sábado, 29 de novembro de 2014




Está encontrado um dos mais sérios candidatos à conquista da UEFA Youth League - o Manchester City, que apresenta uma fortíssima geração que reduziu à banalidade uma equipa do Bayern de Munique que de qualquer forma tem apresentado uma pálida imagem do seu futebol como rapidamente se percebe com as zero vitórias nos cinco encontros já disputados.

Poucos dias depois de vários dos jovens do City terem defrontado o Benfica B pela Premier League International Cup em sub-21, os sub-19 do poderoso clube inglês realizaram um encontro de enorme qualidade, com destaque para o médio norueguês Bersant Celina, que apontou dois dos golos, e o versátil atacante francês Thierry Ambrose, que esteve na jogadas de vários dos tentos conseguidos.

O resultado destas duas grandes exibições individuais aliadas ao poderio do colectivo foi concluído com uma vitória por seis golos sem resposta que ilustra a clara diferença de qualidade entre os dois conjuntos.

UEFA Youth League - 5ª Jornada
Manchester City 6-0 Bayern de Munique


MAN.CITY
Angus Gunn
Mathias Bossaerts
(Ashley Smith-Brown, 68)
Oluratosin Adarabioyo
José Angel Tasende
Pablo Matteo
Kean Bryan
(Sam Tottu, 81)
Olivier Ntcham
Jack Byrne
Brandon Barker
(Javairo Dilrosun, 75)
Bersant Celina
Thierry Ambrose
Suplentes não Utilizados: Charlie Albinson, Charlie Oliver, Aaron Nemane e Isaac Buckley-Ricketts
Treinador: Patrick Vieira

BAYERN
Enrico Caruso
Chima Okoroji
Nicola Della Schiava
Yannick Gunzel
Valentin Micheli
Marco Hingerl
(Akin Memetoglu, 80)
Felix Pohl
Lucas Scholl
Sinan Kurt
Milos Pantovic
(Michael Strein, 69)
Michael Eberwein
(Dominic Martinovic, 65)
Suplentes não Utilizados: Thomas Zieler, Bastian Grahovac, Marcel Lieb e Kevin Nsimba
Treinador: Heiko Vogel

Arbitragem: Mervyn Smith - Irlanda do Norte
Disciplina: Mathias Bossaerts (67), Olivier Ntcham (86) e José Angel Tasende (90); Milos Pantovic (47) e Felix Pohl (72)
Marcadores: Oluwatosin Adarabioyo (9), Brandon Barker (25), Bersant Celina (29 e 88) e Jack Byrne (64 e 80)

Ao que o NOVA ACADEMIA DE TALENTOS conseguiu apurar, o Friburgo, que segue os passos de Miralem Sulejmani desde há duas épocas, encontra-se na frente para garantir o concurso do sérvio já na reabertura do mercado. Desconhece-se todavia se os alemães, que já terão anteriormente manifestado ao Benfica o seu interesse no extremo, pretenderão avançar por um empréstimo ou um negócio em definitivo, sendo que qualquer dos cenários será encarado de forma positiva pelos responsáveis benfiquistas.

Aliás, esta hipótese de saída será também vista como ideal pelo próprio Sulejmani que face às constantes lesões e a falta de minutos tem perdido espaço na selecção da Sérvia, na qual até há poucos meses consistia num habitual titular e um elemento fundamental na equipa. Jogando com maior regularidade poderá aspirar ao regresso.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014




Depois do abismo, o regresso ao leão? Costuma dizer-se que a vida dá muitas voltas, e no futebol ainda mais, como se poderá perceber pelo caso de Guilherme Celestino, jovem jogador que numa fase inicial da sua formação muito prometeu ao serviço do Sporting, clube que representou durante seis anos e que abandonou em idade juvenil para se juntar ao igualmente mediático Inter de Milão.

Três anos volvidos, e actualmente com 18 anos, o panorama é incomparavelmente diferente para o jovem luso-brasileiro médio criativo que alinha na posição 10 e como extremo que se encontra inserido no plantel do modesto SL Marinha, clube que disputa a I Divisão da AF Leiria depois de na temporada passada ter actuado nos EUA ao serviço do Corinthians USA, onde actuava nas equipas de Juniores e sub-23 mas acabou por não permanecer após não ter chegado a acordo de verbas referentes a salários.

A jogar como amador no seguimento de épocas nas quais terá sido mal aconselhado, mas por outro lado mais maduro e preparado para a entrada no futebol profissional, Guilherme Celestino poderá ver terminado o seu calvário uma vez que, sabe o NOVA ACADEMIA DE TALENTOS, a empresa que o representa terá em mãos várias possibilidades interessantes.

Entre as possibilidades foi colocado um possível regresso ao Sporting para actuar pela sua equipa B, onde foi esperado para cumprir um período experimental face à longa ausência actuando em outros países, ainda que exista a possibilidade de retornar a Itália, tendo já sido realizado o período de testes, aguardando-se agora se os leões promoverão o regresso de Guilherme que de qualquer forma deverá mesmo mudar de ares já na reabertura do mercado.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014




Benfica ajuda a época surpreendente

Entre as novidades na equipa do Casa Pia que tem sido uma das sensações do Campeonato Nacional de Juniores estão alguns elementos em destaque pela maior rodagem que demonstram em virtude de vários se tratarem jovens cedidos esta temporada pelo Benfica ao abrigo de um protocolo estabelecido pelos dois clubes.

Podem jogadores como o extremo luso-angolano Josué Sarmento, que chegou na época passada ao Benfica a partir de Inglaterra, ou os promissores laterais Pedro Amaral e João Coelho, internacionais sub-17 por Portugal, vir a fazer parte das escolhas da primeira equipa num futuro próximo, assim continuem o seu desenvolvimento ao nível actual.

Enquanto tal não sucede, esta 'armada benfiquista' vai ajudando os gansos a cumprir uma época muito positiva na qual vêm disputando um lugar na Fase Final, o que seria o corolário de uma fantástica temporada de evolução, o que seria do agrado de todos, desde o Casa Pia, os atletas e o próprio Benfica, que obteria grande parte da sua equipa sub-19 na próxima temporada.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014




Benfica B viu concluída de forma precoce a sua passagem pela Premier League International Cup em sub-21 ao juntar à derrota que havia sofrido na última sexta-feira ante o Manchester City um novo desaire, desta feita perante o Leicester City, o que fez com que a equipa encarnada apenas tivesse conquistado três pontos na fase de grupos da competição, um somatório que impossibilita a segunda equipa encarnada de sonhar com a passagem à fase seguinte.

Premier League International Cup
Leicester City B 2-0 Benfica B

LEICESTER
Hamer
Sesay
Elder
McCourt
Kennedy
Upson
Lawrence
Barmby
Tom Hopper (c)
Harry Panayiotou
Joe Dodoo
Suplentes: Chilwell, Smith, Scott, Rowe, Stankevicius
Treinador: Steve Beaglehole.

BENFICA
Miguel Santos
Nelson Semedo
João Nunes ©
Fábio Cardoso
(João Amorim, 63)
Dolly Menga (Nuno Santos, 63)
Victor Lindelof
João Teixeira (Renato Sanches, 82)
Rúben Pinto
Hélder Costa
Gonçalo Guedes
Rui Fonte
Suplentes não utilizados: Bruno Varela, Victor Andrade, Pedro Rebocho e Alexandre Alfaiate.
Treinador: Hélder Cristóvão

Indisciplina: nada a registar
Marcadores: Victor Lindelof (11, ag), Tom Hopper (17).



Mudanças à vista após a Taça

A cumprir uma boa carreira até ao momento na Série G do Campeonato Nacional de Seniores, o Casa Pia aproveitou o facto de não disputar mais uma eliminatória da Taça de Portugal, visto ter sido já eliminado dessa competição, para encarar com confiança a recepção no seu terreno ao Loures, conjunto que embora milite no mesmo escalão e apenas ocupe o 7º posto e também se encontre já afastado na Taça há duas jornadas não conhece o sabor da derrota.

No que até ao momento se disputou esta época, o Loures poderá ainda ser um rival directo nas contas da subida, o que poderá levar o técnico dos gansos, Sérgio Ricardo, a implementar algumas alterações na convocatória em relação ao último encontro realizado que se traduziu em mais uma derrota, pelo que qualquer outro resultado que não o triunfo poderá trazer mudanças de fundo á equipa de Pina Manique.

domingo, 23 de novembro de 2014




Como é sabido, o futebol vive à custa dos resultados, e o sucesso dos técnicos é inerente a essa máxima mesmo quando nos referimos a um jovem técnico quando nos referimos a uma competição altamente equilibrada e verdadeiramente louca ao nível dos resultados como a Segunda Liga, como Alex Costa acabou por perceber pouco tempo depois de ter colocado ponto final à sua carreira de futebolista cujos pontos altos estiveram na chegada à Selecção Nacional.

O estatuto de internacional AA surgiu como culminar a passagens bem sucedidas por Benfica, Wolfsburg ou Vitória de Guimarães, resultando numa invejável carreira nas quatro linhas. Agora como técnico, o percurso no Académico de Viseu não foi o melhor apesar de ter procurado batalhar para conduzir o seu projecto a bom porto, como de resto é perceptível pela entrevista que concedeu ao NOVA ACADEMIA DE TALENTOS no que seria a sua última deslocação como técnico dos viseenses.

Que análise faz ao encontro com o Oriental?

Foi um jogo de muita luta, penso que o terreno de jogo apresentava condições que dificultava que os jogadores pusessem em prática um futebol mais elaborado e atractivo mas acima de tudo foi um jogo no qual ambas as equipas procuraram os três pontos, lutaram imenso com uma atitude excelente, infelizmente conseguimos fazer o mais difícil, adiantarmo-nos, e depois acabámos por no último minuto pagar uma factura muito cara numa decisão do árbitro auxiliar.

Acabámos por perder dois pontos em Marvila ao repetir algo que tem acontecido neste Campeonato de Segunda Liga que, digo-lhe, merece tanto respeito como a Primeira, onde fui interveniente nos últimos anos no futebol ao mais alto nível em Portugal, sempre fui bem tratado e quando descemos um pouco o nível deparamo-nos com outro tipo de comportamento, de atitudes, os mesmos intervenientes mas com atitudes diferentes.

Deixa-me triste ver o futebol ser assim tratado, não só para o Académico mas para todas as pessoas que vieram a esse estádio tão histórico e tradicional, por isso não tenho mais nada a acrescentar sobre esse jogo, estou triste porque não nos deixaram levar mais três pontos, levámos um, prefiro dar os parabéns à equipa e espero que decisões como aquelas que o árbitro auxiliar teve não se venham a repetir, fomos demasiadamente prejudicados.

A imagem que o Académico acabou por deixar é a de que é uma equipa aguerrida e batalhadora a defender. Também era assim como jogador, na sua carreira. Acha que esse é um dos cunhos que se lhe podem atribuir da sua passada experiência como futebolista, agora como treinador?

Não, acima de tudo temos sempre de procurar ter uma atitude muito positiva no jogo, normalmente o Académico é uma equipa que se se debruçarem sobre ela irão ver que é uma equipa que procura jogar, assim como tenho essa ideia do Oriental, mas aconteceu que o estado do terreno não era o melhor, muito irregular e muito difícil para os intervenientes e quando não podemos ir de uma forma temos de ir de outra.

A acrescentar a isso havia a posição que a equipa ocupa na tabela que não é a melhor, a equipa procura pontos e rendimento e por vezes tem de abdicar um pouco do que é jogar bem no sentido de amealhar pontos, é uma situação difícil mas como disse e bem esta imagem que deixámos agrada-me porque os profissionais condignos têm uma atitude excelente.

Referiu que a situação do Académico na tabela classificativa é complicada. Tendo em conta que esse era o quarto jogo consecutivo, juntando também o resultado da Taça da Liga, sem vencer, considera que isso nesta altura da Segunda Liga é preocupante?

Não me parece que o seja…

Acha que a equipa tem tempo para dar a volta por cima?

Vou responder-lhe com muita sinceridade, preocupante nunca é porque isto é uma maratona, agora o que me deixa revoltado e não preocupado é que a esta equipa lhe foram subtraídos, no mínimo, meia dúzia de pontos. Sei que o Oriental não tem culpa nenhuma disso mas esta é a realidade, o Académico por aquilo que produziu no campo em Marvila estaria sem dúvida um lugar mais acima, agora pergunta-me se estou preocupado? Não estou.

Esse era um jogo decisivo, não há que escondê-lo, e a Comunicação Social deita sempre para fora votos de confiança, se ganhar fica, se perde vai embora, nada tem a ver com isso porque nada disso me foi transmitido, simplesmente foi-me dado um grande apoio por parte da estrutura do Académico por parte do Presidente e do Director Desportivo que esteve sempre ao meu lado e aquilo que me deixa extremamente feliz é ter visto aquela atitude dos jogadores.

Estaria preocupado se chegasse aos jogos e o grupo não fizesse aquilo que tracei e me virasse as costas, mas como disse e bem fomos uma equipa aguerrida, que lutou e acreditou, demonstrando que é forte e que acredita no caminho que tracei juntamente com a minha equipa técnica e por isso só tenho é de ficar tranquilo com tudo o que foi feito porque sei que mais dia, menos dia, o Académico vai subir na tabela classificativa.

Claro que não posso é ficar calado quando tentamos subir e alguém nos empurra para baixo como foi o caso desse jogo, se puxar o filme atrás um bocadinho aconteceu uma situação muito caricata contra o Oriental que foi o árbitro auxiliar, cinco minutos antes de decidir marcar o penalty, querer assinalar outro penalty.

Quis ser ele o interveniente no jogo e o árbitro dizer-lhe claramente ’eh pá, não posso marcar penalty porque já mostrei amarelo ao ponta-de-lança por simulação”, neste caso o Saleiro, querendo prejudicar o Académico, e o árbitro responder-lhe ‘eh pá, não dá porque já mostrei amarelo ao jogador e o que aconteceu foi simulação‘.

No lance seguinte acabamos por ter um penalty que é um lance digno do terceiro Mundo, e respeito muito o futebol em Portugal. Por isso, saí de Marvila não preocupado mas sim revoltado, triste com o que se passa com o nosso futebol.