terça-feira, 5 de agosto de 2014
Para além de o Sporting vs Lazio se tratar de mais um encontro particular para as duas equipas, a disputa de mais uma competição de pré-temporada, o Troféu Cinco Violinos, e a oportunidade para os leões apresentarem o seu plantel aos associados, ao mesmo tempo a visita do conjunto romano proporcionava o retorno de Bruno Pereirinha à casa que o formou e o lançou a nível profissional, deixando-a precisamente pelo seu actual clube para jogar com maior regularidade.
Bem mais maduro como futebolista, e após prestar algumas declarações à restante imprensa nacional, Pereirinha acedeu conceder uma pequena entrevista exclusiva a Nova Academia de Talentos, na qual ‘levantou o véu’ sobre a sua experiência em Itália e o que dela espera para o futuro próximo e a longo prazo.
Rafael Reis: Começo pela pergunta da ‘praxe’: como foi defrontar o Sporting? Uma vez que nas perguntas a que respondeste incidiram mais no individual, falo agora no colectivo: que importância teve este encontro para a Lazio? Pelo que fizeste e a equipa fez hoje, quais pensas serem as reais aspirações da equipa?
Bruno Pereirinha: É sempre bom voltar, o Sporting reforçou-se muito bem e manteve a base da época passada. Este ano queremos voltar às competições europeias porque no ano passado a época não nos correu bem e por isso esse vai ser o principal objectivo.
Foste titular neste jogo. A ideia será continuar, ou trata-se apenas de pré-época e o plantel ainda está a fazer alguma rotação?
Trata-se de pré-época, o plantel está a ter muita rotação e ainda faltam chegar alguns jogadores que estiveram no Mundial, mas trabalharei com o intuito de ser titular.
Ficas satisfeito com a exibição da equipa frente ao Sporting?
Fico mais satisfeito pelo resultado do que pela exibição, tivemos algumas dificuldades pelo ritmo e qualidade impostas pelo Sporting mas acho que no fim de contas o resultado acaba por não ser mau.
Achas que este plantel da Lazio será aquele que jogará o resto da época ou poderão esperar-se mais reforços até ao encerramento do mercado?
Fala-se muito no mercado, por isso não sei se haverão mais entradas ou saídas. Mas é possível que ainda possa haver mudanças.
quarta-feira, 30 de julho de 2014
Logo após a conclusão do encontro válido pela Eusébio Cup entre Benfica e Ajax, o treinador do campeão holandês que na visita ao Estádio da Luz logrou obter uma vitória por 1-0 e a consequente conquista do troféu perante uma águia ainda distante do fulgor demonstrado na época passada, Frank de Boer, acedeu a prestar declarações em exclusivo mundial a Nova Academia de Talentos.
Após ter primeiramente prestado declarações à televisão do clube, a Ajax TV e à restante imprensa holandesa e portuguesa, o antigo futebolista que evoluía como defesa central, posição na qual estará entre os grandes especialistas da História da modalidade, comentou o encontro frente aos encarnados e estimou a importância do encontro para os seus jovens jogadores.
Rafael Reis: Como valoriza esta prestação da sua equipa neste jogo? Considera que esta foi a oportunidade ideal para os jovens poderem evoluir e demonstrar as suas potencialidades? Era esta a ideia principal?
É uma situação muito positiva para acrescentar ao nosso treino. Sim, penso que sim, este é um excelente estádio para se jogar e o meu objectivo passar por fazê-los competir nos melhores palcos. Foi uma experiência muito boa.
Rafael Reis: Um colega da Holanda que estava junto de mim falou-me na importância para a equipa de encontrar um substituto para o Viktor Fischer, que se encontra lesionado. É assim que acontece, Fischer ficará muito tempo afastado da equipa?
Sim, é verdade, a lesão é séria e complicada e é uma pena, temos de substituí-lo para iniciar o nosso Campeonato, isso será muito importante para nós.
Rafael Reis: O jovem jogador que hoje marcou o golo da vitória, Ricardo Kishna, poderá ser o substituto de que fala?
Sim sim, possui vários atributos semelhantes aos de Fischer, e ele está muito bem neste momento. Vamos ver, espero que continue a acompanhar o Ajax e desejo o melhor para si.
segunda-feira, 14 de julho de 2014
Entrevista com Guilherme Farinha - parte 1
Uma coisa parece certa e garantida neste Mundial 2014: não resistem quaisquer
dúvidas em relação ao estatuto de surpresa-mor da prova para a Costa Rica,
equipa superiormente orientada pelo colombiano Jorge Luis Pinto mas também uma
nação marcada pelo bom trabalho desempenhado em duas passagens por um técnico
português, Guilherme Farinha de seu nome.
O experiente treinador continua a residir e a trabalhar no país a partir do
qual acedeu a prestar uma entrevista, respondendo a questões preparadas pelo
jornalista brasileiro Ulisses Carvalho e a mim próprio num exclusivo nacional
para VAVEL.
Rafael Reis: Espero que esteja a correr-lhe tudo como espera pela Costa Rica,
será para continuar?
Na Costa Rica felizmente correu bem, fomos vice-campeões do Torneio de
Copa, fizemos 5º lugar e estivemos a lutar até á ultima jornada para entrar nos
4 primeiros, para as semifinais. Em 66 anos de história da AD Carmelita fui
considerado o melhor treinador do clube.
A equipa foi considerada a que melhor futebol praticou no campeonato nacional e
estive entre os nomeados para o melhor Técnico do ano. E, por tudo isto,
fui convidado a renovar contrato, o que fiz com muito agrado apesar de ter
outras propostas.
UC: Como está o trabalho no Carmelita?
A
AD Carmelita assinou contrato comigo na época passada, é um clube no pequeno
bairro de Alajuela e que geralmente está na II Divisão e este ano conseguimos o
título de vice-campeões no Torneio de Copa ao perdermos por penalties com o
Saprissa, o campeão nacional. Ficámos em quinto lugar, temos o jogador com o
golo mais bonito da época e eu estou entre os nomeados para melhor treinador do
ano…
UC: Por que não foi jogador de futebol mas sim técnico? Como conseguiu seu
primeiro emprego no futebol?
Nunca fui jogador de elite mas sempre joguei, desde os 8 até aos 25 anos,
o meu primeiro treinador foi o Sr. Mário Lino no Sporting, como aspirante
joguei no GDCR Os Mouros tendo como treinador o Sr. Luís Norton de Matos numa
competição organizada pela AF Lisboa.
Como sénior joguei no SBC e Woensel e também no Best-Voruit, todos da Holanda.
Era jogador dos aspirantes de Os Mouros na época de 79/80 e a Direcção do clube
convidou-me para treinar a categoria de Iniciados e aí comecei a minha carreira
de treinador.
RR: Pode descrever os primeiros passos da sua longa carreira enquanto técnico?
A minha carreira não começou no Fanhões, começou nos Iniciados do Mouros
durante duas épocas, ainda jovem e estudante, e na
minha série só o Sporting me ganhava, cheguei inclusive a empatar com eles
sendo eu jogador dos aspirantes do mesmo clube, na altura treinado por Luís
Norton de Matos. Apareço depois como treinador dos Juniores
do Fanhões graças ao convite de um grande amigo meu nessa altura
director do clube, o Eng. João Duarte.
Depois passei pelo futebol da Holanda, onde
treinei os seniores do KS Broekhoven, da cidade de Tilburg, nessa
altura fui o primeiro treinador português a treinar na Holanda e quiçá dos
primeiros na Europa.
Regressando da Holanda, treinei o Vitória Clube de Lisboa, da III Divisão
e depois fui convidado a treinar o FC Oliveira do Hospital, também da III
Divisão antes de aceitar a possibilidade de treinar a
selecção da Guiné-Bissau e assumir o assessoriamento técnico do Centro Nacional de Formação de futebolistas e a organização de todos
os campeonatos dos escalões etários de formação, das Escolas até aos Juniores.
UC: Através de quem surgiu a proposta da Seleção de Guiné Bissau e como
era o país naquela época, as dificuldades e o futebol?
Havia
vários candidatos para seguir para a Guiné-Bissau, mas para ser eu o eleito
tive de ter a decisão favorável das seguintes entidades: Federação Portuguesa
de Futebol, o Presidente, Dr. João Rodrigues, Direcção-Geral dos Desportos de
Portugal, Prof. Dr. Mirandela da Costa, Associação Nacional dos Treinadores de
Futebol, o presidente, Prof. Dr. João Mota, e do Cônsul da Guiné-Bissau, nessa
altura o Major Valentim Loureiro.
O projecto chamava-se ‘Projecto Juvenil da Guiné-Bissau, a colaboração e o
apoio directo era dado pela DGD de Portugal e a coordenação do mesmo era feita
pelo Prof. Carlos Queiroz na FPF.
O Projecto tinha vários objectivos, e o principal passava por organizar e
dinamizar o futebol juvenil da Guiné-Bissau, durante esse período, que foram 4
anos e meio, também fui treinador de todas as selecções de formação da Guiné
participando em Campeonatos do Mundo de sub-17 e sub-20, nos I Jogos
Desportivos da Língua Portuguesa ganhando na final a Portugal em sub-16, e
acabei por ser seleccionador nacional desse país ganhando vários torneios
internacionais.
Por exemplo, venci a Taça Amílcar Cabral e apurei pela 1ª vez a Guiné-Bissau
para uma fase de grupos de uma CAN, Tunísia 94. Também participámos nos I
Jogos da Francofonia em Paris com os sub-23, conquistando um honroso 5º lugar,
saí de Portugal para iniciar este projecto em 1 de Novembro de 1990 e regressei
em Dezembro de 1994. O país nessa época era tranquilo e vivia-se com extrema
segurança, havia muito talento na Guiné-Bissau mas faltava melhorar as
infraestruturas para a prática do futebol.
RR: Como descreveria essa etapa da sua carreira?
Pessoalmente é um país que muito respeito, mas na realidade era muito
complicado pela falta de verbas, de condições, de infraestruturas, com um nível
de pobreza muito elevado e desorganização quando lá cheguei e por todo o
trabalho realizado durante quatro anos e meio classifico este meu trabalho
neste país do continente africano como o meu melhor trabalho até hoje.
Testemunham esta minha classificação os Profs. Carlos Queiroz, Nelo
Vingada, Rui Caçador e Arnaldo Cunha, depois de sair da Guiné após
a brilhante participação nos Jogos da Francofonia em Paris em Sub-21, regressei
a Portugal definitivamente devido a uma segunda malária que pôs em risco a
minha vida.
Quem me salvou da morte foi o Dr. Bernardo Vasconcelos, ficando para trás um
trabalho árduo mas de muita paixão e dedicação e uma vitória nos I Jogos
Desportivos de Língua Portuguesa ao vencer na final no Estádio Nacional
Portugal por 1-0,”
UC: O que ocasionou a sua saída de Guiné Bissau?
Após os Jogos da Francofonia em 1994, deixe-me dizer-lhe que fui para
essa prova em Paris com uma recaída da febre da Malária, por indicação dos
médicos guineenses, portugueses e italianos que trabalhavam na Guiné-Bissau
foi-me aconselhado o regresso imediato a Portugal, portanto houve essa questão
da saúde, e por outro lado o Governo de Portugal decidiu que estava concluído o
meu trabalho na Guiné e que seriam os guineenses a dar continuidade ao
projecto.
Graças a Deus, derivado ao trabalho desenvolvido por mim durante todo
esse tempo recebi elogios do Governo português, nomeadamente do Ministro da
Educação, Dr. Couto dos Santos, e ainda um Louvor e Mérito do Presidente da
República da Guiné-Bissau.
RR: Que etapa se seguiu a essa experiência em África?
Há um pequeno interregno de alguns meses no qual dei aulas de Educação
Física e após isso surge o convite para treinar o Praiense na II Divisão, o
objectivo salvá-los da descida iminente, com a curiosidade de ter chegado à
Praia da Vitória numa cadeira de rodas pois tinha sido operado com anestesia
geral a uma rutura no tendão de Aquiles quando dava aulas e bem... consegui
salvar o Praiense.
Logo de seguida orientei o Sporting da Horta da III Divisão, também com o
mesmo objectivo e mais uma vez foi cumprido, o aparecimento de Guilherme
Farinha no continente sul-americano no Club Cerro Corá da I Divisão do Paraguai
foi graças a um protocolo existente entre o Sporting Clube de Portugal e o
Cerro Corá, pelas mãos do Eng. Vítor Batista, amigo de infância que conhecia e
era amigo do vice-presidente do Sporting, Dr.Simões de Almeida.
Pôs-me em contacto com ele para uma reunião e numa semana viajei para
Asssunción, o Cerro Corá encontrava-se na última posição do campeonato
paraguaio, tive o privilégio de ter um mês de trabalho entre o Torneio Apertura
e o Torneio Clausura e arrancámos para o Clausura. Para não descermos de
divisão só podíamos perder um jogo e perdemos logo na primeira jornada com o
Guarani.
Após essa derrota ganhámos 14 jogos seguidos e fui à final no Estádio
Nacional Defensores del Chaco com o Olímpia e perdi por 3-0...e fomos
vice-campeões. Deixo aos leitores a classificação do meu trabalho no Cerro
Corá, um clube de bairro- Bairro de Campo Grande – com 200 sócios.
UC: Como chegou até a América do Sul para treinar o Cerro Corá do Paraguai e
fale de seu grande trabalho nesse clube?
Tinha acabado de salvar o Sp.Horta dos Açores de uma descida de divisão
iminente, falo de 1996 e regressei a Lisboa. Era Director do Departamento de
Futebol do Sporting o Sr. Luís Norton de Matos e o vice-presidente o Dr. Simões
de Almeida, na época de 1997 o Sporting assinou um protocolo de colaboração e
cooperação com o Cerro Corá, nessa altura militava na I Divisão do Paraguai e
corria risco de descida.
O Cerro Corá pediu ao Sporting um treinador seu, as duas pessoas que referi
convidaram-me para seguir para o Paraguai como treinador principal do Cerro
Corá, ganhei o Torneio Clausura e consegui ser vice-campeão nacional e ganhei o
prémio de Treinador Revelação outorgado pelo jornal ABC Color.
RR: Depois do Paraguai optou pela primeira experiência na Costa Rica. Correu de
acordo com o que esperava?
As condições que encontrei na Liga Deportiva Alajuelense e no Sport Club
Herediano foram muito diferentes das do Paraguai porque tanto um clube como
outro são ou estão por História do país nos três melhores clubes da Costa Rica.
Posso afirmar inclusive que a LD Alajuelense em todos os aspectos é um
clube de top em qualquer parte do Mundo, de tal forma que logrei o bicampeonato
nacional, ganhando os dois campeonatos de Apertura e Clausura.
UC: Como foi parar no Alajuelense? Fale da sua passagem por lá.
Estava no meu terceiro ano de Cerro Corá e mataram o vice-presidente do
Paraguai, Don Luis Argaña, e culparam o General Lino Oviedo que era presidente
honorário do Cerro Corá, tornou-se quase impossível para o clube ter condições
de segurança nos seus jogos fora. Para defender a minha integridade física o
presidente do Cerro convidou-me a regressar ao Sporting mas não quis pois o
trabalho estava a correr muito bem.
Entretanto o presidente da LD Alajuelense da Costa Rica, Rafael Solis Zeledon
mostrou interesse junto do presidente do Cerro em adquirir um jogador do clube,
Carlos Alberto Gonzalez, e também necessitava de um treinador, e o presidente
do Cerro comunicou-lhe que o treinador do clube, Guilherme Farinha, seguia com
o jogador para assinar contrato aproveitando a ocasião para tecer elogios
vários elogios à minha pessoa enquanto pessoa e homem.
Com franqueza aceitei o convite do presidente do Cerro para seguir viagem para
a Costa Rica e o Alajuelense, embora contrariado. Passados onze dias assinei
contrato, no dia 13 de Maio de 1999, com o clube. Como deve compreender não vou
contar toda a história pois seria muito longa mas conto o principal e talvez o
mais impprtante – o Saprissa tinha ganho os quatro últimos Campeonatos quando
pisei solo costa-riquenho, falei para a Imprensa que estava ali para ser
campeão nacional!
A equipa já estava formada de jogadores e a equipa técnica era constituída por
mim como treinador e preparador físico e mais dois elementos. Como aparte, hoje
a mesma equipa é constituída por sete elementos. Ganhei o Torneio Abertura e o
Clausura 99/00 e fui vice-campeão CONCACAF Las Vegas e campeão da UNCAF, no
mesmo ano ganhei o prémio de melhor treinador estrangeiro da Costa Rica.
Na época seguinte voltei a ganhar os Torneios Abertura e Clausura, fui
bicampeão nacional, campeão da UNCAF, segundo na Copa Merconorte, o clube
chegou ao 23º lugar no ranking mundial de clubes, ganhei o prémio de treinador
do ano.
RR: Considera ter conquistado o respeito dos adeptos da Costa
Rica?
Sem dúvida, ganhei dos Torneios da UNCAF, sendo vice-campeão da CONCACAF
em Las Vegas, conseguindo o segundo lugar na MercoNorte, levando a Liga a um
elevado posto do ranking mundial da FIFA e tendo o orgulho da UNAFUT me ter
outorgado por duas vezes com o prémio de melhor treinador do ano e a ANTF em
Portugal me ter entregue o Prémio Fernando Vaz e o Jornal O JOGO me ter
considerado o melhor técnico português no estrangeiro. Este último prémio foi
atribuído por uma votação de todos os jogadores portugueses que actuavam no
estrangeiro.
Texto: Rafael Batista Reis
Nova Academia de Talentos
rafaelreis.rbr@gmail.com
Texto: Rafael Batista Reis
Nova Academia de Talentos
rafaelreis.rbr@gmail.com
quarta-feira, 14 de maio de 2014
CITY,
A REFERÊNCIA INGLESA
Manchester City conquistou com mérito a Premier League e promete fazer mais na
Champions
Entre
os vários destaques da temporada 2013/2014 que se encontra próxima do seu
término um deles estará certamente o Manchester
City pelo potencial que demonstra e que o tornou com total mérito o
vencedor da Premier League e um digno oponente na Liga dos Campeões.
Bastará mirar com alguma atenção o plantel do conjunto inglês para perceber que
o caminho para uma próxima Champions ainda mais marcante na próxima época
promete, até porque a maior pecha apresentada pela equipa nos últimos anos, a
defesa, se encontra cada vez mais trabalhada e liderada por um Vincent Kompany
de classe mundial.
Da eliminatória perdida pelos citizen frente ao Barcelona ficará um tremendo ‘amargo
de boca’, uma vez que na primeira mão disputada no seu reduto a equipa inglesa
estava mesmo a controlar as operações até que uma expulsão tudo deitou a perder
ao ter colocado a experiente turma catalã na frente do resultado.
Para que tal suceda a equipa inglesa
terá ainda de melhorar no processo defensivo
Por resolver ainda se encontra a escolha quanto ao melhor companheiro de defesa
para Kompany, não persistindo qualquer dúvida sobre a superioridade do jovem
Matija Nastasic em relação aos veteranos e muito limitados tecnicamente Martin
Demichelis e Joleon Lescott, com destaque para as insuficiências em aspectos
como a velocidade de reacção do segundo.
A defesa do City apresenta ainda outros problemas tais como a garantia total em
relação ao lado direito da defesa, onde Micah Richards poderia ser uma opção
interessante não fosse a reduzida utilização e a quase certeza de que procurará
o caminho da saída no final da época.
Ataque apresenta ainda alguns aspectos a
limar
Outra vertente que parece ainda limitar as escolhas do City consiste no excesso
de efectivos para a frente de ataque, e acima de tudo no investimento elevado
na compra de Alvaro Negredo, que parece pouco acrescentar a uma linha dianteira
já representada por Kun Aguero e Edin Dzeko, jogadores que apresentam uma eficácia
bem superior à do espanhol.
A nível táctico os grandes jogos, ganhos e perdidos, tornaram claro que o
Manchester City é mais letal e eficaz com uma dupla de avançados ao invés de
uma única referência, o que limita ainda mais o espaço de Negredo,
especialmente face à produtividade de Dzeko tanto como titular como quando é
lançado a partir do banco de suplentes.
Caso opte por assumir o jogo nas grandes partidas europeias em vez de procurar
especular, este City possui todas as condições para ser destaque na temporada
que se segue, dispondo de meios para se assumir pelo menos como uma das oito
melhores equipas do panorama europeu.
Texto: Rafael Batista Reis
Imagem: D.R.
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sábado, 10 de maio de 2014
ESTAVA FEITO AO INTERVALO
Sporting resolveu a contenda frente ao Leixões logo na primeira metade
Já sem quaisquer aspirações à conquista do título do Nacional de Juniores, o Sporting tinha uma última oportunidade para se despedir dos seus adeptos com uma exibição à altura dos seus pergaminhos que deixasse ainda maiores expectativas de futuro risonho para os seus jovens intervenientes, tendo recebido no seu reduto o Leixões.
Sem pressão e com uma exibição tão alegre quanto o clima que abrilhantava o encontro, os jovens leões resolveram a contenda logo no primeiro tempo, chegando ao descanso com uma confortável vantagem de 4-1 conseguida com naturalidade.
Para abrir a contagem, o Sporting chegou ao golo numa jogada conduzida por Gelson Martins e concluída de forma eficaz pelo seu companheiro de meio-campo Marcos Barbeiro, ampliando a vantagem por intermédio do ponta-de-lança José Postiga após ter sido assistido pelo flanco direito por Braima Candé, seguindo-se novo lance convertido em golo, desta feita originado pelo flanco contrário por Lisandro Semedo e concluído por Gelson Martins.
Os três golos apontados não satisfaziam os verde-e-brancos, que antes do descanso ainda chegariam ao quarto tento num bis de José Postiga, novamente assistido pela direita pelo companheiro de ataque Matheus Pereira, tendo continuado a acrescentar tentos à sua vantagem ainda que ao mesmo tempo também tenha apresentado alguma permissividade a defender.
Com efeito, o Sporting chegava ao quinto tento em jogada que culminava no hat-trick de José Postiga, tendo sido assistido uma vez mais por Braima Candé, e ao sexto pelo suplente utilizado Flávio Silva, que teve ainda tempo para juntar o seu nome a uma lista de marcadores que era também composta pelos leixonenses.
Apesar de derrotado, o Leixões foi capaz de explorar a defesa sportinguista ao chegar ao golo por duas ocasiões, tendo ainda desperdiçado duas grandes penalidades superiormente defendidas por Vladimir Stojkovic, e dessa forma deixar também o seu contributo numa partida que acabou por ser a despedida ideal para a época dos dois conjuntos.
Figura do jogo: José Postiga
Para a despedida de uma época, nada melhor do que um hat-trick com três golos plenos de oportunidade, um feito que compartilhou com o leixonense Chico, o que se deve realçar ainda mais tendo em conta o faro goleador do mais novo do clã Postiga, também um ponta-de-lança com muito para oferecer.
José Lima - Sporting
"Fomos a melhor equipa em campo e também a equipa mais concretizadora e eficaz. É certo que só perdemos uma vez fora, mas também só conseguimos ganhar numa ocasião. Esses cinco empates, muitos deles em jogos onde podíamos vencer se tivéssemos aproveitado as oportunidades criadas, impediram-nos de ir um pouco mais longe em termos de classificação.”
NULO PARA A DESPEDIDA
Sem interesse competitivo, Oeiras e Vitória de Guimarães concluíram a época com um nulo
No Municipal de Oeiras defrontavam-se duas equipas que não encontravam qualquer interesse competitivo ou classificativo, a equipa da casa e o Vitória de Guimarães, que como despedida de mais uma edição do Nacional de Juniores acabaram por anular-se mutuamente.
A igualdade de forças entre os dois conjuntos acabou por conduzir o resultado até um desinteressante nulo que termina a temporada de ambos os conjuntos, com prejuízo maior para o emblema minhoto, que ao não ter novamente vencido terminou a Fase de Apuramento de Campeão no oitavo e último lugar da classificação.
sexta-feira, 9 de maio de 2014
SIMEONE E GIGGS –
TREINADORES DO FUTURO.
Diego Simeone foi a grande revelação da época no que toca aos treinadores.
Nem toda a atenção dos apreciadores do futebol se deve prender nos jogadores,
uma vez que também a qualidade do espectáculo é garantida pela presença de um
bom treinador aos comandos de uma equipa que garanta também essa qualidade,
residindo neste interveniente a responsabilidade de encaminhar um lote de
atletas ao sucesso.
Entre os grandes nomes ligados ao treino que tiveram parte interveniente nesta
época que termina dentro de poucas semanas, o nome a destacar será claramente o
de Diego Simeone pela categoria que
demonstra não só dentro como fora do jogo como atesta a sua recente declaração
na qual esclarece que “é muito difícil explicar a relação que
tenho com as pessoas.”
Giggs juntou-se de forma surpreendente ao lote de técnicos dos ‘grandes’
europeus
Mais do que um comandante e especialista táctico, ‘El Cholo’ possui uma ligação
única com os adeptos do Atlético de Madrid que poderá garantir-lhe um lugar na
História com um título de La Liga e, quem sabe, uma inédita conquista da Liga
dos Campeões, rivalizando apenas no que ao carisma diz respeito com aquele que
será o mais recente treinador entre os grandes nomes da Europa.
O protagonismo seguiria inteiramente para Simeone caso nestas últimas semanas
da temporada não tivesse também surgido Ryan
Giggs como novo treinador, para já interino e como continuidade da sua
carreira de futebolista no Manchester United numa das piores épocas do clube
nas últimas décadas.
Assim que assuma o treino a tempo
inteiro, o galês pode juntar-se a Simeone num futuro risonho.
Mesmo perante a imensa responsabilidade que tem em mãos, ‘Giggsy’ tem parecido
altamente descontraído, tendo mesmo atirado na sua primeira conferência de
imprensa enquanto técnico atirado que “dei a mim próprio um contrato de cinco anos
como jogador, vou continuar a usar esse poder,” prometendo que as suas
funções de treinador são mesmo para acumular com mais algum tempo como jogador.
Face a uma carreira de excelência ao nível táctico em Old Trafford, Giggs
parece ter tudo o que é necessário para vingar também enquanto técnico, podendo
mesmo seguir as pisadas de Simeone, que vive um sonho pelo Atleti. O futuro
estará muito entre estes dois senhores…
Texto: Rafael Batista Reis
Imagem: D.R.
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terça-feira, 6 de maio de 2014
TERMINOU
A NOVELA FERNANDO.
FIFA anunciou a inegibilidade de Fernando para a Selecção Nacional.
Com o passar dos meses que antecediam o Mundial 2014, vários jogadores de nacionalidade portuguesa foram sendo notícia como sendo possíveis candidatos a fazer parte da Selecção Nacional. Contudo, nenhum deles acabou por garantir tanto mediatismo e publicidade quanto o naturalizado Fernando, que protagonizou uma sequela quase digna de filme.
Tudo começou com declarações do próprio jogador, que afirmava que “primeiramente tenho de pensar no FC Porto e o resto pode ser um objectivo mas o mais importante é o clube e esse é o meu objectivo principal,” admitindo que via com bons olhos representar Portugal – a FIFA não achou o mesmo, considerando o Polvo inelegível.
Expectativa sobre a sua possível chamada levou mesmo a comentários do seu treinador.
Porém, nos meses mais recentes a expectativa era grande, residindo a cada convocatória de Paulo Bento a atenção sobre a possibilidade de o nome de Fernando se encontrar entre os escolhidos, com a maior parte da crítica a apostar que o médio entraria mesmo directamente nas contas da nossa Selecção assim que fosse permitida a sua chamada.
O processo de naturalização foi atravessando os seus trâmites legais, ficou concluído, mas a resposta da FIFA foi demorando, o que a dada altura levou mesmo a uma declaração do treinador do FC Porto na altura em funções, Paulo Fonseca, que adiantava que “o FC Porto nunca recebeu nada relativamente a uma convocatória do Fernando.”
Sem existir uma confirmação oficial, a época de Fernando foi progredindo com sobressaltos que levaram a algumas ausÊncias, uma delas determinante pelo facto de ter conduzido ao afastamento dos dragões da Liga Europa aos pés do Sevilla. Posto isto, fica a dúvida? Valeria a pena convocar o médio defensivo após uma época intermitente?
Com Fernando de fora, parece certo que Veloso e William discutirão o lugar na Selecção Nacional.
Nunca se saberá, uma vez que a FIFA se encarregou de responder antes de Paulo Bento. De qualquer forma, parece perfeitamente adequada a teoria de que seria desnecessário, com a convocatória do luso-brasileiro, a chamada de três médios de características defensivas, uma vez que Miguel Veloso e William Carvalho deverão ter lugar reservado nas escolhas nacionais, sabendo-se que o mais provável seria que apenas um destes jogadores ocupasse o posto de titular.
Com Fernando, Veloso e William para apenas um lugar, dois postos de alternativas seriam ocupados com futebolistas de características semelhantes, o que hipoteticamente limitava a escolha de um elemento para outra posição em campo que possa deter outro tipo de necessidades e que poderia ocupar uma dessas vagas. Posto isto, tudo indica que Portugal não sairá a perder por estar privado do trinco nascido no Brasil, mas na realidade só o tempo, e os resultados, ditarão a resposta.
Texto: Rafael Batista Reis
Imagem: D.R.
https://www.facebook.com/novacademiadetalentos
FIFA anunciou a inegibilidade de Fernando para a Selecção Nacional.
Com o passar dos meses que antecediam o Mundial 2014, vários jogadores de nacionalidade portuguesa foram sendo notícia como sendo possíveis candidatos a fazer parte da Selecção Nacional. Contudo, nenhum deles acabou por garantir tanto mediatismo e publicidade quanto o naturalizado Fernando, que protagonizou uma sequela quase digna de filme.
Tudo começou com declarações do próprio jogador, que afirmava que “primeiramente tenho de pensar no FC Porto e o resto pode ser um objectivo mas o mais importante é o clube e esse é o meu objectivo principal,” admitindo que via com bons olhos representar Portugal – a FIFA não achou o mesmo, considerando o Polvo inelegível.
Expectativa sobre a sua possível chamada levou mesmo a comentários do seu treinador.
Porém, nos meses mais recentes a expectativa era grande, residindo a cada convocatória de Paulo Bento a atenção sobre a possibilidade de o nome de Fernando se encontrar entre os escolhidos, com a maior parte da crítica a apostar que o médio entraria mesmo directamente nas contas da nossa Selecção assim que fosse permitida a sua chamada.
O processo de naturalização foi atravessando os seus trâmites legais, ficou concluído, mas a resposta da FIFA foi demorando, o que a dada altura levou mesmo a uma declaração do treinador do FC Porto na altura em funções, Paulo Fonseca, que adiantava que “o FC Porto nunca recebeu nada relativamente a uma convocatória do Fernando.”
Sem existir uma confirmação oficial, a época de Fernando foi progredindo com sobressaltos que levaram a algumas ausÊncias, uma delas determinante pelo facto de ter conduzido ao afastamento dos dragões da Liga Europa aos pés do Sevilla. Posto isto, fica a dúvida? Valeria a pena convocar o médio defensivo após uma época intermitente?
Com Fernando de fora, parece certo que Veloso e William discutirão o lugar na Selecção Nacional.
Nunca se saberá, uma vez que a FIFA se encarregou de responder antes de Paulo Bento. De qualquer forma, parece perfeitamente adequada a teoria de que seria desnecessário, com a convocatória do luso-brasileiro, a chamada de três médios de características defensivas, uma vez que Miguel Veloso e William Carvalho deverão ter lugar reservado nas escolhas nacionais, sabendo-se que o mais provável seria que apenas um destes jogadores ocupasse o posto de titular.
Com Fernando, Veloso e William para apenas um lugar, dois postos de alternativas seriam ocupados com futebolistas de características semelhantes, o que hipoteticamente limitava a escolha de um elemento para outra posição em campo que possa deter outro tipo de necessidades e que poderia ocupar uma dessas vagas. Posto isto, tudo indica que Portugal não sairá a perder por estar privado do trinco nascido no Brasil, mas na realidade só o tempo, e os resultados, ditarão a resposta.
Texto: Rafael Batista Reis
Imagem: D.R.
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