segunda-feira, 29 de maio de 2017



Objectivo cumprido, mas com sofrimento desnecessário

Com direito a muito sofrimento, a Selecção Nacional sub-20 conseguiu cumprir o primeiro objectivo estabelecido por Emílio Peixe que passava pelo apuramento para a segunda fase.
Para já, a Selecção Nacional sub-20 cumpriu o primeiro objectivo definido para o Mundial da categoria. No entanto, era desnecessário tamanho sofrimento, com a equipa portuguesa a ter apenas ultrapassado a primeira fase ao garantir o segundo lugar em igualdade pontual com o terceiro, a Costa Rica, apenas a cinco minutos do final e apenas através de um lance de enorme felicidade no qual uma tentativa de cruzamento de Xande Silva resultou num auto-golo apontado por um defensor do Irão.
Olhemos então ao grupo de Portugal: conquistado pela Zâmbia, conjunto assente em irreverência africana mas muito desconcentrado defensivamente num colectivo do qual faz parte um jogador do… Esmoriz e claramente ao alcance da turma lusa ou não tivesse sido derrotado pela Costa Rica, equipa que perante Portugal demonstrou inclusivamente dificuldades em apresentar uma proposta de jogo que lhe permitisse, sequer, chegar á baliza com perigo; por fim, o eliminado Irão, que necessitava de um ponto para o apuramento e preferiu apontar baterias a esse mesmo empate.
Perante um ultra defensivo Irão, mesmo assim Portugal facilitou nos minutos iniciais ao consentir um golo obtido através de um pontapé de canto colocado ao primeiro poste, declarando-se depois a uma abordagem de grande atitude, é certo, mas com um propósito de demasiado coração e organização em decréscimo, acabando por virar o resultado através de uma recarga de Diogo Gonçalves (golo de belo efeito, ainda assim) e o acima referido auto-golo iraniano. Tudo isto para dar por concluída uma fase de grupos bastante abaixo das expectativas.
Emílio Peixe arriscou na escolha e acaba por ainda se manter em competição
A primeira fase de Portugal reflecte uma derrota evitável perante a Zâmbia (equipa fraca em termos defensivos e apenas uma gritante falta de preparação a finalizar evitou uma goleada favorável à turma lusa) e um preocupante empate perante uma Costa Rica que apresentou dificuldades em sequer apresentar uma qualidade mínima ao seu jogo. Curiosamente, ou talvez não, no estágio de preparação, no Japão, a Selecção Nacional havia conseguido uma promissora vitória sobre os EUA, que lideram o Grupo F à entrada para a última jornada.
Estranhamente, no somatório de todos os capítulos os EUA apresentam mais qualidade do que qualquer um dos adversários lusos. Assim, como explicar tamanha ’tremideira’? Com ingenuidade própria da tenra idade de vários dos jogadores seleccionados que com lógica chegam a esta fase ao terem feito parte do Europeu sub-19 no ano passado, semanas depois de conquistarem o título europeu sub-17, e suscitarem os mais rasgados elogios de Emílio Peixe.
Horas antes do duelo frente à Costa Rica, o seleccionador justificou a chamada de cada um dos convocados com a maior probabilidade de virem a fazer parte da Selecção A no futuro, encarando assim o Mundial sub-20 como mais uma etapa de preparação, não se constituindo ainda assim inferior em termos qualitativos a outras selecções europeias com ambições como a França, liderada por Jean-Kévin Augustin mas que já não conta com Kylian Mbappé, obviamente projectado a um nível superior, relativamente à equipa que há um ano se sagrou campeã europeia sub-19.
Pode também tecer-se a comparação com a Inglaterra, que no passado encarava esta competição como menor e este ano apresenta talentos como Dominic Solanke ou Ademola Lookman e vários elementos com competição na Premier League. Uma competição de especialização, destinada a uma faixa etária já sénior, que consiste numa etapa formativa para alguns dos seus elementos, o que quase corria mal ao contrário de França e Inglaterra sendo que a média de idades, próxima dos 20 anos, pouco difere entre as três selecções e não poderá assim servir como desculpa.
Equipa portuguesa poderia estar fortalecida com outros craques, já requisitados pelos sub21
Portugal arriscava-se a não apresentar um candidato a jogador mais valioso do torneio quando poderia ter tido João Carvalho, convocado para o Europeu sub-21 juntamente com mais dois jogadores que pelo ano de nascimento poderiam estar nesta competição, Rúben Neves e Renato Sanches, estes sim realisticamente em patamares bem acima de um Mundial sub-20 (o primeiro soma uma internacionalização A e o segundo é tão-somente o jogador revelação do último Europeu sénior, prova que inclusivamente conquistou).
João Carvalho poderá ter dificuldades em jogar com regularidade numa equipa luxuosa em termos de opções para as posições que o jovem ocupa, médio ofensivo ou extremo, e poderia ter numa eventual presença no Mundial sub-20 um contributo mais determinante tendo em conta que poderia colocar-se entre os melhores jogadores da competição. Felizmente para os sub-20 lusos que se tem assumido a figura de outro talento do Benfica, Diogo Gonçalves, e talvez a defesa seja o sector mais consensual e no qual se encontram os melhores jogadores deste escalão.
No restante, faltam opções que poderiam conferir maior qualidade imediata a este grupo como mais um ponta-de-lança - apenas Xande, um atacante rápido e versátil mas diferente do que aparentava no início da formação, como alternativa a Zé Gomes que nestes três desafios de Mundial não exibiu confiança e se mantém em branco. Com a Coreia do Sul pela frente nos oitavos-de-final, esperará a turma das Quinas que essa pecha não venha a fazer falta e a posteriormente ser lamentada…

sábado, 27 de maio de 2017



Águia alcançada na manhã, isolada à tarde

Com um pleno de vitórias e apenas um golo sofrido até então (mérito para o último classificado Paços de Ferreira, que logrou marcar na jornada anterior), o Benfica entrava em campo novamente como visitado e pressionado pela vitória do Sporting que havia batido o FC Porto horas antes, pela manhã, mas cedo garantiu a invencibilidade e a manutenção da liderança isolada graças a uma tarde inspirada do ponta-de-lança Fábio Silva que apontou três golos aos 19, 39 e 52 minutos e ainda produziu uma assistência para golo, com a Académica a conseguir reduzir por intermédio de um insuficiente bis de Léo.

Caixa Futebol Campus (campo nº1) - Seixal

BENFICA
Samuel Soares
Renato Matos
(Bernardo Silva, 68)
Tomás Araújo
Gabriel Araújo
Guilherme Montóia
(Famana Quizera, int.)
Rafael Brito ©
Ronaldo Camará
(Gonçalo Batista, 50)
Paulo Bernardo
Filipe Cruz
Fábio Silva
Henrique Pereira
T: Luís Nascimento
4x3x3

ACADÉMICA
Henrique Marques
Afonso Costa
David Branco
Dentinho
Afonso Peixoto
(Ventura, int.)
Telmo ©
Júlio
(João Salvador, 63)
Campos
(Afonso Fernandes, 63)
Léo
Pedro Caldeira
(Bernardo Matos, int.)
Portugal
(Guilherme Preces, int.)
T:  Nuno Padilha
4x5x1

Arbitragem: José Dinis Gorjão - Setúbal
Disciplina: cartão amarelo para Campos (59)
Marcadores: Filipe Cruz (14 e 29), Fábio Silva (19, 39 e 52); Léo (18 e 69)

sexta-feira, 26 de maio de 2017



No mesmo dia, no I Estágio de Preparação para o Europeu de MiniFootball 2017, o jogador Pedro Oliveira classificou-o como um dos pais da modalidade - uma alusão feliz sobre João Antunes, conhecido como João Bailão no panorama desportivo, que para além de uma das faces mais visíveis do projecto de implementação do MiniFootball em Portugal é também o português há mais tempo em contacto com a modalidade, tendo estado presente num Campeonato da Europa de MiniFootball ainda antes de a própria Selecção Nacional nele participar.

Futebolista de origem, tendo vindo a conciliar a sua carreira com as várias responsabilidades que detém na Associação Portuguesa de MiniFootball, João Bailão (à esquerda na imagem) deixou mesmo o Futebol de Onze no mais alto nível de competição para se dedicar exclusivamente ao desenvolvimento de um projecto que conhece de todos os ângulos.

Com efeito, neste momento identifica-se como Vice-Presidente da AF MinFootball para as áreas de Marketing e Selecções, um dos três jogadores que cumpriu todos os jogos oficiais de Portugal na modalidade, Director Técnico da equipa nacional e ainda um dos adjuntos da equipa técnica que lidera a mesma. Com o Europeu cada vez mais próximo, João Bailão explanou todo o contacto que a selecção portuguesa vem tendo entre si e o trabalho que também vem realizando:


Quais eram os objectivos a atingir nestes dois dias de trabalho?

O estágio foi marcado para que trabalhássemos com um lote de jogadores mais restrito, com os jogadores a terem oportunidade de trabalhar num ambiente que não diria luxuoso, mas quase, de grande rigor e muito mais adequado para um grupo de jogadores trabalhar num ambiente fechado, de grupo, para que se comecem a criar algumas dinâmicas colectivas e que a aprendizagem seja maior e mais fácil.

Queremos que o contacto entre eles jogadores e nós enquanto equipa técnica também consiga ter uma relação de maior proximidade e conseguirmos ser mais assertivos naquilo que queremos que seja início de uma preparação forte com as melhores condições possíveis no ponto de vista do projecto.

Com as comodidades de um estágio profissional, desfrutarem dele entre eles e com quatro treinos pela primeira vez para alguns deles e a conviverem com os melhores jogadores a nível nacional e mesmo aqueles que acabem por não ir ao Europeu irão acabar por desfrutar de uma excelente experiência não só a nível humano - sobre isso, por exemplo, durante o estágio haverá um tour patrocinado pela Câmara Municipal da Figueira da Foz - mas também porque todos viverão momentos que serão mais-valias para o grupo que será seleccionado para o Campeonato Europeu.


Tendo em conta os treinos já realizados, o nível que os jogadores já apresentaram, a juntar às observações e diversos torneios, até que ponto podem ser elevadas as expectativas para estes jogadores?

Preparando a resposta em duas componentes, do ponto de vista da observação essa fase vem sendo realizada há alguns anos e desde o ano passado até este e de há dois anos para o ano passado houve um crescimento sustentado em termos de qualidade não só a nível das competências humanas como desportivas e ao nível dos jogadores e por isso temos um grupo que em 90% se trataram de primeiras escolhas e com eles poderemos ambicionar patamares elevados.

O primeiro treino terá sido uma primeira experiência…

O primeiro treino deste estágio foi direccionado em objectivos muito definidos. Não creio que o primeiro treino tenha sido suficiente para fazer algum tipo de avaliação. Há sempre um entusiasmo muito grande, todos se querem mostrar e alguns deles fizeram também muitos quilómetros de carro e por isso o treino da manhã não é muito importante para aumentar ou baixar a fasquia.

No entanto, correndo o risco de me repetir, estando aqui 90% daqueles que são primeiras escolhas e a dirigirmo-nos para aqueles que serão chamados para o Europeu, eu diria que as expectativas são claramente ambiciosas.

Há um aspecto focado e que entra também na minha curiosidade: neste momento existe dentro da própria equipa técnica o perfil do tipo de jogador que procuram para o MiniFootbal, com determinadas características neste momento? Por vezes em convocatórias não se vêm aqueles que mais se destacam ao nível do resultado final, no plano estatístico, jogadores que finalizam muitos golos e que se calhar numa outra modalidade levaria a uma convocatória e depois não surgem nos convocados, portanto haverá uma explicação para que tal aconteça? 

Vou dar um exemplo claro: no ano passado, em 2016, no Inter-Regiões, o melhor jogador e o melhor guarda-redes dessa competição acabaram por não ser convocados para o Campeonato da Europa.

Como Director Técnico, tens também feito parte integrante da Selecção e até mesmo enquanto capitão de equipa. Está planeado participar no Campeonato da Europa na qualidade de jogador?

Já demos por concluído, já renunciei à minha presença no Europeu enquanto jogador. Vou estar exclusivamente focado na vertente organizativa, que é tão ou mais relevante do que o resto, acredito plenamente nisso e é por isso que para a equipa temos chamado cada vez mais jogadores das SuperLigas de Futebol de Cinco e de Sete.

Não obstante a qualidade que procurei dar enquanto ajudei nos últimos anos a minha utilização era feita por motivos orçamentais. A partir do momento em que estava tudo organizado e estávamos num Campeonato Europeu, não fazia sentido que eu estando presente de forma activa nos treinos, na preparação, depois não jogar.

Isto para além da experiência que trazia da prática da própria modalidade. Agora existem outros jogadores nessa situação e entendemos que chegou o momento de dar o passo em frente e deixar de jogar, por isso não estarei presente no Europeu enquanto jogador.

O actual seleccionador e o anterior fazem ambos parte da equipa técnica. Em termos colectivos, oficialmente é muito recente. Está a ser fácil em termos de conciliação de vontades a junção de personalidades?

Contesto a ideia de que a equipa técnica seja muito recente, não é de todo e eu e o Carlos já tomamos decisões em conjunto sobre observações ou treinos desde há dois, três anos. Eu e o Carlos fazemos parte da equipa técnica desde o início do projecto, desde há três anos. O David no ano passado era jogador percebeu como funciona a dinâmica deste projecto, já está connosco a preparar o ciclo deste ano desde o ano civil anterior, por isso a equipa técnica não é propriamente recente.
Por isso, contesto essa ideia, podemos responder como está a correr mas esta não é uma equipa técnica recente.

Ou seja, a equipa técnica não é tão recente quanto possa parecer…

O Carlos faz parte da equipa técnica desde o primeiro seleccionador que houve (não foi ele o primeiro seleccionador)Quanto à forma como está a correr, prefiro que sejam ambos a responder. Joguei em todos os jogos oficiais, tal como o José Carlos e o Fábio Teixeira. Ainda no primeiro ano estive em 2014 a ver o Europeu no Montenegro e a preparar a criação da nossa selecção portuguesa.

Acabamos por tentar aqui antecipar e retirar o grau de incerteza com sessões teóricas, uma táctica e outra mais técnica do ponto de vista organizativo sobre o que irão encontrar lá sobre a modalidade para a que façam a própria adaptação à prova em que vão participar, saibam em que hotel vão ficar, como foi feito aquele estádio, ouvirem os hinos… vamos retirar todo o grau de incerteza para que possamos perceber quem é será capaz de para além de jogar futebol, no plano desportivo, quem será mais capaz de responder melhor. A transmissão televisiva, o estádio cheio…

Até mesmo porque os adversários no Europeu serão fortes, como a Roménia, o Cazaquistão e até a própria Grécia, esta é também uma curiosidade minha pelo facto de a modalidade ser também recente: já é possível à própria equipa técnica assistir aos jogos das outras equipas e conseguir preparar a equipa para aquilo que a espera, compilando informação? Se calhar existe a desvantagem e dificuldade de os jogos realizados no Europeu passado já terem um ano de distância…

Posso dizer o seguinte: esta é uma modalidade crua, e sendo crua temos muito por onde inovar e o exemplo está num movimento que utilizámos num atleta que lá está, estaria nesses 10% de jogadores escolhidos e que tem um remate fantástico e o campo é pequenino, com as dimensões para que pudesse ser feito algo que não havia sido tentado até então e o certo é que nos dois primeiros jogos só não deu golo por três ou quatro centímetros. No primeiro ano, fomos apenas nós a fazê-lo; no ano seguinte outros tentaram o mesmo.

Isto foi possível por esse jogador ter um remate que é um míssil, incrível, e se no primeiro o guarda-redes defendeu para canto o segundo ficou na malha superior da baliza, bate na parte de trás da barra e fica na malha superior da baliza. O que é que acontece? Nesse mesmo ano, tivemos mais equipas, depois de nos verem…

É possível estender o scouting e assim poder ter conhecimento sobre os últimos jogos que as equipa adversárias realizaram para melhor preparar a prova?

Essa é uma das mais-valias que sabemos que existe na nossa equipa que é a capacidade de análise, e teremos vídeos do que fizeram as outras equipas.

quinta-feira, 25 de maio de 2017



Um minuto após Mauro Ribeiro ter tido um tento anulado por fora-de-jogo na única situação em que o FC Porto conseguiu visar as redes leoninas, aos 27 a equipa da casa abriu o marcador. Toque subtil de Rodrigo Costa na pequena área correspondendo a um cruzamento tirado por José Galante pela direita e a dilatar aos 31 num disparo desde o exterior da grande área. Pelo meio o Sporting tinha também tido duas bolas negadas pelos postes a Gonçalo Batalha (livre ao poste direito aos 8) e Bruno Tavares (potente disparo na trave aos 30).

O Sporting alcançou o 2-0 através de um colocado remate de Daniel Rodrigues dando seguimento a uma incursão de Úmaro Baldé pelo centro do terreno e fechou as contas perto do final da partida por Rodrigo Rego que picou a bola sobre o guarda-redes após cruzamento tirado por João Daniel pela direita.

Estádio Aurélio Pereira - Academia Sporting (Alcochete)


SPORTING
Diogo Almeida
José Galante
Eduardo Quaresma ©
Rodrigo Rego
Tiago Ferreira
Úmaro Baldé
Gonçalo Batalha
Daniel Rodrigues
Alexandre Lamy
(Francisco Conceição, int.)
Rodrigo Costa
(Tiago Tomás, 49)
Bruno Tavares
(João Daniel, 55)
T: Pedro Coelho
4x3x3

FC PORTO
Ivan Cardoso
Tomás Esteves
David Vinhas
Tomás Rosete
Hugo Oliveira
Danilo Veiga
(Sérgio Meireles, 54)
Tiago Ribeiro ©
Bernardo Folha
Diogo Carreira
João Pinto
Mauro Ribeiro
(Gustavo Aguiar, 48)
T: José Conceição
4x3x3

Arbitragem: Rui Mendes - Santarém
Disciplina: cartão amarelo para Úmaro Baldé (64) e Tiago Ribeiro (70+3)
Marcadores: Rodrigo Costa (27), Daniel Rodrigues (31) e Rodrigo Rego (68)


Pedro Coelho - treinador do Sporting

É sempre importante vencer um rival. Quisemos sempre defender alto e impedir que o FC Porto pressionasse junto da nossa baliza. Para já, mantemos o lugar que ocupamos…

José Conceição - treinador do FC Porto

Foi um jogo intenso; o segundo golo do Sporting foi o momento-chave da partida e agora trabalharemos para melhorar tendo em vista a próxima semana.

quarta-feira, 24 de maio de 2017



I Estágio de Preparação para o EMF 2017 - Eduardo Barão

Apesar de ser uma das ‘incorporações’ mais recentes, Eduardo Barão surge no Estágio de Preparação para o Europeu de MiniFootball com ambições reforçadas de obter um lugar na convocatória para a Selecção Nacional, ou não tivesse no último Torneio Inter-Regiões aliado a conquista individual do prémio de Melhor Jogador da competição ao título colectivo alcançado como parte da Selecção de Alentejo&Algarve, conquistas sobre as quais também se pronunciou em discurso directo:


De entre estes 20 convocados, sendo o Eduardo um deles e com o conhecimento que possui sobre a equipa e todos os que aqui estão, até que ponto podem ser elevadas as expectativas para a equipa nacional tendo em conta a qualidade individual de cada um?

Muito honestamente, é a primeira vez que estou inserido neste projecto, não tive oportunidade de estar inserido nos outros e por isso não conheço assim tão bem quer as equipas contra as quais Portugal irá jogar, nem conheço muito bem as outras selecções.

No entanto, a ideia que tenho sobre estes jogadores pelo que tenho estado a ver é que é uma equipa bastante forte, com muita qualidade e temos aqui ex-jogadores que trouxeram alguma experiência e maturidade e ainda outros mais jovens que têm bastante qualidade. Penso que todos irão fazer diferença nos jogos e as outras equipas são boas, muito boas mesmo, e vamos trabalhar pelo melhor, iremos trabalhar para isso.

Até que ponto a concentração em estágio, que é sempre diferente do habitual, dois dias de trabalho, é importante para o desenvolvimento da própria equipa?

Torna-se fundamental pois tendo em conta que se trata de nível nacional apesar de amador, estes encontros permitem aos jogadores conhecerem-se e ganharem rotina enquanto equipa, conhecermos a forma de jogar e estarmos em campo e isso certamente irá ser um factor muito importante de aparecer uma boa perspectiva de resultados no Europeu e mais poderiam haver e só poderiam ajudar a nossa Selecção.

Em termos individuais, o facto de se ter sido considerado o Melhor Jogador do Torneio Inter-Regiões pode trazer algum tipo de vantagem no que respeita a uma eventual convocatória para o Europeu?

Não não, claramente que não, tenho noção de que o Inter-Regiões foi um torneio isolado que permite aos jogadores aparecerem mas o prémio que tive a felicidade de receber resume-se àquele torneio e a uma prestação apenas naquele torneio.

Uma prestação que foi boa e acabei por ser valorizado por isso mas longe de mim pensar que sou o melhor entre todos os jogadores aqui presentes pois tenho noção de que há aqui elementos com muita qualidade. Há aqui muito bons jogadores, naquele dia tive a felicidade de naquele dia as coisas me terem corrido bem e ganhei um prémio por isso, mas é um prémio que se resume simplesmente àquele dia. A partir de agora não tenho vantagem nenhuma: sou igual a todos os outros e o seleccionador irá escolher como entender.

terça-feira, 23 de maio de 2017




Vitória com fórmula anti-leão

Demiral, depois um remate de meia distância de Daniel Bragança e pouco depois, Pedro Marques atirou por cima em boa posição, dando o mote para uma 2ª parte completamente dominada pelos leões até ao último quarto de hora, mas sem efeitos práticos.

Um misto de desacerto no momento da finalização e muita competência do sector defensivo do Vitória, sempre muito bem colocado, levou a que o Sporting fosse insistindo mas nunca conseguindo inaugurar o marcador, com os vimaranenses a conseguirem mesmo manter a bola longe da sua grande área nos últimos 10 minutos e ainda os 4 de compensação concedidos pela equipa de arbitragem.

A equipa visitante transportou assim com maturidade o nulo até final e conseguiu adiar a festa dos verde-e-brancos que necessitam de um ponto nos dois desafios que restam para celebrar a conquista do título. Na próxima jornada, visitam o FC Porto.

Estádio Aurélio Pereira - Academia Sporting (Alcochete)

SPORTING
Diogo Sousa
Thierry Correia
Tiago Djaló
Merih Demiral
Abdu Conté ©
Daniel Bragança
Bruno Paz
(João Oliveira, 87)
Jovane Cabral
(Jefferson Encada, 79)
Pedro Ferreira
Elves Baldé
(Rafael Leão, 37)
Pedro Marques
T: Tiago Fernandes
4x2x3x1

VIT. GUIMARÃES
Daniel Alexis
Miguel Magalhães
Marco Fernandes
Romain Correia
Jorge Sampaio ©
Apolo Silva
Miguel Reisinho
João Bruno
(Elias, 73)
André Almeida
(Júlio Sambú, 79)
Nuno Ribeiro
Bence Biró
(Kikas, 84)
T: Alex
4x3x3

Arbitragem: João Miguel Letras - Évora
Disciplina: cartão amarelo para Pedro Ferreira (24), Miguel Reisinho (31) e Romain Correia (49)
Marcador: -.



I Estágio de Preparação para o EMF 2017 - José Carlos Ferreira

Muitos miram este jogador como o próximo capitão de equipa na Selecção Nacional de MiniFootball pela experiêcia que possui na modalidade e nos próprios desafios enquanto internacional mas também pela voz de comando que exerce no balneário.

José Carlos Ferreira lidera e expressa-se com uma calma contagiante que deverá levá-lo a fazer parte da convocatória para o Europeu. Porém, antes de ver na prática a confirmação dessa chamada, o experiente jogador ligado à Florgrade de Aveiro acedeu a tecer considerações sobre o Estágio de Preparação da qual fez parte juntamente com 19 outros companheiros.

Faz parte da lista de 20 jogadores chamados a mostrar-se neste Estágio. Que expectativas guarda quanto a esta concentração?

A minha expectativa, já não sendo a primeira vez, estive em todos os estágios até agora, nos Europeus e neste último Torneio na Tunísia, é a de que seja bastante complicado pois são-no sempre porque todos os jogadores chamados têm bastante qualidade, vêm do País todo e eu como já tenho alguma experiência não vou mostrar mais do que aquilo que sei.

Vou jogar o meu futebol da forma mais simples possível e ter a oportunidade dentro de campo de me mostrar e depois o seleccionador terá a difícil tarefa de retirar jogadores. Este ano especialmente o nível aumentou muito e há jogadores de grande qualidade.

De entre todos estes jogadores, alguns já terá defrontado nas SuperLigas e Finais Nacionais, outros já conheceria da Selecção e no limite terá certamente conhecido outros nos treinos deste estágio. Tendo em conta a qualidade de todos os jogadores presentes, até onde considera possível que a equipa pode chegar no Europeu?

Tenho estado presente em todos os estágios desde que este projecto começou e vejo que o nível está a aumentar e há condições para fazermos algo mais. Este ano já tivemos um Torneio de Preparação, o Inter-Regiões, agora este estágio… a exigência terá de ser maior e acredito, mesmo na Tunísia jogámos contra a Roménia e batemo-nos com eles, por isso acredito que temos nível e poderemos chegar onde podemos não ter limites na competição e que este ano vai ser a primeira vez que passaremos a fase de grupos.

O José Carlos é um dos três jogadores que tem o maior número de internacionalizações pela Selecção. Aliás, não faz apenas parte do lote de recordistas de internacionalizações, 10 jogos, como também fez parte de todos os jogos oficiais da História de Portugal na variante de Futebol de Seis…

Joguei todos os jogos, só eu, o Fábio Teixeira e o João Bailão estivemos em todos.

Em relação ao João, irá ultrapassá-lo pois este já indicou que não estará no Europeu na qualidade de jogador. Tendo em conta essa experiência como totalista de participações ao serviço de Portugal, a mesma pode representar uma mais-valia, não apenas em termos pessoais como também para o equilíbrio de toda a equipa?

Eu e o Fábio iremos ultrapassar o João se formos convocados. No meu caso particular denoto que os meus colegas me procuram muito, procuram muito a minha opinião e sinto que sou voz activa no grupo e fico feliz porque todos os meus colegas acham que tenho mais experiência do que eles, é a realidade, e aceitam muitos dos meus conselhos.

Esta é uma modalidade que ainda é nova e para mim já não o é, se for um dos convocados será o meu terceiro Europeu e esta é uma modalidade que requer adaptação. Os meus conselhos juntamente com a minha experiência têm ajudado os meus colegas com algumas informações e noto que lhes são úteis.