quinta-feira, 9 de abril de 2015




Lança em África - número 6

Richard Juuko, de 21 anos, pode jogar como médio defensivo ou defesa central, sendo um atleta muito forte fisicamente, o actual vice-capitão da selecção A do Uganda, vencedor do prémio de Defesa Jovem do Ano no seu país em 2011 e vencedor da II Liga em 2012. Todas estes feitos cedo chamaram a atenção internacional, tendo em Janeiro último optado por partir para nova nação exótica do futebol ao assinar pelo Salam Zgharta do Líbano, que disputa a Taça da Ásia como representante desse país.

Criterioso no passe, possante no jogo aéreo e capaz de dar início à construção, qualidades que o levaram ao actual clube, o Kira Young, onde vinha sendo titular indiscutível e se tornou uma das figuras do seu país, fazendo parte das escolhas de Mulitin Sredojevic para a selecção do Uganda na qualificação para o CAN 2015, tendo envergado a camisola 5 da sua nação, Jjuko parece pronto para saltar para o futebol europeu.

A nível de selecções o defesa estreou-se em Julho de 2013 e desde então disputou vários encontros particulares e a CECAFA Challenge Cup em Dezembro e depois disso três rondas de apuramento para o CAN. No clube, na época passada cumpriu 31 jogos e 6 golos, tendo cumprido a sua terceira época no clube após ter sido recrutado nos Juniores do URA FC.



Raio-X - Gedson Fernandes

Embora Gedson seja ainda juvenil e ainda necessite de completar algumas etapas na sua formação, neste momento possui todas as competências para se prever que poderá ter uma carreira de sucesso enquanto futebolista profissional.

Atendendo à forma completa com que já agrega vários aspectos no seu jogo, será dentro de uma equipa composta por vários talentos um dos primeiros sobre os quais se poderá antever um futuro risonho. Digo isto precisamente pelo facto de ter já desenvolvido diversas competências que usualmente podem até demorar um pouco mais a trabalhar num futebolista ao mais alto nível.

Gedson possui poder de explosão para evoluir por uma das alas se necessário e experiência de posição para jogar como referência ofensiva, ainda que pareça nesta fase da sua carreira apontado a outras tarefas em campo.

quarta-feira, 8 de abril de 2015




Mitrovic, o sonho improvável do leão

Apesar da juventude, este é um nome que começa a não ser já novidade tendo em conta o interesse que gera por toda a Europa para o reforço do ataque de vários respeitáveis conjuntos com destaque agora para o AC Milan, que se terá juntado oficialmente à corrida segundo regista o órgão italiano ‘LoSport24’.

No entanto, a maior novidade para o futebol português não passa pelo facto de os rossoneri pretenderem juntar o goleador titular da selecção da Sérvia ao seu plantel, concentrando grande parte dos dirigentes que trabalham na sua sede, a Casa Aldo Rossi, nesses intentos - o mais interessante dos rumores a circular por Itália passa pela presença do Sporting entre os pretendentes pela contratação de Mitrovic.

Ainda que o interesse leonino neste jogador possa surpreender pelo facto de este se tratar de um jogador caro em virtude de se tratar de um ponta-de-lança muito forte fisicamente e de elevado potencial, o que aumenta exponencialmente o seu valor de mercado, os 1,90 metros e 81 kg farão o clube de Alvalade medir as possibilidades, mesmo que menores, de sucesso.

Desta forma, abrir-se caso venha a confirmar-se a noticiada ’revolução’ no plantel verde-e-branco que deverá resultar na saída de vários dos futebolistas pertencentes ao actual grupo o objectivo de aqui garantir o que seria o mais notabilizado reforço para a próxima época desportiva.

Ciente de que vários dos seus actuais jogadores possuem mercado e possibilidades realistas de sair e garantir interessantes encaixes financeiros, dessa forma o Sporting garantiria alguma margem de manobra para reforçar alguns sectores necessitados em termos de efectivos como será o centro do ataque, ainda mais quando se mantêm as hipóteses de tanto Islam Slimani como mesmo de Fredy Montero virem a abandonar o clube no final da época.

Para abrir o apetite aos leões, o goleador que se encontra contratualmente ligado ao Anderlecht contabiliza para já uma soma superior a 20 tentos na corrente temporada com uma média de 0,5 golos por jogo, o que claramente aponta o seu futuro a outras paragens, juntando a titularidade na selecção da Sérvia a uma transferência para um clube mais ambicioso entre um extenso rol de possibilidades que começa no acima mencionado AC Milan e que se estende a outras paragens.

A enorme concorrência por Mitrovic juntará assim Milan e Sporting ao seu rival de Lisboa, o Benfica, assim como Arsenal, Manchester City, Roma, Fiorentina, Swansea e Newcastle, o que parece tornar muito complicada a pretensão dos dirigentes verde-e-brancos. No entanto, quem deseja investir deve dar-se a este tipo de disputas, correndo o ‘risco’ de obter um enorme reforço.

segunda-feira, 6 de abril de 2015




Campo de gente grande para reacção de campeão

Uma agradável tarde de Sexta-feira Santa e o relvado do Estádio de Alvalade tornavam-se o palco ideal para receber um encontro no qual fosse qual fosse o vencedor teria implicações directas nas contas do título nacional de Juniores, colocando praticamente um ponto final com um triunfo do FC Porto ou relançando por completo a disputa em caso de vitória do Sporting, que entrou melhor num encontro com frenéticos primeiros 20 minutos de jogo.

Abria as hostilidades da equipa da casa aos 3 minutos com uma boa desmarcação de Abou Touré bem travada por defesa atenta do guarda-redes Gudiño, que voltava a ser incomodado no minuto seguinte por um remate de Rafael Barbosa que passou pouco por alto antes do primeiro esboço de resposta por parte dos visitantes logo a seguir que poderia ter sido letal não tivesse Rúben Macedo desperdiçado a sua boa posição ao atirar junto ao poste esquerdo.

O Sporting voltou à carga ao minuto 10, altura em que José Postiga surgiu a rematar já na pequena área mas ligeiramente por cima, com o dragão a responder sempre de forma pronta e a voltar a estar perto de marcar sete minutos volvidos num remate de Sérgio Ribeiro bloqueado por vários elementos da equipa da casa que se posicionaram em frente à linha de golo.

Parada e resposta, voltou o leão a tentar o golo num desperdício de Aya Diouf na pequena área e sem qualquer marcação aos 19 seguido de uma iniciativa individual de Matheus Pereira apenas travada por boa defesa de Gudiño sete minutos depois, e até ao intervalo Abou Touré poderia ter feito bem melhor no seu remate já no interior da área aos 42 minutos.

Após o intervalo sem que antes tivessem existido grandes ocasiões o Sporting conseguiu mesmo abrir a contagem aos 66 minutos através de uma tentativa de cruzamento de Lisandro Semedo inadvertidamente desviada por Verdasca em direcção da sua própria baliza, gerando uma imediata reacção por parte dos azuis-e-brancos que se aproximaram da igualdade através dos cabeceamentos de Rúben Macedo aos 70 e Leonardo Ruiz aos 73 minutos.

A reacção do FC Porto tornou-se mesmo reviravolta por mérito deste último que no espaço de 13 minutos decidiu o encontro com dois cabeceamentos muito bem colocados, o primeiro aos 75 minutos em resposta a centro de Rúben Macedo e o segundo aos 88 para finalizar da melhor forma um pontapé de canto cobrado por Sérgio Ribeiro, oferecendo dessa forma um triunfo que deixa os dragões numa extraordinária posição para conquistar o título de campeão nacional ao ampliar para seis pontos a vantagem pontual sobre os verde-e-brancos.

Estádio José Alvalade – Lisboa

SPORTING
1- Pedro Silva
2- Bubacar Djaló
(16- Arilton Ebo, 83)
3- Aya Diouf
4- Ivanildo Fernandes
5- João Serrano
6- Luis Caicedo
7- Lisandro Semedo
10- Rafael Barbosa ©
(17- Zhang Lingfeng, 80)
7- Matheus Pereira
9- José Postiga
(11- Luís Elói, 67)
14- Abou Touré
Suplentes não Utilizados: 22- Khadim Ndiaye, 15- Guilherme Ramos, 13- Felício Quiaque e 18- Abdoulaye Diallo
Treinador: Luís Boa Morte
4x3x3

FC PORTO
1- Raúl Gudiño
2- Fernando Fonseca
3- Jorge Fernandes
4- Diogo Verdasca
5- Lumor
6- Chidozie Awasiem
8- Moreto Cassamá
(17- Bruno Costa, 71)
10- Rui Moreira ©
(15- Elvis, 64)
7- Sérgio Ribeiro
(14- Fidelis, 89)
9- Leonardo Ruiz
11- Rúben Macedo
Suplentes não Utilizados: 12 - João Costa, 13- David Sualehe, 16- Tony Djim e 18- Rui Pedro
Treinador: António Folha
4x3x3

Arbitragem: André Gralha (árbitro principal), Carlos Covão e Pedro Sousa (árbitros auxiliares) – Santarém
Disciplina: cartão amarelo para Leonardo Ruiz (11), Fernando Fonseca (33), Rafael Barbosa (43), José Postiga (48), Sérgio Ribeiro (52) e Aya Diouf (82)
Marcadores: Diogo Verdasca (66, autogolo); Leonardo Ruiz (75 e 88)

Texto: Rafael Batista Reis
Imagem: Renato Costa

sexta-feira, 3 de abril de 2015



Apesar de se encontrar ainda longe de concorrer com as grandes equipas europeias por um lugar de destaque na Liga dos Campeões, é notório o trabalho de José Mourinho em criar uma estrutura que em pouco será capaz de disputar todos os títulos, juntando as competições inglesas, entre as quais conquistou já esta temporada uma Taça da Liga, liderando ainda com algum conforto a muito desejada Premier League, à mencionada Champions.

Para isso era necessário dotar a equipa de novas referências e esse trabalho já foi feito, verificando-se que os blues girarão na próxima década em torno de duas grandes figuras de semelhante criatividade e diferentes funções, começando pelo brasileiro Oscar, que o NOVA ACADEMIA DE TALENTOS teve a oportunidade de entrevistar por altura da sua presença em Alvalade para defrontar o Sporting, publicando a rubrica gentilmente oferecida pelo próprio na imagem que ilustra este texto.

Com um percurso já assinalável tendo em conta que se trata ainda de um jovem, Oscar será muitop provavelmente na próxima década desportiva o organizador de jogo de uma equipa que ainda lhe junta a garantia de magia e irreverência nos últimos 30 metros, um candidato à Bola de Ouro no futuro chamado Eden Hazard.

Igualmente mas já um dos líderes de uma selecção que caso concretize o apuramento para o Euro 2016 começará a cimentar o estatuto de conjunto a ter em grande respeito acima de tudo pelas figuras de primeiro plano internacional que agrega principalmente no seu sector defensivo, a Bélgica, Hazard assume desde já um papel determinante no actual Chelsea, cujo futuro depende da evolução da dupla brasileira/belga que tantas alegrias parece prometer…

quinta-feira, 2 de abril de 2015



Oportunidades, mas não para todos

Para a Selecção Nacional, a partida frente a Cabo Verde acabou por ter uma forte serventia e grande lição a retirar: quem se prepara para um encontro como para uma exibição frente a um adversário que o encara como um teste de preparação nunca consegue obter o melhor resultado.

Como tal, a derrota de Portugal frente a Cabo Verde nada teve de surpreendente. Foi aliás natural e sinal de que para se encontrar novas alternativas para a Selecção Nacional não basta convocar uma nova legião de jogadores para realizar um treino de véspera e um encontro particular - será necessário um trabalho mais longo, com sessões de treino consecutivas e maior critério na pré-selecção das novas unidades.

Entre os jogadores experimentados frente a uma das ex-colónias e actual país irmão, poucos mostraram condições para regressar. Alguns não foram sequer utilizados e necessitam de mostrar bem mais até um dia poderem almejar uma tão prestigiante convocatória.

Alguns dos futebolistas utilizados não mostraram sequer valor para representar Portugal

São esses os casos de Marafona e Rui Fonte, que antes de mais necessitam de se tornar figuras na Primeira Liga para depois sim merecer um espaço numa equipa que tem de ser elite, e Lucas João e Ivan Cavaleiro, a quem parece bem mais adequada a inclusão no espaço dos sub-21 como opções para alinhar no próximo Europeu da categoria.

Mais do que qualquer um destes três atacantes, Marco Matias, pela boa época que tem realizado no Nacional, merecia a convocatória mesmo que apenas para uma mera observação. Depois, há ainda o mais grave caso dos jogadores neste momento sem condições para representar a Selecção Nacional por diversos factores e que mereceram honras de titularidade.

Começando pelos jogadores de cariz defensivo, na baliza Anthony Lopes mostrou encontrar-se ainda alguns ‘furos’ abaixo de Rui Patrício e Beto, Cédric Soares continua bem mais limitado a defender do que Bosingwa da mesma forma que Antunes não demonstra a mesma competência de Fábio Coentrão, Eliseu e Raphael Guerreiro.

Falta aos estreantes Paulo Oliveira (faz muito mais falta aos sub-21, onde é peça determinante) e André Pinto (dificilmente possui valia para este patamar) experiência de alto nível para sequer figurarem na convocatória de Portugal. Entre tantas novidades, não teria sido justa a chamada de Josué Sá, um dos capitães do V. Guimarães, ou de Daniel Carriço, também um líder no Sevilla, para o eixo defensivo, e Diogo Figueiras em vez de Cédric?

No meio-campo, André Gomes e João Mário parecem fazer mais falta aos sub-21 do que aos AA e Adrien Silva e Danilo Pereira ainda se encontram longe da produção de Tiago, João Moutinho e William Carvalho e quanto ao ataque Hugo Almeida parece estar numa fase da carreira em que muito dificilmente voltará a ser útil à equipa nacional.

Assim, por entre os convocados para este particular há a destacar nos habituais suplentes a utliidade de Vieirinha, boa alternativa a Nani sempre que necessário e Éder continua a necessitar de ganhar confiança, mostrando-se desatrado a finalizar mas ainda assim bem mais forte a tabelar do que Hugo Almeida.

Destaque para Bernardo, que mostrou ser capaz de se intrometer nas opções das convocatórias ‘a contar’

Já nos ‘regressados’, ambos ligados ao Benfica, o outro Almeida, André, oferece uma entrega e polivalência sempre a ter em conta, e Pizzi deixou alguns bons momentos que carecem de confirmação para uma próxima convocatória, sendo que das estreias apenas duas delas se justificaram.

São esses os casos de Bernardo Silva, André André e Ukra, que podem ter ganho pontos para o futuro, com destaque para o primeiro se bem que para o centro do terreno, onde pode intrometer-se no estatuto de alternativa a utilizar no meio-campo ofensivo que tem sido entregue a João Mário, com quem parece estar pelo menos num plano de igualdade mas parece acrescentar ainda mais em termos de criatividade.

De resto, uma palavra para quem faltou uma oportunidade: para Ventura, para discutir a vaga de terceiro guarda-redes com Anthony, e para Tiago Pinto, para demonstrar, como parece, que não estará atrás de Antunes em termos qualitativos.

Texto: Rafael Batista Reis
Imagem: Cortesia FPF



Lança em África - número 5

Também ele já um jogador sénior, James Kotei começou a sua carreira no Corners Babies FC e está há já três épocas no Liberty Professionals, emblema no qual o médio ganês de 1.84 metros se destaca pela condição física que lhe permite jogar num ritmo elevado durante todo o jogo, a qualidade técnica e mentalidade vencedora, muita eficácia a defender no centro do terreno e a controlar as velocidades da equipa, o colectivismo e a forma como joga com muita entrega.

Estas características levaram-no a tornar-se neste momento o mais promissor médio defensivo do futebol ganês, tendo sido cedido ao BA United com o intuito de jogar com regularidade até chegar a primeira oportunidade de alinhar na Europa, o que não se prevê que venha a estar muito distanciado no futuro.