sábado, 17 de outubro de 2015
Futebol de Praia para fechar ano histórico
Não restam dúvidas de que 2015 será um ano recordado por todos como ‘o’ ano da Selecção Nacional de Futebol de Praia, que no espaço de poucos meses se sagrou campeã mundial e campeã europeia, um feito inédito e histórico que poderá adensar-se ainda mais caso a equipa nacional vença também a International Cup.
Esta competição disputar-se-á já no próximo mês no Dubai, tendo agora a convocatória sido revelada pelo seleccionador Mário Narciso, que se fará acompanhar pela base da equipa campeã nacional Sp. Braga, que representa metade dos 12 jogadores convocados.
SC Braga: Bruno Torres, Bruno Henriques, Bruno Novo, Bernardo ‘Bê’ Martins, José ‘Zé’ Maria e Leonardo ‘Léo’ Martins
Sporting CP: Rui Coimbra, Nuno Belchior, Jordan Santos, Madjer e Tiago Petrony
BS Botafogo: Alan Cavalcanti
sexta-feira, 16 de outubro de 2015
Entrevista com Tiago Bicho
Não haveria melhor forma de dar o ‘pontapé de saída’ para a nova rubrica da Sociedade Recreativa Catujalense do que uma longa conversa com o Presidente da Direcção, Tiago Bicho, para dessa forma tirar o pulso à situação actual do clube e conhecer os projectos e ideias que se planeiam para o futuro do mesmo para a sua sustentabilidade. Agora publicada na NOVA ACADEMIA DE TALENTOS:
Passaram já alguns meses desde a tomada de posse desta Direcção. Quais são os objectivos da mesma para este mandato?
O objectivo passa por trazer as pessoas de volta ao clube, na nossa Sala de Reuniões na nossa sede temos os cartões antigos de há 50 anos e toda a gente que era do Catujal era sócia do clube, cerca de 700, 800 pessoas, se observarmos agora teremos cerca de 100 ou 150 pessoas e por isso o objectivo passa por trazer todas essas pessoas de volta e depois tentar que a Catujalense continue a ter futebol.
Tentaremos lá mais para a frente ter outras actividades para que as pessoas possam voltar para junto do clube, onde possam ir com os seus filhos e ter orgulho de ajudar pois a maior parte das pessoas que joga futebol não o faz no Catujal, para que possam comparecer nas festas e ter basicamente um ponto de referência para se distraírem.
Um dos apoios que é muito importante para um clube com a dimensão da Catujalense costuma ser a Junta de Freguesia. Neste momento, qual é a relação entre a Direcção e a Junta?
Aí está, neste momento devo dizer sinceramente que a Junta até agora está a ajudar-nos, há ainda uns pontos ou outros que se podem acertar mas até agora apenas tenho a agradecer pois a Junta tem cumprido e ajudado, fez um protocolo que nos tem ajudado muito, tínhamos uma dívida muito grande na AF Lisboa e praticamente se não tivesse sido a Junta nós praticamente não teríamos continuado o que estávamos a pensar, não faríamos andar o barco pois seria impossível sem a ajuda da Junta no imediato.
Tocaste num ponto importante que é a questão da dívida à AF Lisboa. Em que ponto está essa situação e qual é a posição do clube nesse tema?
Neste momento é assim: basicamente a dívida está tratada, não está ainda paga mas está a ser diluída mensalmente porque de outra forma… no ano passado em Agosto devia-se zero à AF Lisboa, chegámos a este ano e devia-se perto de 5000 euros, durante o ano pagou-se zero à AF Lisboa e o Presidente da Associação quando tomou conhecimento de que tomámos posse como Direcção ligou-nos, ligou para mim, e disse-me claramente que se não tratássemos desse assunto este ano não inscreveríamos ninguém.
Não teríamos nada esta época e por isso tratámos do assunto, tratámos graças ao apoio da Junta através desse protocolo e parcelámos o pagamento e por isso todo o dinheiro que chega da Junta nem sequer o chegamos a ver pois ainda falta liquidar cerca de 1500 euros que tivemos já de dar, que já estão pagos devido ao apoio de alguns patrocínios, mas esse dinheiro está parcelado até ao final de Junho através de cheques que todos os meses enviamos à AF Lisboa.
Isto porque nos foi dito que a Associação tentou marcar reuniões com a anterior Direcção e não compareceu ninguém na AF Lisboa para dar a cara, para resolver ou parcelar porque da parte da Associação tivemos a autorização para parcelar o pagamento da dívida e assim resolver o problema, senão não tínhamos equipas para jogar, só temos futebol e não é essa a Catujalense que queremos e nem isso iríamos ter, nem futebol nem nada. Seria mais uma coisa que iríamos perder.
Para além da AF Lisboa, agora generalizando mais sobre a tesouraria do clube: como encontraram o clube em termos financeiros e como está o clube neste momento?
É como digo: em cada porta que abrimos está uma dívida e não é pequena, nas Finanças temos uma dívida de cerca de 500 euros pela qual ainda lá não fomos mas certamente andará perto desse valor devido a selos em atraso, multas dos selos, multas sobre multas daqui e dali e não se pagou nada desde 2011 e deixou-se aumentar os valores que aumentam com o passar do tempo, existem juros.
Por isso, foi-nos dito que devíamos cerca de selos, ainda na semana passada o Sérgio Pego (vice-presidente) foi tratar disso e tínhamos 270 euros para pagar, à AF Lisboa quase 5000 euros, à Confederação das Colectividades mais de 200 euros, por vezes até temos medo…
Fora aquelas que se formos recuando ainda devemos e ainda não estão provadas como despesas de mercearia de que o clube terá precisado e nos dizem que o clube deve isto ou aquilo, mas neste momento está mais ou menos controlado e esperamos até final do ano que tudo esteja muito estabilizado e pago.
Claro que essa dívida à AF Lisboa não está paga mas é como se estivesse porque está parcelada e tratada e até final do ano espero que todas as inscrições, as dos miúdos e das equipas todas, estejam pagas para que em Janeiro possamos começar a pensar na próxima época para que não andemos sempre apertados, pensando se o dinheiro vem daqui ou dali, depois vamos às Finanças e é mais uma dívida, vamos falar com alguém e dizem-nos que devemos isto ou aquilo e é sempre assim. Então, não é nada fácil.
Tendo em conta as dificuldades financeiras que o clube atravessa, em que medida é complicado tratar dos registos, das inscrições de todos os escalões?
É complicado porque a Direcção, nesse aspecto eu e o Sérgio porque somos nós que vamos tratar disso, tem de fazê-lo aos poucos e quando recebemos 100 ou 200 euros daqui ou dali, pagamos, e felizmente a AF Lisboa tem deixado mais ou menos que inscrevamos mas não podemos exceder pois para pagar uns, depois temos outros para pagar na semana seguinte.
Portanto, fazemos tudo devagarinho, recebemos, pagamos uns e inscrevemos até porque os Campeonatos não começam todos ao mesmo tempo e isso também nos ajuda porque senão seria tudo muito difícil ou mesmo quase impossível.
Uma das grandes diferenças que marca esta Direcção relativamente à anterior foi o regresso da equipa de Seniores já esta época. Em termos de objectivos, o que se planeia neste momento para os Seniores esta época e em que medida é importante ter conseguido fazer regressar esse escalão?
Acho que é importante porque basicamente os sócios querem é Seniores, quer queiramos quer não vemos pelas pessoas que temos no Campo há sempre mais gente e se queremos trazer a gente para o pé de nós e é os Seniores que a traz para junto de nós é por isso que tínhamos de ter esse escalão e é verdade, o nosso Campo fica completo quando jogam os Seniores. Como objectivo, os Seniores têm participar e jogando na II Divisão temos como objectivo chegar à outra divisão, neste caso subir.
Se estás na última Divisão e não pretendes subir, não andas lá a fazer nada, se não acontecer também ninguém morre e que para mim e para a Direcção todos queremos é que não se reabra durante um ano para no seguinte ele acabar, assim não ganhamos credibilidade nenhuma junto das pessoas, que deixam de acreditar por num ano haver e no seguinte deixar logo de haver, e o nosso objectivo é já este ano garantir que continuamos no próximo, está quase 100% garantido.
Isto para que as pessoas continuem a acreditar em nós, senão acontece como há sete ou oito anos ou como há duas épocas, em que no ano seguinte não houve Seniores mesmo com todas as condições que havia, há dois anos tinha-se uma super equipa que subiu de divisão, tinha tudo para continuar.
Tenho mesmo a ideia de que este ano estaríamos a jogar a Honra porque as equipas que jogaram contra nós todas elas conseguiram subir e estão agora na Honra como por exemplo o A-dos-Cunhados. Portanto penso que é isso, tentar jogar mas sem nada, sem pressões, se não se subir não vem daí mal nenhum ao Mundo e continuaremos na mesma.
Para além de Presidente, fazes também parte do plantel de Seniores enquanto jogador. Neste momento, sem terem ainda sido disputados jogos oficiais, em termos de qualidade como defines o plantel?
(risos) O plantel tem qualidade sim senhor, mas tenho de assumir que em relação à anterior equipa de Seniores fica um bocado aquém porque a outra era também mais experiente, mas isso não quer dizer que nesta equipa não haja muita qualidade, há muitos jogadores que são mais novos e isso parecendo que não num Campeonato que é longo tem a sua diferença, mas a equipa que tínhamos há dois anos sendo mais experiente possivelmente tinha um pouco mais de qualidade.
Esta equipa vai fazer-se, os jogadores são novos, uns não jogam há 2/3 anos porque a Catujalense não tinha Seniores, deixaram os Juniores e não jogaram durante um ano, mas com o tempo vamos lá e acredito que eles tenham qualidade para dar muito mais e fazer uma boa época.
A maior parte dos jogadores que fazem parte do plantel passou na sua formação pelo clube. A Catujalense nunca abandonou a formação e sempre apostou nesses escalões. Em termos de objectivos, quais defines como mais importantes para esta vertente do clube?
Lá está, para mim e para a Direcção o objectivo é jogar com os jogadores que se tem. Temos muitos miúdos com 8 e 9 anos e para o bairro e zona em que estamos ali estão a fazer desporto e estão quase a ser educados por nós e então enquanto ali estão não estão a fazer disparates na rua.
O primeiro objectivo da Catujalense é sempre formar homens, essas crianças que no futuro serão homens, e que possam ser cada vez melhores. Realmente, enquanto lá estão depois no futuro quando são mais velhos vejo que têm melhorias, já não se vêem por vezes tantos ligados à criminalidade como os que se viam por aí. Mas desportivamente falando temos boas equipas de Iniciados, de Juvenis que, lá está, estão na última divisão.
Quando se está nessa divisão o objectivo é conseguir ganhar todos os jogos e assim subimos. Se isso não acontecer não há mal nenhum nisso mas tentaremos que os jogadores cresçam para que depois não tenham como temos visto aquelas paragens de um ou dois anos porque isso faz diferença num jogador.
Deixar de jogar durante um ou dois anos depois faz com que se queira voltar e se tenha perdido algo e quando chegarem a Juniores ou Seniores será mais fácil eles entrarem no plantel sénior e conseguirem os seus objectivos.
Falaste de dois escalões em concreto que são os Iniciados e os Juvenis que jogam na II Divisão. Até que ponto acharias importante que no espaço das próximas duas épocas esses escalões venham a subir novamente?
É importante, claro que é importante porque os miúdos gostam sempre de jogar nos escalões acima e a Catujalense sempre teve esse problema porque jogam um ano mas depois saem porque aparece outro clube que joga nos escalões mais acima e por vezes têm nome, outras não têm mas jogam numa divisão mais acima do que a nossa e portanto se estivermos noutro escalão eles irão preferir ficar no Catujal pois temos excelentes condições em termos de campo e balneários.
Temos ainda de melhorar muito na logística, o material desportivo, ainda falta isso para que os miúdos se sintam bem aqui nos escalões em que temos maior dificuldade como os Juvenis e os Juniores, os Iniciados não tanto, em que os plantéis têm apenas 16 e 17 jogadores e quando eu jogava as equipas não tinham menos de 30 jogadores e o nosso treinador fazia convocatórias e agora este nem isso faz porque não há miúdos suficientes.
Se conseguirmos trazer de novo as pessoas para junto da Catujalense será mais fácil colocar os jogadores no clube, sendo que podiam pagar um balúrdio nos outros clubes e no Catujal jogam de borla e mesmo assim temos falta de miúdos, não se entende.
Normalmente entre todos os escalões aquele que mais dificuldade tem para conseguir jogadores são os mais baixos, as Escolas e os Benjamins. Esse não é o caso da Catujalense…
Nem tanto, por acaso, pois também são menos jogadores certamente pois jogam Futebol de 7 e são precisos menos mas aí não há tantos jogadores porque uns tendo mais qualidade e outros nem tanto, há uma grande diferença entre aqueles que são de facto muito bons com aqueles que não o são, dá para fazer neste caso um sete e para isso temos boas condições. Depois, para mais do que isso há umas falhas maiores e é uma dificuldade ter miúdos em todos os escalões.
Já nos Seniores, por vezes há 100 pessoas para treinar, são sempre 30 ou 29 jogadores, e nas camadas jovens isso não acontece porque os miúdos de hoje preferem jogos de computador e esse tipo de coisas e preferem ficar em casa.
Num outro aspecto em que esta Direcção marca uma forte diferença em relação às anteriores é a aposta nos eventos e no passado esse domínio não se encontrava nos encargos de quem dirigia o clube. Consideras que essa é a solução de que o clube necessita para resolver alguns dos seus problemas?
Com certeza que os eventos o são, e não fazemos mais porque não temos espaço físico para fazê-lo, por exemplo no Inverno estamos limitados porque não conseguimos fazer um evento no Campo pois não prevemos se irá chover ou não e por isso anda-se a trabalhar para aquele dia para tentar arranjar tudo para depois vir uma chuvada e tudo se perder, não temos condições e a nossa falha é essa mas não é por isso que iremos desistir, vamos sempre tentar fazer eventos porque é isso que trará as pessoas ao clube.
Quer queiramos quer não, está sempre ligado à parte financeira, traz dinheiro e o clube precisa dele mais do que nunca porque não o temos e temos de o criar, os eventos fazem parte disso e estamos nisto pelas pessoas, se queremos que elas voltem ao clube temos de fazer eventos e isso é também chamá-las à responsabilidade pois não podem dizer que a Catujalense não faz nada e depois não aparecerem.
Também temos de fazê-lo pois se querem eventos e coisas boas e irão aparecer apenas conseguiremos fazer um bom evento fazendo primeiro um e depois fazer outro melhor e as pessoas aparecerem. Se isso não acontecer, não poderemos melhorar os eventos.
Tendo em conta que esta Direcção, pelo menos num primeiro olhar, parece mais jovem do que as anteriores, podemos considera-lo uma aposta e investimento na juventude da região?
Não penso nisso, falou-se até que esta Direcção apenas queria pessoas abaixo dos 40 anos e isso não é verdade, apenas queremos gente que ajude o clube, foram estes que quiseram, outros recusaram e até entendo porque o fizeram, estavam a ver o que aquilo ia dar, como ‘deixa ver se os miúdos se espalham’ e vamos andando devagarinho.
Somos inexperientes? Somos, porque ninguém estava propriamente dentro do clube para ver como as coisas funcionavam mas vamos andando devagar. Quem quiser, tenha, 60, 70 ou 80, ou quem tenha 20 anos, e queira ajudar o clube, queremos é gente para ajudar o clube, toda a gente.
Para terminar, falaste no início que para além do futebol a ideia da Catujalense é abrir outras portas e atrair outros domínios ao clube. Já há ideias definidas, projectos pensados?
É difícil, teremos agora de ver o que nos vai aparecer, e vai aparecer. Há pessoas com ideias que não apareciam por não se quererem chegar perto da Direcção porque achavam que a Catujalense era só virada para o futebol e não o é.
Já apareceram pessoas a dar ideias, entre elas algumas a sugerir o Futebol de Cinco, já tivemos o Basquetebol também e há aquela componente de pessoas interessada, teríamos também outra hipótese, mas seria comprar uma guerra e não o queremos fazer, que é a Ginástica, a Catujalense começou com Ginástica e eu pratiquei essa modalidade assim como outros membros da Direcção, a nossa geração, eu por exemplo pratiquei quando tinha 6 anos.
Hoje em dia temos na freguesia outra instituição com essa modalidade e estaríamos a comprar uma guerra, por isso não tendo Ginástica pensamos que poderíamos ter algo parecido porque temos muito para os rapazes e há uma parte em que nada temos para as raparigas das freguesia, há a Ginástica mas nem todos a praticam, por isso se alguém tiver uma ideia com ‘pernas para andar’, receberemos essas pessoas para ouvir e procurar fazê-lo pois para as raparigas não temos nada.
O que temos para oferecer às raparigas? Neste momento nada e na realidade até temos mais meninas do que meninos e se queremos atrair mais gente temos de investir nessa parte também e a Catujalense não é só futebol e nem começou com futebol, a Ginástica ainda existiu primeiro no clube ou pelo menos foram criadas lado a lado.
quinta-feira, 15 de outubro de 2015
Viterbo sem ressentimentos
Em entrevista exclusiva, José Viterbo não mostra ressentimentos com a Académica, que deseja mantê-lo nos quadros; reconhece, no entanto, nunca ter falado com Filipe Gouveia
Em entrevista exclusiva, José Viterbo não mostra ressentimentos com a Académica, que deseja mantê-lo nos quadros; reconhece, no entanto, nunca ter falado com Filipe Gouveia
Como se encontra a sua situação neste momento? Continua
ligado à Académica ou está desvinculado de qualquer compromisso?
Neste momento encontro-me a descansar, apesar de ter
havido uma abordagem para continuar ligado ao clube.
Esperava o complicado início de temporada que conduziu à
sua demissão?
No futebol e depois de termos tido as dificuldades que são
publicamente conhecidas na época passada, temos de estar sempre preparados para
estes momentos, embora reconheça que as coisas poderiam ter acontecido de forma
diferente.
O que considera que falhou? O erro terá estado na formação do plantel? Falta qualidade ao actual plantel da Académica?
Não existe nenhum plantel no mundo que não tenha lacunas,
mas o resultado do jogo com o Setúbal do ponto de vista psicológico prejudicou
a carreira da equipa e recebendo no jogo seguinte o Sporting as coisas
tornaram-se ainda mais difíceis, apesar de na Madeira termos reagido muito bem.
Apesar das lágrimas de José Eduardo Simões, algumas opiniões
defendem que deveria ter recebido um maior apoio da parte do Presidente e que
este deveria tê-lo segurado. Qual é o seu entendimento sobre todo este
processo? Acha que lhe faltou apoio da Direcção?
Tive todo o apoio da Direcção e apesar do constrangimento
financeiro respondi da mesma moeda. Sempre solidário. Contudo, fosse qual fosse
o desfecho do jogo com o Boavista, viria embora.
Após a sua saída, a Académica conseguiu estrear-se a vencer perante o Marítimo. Depois desse encontro, teve a oportunidade de falar com Filipe Gouveia? Ele agradeceu-lhe de alguma forma, manifestou o seu apoio ou dedicou-lhe o triunfo?
Nunca falei com o actual treinador da Académica.
A forma como entrou como técnico principal causou o
espanto de todos e junto da crítica criou-se o que passou a ser-se chamado de
Efeito Viterbo. A que atribui esse ‘efeito’ que conduziu a Briosa a uma
permanência até tranquila?
Foi uma onda muito positiva que cresceu com os resultados
da equipa. Foi fantástico!
Antes disso encontrava-se no Distrital da AF Coimbra a
orientar a equipa sub-23. Que importância atribui a esse conjunto? Considera
que a presença de alguns desses jogadores no plantel principal poderia trazer
alguma mística que remonte ao passado academista e estudantil do clube?
Não foi possível ficar com qualquer jogador dos sub-23 no
actual plantel, mas promovemos vários jogadores juniores.
Para além desta equipa sub-23 existe no Campeonato
Nacional de Seniores uma ‘outra’ Académica, formada com estudantes como se
verificava no passado no clube. Seria importante para o clube associar-se a
esta formação? Poderia reaproximar o clube dos adeptos mais tradicionais?
Naturalmente que sim. Penso num futuro próximo esse passo
ser possível. Haveria na minha modesta opinião grandes vantagens de ambas as
partes.
Muito poucos ou talvez mesmo nenhum jogador do actual
plantel da Académica corresponde ao passado no clube, que se compunha com um
plantel composto exclusivamente por estudantes da Universidade de Coimbra. Acha
que de alguma forma a tradição no clube se perdeu?
Desta actual equipa, se não estou enganado, apenas o Nuno
Piloto representa essa tradição, mas os tempos também são hoje muito diferentes
dos anos 60/70 e 80.
Seria sustentável regressar a uma Académica quase
exclusivamente nacional e formada por estudantes, tornando a Briosa uma espécie
de Athletic de Bilbao português? Ou pelo contrário isso isolaria em demasia o
clube?
Não penso que isolasse, mas essa fase mais romântica é
difícil de acontecer!
Que planos possui para o futuro? Tem tido propostas para
voltar a treinar?
Neste momento tive uma proposta do CNS para voltar ao
activo, mas vou aguardar mais uns dias, para definir o meu futuro, sem qualquer
tipo de precipitação.
Admite voltar a treinar nas Distritais, onde tinha estado
nos últimos anos e até conquistou uma Taça da AF Coimbra?
Jamais na vida disse nunca a nada! Muito menos agora.
No início da temporada foi comentada uma ‘promessa’ da sua
parte em que cortaria o bigode caso a Académica fosse despromovida à Segunda
Liga. Essa promessa existe?
Pessoalmente não fiz essa promessa. Não passou de um
desafio lançado nas redes sociais.
quarta-feira, 14 de outubro de 2015
Em seis minutos o atacante Djaló resolveu o encontro frente ao At. Malveira com dois golos antes de ter sido também expulso, oferecendo ao Real uma preciosa vitória que o coloca a apenas dois pontos da liderança e o torna para já a grande sensação da Série G.
REAL
Marcos
Paulinho ©
Diogo Alpalhão
Zé Pedro
Rúben Casemiro
(Runa, 75)
Rúben Marques
Morgado
Altair Júnior
(Nuno Almeida, 81)
Angola
(Janota, 90+1)
Marcelo Lopes
Álvaro Djaló
Treinador: Rui Sousa
AT.MALVEIRA
Raphael Cruz
David Rosa
Ivo Dias
Zé Maria,
Beto Baptista
Leonel
(André Galamba, 80)
Gonçalo Silva
(Pedro Rosário 55)
Rodrigo Pinto
Rui Batalha
(Ricardo Viegas, 65)
Pedro Bonifácio (c)
Treinador: Luís Silva
Arbitragem: Nélson Pereira - Leiria
Disciplina: cartão amarelo para Angola (83) e Altair Júnior (83); cartão vermelho para Álvaro Djaló (71, duplo amarelo), Paulinho (83, expulsão directa); Leonel (80, expulsão directa logo após ser substituído)
Marcadores: Álvaro Djaló (53 e 59); Pedro Bonifacio (72).
terça-feira, 13 de outubro de 2015
A uma semana de um encontro que será histórico para o clube, a recepção ao antigo campeão nacional Boavista, o Loures não teve o ‘ensaio-geral' que desejaria ao ter sido derrotado em sua casa pelo último classificado Coruchense, com o atacante Léo Morais a justificar que “do que conheço a Série, esta nunca se afigura fácil, são equipas mais fechadas e procuram o erro adversário em transições.”
“Campo difícil, hoje face a lesões e expulsões jogámos com algumas adaptações na defesa, o que complicou ainda mais. Falhámos um penalty numa altura crucial e sofremos o segundo a terminar a primeira parte, penso que é aqui a chave do jogo. Tivemos várias ocasiões mas foi dia não em frente à baliza,” prosseguiu o jovem jogador do Loures, desapontado pelo mau resultado conseguido pela equipa no seu próprio terreno.
Iaquinta foi a grande figura da tarde inspirada do Coruchense ao marcar
dois dos três golos com que a sua equipa foi capaz de surpreender a estratégia
ofensiva do Loures e somar os primeiros três pontos em toda a temporada.
LOURES
Hidalgo
Danilson Ribeiro
(Mauro Santos, 29)
Roberto Cunha
Bruno Bernardo
Dong
(Cai, int.)
Carlos Saavedra ©
Tiago Santos
Leo Morais
(Diego Zílio, int.)
Sebastião Nogueira
Rui Varela
Ballack Lopes
Treinador: António Pereira
CORUCHENSE
Gonçalo Guerra
Jose (e não José) Obama
Assane
Lucas Tigrão
Bruno Bolinhas
(Justino, 67)
João Vítor (c)
Igor Caetano
Semeano
João Prietos
Amâncio Fortes
(Philipe, 80)
Malam Iaquinta
(Amândio Ramião, int)
Treinador: Rui Gorriz
Arbitragem: Luís Reforço – Setúbal
Disciplina: cartão amarelo para Carlos Saavedra (13), Mauro Santos (47) e Bruno Bernardo (72 e 89, expulso); cartão vermelho para Bruno Bernardo (89, por acumulação)
Marcadores: Carlos Saavedra (30); Malam Iaquinta (15 e 45) e Igor Caetano (89, gp)
LOURES
Hidalgo
Danilson Ribeiro
(Mauro Santos, 29)
Roberto Cunha
Bruno Bernardo
Dong
(Cai, int.)
Carlos Saavedra ©
Tiago Santos
Leo Morais
(Diego Zílio, int.)
Sebastião Nogueira
Rui Varela
Ballack Lopes
Treinador: António Pereira
CORUCHENSE
Gonçalo Guerra
Jose (e não José) Obama
Assane
Lucas Tigrão
Bruno Bolinhas
(Justino, 67)
João Vítor (c)
Igor Caetano
Semeano
João Prietos
Amâncio Fortes
(Philipe, 80)
Malam Iaquinta
(Amândio Ramião, int)
Treinador: Rui Gorriz
Arbitragem: Luís Reforço – Setúbal
Disciplina: cartão amarelo para Carlos Saavedra (13), Mauro Santos (47) e Bruno Bernardo (72 e 89, expulso); cartão vermelho para Bruno Bernardo (89, por acumulação)
Marcadores: Carlos Saavedra (30); Malam Iaquinta (15 e 45) e Igor Caetano (89, gp)
sábado, 10 de outubro de 2015
Leonel começa de novo
Para dar seguimento a uma temporada muito bem conseguida na qual se assumiu como um dos jogadores mais utilizados no plantel do Oriental, tendo alinhado num total de 51 encontros e apontado um golo, seria de esperar que Leonel desse continuidade numa época que quem sabe poderia até ser de explosão para outros voos. No entanto, nada disso aconteceu muito embora o clube de Marvila até tivesse manifestado a sua intenção de prolongar o vínculo com o atleta.
Aí se iniciou o ‘exílio’ do jogador de 27 anos que mal aconselhado por um empresário recusou continuar no Oriental e chegou ao final do seu contrato motivado por uma oferta de um clube estrangeiro que nunca se materializou, o que deixou o extremo natural da Guiné-Bissau sem colocação para esta temporada e sem possibilidade de continuar na Segunda Liga apesar de a sua condição de desempregado o habilitar a ser inscrito na Liga a qualquer momento.
Com efeito, o facto de todos os plantéis da Segunda Liga se encontrarem encerrados adia um possível interesse de um desses conjuntos para Janeiro, um cenário que Leonel afasta, admitindo reforçar muito em breve um clube oriundo do CNS, onde coleciona interessados e para, sublinha ao NOVA ACADEMIA DE TALENTOS, “não perder o ritmo” após ter falhado o início da temporada oficial.
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