A
Nova Academia de Talentos anuncia que para esta temporada 2014/2015 passará a
apostar em competições que tal como os diversos Campeonatos de formação se
encontram neste momento ostracizados pela massa e imprensa nacional, mais
concretamente as divisões inferiores como o Campeonato Nacional de Seniores e
as provas distritais.
Dessa forma, a partir das próximas semanas poderá assistir-se ao aumento de
análises e fichas de jogo referentes a essas competições, motivo pelo qual
venho reiterar que o apoio de todos os apreciadores destes escalões é
determinante. Como tal, a Nova Academia de Talentos apenas ficaria mais forte
caso os diversos interessados possam contribuir com fichas de jogo e possíveis
notícias para o mail disponibilizado – rafaelreis.rbr@gmail.com,
assim como se desse início ao surgimento de patrocinadores para a página.
Abre-se
assim a possibilidade às diversas empresas e particulares de prestarem o seu
apoio à página com qualquer valor que se encontre dentro das suas possibilidades,
o que permitiria chegar a mais campos e encontros do que na actualidade, assim
como poder enviar outros colaboradores habilitados a outras partidas que
decorram em simultâneo.
Concretizando esses projectos seria possível tornar a NAT o novo espaço central
do futebol não-profissional em Portugal. Não deixe morrer esta ideia e envie a
sua proposta para o e-mail acima referido! Saudações desportivas.
sexta-feira, 5 de setembro de 2014
Se
existe motivo para todos os jovens portugueses sonharem que um dia pode mesmo
ser possível chegar à Selecção Nacional, Ricardo Horta poderá mesmo ser um
deles, servindo de modelo e inspiração pelo exemplo de como num curto espaço de
tempo a desilusão pode mesmo dar lugar à entrada nos maiores palcos da
modalidade.
Há cerca de quatro anos, o extremo conhecia a sua dispensa dos quadros do
Benfica mesmo depois de, meses antes, se ter dado a conhecer ao público que
mais atentamente acompanhava o futebol de formação com uma prestação de alto
nível cujo ponto alto foi mesmo o Torneio de Corroios ao serviço dos Juvenis
encarnados.
Dessa geração benfiquista, na verdade pouco sobra; com Horta evoluíram alguns
talentos que actualmente evoluem em escalões secundários dentro e fora do País,
bem distantes de Ricardo Horta, que numa inesquecível tarde envergava a
camisola 16 da turma encarnada e nesses minutos demonstrava mais qualidade do
que na verdade vir a fazer parte de uma lista da qual constaram outros que mais
tarde seriam dispensados pelo clube.
Há quatro anos, Horta brilhava no ataque dos sub-17 do Benfica com Bernardo
Silva
Numa final que colocou o Benfica ao Sporting, Ricardo Horta apontava um
hat-trick com golos aos 21, 64 e 71 minutos, assumindo-se o melhor em campo
assim como o melhor marcador da competição, revelando muita apetência pelo golo
que continuaria a confirmar-se com o tempo e uma interessante dupla com um
valor que haveria de permanecer ligado às águias, Bernardo Silva, com quem
revelava um excelente entendimentona frente de ataque.
Ricardo Horta, esse, surgia mais descaído para o lado direito, ocupando aquele
que ainda hoje é o seu posto dominante e no qual começa a fazer carreira ainda
que não como jogador do Benfica como em 2010 certamente sonhava.
Anos depois, o extremo figura no Málaga e na Selecção Nacional
Muito
no jovem na altura, o extremo confessava-me que “foi uma vitória importante,
ainda para mais contra um rival, é sempre importante ganhar. Tínhamos perdido
com eles no Campeonato, foi muito bom agora virarmos o resultado. É óbvio que
esta vitória nos vai trazer motivação, já pensávamos em como batê-los no
Campeonato na 2ª volta, este é um passo para que o consigamos fazer.”
“Acho que joguei bem, marquei 3 golos, a equipa também esteve muito bem,” concluía
o jovem jogador sem na altura esperar que apenas quatro anos volvidos estaria
integrado no plantel principal do Málaga e acima de tudo nas contas de Paulo
Bento com uma convocatória para a Selecção A.
Hoje, Horta vai surgindo como protagonista em conferência de imprensa e podendo
dar continuidade à fama de uma nação que se destaca pelo lançamento de muitos e
bons talentos. Confirma-se que a vida dá, de facto, muitas voltas, e a de
Ricardo Horta é pródigo exemplo disso.
Eficácia
torna resultado enganador
Na estreia do Campeonato Nacional de Iniciados, o Sporting enfrentou uma
deslocação complicada a Sacavém, encontrando no Sacavenense um duro opositor
que acabou mesmo por dominar a primeira part, período no qual esbanjou mesmo
algumas ocasiões de golo, no entanto sem conseguir inaugurar o marcador.
Chegada a segunda parte, os leões subiram ligeiramente de produção, mostrando
uma eficácia superior à do seu oponente, conquistando a vitória nos últimos dez
minutos por intermédio do atacante Ricardo Veloso.
Estádio do Sport Grupo Sacavenense – Sacavém
SACAVENENSE:
Manuel
Fernandes
Rafael Pardal
Tiago
Esperança
João
Costa
Afonso Martinho
Francisco
Pires
Diogo Nunes (c)
Rodrigo
Souto
(Josemar,
54)
Ra
Baldé
David Ribeiro
Rodrigo Felizardo
(Lucas
Silva, 64)
Treinador:
Tomás Morais
SPORTING:
Filipe
Semedo
Luís
Silva
(Lisandro
Tipote, 47)
David
Alexandre
Dinis
Ieseanu
Ivo Cláudio
Bavikson
Biai (c)
Bernardo Sousa
João
Monteiro
(Jorge
Lino, int.)
Diogo Brás
Ricky Veloso
Francisco
Oliveira
(Pedro
Dias, 53)
Treinador: Pedro Venâncio
Arbitragem: Paulo Barradas - Setúbal
Disciplina: cartão amarelo para Manuel Fernandes (70) e Ricky Veloso (70)
Marcador:
0-1 por Ricky Veloso (62)
sábado, 23 de agosto de 2014
Brasil: ultrapassado em todas as acepções da palavra
A baliza canarinha foi serventia da casa...Todas as prestações realizadas por Alemanha e Brasil nesta edição do Mundial apontavam umaevidente diferença de consistência emocional e táctica entre ambas as selecções,
por muito que pudesse custar à equipa que joga a competição em casa e
que possui mais títulos mundiais do que qualquer outra selecção.
Essa realidade levava a que no seio da ‘amarelinha’ fosse necessário
reconhecer que para ultrapassar o rival alemão seria necessária astúcia,
uma sapiência que na verdade há muito nenhuma equipa nacional demonstra
para levar de vencida a Mannschaft. No entanto, se a nível de
selecções tal não tem acontecido, a nível de clubes existe um modelo que
Luiz Felipe Scolari e seus pares poderiam ter utilizado como parâmetro
para aumentar as suas possibilidades – o campeão europeu de clubes Real
Madrid.
Difícil colocar em prática uma estratégia de clube numa selecção
nacional? Sim, até porque este Brasil não tem, nem perto disso, ‘um’
Karim Benzema, ou Cristiano Ronaldo, ou Angel Di María. Pior, nem sequer tinha a sua principal arma ofensiva, Neymar, à disposição. Ainda assim, possui jogadores com uma qualidade bem superior à que foi demonstrada num verdadeiro vexame que será certamente relembrado até nos próximos 100 anos.
Como tal, certamente que o Brasil não faria pior figura que aquela que
na realidade fez caso tivesse apostado no ‘anti-taka’ que fez com que o
Real tenha goleado sem apelo nem agravo a espinha dorsal desta Alemanha,
o Bayern de Munique, que apenas e só consiste na génese desta Alemanha.
Contudo, Felipão preferiu manter-se fiel à teimosia e ao seu Brasil que de ‘vintage’ apenas possui a forma arcaica como defende
e procura sair para o ataque, cometendo novamente o erro de prender
vários jogadores neutrais a uma só posição, perdendo uma possível
dinâmica ofensiva que poderia colocar o ‘Bayern-Deutschland’ em apuros e, pior, desprezando mesmo as principais qualidades de um adversário que demonstrava um poderio bem superior.
desprezo começou pela defesa, que se
apresentou lenta e sem propósito, com a particularidade de ser composta
por dois defesas centrais de estilo semelhante, David Luiz e Dante, que
por curiosidade ou não apenas só isso também havia feito parte da
barricada dos humilhados no acima mencionado Bayern vs Real.
Foram muitos os problemas de um Brasil que não foi adversário para a Mannschaft
Com o central mais credibilizado de fora por castigo, Thiago Silva,
e com duas alternativas sem a mesma qualidade, a necessidade de
colmatar as virtudes que David Luiz não oferece pediriam o lançamento de
um central mais sóbrio como Henrique, que está longe de ser um grande
central, ao invés do mais espectacular mas também mais errante Dante,
ainda mais quando os laterais sempre foram neste Mundial demasiadamente macios no processo defensivo.
Com Marcelo, Maicon ou eventualmente Daniel Alves pedem-se centrais
capazes de fazer a dobra e muitas compensações, algo que pela sua
composição David Luiz e Dante nunca foram nas suas carreiras capazes de
fazer – essa debilidade tornou-se ainda mais marcante quando pela frente
do quarteto defensivo brasileiro surgiu um endiabrado Thomas Muller,
que com facilidade apontou dois golos e arrancou uma assistência.
No caso dos laterais, seriam obrigados a fechar o seu flanco sem hesitações
e subir apenas pela certa, contrariando o seu estilo, e na perspectiva
ofensiva dos centrais pelo menos um deles teria de ser também referência
ofensiva nas bolas paradas, algo que David Luiz poderia ter assumido.
Mais: se esse ‘buraco’ defensivo existiu, a isso muito se deve a escolha
dos nomes para a convocatória: difícil perceber porque ficaram de fora dos 23 jogadores como Miranda, Filipe Luís, Rafinha ou até Luisão…
Passando ao meio-campo: seria nada menos do que impossível uma dupla
composta por Fernandinho e Luiz Gustavo, dois ‘destruidores’ de génese
idêntica, ter o mínimo sucesso perante dinamizadores como Bastian Schweinsteiger, Sami Khedira e especialmente o sensacional Toni Kroos, muito provavelmente o melhor homem em campo pelo que jogou para além dos dois golos marcou e a assistência que arrancou.
Estranho no mínimo, verificar que Ramires não foi titular neste encontro no centro do terreno.
Mais estranho ainda foi perceber que o homem do Chelsea é
constantemente adaptado à ala direita do ataque quando seria o elemento
mais habilitado para tentar dividir o meio-campo com os alemães, mais
ainda do que Paulinho, que frente ao México tinha saído claramente a
perder nesse particular em relação ao portista Hector Herrera,
nomeadamente no posicionamento sem bola.
Equipa titular apresentou várias escolhas que não justificaram a confiança de Scolari
Desta forma, Ramires poderia assumir a
saída em posse e libertar Oscar para se tornar a primeira ‘seta’
apontada à baliza adversária. Todavia, para que tal pudesse resultar,
não só Oscar teria de jogar de forma mais solta como vez mais a escolha
dos nomes a compor a linha ofensiva teria necessariamente de ser outra
visto que teriam de forma obrigatória de passar pelas cada vez mais
referidas ‘ventoinhas’, de constante projecção atacante e forte
movimentação.
Face à complicada época de estreia que teve na Europa, não poderia pedir-se a Bernard que desempenhasse essa função,
ainda mais quando a restante alternativa consistia num jogador mais
tarimbado no panorama internacional e bastante rodado com uma
interessante época transacta ao serviço do Chelsea, como é o caso de
Willian, que em situação normal teria sempre sido titular frente à
Alemanha ao invés de ser lançado com a partida e o resultado
completamente resolvidos.
Aliás, a sua própria convocatória parece duvidosa face à existência de
outros nomes deixados de fora da lista final de 23 e mais habilitados
que o jovem extremo para actuar neste Mundial. Como explicar que Bernard ocupe uma vaga que poderia pertencer a Lucas Moura, um valor que teria espaço, de caras, neste grupo de trabalho e mesmo na equipa titular.
para além de Lucas uma das vagas de extremo neste ‘escrete’ poderia
pertencer a jogadores como Alex Teixeira, Douglas Costa ou Taison, que
curiosamente retiram espaço a Bernard no Shakhtar, Robinho mesmo com a
falta de ritmo, ou a criativos como Kaká ou Ronaldinho Gaúcho, que
possuem uma importantíssima experiência neste tipo de competições.
Nenhum destes jogadores mereceu a confiança de Felipão, e o ataque
ressentiu-se disso.
Quanto ao lugar de ponta-de-lança, frente à Alemanha tornava-se mais
específico do que nunca, e dispensava por completo um jogador com as
características do mal-amado Fred em prol de uma unidade rápida capaz de
dominar, tabelar e de imediato disparar em desmarcação, uma função que
num primeiro olhar caberia melhor a Jô, que ainda assim se trata de um
futebolista longe de justificar a presença numa selecção como a
brasileira.
Embora não disponha dos goleadores do passado sempre poderia ter recorrido a Jonas, Lima do Benfica ou Luiz Adriano.
Contas feitas, todos os sectores estiveram aquém frente aos germânicos e
o seu seleccionador foi claramente incapaz de ler o seu oponente,
terminando copiosamente goleado e com muitos pedidos para a sua demissão
que muito embora possa não ser a resolução de todos os problemas parece
justificar uma mudança, pelo menos a chegada de um conselheiro mais
inserido no jogo actual, quem sabe oriundo da Europa para evitar que
novo vexame se repita…
Texto: Rafael Batista Reis Imagem: CBF rafaelreis.rbr@gmail.com
Num início de época em que todos os clubes em Portugal se preparam para
uma época repleta de emoção e competição os vários encontros
proporcionam regressos mais ou menos marcantes, como o de um técnico de
carisma que passou pelo futebol nacional num outro tempo, deixando o
nosso País há 29 anos após ter orientado o Sporting.
Na sua passagem pelo nosso País em virtude de liderar como técnico principal do WAC Casablanca um estágio que levou o conjunto marroquino a defrontar vários conjuntos que compõem a Primeira Liga, John Toshack, de 65 anos,acedeu a conceder algumas considerações a NOVA ACADEMIA DE TALENTOS, manifestando satisfação com o seu projecto actual e recordando a sua já antiga passagem por terras lusitanas.
Rafael Reis: Como caracteriza o mais recente particular que o clube que orienta, o Wydad, realizou contra o Estoril?
John Toshack:Gostei de defrontar o Estoril, uma
equipa mais forte do que a nossa e com mais tempo de preparação mas que
só tinha um golo de vantagem, um 1-0 que traz sempre perigo e o
adversário, neste caso o WAC, pode sempre empatar, e foi o que
aconteceu. Na segunda parte estivemos um pouco melhor apesar de o
Estoril ser mais forte.
Rafael Reis: Que avaliação faz ao estágio que realizou no nosso País?
John Toshack: Foi bom, numa semana realizámos três
encontros contra equipas da Primeira Liga portuguesa vencendo dois e
empatando outro mas fisicamente teremos de melhorar, ainda estou há
apenas um mês em Casablanca e falta conhecer os jogadores, a cada
encontro vou aprendendo mais coisas, mas para mim o importante é que
temos jogadores jovens, sete deles actuam nos sub-23 de Marrocos, e é
interessante que quando eles entram a equipa melhora. Pelo
contrário alguns jogadores veteranos do WAC decepcionaram-me, enquanto
os jovens têm ajudado a equipa, esperava mais dos jogadores experientes
mas estou muito contente com o rendimento dos jovens do WAC.
Rafael Reis: Acredita que esses jovens podem garantir a continuidade do sucesso do WAC?
John Toshack: Como já disse, parte deles evoluem
nos sub-23 de Marrocos quando aqui na Europa são sub-21, e eles
continuam a crescer nessa equipa. Ainda não conheço o plantel tão bem
quanto gostaria e ainda nos falta contratar um ponta-de-lança mas em
linhas gerais foi uma semana aqui em Portugal muito proveitosa com
muitos treinos, três encontros contra equipas de primeiro escalão e
embora os resultados não sejam o mais importante é sempre importante
para dar confiança. Se se pode vir, jogar contra três equipas
de Primeira Liga e ganhar dois em três para os jogadores é sempre uma
injecção de confiança, ainda mais quando se sofreram apenas dois golos
nesses jogos, um deles de penalty.
Temos muito, muito trabalho pela
frente, mas estamos no caminho correcto. É sempre bom defrontar uma
equipa como o Estoril, o clube do Carlos Xavier, e ainda reencontrei
Manuel Fernandes, Mário Jorge, Oceano, Venâncio... estive com ele há uns
dias, na última vez que o tinha visto ainda tinha cabelo (risos). Meu
Deus, Litos... já passaram mais de 20 anos. Você ainda não devia ser
sequer nascido.
Rafael Reis: Não, de facto ainda não tinha nascido.
Treinou em Portugal, o Sporting, há 30 anos, como falámos há pouco.
Desde essa altura até agora, como entende que mudou o futebol português?
Esteve agora num estágio jogando contra equpas portuguesas, quais
entende serem as diferenças entre o seu tempo e o actual?
John Toshack: Uff, o
treino aqui agora é muito melhor do que antes. O futebol é diferente
agora, mais rápido, claro que também mais profissional, e completamente
melhor. Quando estava no Sporting era muito difícil ganhar fora de casa
em locais como Guimarães, Penafiel, em Braga também... eram grandes
jogos, e o futebol em Portugal está ainda mais rápido, o Estoril
realizou uma temporada fantástica na época passada. Normalmente em
Estoril, Cascais, não pensamos em futebol...
Rafael Reis: Pensamos mais em férias, não é?
John Toshack:
Pensamos sempre em férias, e em gelados e peixe, num bom vinho verde
(risos), mas agora o Estoril tem um campo muito bonito, um relvado muito
bom para o futebol e uma boa equipa, pronta para a Liga Europa e com
muito boa posse de bola embora só tenha sido capaz de marcar à minha
equipa através de um penalty.
Rafael Reis: Acha que o Estoril está pronto para repetir a última época?
John Toshack: Creio
que se mantiverem este futebol em posse podem melhorar, obrigaram-nos a
defender com ordem, mas não me recordo de nenhuma oportunidade de golo
clara apesar de toda essa posse de bola, o nosso guarda-redes nao teve
demasiado trabalho. Mas no que toca a nós temos de melhorar bastante.
Continuarei a acompanhar o meu Swansea e desejo-lhe o melhor para o seu
trabalho. Foi um prazer.
Texto: Rafael Batista Reis Imagem: Action Images/Reprodução VAVEL
rafaelreis.rbr@gmail.com
Sensações
da Taça da Liga
Desportivo
de Chaves
Três
jogos, duas vitórias, uma delas no terreno do conjunto mais candidato ao
apuramento para a próxima fase, a U.Madeira, e uma igualdade perante outro
concorrente forte como a Oliveirense, é o pecúlio de uma equipa equilibrada com
jogadores experientes, outros formados no clube e uma interessante aposta no
talento africano como é apanágio do técnico Luís Norton de Matos. Estaremos
perante uma surpresa na Liga 2?
Tudo
pronto no regresso do Oriental
Passado
o encontro de apresentação aos seus associados, que correu pelo melhor e com
uma vitória por 3-1 sobre o Sintrense, o Oriental vem preparando o seu regresso
às competições profissionais com uma equipa que se prepara para corresponder às
exigências do seu técnico, João Barbosa, numa fase em que se encontra ainda a
assimilar processos e dentro das expectativas para este momento da época.
Com o plantel ainda aberto depois de vários
jogadores terem cumprido período experimental sem contudo terem convencido o
treinador da equipa lisboeta, dissipou-se a distância até à estreia oficial que
decorreu já nesta quarta-feira contra o Tondela, o primeiro encontro da
História do clube na Taça da Liga. Infelizmente, o resultado esteve longe da
perfeição – derrota por 4-2.
Poderia pensar-se que este resultado retrataria uma série de resultados
negativos pela falta de hábito ou impreparação do clube a tão elevadas
exigências. Puro engano – o histórico de Marvila não mais voltou a ser
derrotado, juntando duas vitórias ao seu currículo e terminando a fase de
grupos com um surpreendente mas bem merecido primeiro lugar, prometendo golos e
espectáculo nas próximas rondas.
Texto: Rafael Batista Reis Imagem: Clube Oriental de Lisboa/Diogo Taborda rafaelreis.rbr@gmail.com
terça-feira, 5 de agosto de 2014
Para além de o Sporting vs Lazio se tratar de mais um encontro particular para as duas equipas, a disputa de mais uma competição de pré-temporada, o Troféu Cinco Violinos, e a oportunidade para os leões apresentarem o seu plantel aos associados, ao mesmo tempo a visita do conjunto romano proporcionava o retorno de Bruno Pereirinha à casa que o formou e o lançou a nível profissional, deixando-a precisamente pelo seu actual clube para jogar com maior regularidade.
Bem mais maduro como futebolista, e após prestar algumas declarações à restante imprensa nacional, Pereirinha acedeu conceder uma pequena entrevista exclusiva a Nova Academia de Talentos, na qual ‘levantou o véu’ sobre a sua experiência em Itália e o que dela espera para o futuro próximo e a longo prazo. Rafael Reis: Começo pela pergunta da ‘praxe’: como foi defrontar o Sporting? Uma vez que nas perguntas a que respondeste incidiram mais no individual, falo agora no colectivo: que importância teve este encontro para a Lazio? Pelo que fizeste e a equipa fez hoje, quais pensas serem as reais aspirações da equipa?
Bruno Pereirinha:É sempre bom voltar, o Sporting reforçou-se muito bem e manteve a base da época passada. Este ano queremos voltar às competições europeias porque no ano passado a época não nos correu bem e por isso esse vai ser o principal objectivo.
Foste titular neste jogo. A ideia será continuar, ou trata-se apenas de pré-época e o plantel ainda está a fazer alguma rotação?
Trata-se de pré-época, o plantel está a ter muita rotação e ainda faltam chegar alguns jogadores que estiveram no Mundial, mas trabalharei com o intuito de ser titular.
Ficas satisfeito com a exibição da equipa frente ao Sporting?
Fico mais satisfeito pelo resultado do que pela exibição, tivemos algumas dificuldades pelo ritmo e qualidade impostas pelo Sporting mas acho que no fim de contas o resultado acaba por não ser mau.
Achas que este plantel da Lazio será aquele que jogará o resto da época ou poderão esperar-se mais reforços até ao encerramento do mercado?
Fala-se muito no mercado, por isso não sei se haverão mais entradas ou saídas. Mas é possível que ainda possa haver mudanças.