quinta-feira, 27 de novembro de 2014
Benfica ajuda a época surpreendente
Entre as novidades na equipa do Casa Pia que tem sido uma das sensações do Campeonato Nacional de Juniores estão alguns elementos em destaque pela maior rodagem que demonstram em virtude de vários se tratarem jovens cedidos esta temporada pelo Benfica ao abrigo de um protocolo estabelecido pelos dois clubes.
Podem jogadores como o extremo luso-angolano Josué Sarmento, que chegou na época passada ao Benfica a partir de Inglaterra, ou os promissores laterais Pedro Amaral e João Coelho, internacionais sub-17 por Portugal, vir a fazer parte das escolhas da primeira equipa num futuro próximo, assim continuem o seu desenvolvimento ao nível actual.
Enquanto tal não sucede, esta 'armada benfiquista' vai ajudando os gansos a cumprir uma época muito positiva na qual vêm disputando um lugar na Fase Final, o que seria o corolário de uma fantástica temporada de evolução, o que seria do agrado de todos, desde o Casa Pia, os atletas e o próprio Benfica, que obteria grande parte da sua equipa sub-19 na próxima temporada.
segunda-feira, 24 de novembro de 2014
Benfica B viu concluída de forma precoce a sua passagem pela Premier League International Cup em sub-21 ao juntar à derrota que havia sofrido na última sexta-feira ante o Manchester City um novo desaire, desta feita perante o Leicester City, o que fez com que a equipa encarnada apenas tivesse conquistado três pontos na fase de grupos da competição, um somatório que impossibilita a segunda equipa encarnada de sonhar com a passagem à fase seguinte.
Premier League International Cup
Leicester City B 2-0 Benfica B
LEICESTER
Hamer
Sesay
Elder
McCourt
Kennedy
Upson
Lawrence
Barmby
Tom Hopper (c)
Harry Panayiotou
Joe Dodoo
Suplentes: Chilwell, Smith, Scott, Rowe, Stankevicius
Treinador: Steve Beaglehole.
BENFICA
Miguel Santos
Nelson Semedo
João Nunes ©
Fábio Cardoso
(João Amorim, 63)
Dolly Menga (Nuno Santos, 63)
Victor Lindelof
João Teixeira (Renato Sanches, 82)
Rúben Pinto
Hélder Costa
Gonçalo Guedes
Rui Fonte
Suplentes não utilizados: Bruno Varela, Victor Andrade, Pedro Rebocho e Alexandre Alfaiate.
Treinador: Hélder Cristóvão
Indisciplina: nada a registar
Marcadores: Victor Lindelof (11, ag), Tom Hopper (17).
Mudanças à vista após a Taça
A cumprir uma boa carreira até ao momento na Série G do Campeonato Nacional de Seniores, o Casa Pia aproveitou o facto de não disputar mais uma eliminatória da Taça de Portugal, visto ter sido já eliminado dessa competição, para encarar com confiança a recepção no seu terreno ao Loures, conjunto que embora milite no mesmo escalão e apenas ocupe o 7º posto e também se encontre já afastado na Taça há duas jornadas não conhece o sabor da derrota.
No que até ao momento se disputou esta época, o Loures poderá ainda ser um rival directo nas contas da subida, o que poderá levar o técnico dos gansos, Sérgio Ricardo, a implementar algumas alterações na convocatória em relação ao último encontro realizado que se traduziu em mais uma derrota, pelo que qualquer outro resultado que não o triunfo poderá trazer mudanças de fundo á equipa de Pina Manique.
domingo, 23 de novembro de 2014
Como é sabido, o futebol vive à custa dos resultados, e o sucesso dos técnicos é inerente a essa máxima mesmo quando nos referimos a um jovem técnico quando nos referimos a uma competição altamente equilibrada e verdadeiramente louca ao nível dos resultados como a Segunda Liga, como Alex Costa acabou por perceber pouco tempo depois de ter colocado ponto final à sua carreira de futebolista cujos pontos altos estiveram na chegada à Selecção Nacional.
O estatuto de internacional AA surgiu como culminar a passagens bem sucedidas por Benfica, Wolfsburg ou Vitória de Guimarães, resultando numa invejável carreira nas quatro linhas. Agora como técnico, o percurso no Académico de Viseu não foi o melhor apesar de ter procurado batalhar para conduzir o seu projecto a bom porto, como de resto é perceptível pela entrevista que concedeu ao NOVA ACADEMIA DE TALENTOS no que seria a sua última deslocação como técnico dos viseenses.
Que análise faz ao encontro com o Oriental?
Foi um jogo de muita luta, penso que o terreno de jogo apresentava condições que dificultava que os jogadores pusessem em prática um futebol mais elaborado e atractivo mas acima de tudo foi um jogo no qual ambas as equipas procuraram os três pontos, lutaram imenso com uma atitude excelente, infelizmente conseguimos fazer o mais difícil, adiantarmo-nos, e depois acabámos por no último minuto pagar uma factura muito cara numa decisão do árbitro auxiliar.
Acabámos por perder dois pontos em Marvila ao repetir algo que tem acontecido neste Campeonato de Segunda Liga que, digo-lhe, merece tanto respeito como a Primeira, onde fui interveniente nos últimos anos no futebol ao mais alto nível em Portugal, sempre fui bem tratado e quando descemos um pouco o nível deparamo-nos com outro tipo de comportamento, de atitudes, os mesmos intervenientes mas com atitudes diferentes.
Deixa-me triste ver o futebol ser assim tratado, não só para o Académico mas para todas as pessoas que vieram a esse estádio tão histórico e tradicional, por isso não tenho mais nada a acrescentar sobre esse jogo, estou triste porque não nos deixaram levar mais três pontos, levámos um, prefiro dar os parabéns à equipa e espero que decisões como aquelas que o árbitro auxiliar teve não se venham a repetir, fomos demasiadamente prejudicados.
A imagem que o Académico acabou por deixar é a de que é uma equipa aguerrida e batalhadora a defender. Também era assim como jogador, na sua carreira. Acha que esse é um dos cunhos que se lhe podem atribuir da sua passada experiência como futebolista, agora como treinador?
Não, acima de tudo temos sempre de procurar ter uma atitude muito positiva no jogo, normalmente o Académico é uma equipa que se se debruçarem sobre ela irão ver que é uma equipa que procura jogar, assim como tenho essa ideia do Oriental, mas aconteceu que o estado do terreno não era o melhor, muito irregular e muito difícil para os intervenientes e quando não podemos ir de uma forma temos de ir de outra.
A acrescentar a isso havia a posição que a equipa ocupa na tabela que não é a melhor, a equipa procura pontos e rendimento e por vezes tem de abdicar um pouco do que é jogar bem no sentido de amealhar pontos, é uma situação difícil mas como disse e bem esta imagem que deixámos agrada-me porque os profissionais condignos têm uma atitude excelente.
Referiu que a situação do Académico na tabela classificativa é complicada. Tendo em conta que esse era o quarto jogo consecutivo, juntando também o resultado da Taça da Liga, sem vencer, considera que isso nesta altura da Segunda Liga é preocupante?
Não me parece que o seja…
Acha que a equipa tem tempo para dar a volta por cima?
Vou responder-lhe com muita sinceridade, preocupante nunca é porque isto é uma maratona, agora o que me deixa revoltado e não preocupado é que a esta equipa lhe foram subtraídos, no mínimo, meia dúzia de pontos. Sei que o Oriental não tem culpa nenhuma disso mas esta é a realidade, o Académico por aquilo que produziu no campo em Marvila estaria sem dúvida um lugar mais acima, agora pergunta-me se estou preocupado? Não estou.
Esse era um jogo decisivo, não há que escondê-lo, e a Comunicação Social deita sempre para fora votos de confiança, se ganhar fica, se perde vai embora, nada tem a ver com isso porque nada disso me foi transmitido, simplesmente foi-me dado um grande apoio por parte da estrutura do Académico por parte do Presidente e do Director Desportivo que esteve sempre ao meu lado e aquilo que me deixa extremamente feliz é ter visto aquela atitude dos jogadores.
Estaria preocupado se chegasse aos jogos e o grupo não fizesse aquilo que tracei e me virasse as costas, mas como disse e bem fomos uma equipa aguerrida, que lutou e acreditou, demonstrando que é forte e que acredita no caminho que tracei juntamente com a minha equipa técnica e por isso só tenho é de ficar tranquilo com tudo o que foi feito porque sei que mais dia, menos dia, o Académico vai subir na tabela classificativa.
Claro que não posso é ficar calado quando tentamos subir e alguém nos empurra para baixo como foi o caso desse jogo, se puxar o filme atrás um bocadinho aconteceu uma situação muito caricata contra o Oriental que foi o árbitro auxiliar, cinco minutos antes de decidir marcar o penalty, querer assinalar outro penalty.
Quis ser ele o interveniente no jogo e o árbitro dizer-lhe claramente ’eh pá, não posso marcar penalty porque já mostrei amarelo ao ponta-de-lança por simulação”, neste caso o Saleiro, querendo prejudicar o Académico, e o árbitro responder-lhe ‘eh pá, não dá porque já mostrei amarelo ao jogador e o que aconteceu foi simulação‘.
No lance seguinte acabamos por ter um penalty que é um lance digno do terceiro Mundo, e respeito muito o futebol em Portugal. Por isso, saí de Marvila não preocupado mas sim revoltado, triste com o que se passa com o nosso futebol.
Actualmente uma das estrelas maiores do Benfica, Anderson Talisca poderia nesta altura estar ainda a jogar no seu país natal, isto porque, soube-se no Brasil, apenas não terá assinado pelo Corinthians face a um desacordo entre o clube de São Paulo e o empresário que se responsabilizaria pelo negócio, o que impossibilitou qualquer existência de acordo.
Desta forma, o estatuto de coqueluche e melhor marcador que hoje ostenta na Luz poderia estar bem distante para Talisca caso tivesse reforçado o Corinthians, o que teria diminuído a margem de manobra do Benfica, que contribuiu para um crescimento que conduziu o atleta à seleção principal do Brasil, onde aguarda agora a primeira internacionalização.
O ‘namoro’ de Anderson Talisca com o Corinthians terá tido há alguns meses e terá mesmo chegado ao presidente do Timão, Mário Gobbi, face ao excelente relacionamento que mantém com o agente Carlos Leite, que terá oferecido Talisca à Direcção do emblema paulista no final da última edição do Brasileirão, tendo alguns pontos de discórdia entre o agente com o vice-presidente corintiano na altura em funçóes, Roberto de Andrade, afastado todas as possibilidades de haver negócio.
O negócio nunca terá avançado face á enorme discrepância entre as verbas exigidas e aqueles que o Corinthians estava disposto a envolver visto que consistiam numa quantia inacessível a qualquer clube brasileiro sendo que o passe do jogador se encontrava dividido pelo Bahia, detentor de metade do passe de Talisca e que apenas aceitaria negociar a sua parcela por cerca de 1,8 milhões de euros.
Por seu turno, a restante metade dividia-se entre o modesto clube Astro, um empresário local, Jessé, e o agente Carlos Leite, que detinha 20% dos direitos do jogador e que chegou a ter a venda da sua parte em cima da mesa, mas o negócio nunca chegou a concretizar-se muito devido ao facto de na altura Talisca ser um jogador pouco conhecido no Brasil.
Após as primeiras conversações, até ao final do impasse que impedia o Corinthians de avançar pelo craque do Benfica, a saída de Roberto de Andrade, o dirigente que vetava esse negócio, já Talisca se havia valorizado imenso nos primeiros meses de 2014, conquistando o interesse de outros clubes na Europa como os italianos da Udinese e o próprio Benfica, que conseguiu assim convencer o atleta a viajar para Portugal.
Com o Corinthians fora da disputa, Udinese e Benfica apresentaram as suas propostas pela contratação do médio a Carlos Leite, que se decidiu por chegar acordo com os encarnados por 3,7 milhões de euros pela totalidade do passe, resgatando uma pérola que já interessava aos maiores clubes do Brasil.
quinta-feira, 20 de novembro de 2014
Desafios de Primeira com problemas de lesões
Para além do aliciante que constituíram as partidas frente ao Boavista, uma equipa mais organizada e com outro ’andamento’ e o facto de voltar a receber um emblema que milita na Liga principal mais de 31 anos depois, o Oriental recebe agora o Vitória de Setúbal e ao mesmo tempo debate-se ainda com problemas relacionados com lesões, nomeadamente no ataque com as lesões de Carlos Saleiro e Evandro Roncatto.
Tal faz com que Mauro Bastos, que também já esteve afastado pelo mesmo problema, seja neste momento o único ponta-de-lança de raiz, e ainda nas laterais defensivas face aos problemas físicos de Carlos Alves e João Amorim, a juntar às limitações físicas que já afectaram as restantes opções, Tiago Rosa e João Pedro.
Face a esta situação, muitas vezes estes atletas não têm feito parte das listas de convocados dadas a conhecer pela equipa de Marvila. Em relação ao problema relacionado com as bandas defensivas, o técnico João Barbosa recordou que apenas tem contado com Tiago Rosa e João Pedro como opções naturais para as laterais apesar de ter à disposição vários elementos polivalentes capazes de ajudar a solucionar a questão no que diz respeito ao flanco direito.
Para esse lugar, além de Rosa, o mais forte candidato à titularidade, o treinador poderá escolher entre Miguel Paixão, sobre quem “achámos que pode colocar mais bola na frente” do que com outra opção possível, Tiago Mota, assim como Pedro Alves, que “permite à equipa estender-se mais no ataque,” sabendo ainda assim que qualquer dos três elementos alinha preferencialmente sobre o meio-campo. O central Hugo Grilo pode também desempenhar funções em ambas as laterais.
Como tal, a preparação do encontro ante os vitorianos é limitada, mas não retira ao Oriental a esperança de vencer, o que para além de constituir uma das surpresas do fim-de-semana de Taça seria um tónico perfeito para as próximas jornadas da Segunda Liga. Chegando a reabertura do mercado, será provável a chegada de um reforço, consistindo num médio de características defensivas ou mesmo um central.
Cuidem de quem vale Ouro
Após uma temporada de sucesso que redundou na conquista da tão ansiada Décima, a dezena de conquistas da Liga dos Campeões, seria difícil esperar que uma equipa estivesse preparada para fazer ainda melhor, e logo no ano seguinte. Pois bem, estamos a falar do Real Madrid, e como tal tudo parece conjugar-se para uma época de sonho que se iniciou com uma Supertaça Europeia, poderá ter continuidade com um Mundial de Clubes e chegar a um outro nível no final da época.
Para além do primeiro troféu da época e o ceptro mundial que, convenhamos, está completamente ao alcance dos merengues, ‘apenas’ falta reeditar o sucesso na Champions, o que valeria uma recordista 11ª, e resgatar os títulos de La Liga e da Taça do Rei. Complicado? Sim, mas bem possível para um conjunto que parece ainda melhor do que no ano passado pela estratégia ofensiva que emprega para vencer cada jogo.
Se a esse impressionante ataque for acrescentado o carácter controlador que na temporada anterior permitira gerir cada eliminatória a partir da primeira mão, parece estar encontrado um Real capaz de realizar um ano verdadeiramente histórico, isto também se a utilização da sua estrela maior, Cristiano Ronaldo, for mais regrada ao invés da forma excessiva com que foi ’espremido’ na época passada.
Na época passada a utilização exagerada obrigou a que CR7 tenha canalizado tudo na final da Champions
“Os portugueses sabem que temos um jogador capaz de ganhar jogos para nós”, afirmou há alguns meses a glória da Selecção Nacional, Pedro Pauleta, tecendo uma consideração que será certamente partilhada por cada um dos adeptos do Real Madrid - com Cristiano em campo, os madrilenos estão sempre mais perto da excelência.
A capacidade física de CR7 será fulcral para esse sucesso. Deve recordar-se a opinião do próprio, que reconheceu no momento em que o Real mais necessitou do máximo da sua plenitude que “se parasse agora estaria muito bem para o Mundial,” o que acabou por não acontecer pois as deficientes condições em que se encontrava apenas lhe permitiram canalizar tudo para a final da Champions.
Face à recorrência excessiva aos seus préstimos, Cristiano Ronaldo terminou a época esgotado e sem possibilidade de ajudar a Selecção, tendo necessitado mesmo de falhar os encontros de preparação frente a Grécia e México para retornar no ‘ensaio geral’ contra a Irlanda de forma a poder disputar o Campeonato do Mundo bem longe da forma física ideal.
“Os casos de Raul Meireles e Pepe são diferentes do de Cristiano Ronaldo, mas espera-se que ele esteja a 99,9%,” chegou mesmo a vaticinar o seleccionador nacional na altura, Paulo Bento, que no fim de contas não viu essa possibilidade confirmar-se, muito por culpa das muitas ‘guerras’ a que a estrela portuguesa foi sujeita durante a época.
Recuperação na pré-temporada foi determinante para o excelente nível de forma em que se encontra
Ronaldo pode até remeter-se aos casos antigos de Pelé, que em 1966 chegou em má forma a esse Mundial e com isso também terminou com as esperanças do Brasil em ser bem sucedido, mas também de Diego Maradona vinte anos depois, altura em que praticamente sozinho carregou a Argentina ao título mundial.
Se com o português sucedeu o primeiro exemplo neste Mundial, dar azo ao segundo em Madrid parece desnecessário tendo em conta a ajuda que o restante plantel lhe poderá dar, pelo que a recuperação física que conseguiu realizar na pré-época consiste numa excelente notícia pois permitiu-lhe uma entrada a todos os títulos exuberante e a garantia de que este Real lutará mesmo por todas as provas possíveis.
Para que tal aconteça, Cristiano terá de ser poupado a esforços desnecessários, como sucedeu no recente particular ante a Argentina no qual foi mesmo rendido ao intervalo e como terá de repetir-se em cada ocasião em que Portugal realize um amigável ao invés de um encontro ‘a doer’. O Bola de Ouro é ‘dos duros’, mas não deve ser levado ao extremo.
Após uma temporada de sucesso que redundou na conquista da tão ansiada Décima, a dezena de conquistas da Liga dos Campeões, seria difícil esperar que uma equipa estivesse preparada para fazer ainda melhor, e logo no ano seguinte. Pois bem, estamos a falar do Real Madrid, e como tal tudo parece conjugar-se para uma época de sonho que se iniciou com uma Supertaça Europeia, poderá ter continuidade com um Mundial de Clubes e chegar a um outro nível no final da época.
Para além do primeiro troféu da época e o ceptro mundial que, convenhamos, está completamente ao alcance dos merengues, ‘apenas’ falta reeditar o sucesso na Champions, o que valeria uma recordista 11ª, e resgatar os títulos de La Liga e da Taça do Rei. Complicado? Sim, mas bem possível para um conjunto que parece ainda melhor do que no ano passado pela estratégia ofensiva que emprega para vencer cada jogo.
Se a esse impressionante ataque for acrescentado o carácter controlador que na temporada anterior permitira gerir cada eliminatória a partir da primeira mão, parece estar encontrado um Real capaz de realizar um ano verdadeiramente histórico, isto também se a utilização da sua estrela maior, Cristiano Ronaldo, for mais regrada ao invés da forma excessiva com que foi ’espremido’ na época passada.
Na época passada a utilização exagerada obrigou a que CR7 tenha canalizado tudo na final da Champions
“Os portugueses sabem que temos um jogador capaz de ganhar jogos para nós”, afirmou há alguns meses a glória da Selecção Nacional, Pedro Pauleta, tecendo uma consideração que será certamente partilhada por cada um dos adeptos do Real Madrid - com Cristiano em campo, os madrilenos estão sempre mais perto da excelência.
A capacidade física de CR7 será fulcral para esse sucesso. Deve recordar-se a opinião do próprio, que reconheceu no momento em que o Real mais necessitou do máximo da sua plenitude que “se parasse agora estaria muito bem para o Mundial,” o que acabou por não acontecer pois as deficientes condições em que se encontrava apenas lhe permitiram canalizar tudo para a final da Champions.
Face à recorrência excessiva aos seus préstimos, Cristiano Ronaldo terminou a época esgotado e sem possibilidade de ajudar a Selecção, tendo necessitado mesmo de falhar os encontros de preparação frente a Grécia e México para retornar no ‘ensaio geral’ contra a Irlanda de forma a poder disputar o Campeonato do Mundo bem longe da forma física ideal.
“Os casos de Raul Meireles e Pepe são diferentes do de Cristiano Ronaldo, mas espera-se que ele esteja a 99,9%,” chegou mesmo a vaticinar o seleccionador nacional na altura, Paulo Bento, que no fim de contas não viu essa possibilidade confirmar-se, muito por culpa das muitas ‘guerras’ a que a estrela portuguesa foi sujeita durante a época.
Recuperação na pré-temporada foi determinante para o excelente nível de forma em que se encontra
Ronaldo pode até remeter-se aos casos antigos de Pelé, que em 1966 chegou em má forma a esse Mundial e com isso também terminou com as esperanças do Brasil em ser bem sucedido, mas também de Diego Maradona vinte anos depois, altura em que praticamente sozinho carregou a Argentina ao título mundial.
Se com o português sucedeu o primeiro exemplo neste Mundial, dar azo ao segundo em Madrid parece desnecessário tendo em conta a ajuda que o restante plantel lhe poderá dar, pelo que a recuperação física que conseguiu realizar na pré-época consiste numa excelente notícia pois permitiu-lhe uma entrada a todos os títulos exuberante e a garantia de que este Real lutará mesmo por todas as provas possíveis.
Para que tal aconteça, Cristiano terá de ser poupado a esforços desnecessários, como sucedeu no recente particular ante a Argentina no qual foi mesmo rendido ao intervalo e como terá de repetir-se em cada ocasião em que Portugal realize um amigável ao invés de um encontro ‘a doer’. O Bola de Ouro é ‘dos duros’, mas não deve ser levado ao extremo.
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