sábado, 8 de novembro de 2014



Rafael Reis: Jogaste hoje aqui em Alvalade contra o Sporting, em mais uma ronda de Champions. O que achaste da partida desta noite?
Óscar: O Chelsea jogou muito bem, falhou vários golos e podia ter saído com um resultado melhor, mas o resultado é bom.
Rafael Reis: Que visão fazes deste jogo e da tua prestação em campo durante os 90 minutos?
Óscar: Joguei bem, muito bem, não só eu mas também toda a equipa, que desperdiçou bastantes golos apesar de ter jogado bastante bem.
Rafael Reis: Em relação aos aspectos pessoais, hoje denotou-se um Óscar mais adiantado do que é habitual, mais junto ao avançado, o Diego Costa. Foi uma estratégia de José Mourinho para este jogo ou algo que já vem sendo trabalhado nos últimos tempos?
Óscar: Tenho estado a jogar mais na frente, como hoje, e neste jogo procurei ajudar bastante, criei bastante jogo e quase marquei também.
Rafael Reis: Quanto ao regresso da selecção do Brasil, como está o processo de recuperação da equipa?
Óscar: Está bem, vencemos dois jogos de preparação nos EUA, agora vamos para a China jogar contra a Argentina e o Japão, espero que vençamos de novo.
Rafael Reis: O que difere nos métodos de Dunga e de Scolari?
Óscar: É difícil dizer, jogámos apenas dois jogos, mas esperamos recuperar o nosso prestígio.
Rafael Reis: Obviamente não fizeste parte da última geração do Chelsea que conquistou a Premier League. Achas que a equipa está este ano preparada para recuperar o título?
Óscar: Esperamos que sim, estamos a jogar muito bem e começámos bem a Premier League, temos vários jogos importantes nessa prova e também na Liga dos Campeões e na FA Cup e esperamos vencê-los a todos.
Rafael Reis: Quais entendes serem os principais concorrentes da equipa pela conquista da Champions?
Óscar: Todas as equipas grandes. No que nos toca esperamos classificar-nos em primeiro lugar no nosso grupo e derrotar o adversário que se seguir.
Rafael Reis: E no que diz respeito à Premiership?
Óscar: Penso que passará pelo habitual ‘top 4’.


quinta-feira, 6 de novembro de 2014



Análise directa - José Gomes

Neste momento pode dizer-se que o Céu é o limite para um jogador que sendo ainda muito jovem se encontra futebolisticamente acima da sua idade. Provam-no o facto de desde há algumas épocas jogar na geração etária acima.

Já o fazia nos Iniciados e agora essa situação mantém-se nos Juvenis quando ainda é um jogador sub-16. Aliás, quando na época passada não chegava a acordo para continuar, chegou mesmo a alinhar pelos Juvenis do Sacavenense quando era Iniciado, semanas antes de voltar em definitivo ao Caixa Futebol Campus.


Tendo em conta a sua juventude, talvez seja aindaprecoce fazer uma previsão tão ambiciosa e optimista. De qualquer forma, José Gomes detém todas as condições para um dia vir a ser um jogador de referência. Isto porque para além de possuir todas as características de um ponta-de-lança de raiz, em especial o instinto matador, a capacidade física, a movimentação e o posicionamento, possui uma capacidade táctica que lhe permite ainda jogar nas costas do ponta-de-lança.

Recorde-se que chegou a fazê-lo com Pedro Martelo - pode até actuar nas alas onde continua a ser um jogador muito perigoso nas diagonais.
Em suma, caso a maturação física e psicológica continuem a acompanhá-lo, o Benfica pode vir a lançar o avançado que vem faltando ao futebol português.




Mladen regressa a Itália

Com a descida do Olhanense à Segunda Liga foram sendo confirmadas as saídas dos jogadores que mais se destacaram na temporada transacta ao serviço do clube algarvio, uma situação que se estende também ao defensor Sebastian Mladen, que se encontrava no Algarve por empréstimo da Roma e que após uma temporada na Liga portuguesa retorna ao futebol italiano.

Ainda assim, e apesar da boa temporada individual realizada em Portugal, deixando algumas saudades em Olhão, o defensor romeno de 22 anos volta a ser cedido mas desta feita numa divisão inferior, tendo sido já integrado no plantel do SudTirol, emblema que evolui na Série C, o terceiro escalão do futebol transalpino no qual compete para não descer à Categoria B dessa competição semiprofissional italiana.

Como se esperava, e à atenção do futebol luso que poderá aqui vir a ter um reforço interessante, Mladen tem evoluído como titular mas numa nova posição, a de lateral direito, o que atesta a sua polivalência e capacidade táctica que poderão nas próximas épocas reconduzi-lo a um primeiro escalão.




Uma vitória bastava ao Benfica para que se qualificasse para a próxima fase na UEFA Youth League e assim fizeram os encarnados com uma exibição de grande qualidade ao nível do que vêm fazendo desde a época passada, provando que a final da época passada poderá não apenas ser repetida como poderá, quem sabe e apesar das muitas equipas de alto gabarito presentes, ser melhorada.

Perante o Monaco, as jovens águias dominaram sob todos os aspectos, em especial num sector intermediário fisicamente liderado por Gilson Costa, que à boa exibição ainda juntou a obtenção do primeiro golo, e com o ‘reforço’ vice-campeão europeu de Juniores tanto em clubes como em selecções, Romário Baldé, assim chegaram a um score de 3-0 que ilustra a diferença qualitativa entre ambos os conjuntos.

UEFA Youth League - Grupo C - 4ª Jornada

BENFICA
André Ferreira ©
Hugo Santos
João Lima
Ricardo Jorge Carvalho
(Diogo Gonçalves ‘Diji’, 60)
Yuri Oliveira Ribeiro
Pedro ‘Pepê’ Rodrigues
Gilson Costa ‘Cobiças’
Renato Sanches ‘Bulo’
(Gonçalo ‘Guga’ Rodrigues, 71)
Romário ‘Roma’ Baldé
(Aurélio Buta, 85)
Hildeberto Pereira
João Carvalho ‘Cigas’
Suplentes não Utilizados: Rafael Matos Lopes, Pedro Alves, Kévin Oliveira e Oliver Sarkic
Treinador: João Tralhão

MONACO
Florian Andréani
Abdou Diallo ©
Mehdi Beneddine
Safwan Mbaé
Pierre-Daniel N’Guinda
Kévin N’Doram
Tristan Muyunda
(Irvin Cardona, 71)
Dylan Beaulieu
(Guévin Tormin, 74)
Johan Rotsen
Yhoan Andzouana
Mohamed Chaibi
Suplentes não Utilizados: Loic Mukinayi, Dylan Bitto, Yoann Etienne, Chahreddine Bouhholda e Brighton Labeau
Treinador: Frédéric Barilaro

Arbitragem: Laurent Kopriwa - Luxemburgo
Disciplina: Pedro ‘Pepê’ Rodrigues (52) e André Ferreira (79); Kévin N’Doram (20) e Tristan Muyumba (70)
Marcadores: Gilson Costa ‘Cobiças’ (8), Romário ‘Roma’ Baldé (22) e Diogo Gonçalves ‘Diji’ (82)

quarta-feira, 5 de novembro de 2014




A sequela da baliza do Benfica teve início com a saída de Jan Oblak, um guarda-redes talhado para as grandes decisões e bastante eficaz, no início da época, mas parecia terminada com a contratação de Júlio César nos últimos dias do mercado de transferências - nunca o Benfica pensaria ter estado perante uma situação de possível estreia absoluta nas provas europeias, e logo na Liga dos Campeões, de um jovem valor no clube. Bastou uma improvável série de lesões aliada a um castigo.
Parece evidente que caso não tivesse contraído um estiramento numa perna no final desta semana nesta altura não existiriam grandes dúvidas em relação à titularidade do reforço titular das redes do Brasil que chega como o esperado elemento experiente capaz de conferir a necessária confiança aos seus companheiros de defesa, uma qualidade que se encontra com maior dificuldade em Artur.

Sem o lesionado Júlio César e Artur, suspenso na Champions após a expulsão frente ao Zenit na jornada inaugural, as contas pareciam complicar-se, especialmente porque o nome que sobrava entre os elementos habitualmente convocados para o posto e que boa conta de si deixou após ter sido chamado de urgência frente ao emblema russo, o veterano Paulo Lopes... também se lesionou. Triste sina a dos especialistas da baliza benfiquistas?

Talvez não, visto que o azar de um podia mesmo ser a sorte de outros, ou melhor, a hora de um outro, neste caso um jovem de muita qualidade, se lançar em definitivo depois de já ter tido a experiência de ocupar um lugar no banco de suplentes numa pré-eliminatória de Liga dos Campeões na qual as águias levaram de vencida o Twente.

Refiro-me, como é claro, a Bruno Varela, titular indiscutível do Benfica B e opção para a Selecção Nacional sub-21 que certamente terá ficado muito satisfeito com as palavras do técnico Jorge Jesus, que confrontado com as limitações e impedimentos dos três habituais candidatos à defesa das redes benfiquistas respondeu que «se não jogar o Júlio César joga o Varela,» manifestando total confiança no jovem guardião que tem ao dispor e que conhece de perto há já algumas épocas. 
Com efeito, e apesar da inexperiência, a qualidade de Varela tem sido demonstrada na Segunda Liga, onde pontifica como um dos melhores guarda-redes da prova, e pede mesmo uma oportunidade. Se será demasiado pedi-la numa partida tão exigente como a que colocará os encarnados ao Bayer Leverkusen, apenas o jovem português poderia ter respondido caso alinhasse. Ainda assim, parece que os adeptos benfiquistas poderão dormir descansados no futuro que parece reservado a este valor do clube.

terça-feira, 4 de novembro de 2014



O Case-study Ricardo

É certo que existem várias histórias curiosas entre os futebolistas nacionais e internacionais mas de facto será complicado encontrar uma semelhante à de Ricardo Pereira, especialmente pelos palcos nos quais já demonstrou valor numa carreira promissora mas ainda muito curta que já o levou até ao FC Porto e ao estatuto de figura da Selecção Nacional sub-21, conjunto no qual vem sendo um dos indiscutíveis de Rui Jorge.

Aliás, seria há alguns anos impossível prever que o polivalente jogador chegasse ao Dragão, e ainda mais tão cedo, e a um patamar tão interessante ao ser observado por vários conjuntos internacionais pelas boas sensações que vem deixando ao serviço dos sub-21 nacionais, uma vez que Ricardo terminava a sua temporada como Juvenil A ao serviço de um dos maiores rivais, o Sporting, onde nesse mesmo ano revelava dificuldades para atingir a titularidade.

Desde cedo que Ricardo reage bem à pressão mediática de representar um grande clube

Nessa fase da sua carreira, Ricardo Pereira vinha-se destacando mais pelas excelentes entradas em campo durante as segundas partes que fizeram com que fosse um dos melhores marcadores dos sub-17 dos leões na Fase Final do Campeonato Nacional, tendo sido um verdadeiro joker a partir do banco e um jogador sempre confiante mesmo quando chamado a responder ainda muito jovem perante a Comunicação Social.

Mesmo perante a sua utilidade, Ricardo seria dispensado do Sporting à entrada para os Juniores, seguindo para a Naval e depois para o Vitória de Guimarães, onde venceu uma Taça de Portugal e chamou a atenção de FC Porto e Paulo Fonseca, que confiou nas suas capacidades em várias ocasiões ainda que não tivesse conseguido reservar-lhe um lugar na equipa titular dos dragões.

Ainda assim, as oportunidades para jogar na equipa principal do FC Porto são escassas

O mesmo sucedeu com Luís Castro, treinador com o qual convive com regularidade no FC Porto B, mas individualmente a sua situação ainda piorou com a chegada de Julen Lopetegui e uma ‘armada’ de reforços que diminuiu exponencialmente a sua margem de manobra e torna neste momento a sua carreira uma espécie de paradoxo, visto que não tem acesso a oportunidades na primeira equipa dos dragões.

Vai restando ao veloz jogador competir na Segunda Liga pelo FC Porto B, mas em contraste não treme nem por um segundo sempre que enverga a imponente camisola das Quinas, mantendo-se bem cotado para uma estreia na Selecção A a médio prazo tal como os restantes criativos da equipa sub-21. Postas as diferenças, fica a pergunta: que fará Ricardo em Janeiro?

segunda-feira, 3 de novembro de 2014




Aquando da derrota no terreno do Oriental em encontro para a Taça da Liga, parecia ser ao mesmo tempo o jogo ideal para o na altura técnico do Santa Clara, Cláudio Braga, tirar as devidas ilações em relação aos jovens que havia vindo a lançar na primeira equipa. Passado esse encontro, as baterias da equipa apontavam-se à Segunda Liga e aos próximos oponentes.

“A Taça da Liga não é um dos principais objectivos para a época, não abordámos o jogo contra o Oriental dessa forma, temos esse sonho mas devemos também ser realistas, não vivemos com o sonho de vencer essa competição, mas sim com a postura de jogar sempre em casa ou fora para ganhar, olhar os adversários nos olhos e tentar ter qualidade em campo. “

“É lógico que o Santa Clara queria passar à próxima eliminatória, esteve no último jogo com esse espírito e essa motivação e estivemos perto de conseguir mais durante todo o jogo, não sei se foi de todo injusto o resultado mas saímos com a mágoa de ter poder ter feito um pouco mais,” afirmou o treinador do conjunto açoriano em relação a um desaire que esperava agora ver ultrapassado com bons resultado nas deslocações seguintes.

No entanto, nada disso aconteceu, e apesar de o clube açoriano não figurar entre os conjuntos que se encontram nos lugares de despromoção a Direcção preferiu não esperar para ver, promovendo a mudança técnica para fazer entrar Pedro Bermonte, que no seu jogo de estreia não conseguiu também reencontrar o Santa Clara com o caminho das vitórias.