quarta-feira, 9 de abril de 2014




SURPRESAS PARA O MUNDIAL?


NIGÉRIA



Incluído no Grupo F do qual fazem também parte Argentina, Irão e a estreante Bósnia-Herzegovina, a experiente selecção africana poderá muito bem surpreender e num papel de ‘outsider’ assegurar um dos postos de apuramento para a fase seguinte, previsivelmente atrás da favorita Argentina, que com maior ou menor dificuldade deverá conquistar a primeira posição do agrupamento.



Mesmo sem contar com uma equipa repleta de estrelas como no passado, as Super Águias deverão ser lideradas pelo atacante Victor Moses, atleta contratualmente ligado ao Chelsea e cedido ao Liverpool, emblema no qual conta com uma utilização pouco frequente mas ainda assim suficiente para que possa tornar-se numa das grandes esperanças da equipa após ter considerado “emocionante, os jogadores esforçaram-se muito para não perder” na eliminatória ante a Etiópia.



Esse duplo confronto resultou no acesso da equipa ao Mundial 2014, prova na qual a equipa nigeriana poderá até dar início ao seu processo de renovação que torna provável a presença de jovens valores a ter em conta como os atacantes Nnamdi Oduamadi e Olarenwaju Kayode, que poderão desde já garantir golos ao selecionado nigeriano.



GRÉCIA



No caso da equipa grega, a sua grande mais-valia será mesmo o seu seleccionador, o português Fernando Santos, que recentemente exprimiu que vou tentar que os jogadores da Grécia façam algo inédito que seria passarem a fase de grupos.”



Para tal, o técnico terá de mesclar de forma perfeita os nomes mais experientes que têm composto a equipa e os jovens talentos que têm vindo a surgir, devendo nessa vertente destacar-se os nomes do lateral esquerdo Kostas Stafylidis e o guarda-redes Stefanos Kapino, que deverão mesmo marcar presença entre os 23 escolhidos.



Também o polivalente Andreas Bouchalakis e o atacante Dimitros Diamantakos, que apesar de ainda aguardarem a sua estreia como internacionais poderão vir a constituir uma surpresa e dessa forma marcarem presença no certame.



Texto: Rafael Batista Reis.
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sábado, 5 de abril de 2014






BRUMA AINDA A TEMPO DO MUNDIAL?

Apesar da juventude, Bruma poderá vir uma excelente opção no Mundial 2014.

Pouco tempo depois de ter sido opção para a Selecção Nacional Sub-19, cujos trabalhos decorreram através de períodos de estágio e competições oficiais, Armindo Bangna, mais conhecido por Bruma, é hoje por mérito próprio uma opção a ter em conta na Selecção A após a sua revelação desportiva ao serviço do Sporting que parece ter pela frente vários meses importantes para a sua revelação no futebol profissional ao mais alto nível.

Apenas dois anos depois de não ter estado disponível para dar continuidade à preparação do seleccionado comandado por Edgar Borges para a participação no conhecido Torneio de La Manga, em Espanha, prova na qual Portugal enfrentou a Hungria, a Suécia e a Noruega, tudo indica que o extremo disputará a mais importante competição internacional de selecções depois de ser determinante nos encontros do Sporting a contar para a NextGen Series e na época seguinte ao brilhar na Liga ao serviço da primeira equipa.

Talentoso extremo tem rubricado temporadas de acordo com as suas expectativas

Para tal, Bruma terá primeiro de restabelecer-se da grave lesão que contraiu há já alguns meses, o que tornaria possível a sua presença no Mundial tão pouco tempo passado em relação à sua passagem por outras competições internacionais ao nível da formação, chamando desde logo a atenção de grandes clubes como Inter de Milão ou Manchester City, que verão em Bruma um adversário respeitável e uma das figuras do futuro e que estarão com certeza atentos ao seu percurso no Galatasaray.

Depois de ter ajudado o leão em jogos importantes nos quais o jovem craque esteve na plenitude das suas capacidades depois de também ter ultrapassado limitações físicas que o foram afastando dos trabalhos das selecções jovens, Bruma vive agora um problema semelhante.

Bruma será uma figura esperada na equipa das Quinas e mesmo por aqueles que há muito o observam, em encontros nos quais o seu talento será muito aguardado depois de se ter notabilizado junto dos adeptos verde-e-brancos pela ‘novela’ que a sua ligação contratual implicou e na qual tudo acabou por correr pelo melhor para Bruma… até que protagonizou um conflito ainda maior para forçar a sua saída do clube.

O talentoso atleta cedo justificou ser detentor de ligação profissional no Sporting e estará à procura de novas demonstrações de elevado rendimento depois de ter brilhado em alguns encontros da ‘Champions sub-19’, nomeadamente os confrontos a eliminar, juntando-lhe uma extraordinária época passada de revelação em Portugal, que terá uma vaga reservada para a sua irreverência.

Texto: Rafael Batista Reis.
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ÁGUIA ACIMA DE QUALQUER SUSPEITA

Múltiplas ‘trapalhadas’ extrafutebol da Liga não beliscam a superioridade do Benfica.

Nos anos que sucederam a corrente temporada, a tendência que procurava contrariar um desde há alguns anos apontado ‘sistema’ que estaria a reinar dentro da Liga de Clubes e que segundo os dois vizinhos e rivais de Lisboa, Benfica e Sporting, vinham nas últimas duas décadas minando a verdade desportiva em Portugal.

Com esse temor em causa, águias e leões pareciam a dada altura mostrar preocupação pela sua carreira, sendo que no caso dos encarnados tal apenas sucedeu numa fase inicial da época, altura em que a crítica proferia comentários como uma opinião dada a conhecer pelo jornalista e comentador João Gobern Sotto-Mayor, que adiantava que “o Benfica ter problemas com os árbitros no Estádio da Luz? Acontece.”

Por seu turno, no Sporting as críticas ao sector da arbitragem iam subindo de tom, com o presidente dos leões, Bruno de Carvalho, a atirar mesmo que “vou responder-lhe desta forma, o clube mais prejudicado nos últimos 30 anos é claramente o Sporting.”

Na temporada que actualmente decorre, essa luta parece manter-se, com o Benfica a manter-se, tal como há um ano, na liderança, mas desta feita com uma superioridade bem mais evidente sobre a concorrência numa prova na qual infelizmente os casos de polémica e desorganização continuam a verificar-se, sem que os mesmos coloquem em causa a maior valia demonstrada pela equipa encarnada que, diga-se, apenas terá sido verdadeiramente beneficiada na deslocação ao terreno do Belenenses.

Grande parte das críticas desta Liga se dirigem ao sector da arbitragem

Nessa partida, para além de um golo erradamente invalidado ao atacante Tiago Caeiro, levantou-se ainda um caso relacionado com a não utilização do antigo jogador das águias, Miguel Rosa, por parte da equipa do Restelo, sabendo-se que o atleta “iniciou a época como titular, depois saiu por lesão, voltou e não defrontou o Benfica,” como lembrou o comentador e antigo porta-voz Eládio Paramés.

Fora essa questão que colocou o líder na ‘berlinda’, o real problema deste Campeonato situou-se – e ainda restam algumas jornadas para disputar – uma vez mais na arbitragem e no presidente do Conselho ligado a essa vertente, Vítor Pereira, que segundo o locutor e também comentador Pedro Sousa, “não quer arranjar ‘caldinhos’.”

Em situação desportiva favorável, as águias, mais precisamente pela pessoa do seu técnico, Jorge Jesus, optaram pela defesa dos juízes, que “devem ter o apoio necessário para serem cada vez melhores e continuarem a evoluir.”

Levantaram-se inclusivamente acusações ao Benfica, que ainda assim domina a Liga no futebol jogado


Apesar da evidente mais-valia desportiva do Benfica, ainda assim os erros de arbitragem acabaram por estender-se também ao líder, podendo encontrar-se como exemplo a deslocação ao terreno do Nacional, no qual terá ficado por sancionar uma expulsão ao lateral Marçal, defendida pelo vice-presidente benfiquista Rui Gomes da Silva.

O dirigente questionou se “nesse lance ele poderia ter empurrado Rodrigo daquela maneira? Na expulsão de Fernando em Alvalade o toque foi mais forte do que este?”, o que não invalidou a que outras acusações se fossem levantando, uma delas a partir do músico e comentador Miguel Guedes, que recordou que “o Benfica emprestou dinheiro ao Vitória de Guimarães, isso não parece estranho? Quando se trata do Benfica ninguém acha estranho…”

Mesmo perante essa desconfiança, as punições da Liga de Clubes atingiram mesmo o presidente benfiquista, Luís Filipe Vieira, com um “castigo que não oferece dúvidas, está tudo dito, tudo gravado,” segundo regista o jornalista Rui Santos

Contas feitas, o Benfica acaba por estar tão ligado a motivos para queixa por possível prejuízo directo quanto a acusações de benefício por parte dos seus oponentes, pelo que a vantagem conseguida na classificação não parece minimamente afectada nem por uma nem por outra situação. Ainda assim, Liga mais transparente procura-se…

Texto: Rafael Batista Reis.
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quinta-feira, 3 de abril de 2014




JAMES CUMPRE AS EXPECTATIVAS.

Ainda James Rodriguez dava os primeiros passos na equipa do FC Porto, já o jornalista e comentador Gil Nunes o classificava como excelente. Houve dois momentos no meio -campo do FC Porto que equilibraram a equipa e que, mesmo sem fazer uma grande exibição, a levaram para a vitória: a colocação de Defour mais junto de Fernando, e a capacidade construtiva de James, mais um organizador de jogo que um ala puro” cuja contribuição valia a obtenção de três pontos para os dragões.

James sempre foi um bom finalizador. Tem um remate bastante forte, como tem sido várias vezes demonstrado na selecção sub-20 da Colômbia. É um jogador com tendência para naturalmente crescer nesse aspecto. Se evoluir ao nível do jogo aéreo, até poderá atingir marcas interessantes ao nível de golos”, como este bis desde já indicia.

Dragões beneficiaram da “versatilidade que apresenta nas alas”

“Será talvez o seu desafio mais próximo: evoluir no jogo de cabeça, pisar mais terrenos de dez, e ajustar-se a uma dinâmica ofensiva da equipa que o tem como principal organizador,”
 o que tem vindo a acentuar-se.

As exibições que produz levam a crer que “James não é um jogador de diagonal violenta, como o Hulk. É um jogador de deslocação mais pausada, de tabelinhas curtas, e de assistências. A sua principal vantagem é a versatilidade que apresenta nas alas, e nas deslocações que faz a partir daí para a posição de organizador de jogo. No fundo permite à equipa variar o seu modelo de jogo. “

“Sempre foi um traço conhecido na selecção colombiana.  Lembro-me da segunda mão da Taça de Portugal, frente ao Benfica, quando substituiu directamente Ruben Micael na posição 10. E aí deverá continuar a evoluir” rumo a uma posição de destaque no futebol internacional.

James foi “um dos jogadores mais talentosos” do anterior FC Porto

O momento de sucesso do ataque portista das últimas épocas foi garantido face à certeza de que “James é preponderante com ou sem Hulk. São jogadores distintos - talvez a principal pecha do James resida nalguma falta de velocidade. Penso que uma equipa como o Porto nunca está refém da inspiração do jogador "x" ou do jogador "y".”

James Rodriguez identifica-se como “um jogador de nível internacional, com capacidade para jogar em qualquer equipa europeia. Contudo, é um jogador ainda em evolução: terá de se cimentar como 10, evoluir no jogo de cabeça, melhorar combatividade e capacidade de decisão e remate.”

Desta forma, o colombiano “tem talento para jogar nos melhores clubes europeus." Anos mais tarde, percebe-se que esta análise não poderia ter sido mais correcta, uma vez que brilha já no ambicioso Monaco num percurso cujo ponto alto parece ainda longe de chegar. Esperam-se agora os títulos no futebol francês.

Texto: Rafael Batista Reis.
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SALVIO PARA ENCAMINHAR A ELIMINATÓRIA.

Eduardo Salvio parece totalmente restabelecido em termos físicos.

No decorrer de uma temporada que a partir de dada altura passou a exibir um Benfica extremamente ambicioso e capaz de não só conquistar o título nacional como também de concorrer em todas as frentes nas quais se encontra inserido, o plantel encarnado mostrou estar habilitado para enfrentar cada uma dessas competições sem sequer ter de recorrer ao mercado de Inverno, até porque do departamento médico chegou o verdadeiro ‘reforço’.

Após contrair uma lesão grave no início da época, Eduardo Salvio regressou à competição para tornar a equipa ainda mais preparada e vasta em soluções, produzindo de imediato rasgados elogios da crítica, ouvindo-se a plenos pulmões que “está completamente ultrapassada a lesão de Salvio, e para o final de época do Benfica…”, uma sugestão deixada pelo antigo futebolista Dani que no momento actual parece ter já encontrada a sua resposta.

Futebol rápido e versátil do extremo deverá ser utilizado na equipa titular em Alkmaar.

O argentino parece estar hoje na plenitude das suas capacidades depois de o seu retorno ter sido gerido de forma exemplar por Jorge Jesus e seus pares, tendo o comentador Joaquim Rita recordado que “jogou 15 minutos em Salónica, 25 contra o Guimarães – Jesus está a dar-lhe quilómetros.”

Nesta fase, é sabido Salvio nunca poderá jogar muitos minutos, até porque ainda procura chegar à máxima rodagem e ainda para mais tem visto a sua posição muito bem ocupada pelos seus concorrentes. De qualquer forma, o seu futebol vertiginoso e de constante procura do golo deverá ser aproveitado pelo seu treinador em provas nas quais é requerida experiência em grandes palcos, como é o caso da Liga Europa.

Desta forma, a deslocação ao terreno do AZ Alkmaar, a contar para a primeira mão dos quartos-de-final da Liga Europa, deverá mesmo contar com a presença de Toto entre os titulares de uma equipa encarnada que se espera atrevida em termos atacantes de forma a deixar já esta noite bem encaminhada a eliminatória e mais próxima do alcance das águias as meias-finais da prova – quem sabe com o regresso do sul-americano aos golos.

Texto: Rafael Batista Reis.
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quarta-feira, 2 de abril de 2014






PSG – O CANDIDATO ENCOBERTO.

PSG posiciona-se junto dos grandes favoritos à conquista da Liga dos Campeões.

Para lá dos candidatos de sempre à conquista da Liga dos Campeões, casos de equipas como o campeão em título Bayern e os espanhóis Real Madrid e Barcelona, esta edição da Liga dos Campeões apresentará o que se pode chamar de candidato encoberto, o PSG, pela capacidade que se reconhece ao seu conjunto e à presença de grandes nomes com valia mais do que suficiente para arrecadar o troféu.

À cabeça, os parisienses apresentam Zlatan Ibrahimovic como figura maior, tendo o sueco feito jus ao estatuto em vários momentos da corrente edição da prova, nomeadamente na anterior ronda, os oitavos-de-final, na qual “Ibrahimovic marcou mais um golo de nível altíssimo e contribuiu para um PSG que mais do que os nomes tem agora uma grande equipa e já é capaz de ombrear com qualquer outra,” uma opinião do antigo guarda-redes Vítor Baía que reflecte o poderio do PSG.

Para além do poder financeiro, os franceses possuem uma muito respeitável formação de jovens.


“Há a vontade do Leverkusen de fazer melhor fora de casa mas 4-0 é um peso tremendo,” acrescentava ainda o antigo internacional por Portugal à entrada da segunda mão de uma eliminatória que se encontrava resolvida ao fim da primeira após uma goleada alcançada na Alemanha, mais precisamente ni terreno do Bayer Leverkusen. Estava assim apresentado o acima mencionado ‘candidato encoberto’.

Para tornar esta revelação do PSG ainda mais digna de registo, pode salientar-se que a presença dos franceses entre os grandes clubes terá vindo para durar, até porque para além dos milhões investidos e para investir o clube desde há muito aposta de forma clara na sua formação que revela vários nomes de futuro, como foi possível verificar na participação dos Juniores do clube na UEFA Youth Cup, da qual foram apenas afastados pelo Real Madrid.

“Apesar de termos criado oportunidades não fomos capazes de marcar,” concluiu no rescaldo da eliminação do treinador dos sub-19 parisienses, Laurent Donadei, que no entanto terá a felicidade de perceber que aos seus comandos possui vários jovens com potencial que se juntarão a outros valores como o atacante Jean-Christophe Bahebeck, actualmente cedido ao Valenciennes, num futuro próximo junto das grandes estrelas de um clube que parece ter muito para conquistar.

Texto: Rafael Batista Reis.
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CINCO RAZÕES PARA UM ENZO DE TOPO.

É quase indiscutível a escolha de Enzo Perez como melhor jogador da Liga até ao momento.

Se a Liga ZON Sagres tivesse um pódio para os três futebolistas mais predominantes da temporada até ao momento, os três lugares seriam ocupados por jogadores a militar em clubes sediados na 2ª Circular, os dois primeiros classificados Benfica e Sporting, que para além de constituírem a maior garantia de espectáculo no campeonato nacional possuem as duas maiores revelações da prova, os leões com o médio defensivo William Carvalho e as águias com o extremo Lazar Markovic.

Acima destes dois craques, uma tarefa já de si difícil e por essa razão ainda digno de maior destaque, encontra-se Enzo Perez numa temporada de excelência no seguimento de uma época anterior na qual já havia atingido um nível bastante alto, assumindo-se na actualidade como a estrela maior de um Benfica dominador e até mesmo capaz de uma época repleta de títulos com base em cinco virtudes que podem salientar-se em relação aos demais:

Total identificação com o clube e a sua estrutura. Foi necessário esperar uma época para que tal tivesse sido alcançado, uma vez que a sua primeira época enquanto jogador encarnado foi mesmo para esquecer, tendo envolvido um regresso à Argentina que para além de precoce parecia indicador de que a exemplo de alguns jogadores adquiridos num passado recente na nação das ‘pampas’ como Gonzalo Bergessio ou Franco Jara, também aqui as águias teriam um investimento ‘em saco roto’.

Transformação muito bem conseguida enquanto jogador. À chegada ao Benfica, Enzo Perez evoluía como extremo, podendo quanto a esta posição rotular-se o argentino como um jogador pouco mais do que banal. Face à venda de Axel Witsel e ao excesso de ‘mão de obra’ para as alas, Enzo teve direito a uma oportunidade dourada que acabou por não desaproveitar, tornando-se, numa transformação pouco provável em médio centro, num jogador ainda mais determinante que o belga.

Influência táctica e características que o tornam indispensável para as águias. Ao evoluir de um extremo ‘normal’ para um médio centro ‘todo-o-terreno’, Enzo Perez transformou-se ‘apenas’ no jogador mais influente do actual Benfica pelo que acrescenta em termos tácticos ao muito ofensivo e até mesmo especial, pelo menos entre os grandes clubes europeus, 4x4x2 apresentado pelos encarnados, que têm em Enzo o elemento encarregado pela construção e transporte ofensivo pela zona central.

Conseguiu a proeza de quase ‘esquecer’ Matic. No início da época não existiam dúvidas: Nemanja Matic assumia-se como a estrela maior do Benfica, tornando-se ainda a equipa dependente de uma forma quase exclusiva da dupla composta entre o sérvio e Enzo. Com a saída do sérvio, o sul-americano conseguiu operar o que se pode chamar de proeza, assumindo quase em solitário o protagonismo ao receber o apoio de um 6, como Ljubomir Fejsa, e assim ter ‘tomado as rédeas’.

Percepção de que pode gerir a sua condição física. Para além de ter ajudado a quase esquecer Matic, a boa época de Enzo Perez assenta em grande parte nas ambições de conquista, uma vez que o Benfica mantém intactas as aspirações de conquistar quatro frentes, o que a aliar ao seu excelente momento de forma coloca mesmo o Mundial no seu horizonte, até porque pode gerir a sua condição física face à concorrência de Ruben Amorim.

Mais do que substituto, o português trata-se de uma garantia de que a máquina benfiquista continua a operar nas melhores condições, resguardando o médio de 28 anos para os momentos de maior exigência, ainda mais quando se trata hoje de um jogador maduro e muito inteligente e a atravessar a melhor fase da sua carreira.

Texto: Rafael Batista Reis.
Imagem: D.R.
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