiada para derrotar o FC Porto, provavelmente com algum conforto. Assim colocaria ‘uma mão’ sobre a Taça de Portugal.

“Arrisco mesmo dizer mais, Luís Filipe Vieira é mesmo o maior ganhador desta temporada,” opinou recentemente o comentador Carlos Daniel. Alguém teria dúvidas desse facto caso os escolhidos de Jorge Jesus conquistassem pelo menos uma dobradinha?

Texto: Rafael Batista Reis.
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TORNEIO PONTE FRIELAS IMPORTANTE PARA O DRAGÃO.

Torneio de Ponte Frielas foi visto como determinante para o FC Porto.

Pepijn Linders – treinador do FC Porto 

Participamos neste Torneio por duas razões: primeiro queremos utilizá-lo para nos desenvolvermos em termos de criatividade e de como no fundo jogamos de forma colectiva, temos a possibilidade de crescer, mais do que uma vez, depois queremos mostrar a toda a gente como queremos jogar e fazer a bola chegar ao último terço e o tipo de jogador que queremos formar.

Queremos formar o tipo que faz a diferença e que faz acções decisivas para chegar a quem sabe dominar o meio-campo e o ataque para chegar à última linha defensiva, os jogadores que conseguem ultrapassar e que querem tabelas, movimentos individuais e que têm a raça do clube, a sua agressividade, mas ao mesmo tempo sabem dominar o adversário em qualquer momento do jogo. Primeiro devem ser capazes de movimentar-se, depois de mostrar a toda a gente que o FC Porto é isso e que quer jogar dessa forma.

Para nós cada jogo é importante mas estamos aqui num processo de dar aos jogadores bons jogos, importantes porque nunca jogámos aqui no Sul contra essas equipas, e para nós cada jogo é importante, quer a final quer o primeiro jogo.

Queremos estar ao máximo porque queremos formar jogadores a 100% e por isso precisamos de dar em tudo 100%. Por isso, para nós não faz diferença jogar a meia-final ou ficar em primeiro ou em segundo, para nós não faz diferença, vamos utilizar cada jogo para estarmos no máximo.

Edgar Moreira - Capitão do FC Porto

Penso que o jogo frente ao Benfica foi um jogo muito bom mas com muita bola pelo ar, podíamos ter segurado melhor o jogo. Quanto à final, viesse quem viesse apenas queremos vencer e dar o nosso melhor.

PONTE FRIELAS, MAIS UMA CONQUISTA

Apesar de dar primazia à evolução, o FC Porto foi ainda capaz de conquistar o Torneio de Ponte Frielas.

FICHA DE JOGO
Torneio Ponte Frielas – Final
Futebol Clube do Porto 3-0 Clube de Futebol Os Belenenses.
Data: 4 de Março de 2014.
Hora: 16h
Local: Campo do Bonjardim – Ponte Frielas.

Depois de ter levado a melhor sobre o Sporting e igualado com a Selecção de Loures na primeira fase e ultrapassado o Benfica nas meias-finais, o FC Porto teve no Belenenses um derradeiro rival com o qual lidou com maior facilidade do que com os anteriores oponentes, impondo-se por 3-0 e conquistando o troféu.

Texto: Rafael Batista Reis.
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HELDON CHEGOU, VIU E VENCEU.

Heldon ganhou de imediato o seu lugar na equipa titular do Sporting.

Para além do já falado caso de Shikabala, que chegou em Janeiro mas ainda não logrou estrear-se pela primeira equipa do Sporting, no mercado invernal chegou também um reforço ‘intramuros’, ou seja, com conhecimento da Liga ZON Sagres, ou não fosse mesmo uma das revelações desta edição da prova.

Assim, se a contratação do egípcio pode ser vista como um tiro no escuro, no que toca a Heldon não restam dúvidas de que se terá tratado de uma excelente aposta nos valores nacionais. Mais: permite o reforço qualitativo do plantel no que às alas ofensivas diz respeito, preenchendo uma lacuna mais ou menos evidente.

Evolução do extremo deverá continuar a ser trabalhada com atenção pelos leões.

“Acho que esta aposta no Heldon constitui não só uma confirmação de Leonardo Jardim ao que ele realmente vale mas também um cartão amarelo para as quatro opções que já se encontravam na equipa,” assim caracterizou o antigo capitão e treinador do Sporting, Oceano Cruz, num comentário a um programa televisivo no qual também reconheceu a valia do reforço cabo-verdiano.

Ainda assim, será importante não esquecer que Heldon chegou ao clube há pouco mais de dois meses e necessita de continuar a evoluir, pelo que “em relação ao Heldon é importante não queimar etapas”, como recentemente definiu o antigo treinador adjunto dos leões, Carlos Pereira.

A perder terão claramente ficado os concorrentes do africano em busca por um lugar nas alas sportinguistas, verificando-se que alguns elementos perderam espaço e oportunidades que vinham aparecendo na equipa titular. Poderá dizer-se que a hierarquia referente à antiguidade no clube não foi, neste caso, respeitada.

Lugar do cabo-verdiano parece assegurado no lado direito do ataque.

“Dizem que o Sporting joga com uma estratégia ofensiva, mas para mim ofensivo será para os restantes quatro extremos do Sporting perderem o lugar para o Heldon, um jogador que acabou de chegar do Marítimo para lhes tirar o lugar,” assim atirou num jeito mordaz, humorístico, o comentador Rui Sinel de Cordes, numa fase em que se constata que apesar de alguma indefinição para encontrar o seu trio de ataque ideal o Sporting deverá reservar para Heldon o seu flanco direito.

Analisando as prestações dos verde-e-brancos nos últimos jogos, a chegada de Heldon permite inclusivamente a Leonardo Jardim tornar o seu meio-campo mais ofensivo e até uma possível opção que se perspectiva para o futuro, a passagem de Carlos Mané para a frente de ataque como ponta-de-lança, combinando com alas ocupadas por Heldon pela direita e André Carrillo pela esquerda. Está encontrado o ataque do futuro do leão?

Texto: Rafael Batista Reis.
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sexta-feira, 21 de março de 2014




CARDOZO – NEM OITO NEM OITENTA.

Antes a figura maior do Benfica, Oscar Cardozo é hoje mais uma opção para a equipa.

No futebol, o que é hoje verdade, amanhã é mentira – uma frase proferida por Pimenta Machado que acabou por tornar-se das mais conhecidas do futebol nacional e que também reflectirá a evolução, ou neste caso o retrocesso, da importância de Oscar Cardozo na manobra atacante do Benfica. 

Contudo, as qualidades de Cardozo não devem ser menosprezadas. Mesmo não estando a ser utilizado com a regularidade que certamente desejaria, o paraguaio possui características únicas dentro do plantel encarnado e por isso continua a ser uma peça importante. De qualquer forma, não será menos verdade que parece longe aquela fase inicial da época na qual as vitórias do Benfica eram asseguradas, regra geral, com golos da sua autoria.

Lesões e polémicas têm vindo a limitar a temporada ao atacante encarnado.

Em pouco tempo, Tacuara parecia indispensável a uma boa época das águias, mesmo numa fase imediatamente subsequente às semanas de indefinição que viveu, levando a comentários como os do comentador Guilherme Aguiar, que referiu que “a mim parece-me objectivo e razoável que a decisão sobre Cardozo tivesse sido a dispensa pois tratava-se de uma rebelião contra o treinador.”

Contrariando a tese de Aguiar, o Benfica reintegrou o ponta-de-lança sul-americano que semanas depois viu a sua vida dificultada por outros problemas como as lesões e ainda o desperdício do que antes era visto como uma qualidade que lhe era intrínseca, a marcação de grandes penalidades.

“O Cardozo é sempre a primeira opção para marcar grandes penalidades, é fácil criticá-lo depois de ele ter falhado,” atalhou o conhecido comentador e político Fernando Seara uma opinião que justifica que apenas falha quem realmente arrisca, saindo em defesa de um jogador que já foi afastado do convívio com a equipa e criticado pela menor eficácia, mas que poderá ainda ser muito útil para as eventuais e prováveis conquistas dos encarnados esta época. Para quando o regresso aos golos?

Texto: Rafael Batista Reis
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segunda-feira, 17 de março de 2014




SHIKABALA – SURPRESA NA MANGA OU FLOP ESCONDIDO?

Qualidade de Shikabala ainda parece um mistério para os adeptos do Sporting.

Quando uma boa parte da crítica apontava que o Sporting não recorreria ao mercado, no fim de contas os leões aproveitaram essa reabertura de inscrições para atacar o reforço do plantel de uma forma cirúrgica. No entanto, e se por um lado Heldon de imediato se imiscuiu entre as opções habituais da equopa verde-e-branca, sobre o egípcio Shikabala permanece um manto de mistério.

Mantém-se assim a dúvida quanto à real capacidade do reforço invernal dos leões, levantando-se mesmo vários tipos de comentários sobre o caso, podendo destacar-se que “Shikabala é um jogador que pode ser uma caixa de surpresas pela positiva mas também pode ser um flop,” uma opinião manifestada pelo comentador Miguel Guedes no programa televisivo ‘Trio d’Ataque’.

Conforme a época vai caminhando para o seu final, a estreia do egípcio vem sendo constantemente adiada.

No entanto, e apesar das interrogações que a crítica ainda levanta em virtude de o criativo africano ainda não ter sido sequer chamado a fazer parte de qualquer convocatória da equipa principal dos leões, ainda assim as referências são boas, sabendo-se que “as principais características do Shikabala são a técnica, a impressibilidade e o pé esquerdo, que parece uma raquete, “ como o experiente técnico Manuel José destacou no momento da confirmação da sua contratação por parte dos leões.

Desta forma, e numa fase em que o Sporting ainda disputa o segundo lugar e de uma forma mais distante o título nacional, principalmente depois de ter batido o FC Porto num clássico que era visto como determinante para a época das duas equipas, Shikabala surge como um possível senão ou por outro lado como uma surpresa que vale a pena descobrir.

A questão que se coloca é: será o internacional pelo Egipto possuidor de uma qualidade tal que torna a espera digna de tanto tempo? Caso essa possibilidade se confirme, o médio ofensivo poderá ser uma surpresa cuja importância ainda poderá crescer na próxima época; de outra forma, a sua contratação poderá mesmo não passar de uma tentativa de ‘golpe de mercado’ cuja origem foi precipitada. Sendo assim, apenas o tempo – e o próprio jogador – poderão dar por terminadas as dúvidas.

Texto: Rafael Batista Reis.
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