sexta-feira, 30 de janeiro de 2015




Nova vida de Bernardo

Desde muito cedo no Sporting, único clube que representou até há bem pouco tempo, a partir do escalão de Escolas C, acompanhando mesmo muitos jogos da equipa principal e habitual titular nas várias equipas jovens dos verde-e-brancos até aos Juvenis A, uma temporada na qual logrou apontar um golo em jogos oficiais, Bernardo Carlos certamente esperaria completar o seu percurso de formação ao serviço dos leões.

Esse era aliás um cenário provável não há muito tempo pois ainda na época passada o jovem arrancou como titular numa pré-época em que disputou três encontros ante Sporting B, 1º Dezembro e o Oriental Football Dragon, composta por jovens chineses que buscam fixar-se no futebol português.

Ainda na época passada Bernardo Carlos disputava o Nacional de Juniores como titular do Sporting

Ainda como juvenil o jovem chamou a atenção de três clubes estrangeiros, tendo dois deles sido o Lille e o Olympique de Lyon de França, convencidos pelas capacidade do atleta que alinha preferencialmente como lateral mas também como extremo, lugar no qual enquanto Juvenil A cumpriu toda a terceira fase com a qualidade que o levou a também cedo ter sido convidado a rubricar contrato de formação.

Com o passar do tempo diminuiu a utilização mas ainda assim Bernardo Figueiredo Ramalho Carlos foi continuando a jogar com alguma regularidade no Nacional de Juniores, incluindo em encontros de grande responsabilidade, o que mantinha bem aceso o seu sonho.

“Estou sempre pronto para jogar,” afirma categoricamete o lateral que no entanto acabou nos últimos meses por ser mais vezes afastado por opção no Campeonato Nacional, UEFA Youth League e inclusivamente na Lisbon League do ano passado, prova que o Sporting viria mesmo a conquistar, e face a esse problema optou por sair para o Sporting de Braga, onde para já se encontra também ligado por um vínculo de formação que poderá passar a profissional no final da época.

Depois de deixar o leão, o lateral disputará a Zona Norte de Manutenção pelo Sp. Braga

Para começar e até ao final da época o lateral alinhará pelos bracarenses no Nacional de Juniores, embora na Fase de Manutenção face à temporada abaixo das expectativas do ainda campeão nacional que não conseguiu a qualificação para a Fase Final na Zona Norte.

O próximo objectivo será a integração no meio profissional no âmbito do Sp. Braga B, caso contrário “se não for aqui terá de ser noutro lado qualquer”, declarou Bernardo com a confiança de que em pouco tempo cumprirá o seu objectivo mesmo longe da capital do País, de onde é natural e se formou.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015




Percurso de Paulo Bento na Selecção Nacional

Aos comandos da Selecção Nacional de futebol Paulo Bento experimentou uma situação que muitas vezes encontramos na vida e que neste meio muitas vezes acontecem, passando por momentos altos e baixos num percurso muitas vezes atribulado.

A personalidade do treinador, franca e directa, começou desde bem cedo a render o respeito por parte da Comunicação Social e do público numa fase inicial em que a sua contratação surpreendeu visto que a primeira escolha da Federação Portuguesa de Futebol se centrava em José Mourinho, que chegou mesmo a aceitar o convite e apenas não assinou contrato por questões processuais ligadas à sua entidade patronal.

Por outras palavras: Paulo Bento apenas chegou ao comando da Selecção Nacional porque Mourinho foi obrigado a recusar por Florentino Perez, presidente do Real Madrid e por inerência patrão do Special One, que proibiu o técnico de acumular os dois cargos ao aceitar treinar Portugal a regime de ‘part time’ ao mesmo tempo que continuava a orientar o gigante espanhol. Ainda assim, este facto não pareceu pressionar Paulo Bento, que conseguiu resultados imediatos.

O momento de chegada de Bento ao cargo de seleccionador nacional não era, nem de perto nem de longe, fácil, pois herdava uma equipa desiludida e em colisão após uma passagem conturbada do anterior seleccionador, Carlos Queiroz, que havia saído por despedimento depois de ter mantido discussões com a Agência Nacional Anti-Dopagem, vários elementos da FPF e alegadamente vários jogadores, entre os quais a estrela maior e capitão de equipa, Cristiano Ronaldo.

Esse clima de guerra afectava claramente o desempenhou da equipa nacional, que iniciava a qualificação para o Campeonato Europeu de 2012 com dois resultados negativos, uma derrota na Noruega e um tão ou mais surpreendente empate em casa a quatro bolas ante a modesta selecção de Chipre num jogo disputado em Guimarães que precipitou a mudança, ou seja, a entrada de Paulo Bento com a pressão acrescida de os resultados serem precisos no imediato.

De forma meritória, o treinador nacional conseguiu entrar a vencer, e logo perante o adversário com o qual discutia directamente a qualificação, a Dinamarca, com um indiscutível 3-1 em partida realizada no Porto, imprimindo algumas, não muitas mas cirúrgicas, alterações numa equipa que partiu de trás na qualificação e terminaria esse fase no segundo lugar, necessitando de derrotar num play-off de apuramento a sua congénere da Bósnia-Herzegovina.

Dois anos depois de ter derrotado a equipa bósnia, nessa altura para marcar presença no Mundial 2010, Portugal voltou a derrotar esse adversário, agora com toques de brilhantismo por tê-lo conseguido com uma goleada infligida no Estádio da Luz, palco no qual Paulo Bento também havia alcançado um dos seus grandes momentos como seleccionador nacional, uma vitória por incontestáveis 4-0 sobre a Espanha.

Refira-se que nesse momento o conjunto espanhol chegava a Portugal na qualidade de campeão mundial e a meio de um percurso que o tornaria também campeão europeu numa competição na qual Portugal passou de menos a mais, começando com uma derrota tangencial frente à Alemanha para depois derrotar a Dinamarca, que já havia encontrado na fase de qualificação, e a Holanda, passando assim aos oitavos-de-final no segundo posto.

Depois de ultrapassar a República Checa nos quartos-de-final, a Selecção Nacional voltou a deparar-se com a Espanha sem desta feita ter repetido a brilhante exibição conseguida meses antes em Lisboa. De qualquer forma, levou a equipa que haveria de se sagrar vencedora da prova ao limite, perdendo apenas num desempate por grandes penalidades infeliz, concluído com um remate de Bruno Alves que embateu na trave e não entrou, seguido de um pontapé do espanhol Cesc Fabregas que embateu no poste mas ainda assim entrou na baliza lusa.

Paulo Bento conseguia um resultado bastante aceitável, a presença em meias-finais do Euro 2012, com uma equipa muito solidária que não deixava de praticar um futebol atractivo liderado por Cristiano Ronaldo, em contraste com os ‘contras’ que se encontravam acima de tudo na excessiva dependência em relação ao talento desta grande estrela.

Também o núcleo duro da equipa foi ‘espremido‘ até ao limite, visto que no banco de suplentes não se encontrava substitutos á altura que por esse motivo não foram sequer utilizados durante o certame.

Passado o Euro 2012, chegava pouco depois o apuramento para o Mundial 2014, uma vez mais numa fase de apuramento que Portugal, como costuma ser apanágio, complicou em demasia com vários resultados que poderiam ter sido comprometedores, terminando uma vez mais no segundo posto, atrás da Rússia, que assim conseguia a qualificação directa.

Por seu turno, Portugal era obrigado a disputar novo play-off, desta feita perante a Suécia, um adversário que apenas foi transposto face à enorme qualidade de Ronaldo num momento de forma que o encaminhou para mais uma Bola de Ouro e no qual apontou todos os golos da equipa portuguesa nas duas mãos disputadas perante a congénere nórdica.

Conseguido o apuramento para a competição que se disputava no Brasil, aí começaram de facto os problemas para Paulo Bento, que não incluiu no lote de 23 convocados jogadores como Ricardo Carvalho, que abandonou um estágio na sua liderança, José Bosingwa, que se terá recusado a alinhar numa partida, Danny, que terá alegado uma lesão não comprovada para abandonar a concentração da equipa, e Tiago, o único com o qual não foi conhecida qualquer altercação com o treinador.

Para além destas quatro ausências, juntaram-se mais duas por opção técnica de Bento e que motivaram também muita discussão, passando pela não chamada de Adrien Silva e Ricardo Quaresma, com maior enfoque no segundo caso, depois de terem protagonizado épocas felizes a nível individual ao serviço de Sporting e FC Porto, respectivamente. Em sentido contrário, integrou na convocatória vários elementos da sua confiança, mas em condições físicas deficitárias.

Paulo Bento optou por correr riscos na disputa do Mundial 2014 e acabou por pagar caro, não tendo conseguir recuperar os seus melhores elementos, o que o obrigou a jogar com vários jogadores em esforço, em especial Cristiano Ronaldo com evidentes dificuldades físicas como líder da equipa que mais lesões contraiu durante a participação da prova, com jogadores substituídos face a esse tipo de problemas nos três encontros que a equipa disputou.

Ter discutido apenas três jogos significa que Portugal não logrou ultrapassar a fase de grupos, com muitas culpas próprias, num agrupamento do qual fazia parte a Alemanha, que goleou a equipa nacional numa partida muito condicionada por um acto irreflectido de Pepe, os EUA, com quem Portugal apenas logrou empatar com um golo de Silvestre Varela já nos instantes finais, e o Gana.

Este último foi um oponente que a turma lusa acabou por transpor mas apenas por 2-1 quando poderia ter goleado caso tivesse sido mais eficaz, o que teria ainda valido uma qualificação muito sofrida para a fase seguinte. Sem isso ter acontecido, a posição de Bento ficou muito fragilizada mesmo que a FPF tenha optado por declarar publicamente uma “incompetência geral”, implementado alterações no corpo médico e reforçado os poderes do seleccionador.

Bastou apenas um jogo para que tudo se alterasse - para dar início à fase de apuramento para o Euro 2016, esperava-se que a recuperação/reabilitação da equipa surgisse frente à pouco conhecida Albânia, que no fim de contas foi capaz de lograr a vitória em partida discutida em Aveiro, um resultado visto como humilhante e um dos mais negativos da História da equipa das Quinas mesmo que depois o mesmo adversário esteja a provar ser uma das boas surpresas da qualificação.

De poderes reforçados, Paulo Bento passou a não ter poder algum, chegando a acordo para deixar o comando da equipa, saindo pela ‘porta pequena’ quando antes o poderia ter feito ‘em ombros’. Muitos discutem a eficácia do seu 4x3x3 que consideram ultrapassado e repetitivo em prol de um 4x4x2 mais propício aos movimentos de Cristiano Ronaldo, outros consideram excessiva a sua personalidade forte. De qualquer forma, no cômputo geral a sua passagem pelo comando técnico de Portugal é positiva e possui momentos para recordar.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015





Futuro passa também por Agrelos

Nas épocas mais recentes têm sido muitos os talentos dados a conhecer, lançados na primeira equipa e seguros pelo Vitória de Guimarães numa aposta que será para continuar nos próximos anos com a garantia de contratos profissionais de longa duração. Numa altura em que várias tiveram essa oportunidade, o NOVA ACADEMIA DE TALENTOS aposta que o jovem Gonçalo Agrelos será um dos próximos a entrar nessa rampa de lançamento.

As atenções do público que acompanha o futebol de formação nacional poderão agora depositar-se em Gonçalo Agrelos, um valor que começou a despontar nos escalões de Iniciados do Sporting, conjuntos que representou com grandes jogos e especialmente em encontros que resultaram em goleadas.

Pese alguma ‘décalage’ técnica entre os jovens leões e alguns dos adversários com que se depararam, esse escalão parece ter desenvolvido as aptidões físicas e estimulado o crescimento de Gonçalo Agrelos como jogador quando se trata já de um atleta que se mostra tecnicamente muito evoluído.

Gonçalo notabilizou-se nas camadas jovens do Sporting, que abandonou no início da época

Para além dessas vantagens, o jovem jogador ainda revela uma interessante polivalência que lhe permite não só evoluir como médio ofensivo como também na posição de extremo esquerdo e ainda mais recuado no terreno como possível opção para a lateral esquerda.

Tendo em conta o nível demonstrado por Gonçalo Alexandre Domingues Agrelos, as mais exigentes metas parecem claramente alcançáveis, uma vez que se assumirá mesmo como um dos jovens de maior potencial que evoluíram na Academia Sporting, tendo mesmo sido um dos goleadores da sua equipa.

O seu currículo aumentou ao sagrar-se campeão nacional de Iniciados, mas curiosamente a partir daí passou a ser estranhamente pouco utilizado e para surpresa de muitos acabou mesmo dispensado pel clube verde-e-branco, pelo que partiu para o Minho, a “decisão certa”, como reconhece.

Não surpreende assim que ainda antes de sair de Alcochete Gonçalo já adiantasse que era o melhor para si seria mesmo partir, e acertou em cheio - está tudo a correr pelo melhor em Guimarães,onde foi facilmente convidado a assinar o seu primeiro contrato, de formação, ainda que não deva faltar muito tempo até o mesmo passar a profissional.

Talentoso criativo optou pelo Vitória ao invés de outros convites também atractivos

O tecnicista jogador actuou todos os jogos a titular até ao momento na sua primeira época no clube que desde o primeiro momento se interessou pelo seu concurso, conseguindo conquistar a sua atenção em relação a outras propostas entre as quais escolheu mesmo a do Vitória.

Gonçalo Agrelos tinha muitos emblemas do Norte no seu encalço, equipas do nível do Vitória, que ainda assim se destacava por uma vertente que o jovem considerou determinante, mais do que pretendentes como o Sporting de Braga, o Rio Ave ou o Benfica, o facto de Vitória estar a apostar muito na sua formação.

Aliás, esta época a aposta nos jovens formados no clube tem sido muito bem retratada com os resultados da primeira equipa, que tem lançado muita gente proveniente da formação, e a ideia de Gonçalo passa por seguir por essa linha, com vista a chegar à equipa principal - para já, o criativo parece no melhor caminho.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015



Como ponto alto da jornada no Nacional de Juniores para terminar a primeira fase na Zona Norte houve lugar ao confronto entre as duas melhores equipas da prova, Vitória de Guimarães, segundo classificado, em recepção ao líder FC Porto. Como tal, não estranhou o facto de o encontro ter sido equilibrado e uma excelente apresentação do melhor que existe no futebol de formação português, deixando este empate a três bolas antever uma Fase Final ao mais alto nível.


Campeonato Nacional de Juniores A - 21 ª Jornada
Vitória de Guimarães 3-3 FC Porto

Complexo Desportivo do Vitória SC - Campo nº3

V. GUIMARÃES
1- Fred Fangueiro
2- Joel Pereira
3- Denis Martins
4- Tiago Francisco
5- Carlos Rocha
6- João Novais ©
8- Tiago Castro
10- Fernandinho Araújo
7- Rui Gomes
11- Hélder Ferreira
9- José Xavier
Suplentes Utilizados: 17- Mimito Biai, 18- João Paredes e 16- Kiko Rodrigues
Suplentes não Utilizados: 24- Eduardo Correia, 13- Areias, 14- Jorge Sampaio, 15- Cláudio Tavares.
Treinador: Luís Castro

FC PORTO
1- João Costa
2- Fernando Fonseca
4- Diogo Verdasca
3- Malthe Johansen
5- David Sualehe
6- Chidozie Awaziem
8- Cléver França
10- Élvis Carvalho
7- Sérgio Ribeiro ©
11- Tony Djim
9- Leonardo Ruiz
Suplentes Utilizados: 15- João Cardoso, 17- Bruno Costa e 16- Luís Mata
Suplentes não Utilizados: 12- Filipe Ferreira, 13- Rui Silva, 14- Jorge Fernandes e 18- André Mesquita
Treinador: António Folha

Marcadores: João Novais (22); Tiago Castro (38, pen) e José Xavier; Cléver França (19) Leonardo Ruiz (40) e Sérgio Ribeiro (42)

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015







Intocável caminhada invicta da águia

Tem sido para já um verdadeiro ‘passeio no parque’ para o Benfica no Nacional de Juniores, prova na qual não contabiliza qualquer desaire mesmo perante confrontos com adversários tradicionalmente complicados como é o caso do Vitória de Setúbal, que em visita ao Caixa Futebol Campus não logrou evitar uma goleada de 4-1 na qual deve assinalar-se a entrada em campo de João Filipe, jovem benfiquista a cumprir o seu primeiro ano de juvenil que pôde assim saltar algumas etapas.

Caixa Futebol Campus - Seixal

BENFICA
Rafael Lopes
Isaac Fernandes
Rúben Dias
João Lima
Yuri Ribeiro
Pedro Rodrigues
(João Filipe, 77)
Gonçalo Rodrigues
(Pedro Alves, 69)
Gilson Costa
Aurélio Buta
Hildeberto Pereira
Diogo Gonçalves
(Kevin Oliveira, 67)
Treinador: João Tralhão

V. SETÚBAL
André Gamito
João Pereira
Bruno Miranda
Rodrigo Antunes
Gonçalo Duarte
João Barros
José Martins
(Gonçalo Pessoa, 68)
Guilherme Morais
Frederico Correia
João Monteiro
(Sadjo Buaro, 86)
João Costa
(Conceição, 68)
Treinador: Gonçalo Rodrigues

Arbitragem: Luís Godinho - Évora
Disciplina: Gonçalo Rodrigues (30), Isaac Fernandes (32), Hildeberto Pereira (60), Guilherme Morais (63) e Rodrigo Antunes (63)
Marcadores: Aurélio Buta (16), Gonçalo Rodrigues (25), Rúben Dias (45) e Hildeberto Pereira (60); Guilherme Morais (91)

sábado, 17 de janeiro de 2015





Pinto da Costa: irradiar ou premiar

Face à insistência de opiniões divergentes sobre à omissão do nome de Jorge Nuno Pinto da Costa na recente Gala do Centenário da FPF, a minha opinião coloca o que será uma impensável encruzilhada. Porquê? Porque coloca dois cenários diametralmente opostos que fariam ambos sentido mas sempre de forma independente, sendo que nunca haveria espaço para a concretização de ambos.

Passo a explicar: tal como a personalidade no centro da polémica, Pinto da Costa, a sua passagem pelo meio desportivo não poderá nunca vir a ser indiferente, pelo que para se evitar uma situação como aquela que agora sucede uma opção possível teria sido o afastamento completo do presidente portista do dirigismo nacional assim que se comprovaram os ilícitos que o levaram a ser condenado por corrupção desportiva. Por outras palavras, seria então irradiado do futebol português.

Existiam duas atitudes a tomar, completamente opostas, mas nunca a escolhida pela FPF

Não o tendo sido, e com Pinto da Costa no dirigismo nacional, e talvez devesse ter sido essa a escolha quando se deu o 'boom' no Processo Apito Dourado, não parece também correcto ter-se feito o que fez, ou seja, seguir num clima de ‘paz podre‘ que o absolveu de uma situação na qual existem culpas comprovadas para depois e ainda assim ser sempre visto com desconfiança por situações que todos sabem estar comprovadas.

Não se tendo feito isso, e com o Conselho de Justiça da própria FPF a ter inviabilizado todas as consequências do Processo Apito Dourado, o mesmo órgão acaba por considerá-lo inocente, o que faz com que se abra o segundo hipotético cenário que assim sendo deveria ter então sido levado a cabo e mais, face aos resultados teria sido no mínimo aceitável, passando então por Pinto da Costa ser agraciado na Gala, o que todavia não sucedeu.

Como tal, a ausência do presidente do FC Porto é errada uma vez que personalidades com menor relevância foram mencionadas, sem se esquecer que Pinto da Costa conseguiu vingar em termos internacionais para além das polémicas conquistas internacionais e pelo menos aí sem influências externas, tornando-se o mais titulado dirigente, tornando desnecessária a pergunta sobre quantos dirigentes portugueses o conseguiram fazer no passado.



Adaptação física de Djuricic continua

"Precisa de aprender que aqui é necessário mais velocidade e mais poder", assim afirmou o dinamarquês que treina o Mainz, Kasper Hjulmand, à revista alemã ‘Kicker’ sobre Filip Djuricic, jogador de atributos técnicos altamente talentosos que o levaram a ser cobiçado e posteriormente garantido por empréstimo pelo clube alemão junto do Benfica e que terá de continuar a investir ainda mais no seu futebol para chegar ao nível que todos lhe apontam.

O treinador que por agora tem a missão de encaminhar o clube alemão ao melhor lugar possível na Bundesliga e ao mesmo tempo dar seguimento à progressão do jovem sérvio acrescenta ainda que " há sempre trabalho" e que deve ser esse o rumo a tomar para o jogador que se encontra com a restante equipa em Marbella num estágio aproveitando a paragem de Inverno na Liga germânica.

Podem causar alguma estranheza, mas de facto os números de Djuricic ainda se encontram distantes do potencial que lhe é reconhecido e que levou o Benfica a bater vários candidatos para conseguir o seu concurso, constatando-se que a tal falta de capacidade física continua a limitar a sua acção em Mainz, onde contabiliza poucos minutos no campeonato num total de 12 encontros entre todas as competições com uma nota média de 3,70 pelas suas prestações.

Em termos práticos o playmaker sérvio conseguiu uma assistência numa partida a contar para a DFB Pokal, a Taça da Alemanha, e até ao momento nunca alinhou como titular pelo emblema alemão, o que por si só indica que na próxima época não deverá regressar à primeira equipa do Benfica, podendo ser transferido ou pelo menos novamente emprestado até porque pelo facto de apenas somar 22 anos de idade continua a ser visto como uma pérola por lapidar.

Como tal, emblemas de nomeada como o Inter de Milão seguem atentamente a carreira de Djuricic, que neste momento tem como "importante que seja ele como quando estava no Heerenveen , " a ambição assumida por Kasper Hjulmand.
 
“Precisa de aprender que aqui há mais velocidade e mais poder,“ duas vertentes nas quais Hjulmand ainda testa Filip Djuricic, até porque acredita que poderá em breve retirar o melhor rendimento do jogador, vaticinando que “agora a eficiência e linearidade são para seguir; em seguida, estarrá certamente bem o suficiente para recomendar-se para os 90 minutos sobre a posição 10 ou pela direita,” onde de facto pode vir a apresentar mais rendimento.