quarta-feira, 19 de agosto de 2015









Regresso do Loures - So far, so good

Após uma muito proveitosa temporada que culminou no regresso ao escalão maior do Nacional de Juniores, o Loures tem sido uma das sensações ao não ter ainda sido derrotado nas duas jornadas até ao momento já disputadas na competição com quatro pontos já conquistados e o jovem Fred em destaque.

Ao ter apontado o golo da equipa frente ao Oeiras e antes rubricado a assistência na recepção ao Sacavenense, precisamente os dois tentos alcançados pelo Loures na prova, o médio criativo tem sido o elemento em destaque na equipa preto e amarela. O NOVA ACADEMIA DE TALENTOS publica as fichas completas dos encontros frente a Sacavenense e Oeiras:



1ª Jornada - Loures 1-1 Sacavenense

LOURES
Diogo Martins, Falé, David Prata (David), Josué e Elvis, Benny (Faty), Xavier (Antunes), Gonçalo, Fred Ferreira , Ivan, Varela

SACAVENENSE
Joel Dias, André Silva, André, Baltazar e Marinho, Tiago Viola, Diniz, Ivo, Borges, João Santos e Midana Sambu

Marcadores: Xavier; João Santos




2ª Jornada: Oeiras 0-1 Loures

OEIRAS
Tomás Pereira; João Afonso, Rafael Pio, Santana e André Gonçalves; Malaine, André Ribeiro, Rafael Santos e Daniel Santiago; Gonçalo Brás e Bruno Pires.
Jogaram ainda: Edu, Santiago Ferreira e Francisco Matos.

LOURES
Diogo Martins, Fálé, David Prata, David e Elvis; Gonçalo, Xavier, Varela e Fred Ferreira; Antunes e Ivan
Jogaram ainda: Benny, Faty e Vanylson

Marcador: Fred (65)



terça-feira, 18 de agosto de 2015


Taça de Honra de Lisboa em Futsal –

¼ final

Leões Porto Salvo 2-2 U.Progresso da Venda Nova (6-5 pen)

LEÕES PORTO SALVO
13- Vasco Silva
4- Diogo Santos
7- Paulo Xavier
8- Pauleta
11 – Cláudio Borges
Jogaram ainda: 3- Hugo Eduardo, 5- Bruno Cardoso ©, 10- David Silva, 17- Guilherme Fantinato, 12- Carlo Cardoso, 16- Fábio Barros, 20- Ricardo Andrade, 6- Paulo Fonseca e 1- António Silva
Treinador: Ricardo Lobão

PROGRESSO VENDA NOVA
2- Tiago Gomes
5- João Matias ©
11 – Fábio Oliveira
6- Vítor Torres
10- Marlon Silva
Jogaram ainda: 4- Rafael Lopes, 7- Ivo Magina, 14- Rúben Correia, 16- Diogo Vicente, 17- Cláudio Domingos, 18- João Saraiva e 3- Gonçalo Nunes
Treinador: João Gonçalves

Arbitragem: Miguel Alves e José Santos - Lisboa
Marcadores: Diogo Santos (21) e Fábio Oliveira (33, ag); Rafael Lopes (28) e Fábio Oliveira (34)

SL Olivais 0-1 AM Portela

SL OLIVAIS
1- Cristiano Parreiro (gr)
4- André Nabais
5- Tiago Dias
6- João Paquete
7- João Marçal ©
12- Paulo Silva (gr)
8- Jander Praciano
11 - André Almeida
14- Wilson Tavares
19- Cláudio Lumbu
22 - Diogo Lopes
Treinador: Luís Alves

AM PORTELA
1- Neutel Felizardo (gr)
4- João Palma
5- Diogo Fidalgo
6- Bruno Gonçalves
7- Ricardo Domingues ©
8- Samuel Furtado
9- João Silva
10- João Pinheiro
12- João Amaral
14- Sandro Gandarez
16- Ricardo Cardoso
Treinador: Luís Estrela

Arbitragem: Luís Fernandes e André Coelho - Lisboa
Marcador: Neutel Felizardo.

½ final

 Primeiro derby deu leão finalista
SL Benfica 4-4 Sporting CP

No primeiro derby da temporada, logo ao minuto e meio foi o Benfica quem se adiantou por intermedio de Chaguinha. Passavam-se três minutos e meio quando as águias aumentavam o ’score’ através de Bruno Coelho com a resposta mais efectiva por parte dos leões a ser travada por Juanjo, que defendeu por quatro ocasiões até que aos 16 Cavinato reduziu a desvantagem para o Sporting após toque de Miguel Ângelo.

Até ao intervalo as grandes defesas de Juanjo repetiam-se antes de Patias foi travado por Marcão na grande área, originando a expulsão do guardião sportinguista e o 3-1 face à grande penalidade convertida pelo mesmo Patias, seguindo-se aos 22 o 4-1 para os encarnados após excelente apontamento de Fábio Cecílio.

No minuto seguinte o Sporting voltava a reduzir por Pedro Cary junto à linha de golo carimbando um primeiro remate de Fortino, que se tornaria a grande figura do encontro ao ter sido o autor do 3-4 e também a igualdade, seguindo-se um período de maior domínio sportinguista até aos instantes finais, definindo-se o vencedor apenas num desempate por penalties favorável aos leões, que assim se qualificam para a final.

BENFICA
12- Juanjo Hernandez
2- Bruno Chaguinha
5- Fábio Cecílio
8- Alessandro Patias
9- Gonçalo Alves ©
Jogaram ainda: 3- Bruno Coelho, 7- Rafael Henmi, 6- Fernando Wilhelm, 23- Jefferson Pessoa e 20- Nélson Ré.
Não Utilizados: 1- Euclides Bebé, 11 - Bruno Pinto, 14- Alan Brandi, 15- Cristiano Marques, 17- Mário Freitas e 19- Tiago Fernandes
Treinador: Joel Rocha

SPORTING
15- Marcão
9- João Matos ©
8- Diogo Castro
29- Alex Merlim
20- Rodolfo Fortino
Jogaram ainda: 7- Djo Fernandes, 17- Diego Cavinato, 6- Pedro Cary, 10- Miguel Ângelo, 22- Fábio Lima e 21- Gonçalo Portugal
Não Utilizados: 1- João Benedito, 2- Paulinho Martins, 3- Edgar Varela, 4- Dany Costa, 11- Caio Japa, 14- Mamadu Turé, 16- André Sousa, 18- Paulo Pereira
Treinador: Nuno Dias

Arbitragem: Ana Ribeiro e Ricardo Fonseca - Lisboa
Disciplina: Alex Merlim (28); Fernando Wilhelm (39); vermelho directo para Marcão (21)
Marcadores: Bruno Chaguinha (1), Bruno Coelho (3), Alessandro Patias (21) e Fábio Cecílio (22,); Diego Cavinato (16), Pedro Cary (23) e Rodolfo Fortino (24 e 31)

Figura – Rodolfo Fortino

Foi o pivot de que os leões necessitavam, tendo criado perigo por diversas ocasiões, apontado dois tentos, estado presente nas jogadas de vários dos golos e ainda convertido a sua grande penalidade.

Nuno Dias - Sporting

Faço a minha análise em três pontos: uma excelente exibição da nossa parte, estou completamente surpreendido pela forma como já conseguimos jogar com tão pouco tempo de trabalho e contra uma equipa que é campeã nacional e está entrosada, e mesmo perante uma desvantagem de três golos soubemos sofrer.

Final

Garantiu assim o Sporting a conquista de uma Taça de Lisboa que na época transacta lhe havia escapado, esperando repetir a façanha no Campeonato Nacional.

SPORTING
21 - Gonçalo Portugal
7- Djô Fernandes
6- Pedro Cary
29- Alex Merlim
20- Rodolfo Fortino
Jogaram ainda: 8- Diogo Castro, 17- Diego Cavinato, 9- João Matos ©, 10- Miguel Ângelo, 22- Fábio Lima e 3- Edgar Varela
Não Utilizados: 1- João Benedito, 2- Paulinho Martins, 4-Dany Costa, 11- Caio Japa, 14- Mamadu Turé, 16- André Sousa, 18- Paulo Pereira
Treinador: Nuno Dias

LEÕES PORTO SALVO
12- Carlo Cardoso
5- Bruno Cardoso ©
4- Diogo Santos
20- Ricardo Andrade
8- Pauleta´
Jogaram ainda: 3- Hugo Eduardo, 17- Fábio Armando, 6- Paulo Fonseca, 7- Paulo Xavier, 10- David Silva e 11- Cláudio Borges
Não Utilizados: 1- António Silva, 16- Fábio Barros e 13- Guilherme Fantinato
Treinador: Ricardo Lobão

Arbitragem: Miguel Castilho e Luís Ribeiro - Lisboa
Disciplina: João Matos (25)
Marcadores: Pedro Cary (3), Rodolfo Fortino (9), Diogo (27); Paulo Fonseca (25)

Declarações

Nuno Dias - Sporting

A primeira parte foi excelente, muito boa sob todos os domínios e com muita pressão sobre o portador da bola; na segunda acusámos o desgaste inerente a três jogos na mesma semana nesta fase da época, sempre com uma boa resposta por parte da equipa.




domingo, 16 de agosto de 2015




Villa com Gauld referenciado

A preparar-se para a segunda temporada ao serviço do Sporting, novamente na equipa B, nem assim Ryan Gauld deixa de fazer parte da lista de vários talentos a ter em atenção como acontece em especial com o Aston Villa, que mantém o criativo escocês referenciado, acompanhando a sua progressão com a camisola verde-e-branca e ao serviço da Escócia, desconhecendo-se no entanto para quando estará agendada uma eventual proposta para a sua aquisição.

Recorde-se que o Villa foi há precisamente um ano o clube que mais rivalizou com o Sporting pelo concurso de Gauld, que para além de ter preferido partir para Portugal terá recebido uma proposta superior por parte dos leões que foi vista pelos responsáveis ‘villans’ como impossível de igualar pelo facto de o montante ser exagerado.

No entender dos dirigentes do Villa, pagar 3 milhões de euros, como fez o Sporting, praticamente obrigaria à utilização imediata de Gauld na Premier League ao serviço da primeira equipa tendo em conta o investimento que acarretaria, considerando-se na altura no clube inglês que o jovem sportinguista não estaria ainda preparado para dar esse passo. Um ano depois, esta situação poderá em pouco tempo mudar de figura.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015





Desde o seu início, o NOVA ACADEMIA DE TALENTOS tem entrevistado vários grandes jogadores, jovens promessas, treinadores de nomeada. No entanto, nunca teve a oportunidade de chegar à fala com um campeão do Mundo e logo um atleta com uma história muito especial como é o caso de Elinton Andrade, que ainda nem há uma semana conquistou o Mundial de Futebol de Praia por Portugal alguns anos depois de ter conquistado a Ligue 1 na variante de onze.

Qual é a sensação de ser campeão do Mundo? Acreditava num passado recente que uma conquista deste tipo pudesse ser possível?

Foi um orgulho enorme representar esta nação. Na verdade, a sensação é a melhor possível. Às vezes ainda tenho dúvidas, parece que a ficha ainda não caiu. Acho que se ainda estivesse em Portugal iria vivenciar ainda mais esta emoção, o facto de ter voltado para o Brasil já me fez refrear um pouco.

Já estou a treinar novamente, estou a tratar de situações em que tive dois meses para resolver mas com certeza que eu, a minha esposa e o meu filho ficamos a pensar nisso a cada instante. É fácil falar sentado em casa que imaginava isto, mas posso dizer que as pessoas perto de mim e em casa são a prova de que treino muito em todos os desportos em que Deus me disposição de fazer e sempre almejei chegar ao lugar mais alto.

Saí do Brasil para jogar umas Olimpíadas Europeias e nessa altura prometi ao meu filho e à minha esposa que traria uma medalha olímpica e felizmente tivemos êxito lá, no Mundial foi a mesma coisa, disse à minha mulher que ela iria a Espinho para ver o Mundial, para que eu marcasse um golo para ela e para que ela nos visse sermos campeões do Mundo e deu tudo certo, comecei a acreditar nisso.

Tendo em conta que cumpriu toda a carreira no Futebol de 11, como lhe surgiu a hipótese de passar a representar Portugal nesta modalidade?
Eu já tinha representado Portugal anteriormente e na praia também, fiu até eleito o melhor jogador de um Mundial, isto na variante de futvólei, e o Alan era até o nosso treinador, continuei a minha carreira normalmente no futebol de 11 até que aqui apareceu a possibilidade de jogar pelo Flamengo.

Isto porque optei por não aceitar algumas situações no futebol de 11 e precisava de continuar a treinar. Então, nessa altura apareceu o Flamengo que me permitiu treinar e continuar a competir. Desde logo fui eleito o melhor guarda-redes do Campeonato, e desde então não parei de jogar.

Sendo o Elinton um profissional de futebol de 11 com mais de 20 anos de carreira, como surgiu a possibilidade de jogar na praia?

Tocou num ponto interessante, são ao todo 21 anos de carreira e principalmente depois de ter jogado no Olympique de Marseille onde aprendi muito, conquistei muitas coisas, comecei a ter a chance de optar para onde podia ir, depois do Olympique fui para o Chipre e depois disso resolvi voltar para o Brasil para ficar perto do meu filho, vim para um clube pequeno que joga o Campeonato Carioca e enxerguei coisas que não merecia, nem passar por elas.

Então, tomei a decisão de não aceitar qualquer tipo de clube para jogar, principalmente pelas pessoas que os dirigiam. Em cima disso, precisava de treinar, de competir e de fazer aquilo que mais amo, e chegou essa possibilidade do Flamengo, mas infelizmente no Brasil, não sei se também será assim em Portugal, existe o preconceito de que um jogador de futebol de 11 que passa a jogar futebol de praia está a encerrar a carreira.

Não é esse o caso, pois estou muito longe de encerrar a carreira, penso fazer muitas coisas ainda, e então optei por esse desafio que nem sequer o é porque jogo na praia desde os 12 anos, conheço bem a areia pelo futvólei, até voleibol de praia já joguei, e o futebol de praia era o melhor para poder competir. 

Só agora em Setembro completarei um ano de competições em futebol de praia e que nem sequer são tantas assim porque o Brasil é muito desorganizado nesse aspecto e infelizmente os jogadores não podem viver do futebol de praia. Isso é uma pena e é por isso que aceitei ir para a Índia, vou reforçar o FC Goa pois preciso de sustentar a minha família e em cima disso, dessa altura em que joguei pelo Flamengo.

Comecei a acompanhar as competições nas quais a Selecção Portuguesa jogaria e o Alan começou a falar-me muito do caso, das Olimpíadas, do Mundial… e isso para qualquer atleta é um sonho e passei a alimentar o sonho de ser medalhado olímpico e de jogar um Mundial e isso mexeu muito comigo e já estava escrito, acho que o Pai do Céu assim o quis e foi por isso que não apareceu nada de interessante no futebol de 11.

Quando fui ver, já estava dentro, foi o meu primeiro estágio na Selecção, já marquei golos e assim fui deixando o meu cartão-de-visita na equipa, essa marca registada de poder chutar à baliza e fazer golos. 

Quando voltei a olhar, estava na convocatória para as Olimpíadas, para o Mundial e na Liga Europeia em Moscovo eu também já estava, e foi sensacional, estou muito feliz com isso e fui campeão do Mundo com uma família maravilhosa que conquistei. Estou ainda mais feliz por ter conquistado tudo aquilo que conquistei por ser pela Selecção portuguesa.

Foi indiscutivelmente um dos melhores na posição no Mundial. Acha que poderia ter vencido o prémio de melhor guarda-redes e não o seu homólogo do Tahiti?

Vou ser sincero sobre essa questão do melhor guarda-redes porque para a minha esposa, o meu filho, a minha mãe e os meus amigos, a minha consciência, podes ter a certeza de que me vão achar o melhor do Mundo, sei o que treino, o que vou fazendo no futebol de praia, sei do Mundial que fiz, os meus 21 anos de carreira, acho que pode ter sido uma compensação, uma divisão de prémios já que Portugal foi campeão.

Existiram outros jogadores de Portugal que não conquistaram prémios individuais mas levaram o segundo e o terceiro prémio, os de melhor marcador, mas não tem problema, o Tahiti só joga esta competição e não terão outras. Se a FIFA decidiu por um voto que seria o guarda-redes do Tahiti a ganhar ele acabou por ganhar, já há dois anos assim foi com a Rússia que foi a equipa que ganhou, a Espanha foi segunda e quem ganhou foi o guarda-redes espanhol, o Dona.

Mas é como te disse no início, o que vale é a consciência e as pessoas próximas de mim e tenho consciência do guarda-redes que sou e da importância que tive para Portugal, o prémio mais importante era o Mundial e a taça de campeão, a medalha, e é isso que vou levar para o resto da minha vida. 

Ainda não conta um ano na modalidade embora tenha conseguido sucesso imediato. Equaciona seguir carreira no futebol de praia? Ou o futebol de 11 continua a ser a 1ª opção e a praia como complemento?

Na verdade, se conseguir com esta ida para a Índia, que durará entre Setembro e Dezembro, e no restante tempo jogar futebol de praia era sensacional porque é um desporto pelo qual sou apaixonado também não só por essas conquistas como também pelo facto de estar a representar a selecção portuguesa, vai ser sempre um prazer, e então se der a partir desse período para jogar futebol de praia, está óptimo.

O problema em relação a isso é se acertar, e seria um prazer também, com outro clube, por exemplo se tiver a oportunidade de jogar na Liga portuguesa e fizer um contrato de um ou dois anos isso complica um pouco para poder jogar outra modalidade, isso não existe. Tudo isto aconteceu porque estava sem clube, optei por isto e só irei para a Índia em Setembro, então tudo ficou mais fácil, estando em algum clube de futebol de 11 dificilmente seria libertado para jogar.

A minha carreira ainda vai ser longa, tenho 36 anos e vou jogar pelo menos até aos 45, tenho muito tempo para poder representar clubes no futebol de onze e jogar futebol de praia na selecção portuguesa. Já estou a pensar no próximo Mundial que será daqui a dois anos, as próximas Olimpíadas Europeias daqui a quatro anos, se não me engano, na Turquia. Se puder, o Andrade estará lá. 

O seu futuro próximo passará então por começar a época numa equipa de Futebol de 11?

Esse é o meu objectivo, primeiro em toda a competição que estiver quero blindar e focar-me naquilo que almejo como o fiz na Liga Europeia, nas Olimpíadas, no Mundial. No dia 15 estarei de volta a Portugal para jogar a final da Liga Europeia na Estónia e pretendo finaliza-la bem mas depois quando estiver na Índia vou ter de esquecer um pouco a praia e focar-me exactamente lá e nesse título, no ano passado o Zico perdeu na meia-final e eu ainda não estava lá.

Este ano pretendo ter essa sorte e ser campeão. Como já disse, o futebol de praia não nos dá segurança e por isso é este o meu objectivo até Janeiro de 2016 e depois passar a jogar em Portugal, aproveito até esta oportunidade porque muitas pessoas em Portugal vão ler esta entrevista ou saber dela para dizer que desejo muito jogar aí e isso não tem que ver por me ter sagrado campeão do Mundo pelo País, é um desejo antigo.

Quando estava no Olympique de Marseille existiram algumas situações mas era difícil eu deixar o Olympique para aceitar algumas dessas ofertas, chegou a falar-se do Vitória de Setúbal, com quem tive uma conversa interessante mas não foi possível. No entanto, é meu desejo ir para aí jogar até pela família que tenho em Vieira do Minho e poder estar perto deles. 

Infelizmente, o futebol de praia não nos dá segurança, um salário mensal, podermos trabalhar nesse desporto, é uma pena muito grande mas pode ser que a partir deste Mundial… no Brasil é para esquecer, falo do Brasil pois sempre vivi aqui mas realmente há sempre ‘bagunça’.

Isso reflectiu-se mesmo neste Mundial ao ter sido eliminado nos quartos-de-final. Para dizer a verdade, não sei como é em Portugal para poder falar sobre a organização no sentido de um dia um jogador poder ser assalariado e poder viver disso para poder dizer se seria ou não possível. Enquanto não acontece podermos viver do futebol de praia eu terei de continuar a minha carreira, a Índia será um grande passo para poder fazer um desses contactos.

O Simão que jogou no Benfica vai também para lá, não para a minha equipa mas para aquela que é treinada pelo Materazzi. Quem sabe o que vai acontecer? Costumo pensar e traçar algumas metas e a maioria costuma dar certo e desejo muito jogar na Liga Portuguesa. Em Janeiro estarei junto de todos vocês.

Irá jogar para a Índia, para o FC Goa treinado por Zico. Guarda algumas expectativas sobre esse futebol? Ser treinado por Zico foi um atractivo para aceitar?

Já tenho algumas informações sobre o futebol da Índia, para muitos que não o sabem essa Liga já existe com uma empresa inglesa a investir numa Superliga que acontece numa competição entre Setembro, altura em que se cumpre a pré-época, e Dezembro, e a ideia deles é levar jogadores que tiveram tudo na carreira, no passado estiveram lá Del Piero, Materazzi, Trezeguet, entre outros jogadores conhecidos de que não me recordo.

Do Brasil já ali jogaram o Elano, André Santos, e com o Zico como treinador a SuperLiga foi um sucesso, o público presente já era de 50 e 60 mil adeptos, são apoiantes fanáticos, e já sei que este ano para além do Zico da selecção brasileira também o Roberto Carlos será treinador, tal como o Materazzi e outros jogadores famosos também jogarão a Liga. Claro que sendo Zico o treinador, já trabalhei com ele, foi o presidente do clube em que comecei, o CRZ, para além disso ele é meu amigo.

O Zico é o meu ídolo e com certeza foi um atractivo para que aceitasse a proposta e o facto de continuar a jogar, ou não tivesse uma carreira de 21 anos, é também o que amo fazer e não poderia deixar de aceitar para além do que já disse, o salário e esse tipo de coisas de que também preciso por mais que isso não seja a minha prioridade trabalho muito e por consequência tenho o meu dinheiro.

Seja ele muito ou não, não vivo em função disso. Sempre fui assim e continuarei a ser assim, então existem alguns factores que levaram a que aceitasse o Goa, acima de tudo porque me dou bem com o técnico.

Para além do Goa, teve outros convites em carteira?

O convite do Goa chegou a 31 de Março, aceitei na hora, foi o Zico que me ligou, e eu na época estava no Uberlândia de Minas Gerais e logo depois tive a primeira convocatória para a Selecção portuguesa, confesso que não sabia o que fazer porque o meu coração estava a pedir para que fosse para a Selecção e sabia que o meu contrato com o Uberlândia estava a terminar, acabava no final de Maio e faltavam jogar-se alguns jogos de um torneio hexagonal que no caso existe neste Campeonato Regional.

Por coisas que tinham acontecido nos bastidores, optei por rescindir o meu contrato já com a ideia de me apresentar na Selecção portuguesa, já tinha isso na cabeça, e o convite do Goa chegou nessa altura quando o Zico me ligou e eu na altura estava no Uberlândia, onde jogava poucos jogos por ser esse Hexagonal final do Campeonato Regional, que é antes do Nacional, no dia 1 de Abril chegou a convocatória para a selecção portuguesa e o meu coração e a minha cabeça já estavam com Portugal.

Houve algumas coisas nos bastidores do Uberlândia com as quais não concordei que fizeram com que rescindisse o contrato, já tinha o Goa como certo e tinha a Selecção Nacional que era um desejo meu e me permitiria ganhar o Campeonato do Mundo, jogá-la e ganhá-la como é óbvio que era o meu objectivo, a partir desse momento não é que tenha fechado portas mas deixei de escutar outros, claro que aparecem sempre empresários a perguntar qual é o meu interesse, para onde vou, se quero ir para algum clube…

Enfim, algumas situações menores aqui no Brasil mas já tinha tudo acertado e planeado na minha vida, então não procurei saber de mais nada pois já tinha contrato assinado com o Goa, pelo que não podia ir para lugar nenhum só que não podia dizer, tentei esconder ao máximo e que as pessoas só soubessem a partir de Agosto mas hoje em dia com a Internet é muito difícil que isso aconteça.

Representou o Sp. Braga em Futebol de Praia pela segunda época consecutiva. Como ficou essa situação? Pensa voltar?

Já tinha acertado com eles e quando joguei fi-lo com o maior prazer do Mundo, nessa altura já estava aqui em estágios da Selecção e no início de Junho houve a Champions League de praia em Itália e logo depois começava o estágio para os Jogos Europeus, então como já estava na Europa não tinha porque não aceitar, não só por isso mas também pela situação de o Braga ser o que é, pela estrutura que tem, por ser campeão e estar a defender o título, pelos jogadores e Mister que tem, por todos.

Então joguei, foram três os jogos que pude jogar no Campeonato Português, ganhámos os três sem consentir qualquer golo, ajudei a equipa a continuar em primeiro lugar e agora eles irão continuar, terão pela frente o Sporting.

Existe uma conversa com o Mister para que volte mas existem outras situações que me impedem de voltar porque agora preciso de resolver umas situações pessoais no Brasil até porque como as pessoas já sabem vou para a Índia e depois não vou poder fazer mais nada. Lá vou estar focado até ao Natal e terei pouco tempo até porque como já disse vou para a Estónia e por isso menos tempo para resolver tudo.


domingo, 9 de agosto de 2015




Finalmente uma Supertaça a sério
Instituída como a prova que dá início à temporada desportiva em Portugal – ainda que na verdade a Taça CTT (Taça da Liga) e até a Segunda Liga já tenham tido o seu início, a Supertaça Cândido de Oliveira representa o primeiro troféu da época ainda que normalmente também o último encontro da pré-temporada das equipas que anualmente o disputam e não por isso o hábito de ser um jogo para ficar na História.
Este ano, porém, será diferente. Não que revalidar a Supertaça, no caso do Benfica, ou conquistá-la ao fim de alguns anos de jejum constituía um objectivo primordial da época de cada uma das duas equipas, mas face à rivalidade entre ambos os polos, a presença de Jorge Jesus como ponto central de ligação a ambos os conjuntos e o facto de nesta temporada que se inicia ambos avançarem ambições muito elevadas para 2015/2016.
Começando pelo bicampeão nacional Benfica, este perfila-se nesta altura como uma incógnita pelo momento que atravessa composto por uma pré-época sem qualquer vitória e um processo de mudança motivado pela mudança de treinador, alguns jogadores e até mesmo, ao contrário do que afiança Jesus, da própria forma de jogar – este Benfica de Rui Vitória, como se pode perceber facilmente, é hoje um projecto de uma equipa que privilegia o futebol em toque, com muita posse de bola.
Longe, por isso, do futebol de transição rápida e constantes acelerações ofensivas que marcava o ‘Benfica de Jesus’ – o resto são declarações ‘bacocas’ e de reduzido interesse moral e humano. Todavia, esta mudança de processos demora a assimilar e como tal vários dos elementos sobre quem se espera o estatuto de figura vêm revelando dificuldades para coloca-lo em prática, com destaque para o lateral André Almeida, os centrais Luisão e Jardel e os criativos Anderson Talisca e até a estrela Nico Gaitán.
Sporting apresenta-se mais estabilizado e com uma defesa já devidamente entrosada
O meio-campo encarnado poderia escolher a imposição física e táctica a meio-campo para controlar o encontro, mas não creio que tal venha a ser a opção visto que Ljubomir Fejsa deverá começar como suplente e Bryan Cristante não foi sequer convocado. Prevêem-se, portanto, poucas mexidas.
Fica a dúvida se Rui Vitória opta pela audácia de arriscar alterar e assim surpreender o adversário com os extremos Mehdi Carcela-Gonzalez, dinâmico e sem pejo em arriscar, Ola John, que apesar dos defeitos que lhe são justamente apontados possui características essenciais para o tipo de jogo que Vitória mais aprecia, ou até jovens como Nélson Semedo (deu muito boa conta de si na pré-temporada) ou Victor Lindelof (possui muitos mais atributos do que os que demonstrou até à data).
A única dúvida centra-se mesmo no ataque, onde Islam Slimani tem com todo o mérito (será neste momento o melhor ponta-de-lança a actuar em Portugal) lugar reservado e ainda falta escolher o seu companheiro que garantidamente será colombiano e que aparentemente será Fredy Montero, mais dotado tecnicamente do que Teo Gutierrez, com características mais adequadas para formar dupla com Slimani e neste momento muito mais entrosado com os restantes companheiros do que o compatriota.
Já o Sporting chega a esta final bem mais estabilizado com um onze base que parece estar praticamente encontrado, com uma defesa que deverá ser entregue ao guarda-redes Rui Patrício, os laterais João Pereira e Jefferson e os centrais Naldo e Paulo Oliveira, um quinteto que parece já bastante bem entrosado, a habitual linha de quatro a meio-campo que Jesus tanto aprecia com os extremos André Carrillo e Bryan Ruiz e uma dupla de centrocampistas formada por Adrien e João Mário. Com tudo para já a correr ‘sobre rodas’, espero um Sporting mais forte na entrada em campo, confiante e provavelmente dominador em termos territoriais no decorrer da partida; no entanto, o próprio Benfica estará ciente do ímpeto e momento do seu oponente pelo que não se deverá expor tanto como será expectável. Benfica estará ciente do momento sportinguista, o que deverá resultar numa final a não esquecer
No entanto, caso o Benfica não assuma problemas em ‘oferecer’ mais bola ao seu rival, o Sporting deverá assumir cuidados redobrados tanto a atacar, convertendo as oportunidades que tiver à sua disposição, como a defender ao não se permitir a desconcentrações visto que as águias são detentoras de atacantes móveis, letais nas tabelas e lançamentos nas costas da defesa adversária e a acima mencionada experiência que permite converter nos momentos mais importantes da contenda.
Isso poderá retirar alguma estética à exibição benfiquista mas por outro lado evitar que o Sporting capitalize essa indefinição táctica na construção de jogo, o que tornar a águia ainda mais perigosa por poder jogar de forma mais expectante e até especulativa até porque possui no seu grupo jogadores de muita experiência capazes de equilibrar forças mesmo que com menos bola. Confrontando um maior ímpeto ofensivo sportinguista a uma maior maturidade e consistência benfiquistas, apostaria numa igualdade a uma bola com vencedor definido através de grandes penalidades, o que tornaria esta Supertaça ainda mais emocionante e memorável.
Assim, caso o Sporting se mostre ineficaz na hora de atirar à baliza o factor ‘habituação aos palcos de decisão’ poderá ser determinante e nesse processo os encarnados levam vantagem. Em suma, se o resultado mais provável será um 1-1, não seria de espantar um magro 1-0 a favor do Benfica. De qualquer forma, se é sempre complicado prever o resultado de um grande jogo, este é de facto um daqueles ‘de tripla’…

quinta-feira, 6 de agosto de 2015




O 'rebelde’ Osvaldo Ao fim de algum tempo de busca parece está encontrado o avançado que rumará ao Dragão, no caso um atleta que chegou num passado recente a ser colocado entre os nomes referenciados pelo Benfica numa ‘shortlist’ para o reforço dessa posição - Pablo Osvaldo, que na sua faceta de futebolista (aquela que mais interessa) consiste numa mais-valia e de qualidade insuspeita, sendo no entanto conhecido pela personalidade de ‘enfant terrible’ que caberá agora aos dragões moldar em seu benefício. “Ele terminou contrato com o Boca Juniors, é um jogador que não tem clube e não vai directo para o FC Porto porque somos nós que vamos conduzir as negociações,” assim avançou Miguel Massone, diretor desportivo do SudAmérica do Uruguai em declarações à radio Sport 890 desse país, o que ao mesmo tempo foi a esperada confirmação dias depois repetida pelo FC Porto de que Osvaldo chega mesmo aos vice-campeões nacionais depois de um processo de conversações. O SudAmérica é apresentado como “uma instituição dirigida por um grupo empresarial, o SudAmérica é um clube-empresa. No caso do Osvaldo estamos perante uma transferência, o jogador precisa de um clube-empresa que no caso somos nós e assim tornar-se-á mais barato”, esclareceu o mesmo dirigente que deu mesmo como fechadas as negociações com o FC Porto, tornando-se assim o grande concorrente de Vincent Aboubakar por um lugar na frente de ataque. Ao mesmo tempo, a contratação de Osvaldo deverá confirmar duas saídas na linha atacante dos dragões, uma delas ‘interna’ com o regresso de André Silva à equipa B e uma de duas partidas entre Adrián Lopez, que vê o seu espaço amplamente reduzido e possui mercado, ou Hernãni, que é também desejado por empréstimo, isto após a confirmação de um negócio em nada vulgar no qual surgiu um clube-empresa como intermediário das conversações entre todas as partes envolvidas. Essa novidade estará relacionada com benefícios fiscais que provavelmente não agradarão à tributação dos países em questão, em especial Portugal por parte do FC Porto, mas dessa forma Pablo Daniel Osvaldo reforça o clube da Invicta como uma contratação directa a um emblema em vez de como tudo indicava tratar-se de uma assinatura livre em função deste internacional por Itália, um avançado completo que chegará para assumir o lugar de ponta-de-lança, se encontrar livre de compromissos. Assim, esta contratação implicará custos bem mais reduzidos do que outros reforços como Iker Casillas ou Giannelli Imbula, uma surpresa tendo em conta o elevado investimento que os azuis-e-brancos têm vindo a realizar. Faltará agora o elemento criativo tão ansiado por Julen Lopetegui, que deverá passar ou por Lucas Lima ou por… Erik Lamela, compatriota com quem Osvaldo manteve um diferendo no passado.

Apostar em Osvaldo representa, deve dizer-se, um risco. De qualquer forma, um risco calculado tendo em conta que se trata de um jogador de evidente qualidade que terá, se necessário, direito a um período de adaptação tendo em conta que os dragões não se encontram 'descalços' na frente de ataque pois contam com um valor de recursos indiscutíveis como Vincent Aboubakar.

domingo, 2 de agosto de 2015





Foram já apresentados oficialmente no Santos os dois jovens que no Sacavenense apenas necessitaram de actuar forma oficial durante pouco mais de três meses. Em declarações exclusivas ao NOVA ACADEMIA DE TALENTOS, Osvaldo Oliveira acrescenta que “foram eles que me procuraram, alguém mostrou o jornal e a notícia que publicaste fui contactado pelo vice-presidente do Santos para ir fazer um teste e fiquei, é um grande passo, agora vou deixar tudo na mão de Deus e dos meus empresários.”

O lateral Maurício corroborou o relato do irmão, explicando que “apareceu um olheiro que viu a notícia do jornal e foi ver o nosso jogo da Liga Chinesa (Future Stars Football League, disputada em Lisboa e Setúbal), gostou  e disse que tinha interesse em levar-nos para o Brasil, mas nós a princípio não acreditámos…”

Todavia, o convite do prospector/empresário era mesmo sério para os atletas que antes de representarem o Sacavenense se encontravam numa academia privada de Londres, a Bailey Elite Academy, ao serviço da qual representou clubes de nomeada, entre os quais o Tottenham, até que conheceram um empresário que os levou até Portugal com a promessa de colocar Osvaldo num clube da Primeira ou Segunda Liga e Maurício nas camadas jovens de um desses clubes.

No entanto, ambos acabaram por assinar pelo Sacavenense onde ambos passaram 11 meses ainda que apenas nos últimos quatro tenham sido inscritos na FPF e assegura Osvaldo, “aprendemos bastante” num percurso que antes de passar por Inglaterra os levou até aos Emirados Árabes Unidos onde o mais velho dos irmãos treinou no Dubai FC e Maurício na formação do Al-Wasl quando era Diego Maradona o treinador do clube árabe.

Naturais de África, ao mudarem-se agora para o Brasil os jovens atletas poderão regozijar-se pelo facto de em poucos anos de carreira passarem a conhecer o quatro diferente continente depois de já terem competido também na Ásia e na Europa, onde em Portugal alcançaram o sonho de chamar a atenção de um clube de nomeada como o brasileiro Santos.