quarta-feira, 31 de maio de 2017



Sem dificuldade o jogo se encaminhou para os encarnados que se adiantaram aos 3 minutos num bonito remate em jeito e na passada de Úmaro Embaló a partir do lado direito onde havia sido servido por Mamadou Koné. Os golos da tranquilidade chegariam pouco após a meia hora num cabeceamento de Kévin Csoboth, que minutos antes havia tido um outro tento (bem) anulado por fora-de-jogo, bem colocado no interior da área para corresponder ao centro tirado por Miguel Nóbrega pela direita e já sobre o intervalo com um forte cabeceamento de Gonçalo Ramos apesar das tentativas do guardião Bruno Netto em evitar que a bola transpusesse a linha de golo. 

Na 2ª parte o Benfica ainda ampliaria a diferença com Rodrigo Conceição a acelerar pela direita e colocar junto á baliza onde se encontrava Miguel Nóbrega que numa excelente prestação individual finalizou aos 53 e depois seria o autor do ‘amortie’ que antecederia o forte disparo de Úmaro Embaló para o quinto tento. Contas feitas, teve intervenção directa em três dos cinco golos apontados com um golo marcado e duas assistências. Pelo meio, o Oeiras conseguiu reduzir através de uma excelente execução de Vasco Cardoso, que irrompeu pela área ultrapassando os centrais benfiquistas e desviou com eficácia perante a saída de Carlos dos Santos.


Caixa Futebol Campus (campo nº1) - Seixal 

BENFICA
Carlos dos Santos
Mamadou Koné
(Marko Martinovic, 62)
Pedro Álvaro
Francisco Saldanha
Nuno Tavares
(Gabriel Castro, int.)
Gonçalo Ramos
Tiago Dantas ©
(Nuno Cunha, int.)
Kévin Csoboth
Rodrigo Conceição
Miguel Nóbrega
Úmaro Embaló
T: Luís Martins
4x3x3

OEIRAS
Bruno Netto
Tomás Santos
Alexandre Barbas
Diogo Marinho
Gonçalo Lucas
Gonçalo Medeiros
(Tomás Braz, 55)
Gonçalo Paixão Costa ©
Afonso Evangelista
(Tomás Rodrigues, 69)
Bismark Sanca
Vítor Barroso
(Guilherme Santos, int.)
Vasco Cardoso
T: João Cardeano
4x1x4x1

Arbitragem: Rui Filipe Soares - Santarém
Disciplina: -.
Marcadores: Úmaro Embaló (3 e 66), Kévin Csoboth (31), Gonçalo Ramos (39) e Miguel Nóbrega (53); Vasco Cardoso (61)

terça-feira, 30 de maio de 2017



Lidera uma equipa técnica que muito embora se estreie em conjunto precisamente no Campeonato da Europa dentro de menos de duas semanas, há muito trabalha em consonância ‘na sombra’. A estreia oficial do seleccionador nacional David Martins decorrerá no certame a realizar na República Checa mas não lhe tira o sono, tendo o principal responsável técnico nacional deixado claras as suas intenções e o método colectivista do seu trabalho com palavras de crença e ambição para a participação da equipa lusa em mais um Europeu:

Numa vertente mais desportiva, uma lista de convocados que foi elaborada. Estes foram de facto os jogadores que mais se destacaram em todas as SuperLigas e observações, ou foi a lista possível, com alguma ausência que eventualmente estivesse planeada e não esteja presente?


Tenho expectativas muito altas. Digamos que 90% dos jogadores que estão convocados de imediato fizeram parte das primeiras escolhas e acredito pelo que tenho visto deste estágio, do Torneio Inter-Regiões e de algumas ideias que tinha e observações que fiz também de final a final e no fim este é o grupo mais forte possível, realmente os melhores jogadores a nível nacional de Futebol de Sete e de Cinco estão aqui e de entre eles sairá o lote dos melhores para representar Portugal no Europeu.

Tendo em conta os treinos já realizados, o nível que os jogadores já apresentaram, a juntar às observações e diversos torneios, até que ponto podem ser elevadas as expectativas para estes jogadores?

Ambiciono, e já partilhei essa mensagem na primeira abordagem aos jogadores e na primeira intervenção que fiz, passei claramente a mensagem sobre a minha ambição e da minha vontade de atingir objectivos mais elevados porque acima de tudo acredito que realmente existe aqui um foco de oportunidade.

Um foco que, parece-me e pela experiência que tenho e tive no ano passado, que a nível de qualidade evoluímos claramente do ano passado para este e tive enquanto jogador e agora enquanto responsável técnico, da parte técnica deste grupo de jogadores, acredito que esse aumento de qualidade e de potencial, digamos assim, fará com que estejam reunidas as condições para que possamos assumir objectivos claramente ambiciosos.

Há outro aspecto que pode ser frisado, que é a ligação ao Futebol de Onze. No seu caso, tratando-se de um treinador com sucesso nessa variante esta época ao alcançar a promoção ao Campeonato de Portugal pelo Olímpico do Montijo, pode de alguma forma transportar-se para o MiniFootball, até mesmo numa vertente psicológica?

Aquilo que são as nuances de interpretação ou motivação, tudo o que seja transversal a uma actividade desportiva, seja no Futebol de Onze, de Sete ou de Cinco, a parte da liderança, os objectivos não variam substancialmente. Ao nível da questão do treino, é completamente diferente e posso aproveitar alguns exercícios pontualmente mas terei sempre de transformá-los em função das características do próprio jogo.

Estamos a falar de um campo com dimensões muito mais pequenas, de relações entre jogadores que se criam individualmente e colectivamente que são completamente diferentes… Está estudado que em média no Futebol de Onze um jogador toca na bola um minuto e meio de tempo útil, em 90 minutos é o tempo de permanência com a bola de determinado jogador. Aqui, a bola está muito mais em contacto com os jogadores, não tenho a precisão de saber qual o tempo mas há muito mais contacto com a bola, o jogo é muito mais intenso.

Há muitas mais transições ofensivas e defensivas e o jogo tem uma intensidade substancialmente diferente, depois há as questões de a baliza ser mais pequena, o número de jogadores ser menor, o campo ser mais reduzido… em termos de organização de treino e exercícios tem de haver uma certa adaptação á modalidade, mas como é óbvio trazendo eu algum ‘know-how’ do Futebol de Onze há sempre algumas adaptações que podem ser feitas.

Estou perante o actual seleccionador e o anterior, ambos parte da equipa técnica. Em termos colectivos, oficialmente é muito recente. Está a ser fácil em termos de conciliação de vontades a junção de personalidades? Ou a equipa técnica não é tão recente quanto possa parecer?


Essencialmente, o Carlos na altura em que fui convidado a assumir o cargo de seleccionador, fiz questão de que ele continuasse, pois para além de ele ter um acumulado de experiência dos anos anteriores vejo nele competências que podem ser grandes mais-valias para o desenvolvimento do trabalho desta equipa técnica, tem sido extremamente fácil trabalhar com ele, ele aceita perfeitamente o seu papel e não temos de concordar em tudo.

Se ambos concordassem em tudo, o trabalho de ambos nada acrescentaria um ao outro…

Exactamente. Preciso de pessoas que tenham ideias diferentes das minhas, que às vezes contestem no sentido positivo, divergente nas opiniões para que com isso possa eu crescer, as outras pessoas também e o objectivo principal que acaba por ser o nosso foco. Se vier para acrescentar valor, estou sempre disponível para ouvir as opiniões dos meus adjuntos, seja do João, seja do Carlos.

Esta minha pergunta poderia ser utilizada para fechar e até pode pecar por incompleta visto ainda faltar realizar-se alguns treinos, mas tendo em conta o conhecimento que possuem da própria modalidade, dos jogadores e até sobre cada um em particular, o que é que neste momento falta aprimorar ou melhorar para que Portugal possa alcançar os objectivos que pretendem no Europeu?

Essencialmente passa por uma questão de experiência e há certamente questões técnicas e tácticas que têm de ser trabalhadas e melhoradas e também é por isto que estamos a organizar este estágio e ainda haverá um outro mais à frente, mas muitas vezes o que faz a diferença no momento da competição é a questão emocional que neste tipo de situações é fundamental. Muitos destes jogadores, alguns deste grupo de trabalho já não pois passaram por situações de terem sido profissionais de futebol e essa experiência é também importante.

É importante que estes jogadores tragam essa experiência e a transportem aos outros que nunca tiveram essa oportunidade. 60 ou 70% destes escolhidos provavelmente nunca tiveram a experiência de terem sido profissionais de futebol, nunca tiveram a oportunidade de serem postos à prova ou de estarem num ambiente em que a emoção tenha estado à flor da pele. O controlo sobre as nossas emoções, especialmente aqui em que estaremos longe do nosso País e da nossa família, com estádio cheio, todas essas condicionantes que estão à volta do jogo são fundamentais.

Isso não conseguimos transpor para o estágio - podemos trabalhar questões tácticas, técnicas, de organização e atleticismo individual, mas nunca essa questão da experiência, isso está sempre pendente da resposta que eles depois consigam dar em ambiente de jogo.


Estágio de Preparação para o EMF - João Trancoso

Será à partida um dos jogadores que farão parte da convocatória para a Selecção Nacional no Europeu de MiniFootball, que se encontra cada vez mais próximo, ao ter estado no primeiro estágio de observação antes de ser novamente chamado para fazer parte do segundo, que se inicia já esta 6ª feira, e pontificar como um dos mais experientes em termos de internacionalizações por Portugal entre os 14 jogadores convocados pelo seleccionador nacional David Martins para este derradeiro estágio.

A equipa técnica nacional não terá ficado indiferente a essa experiência e ao facto de ser visto de forma consensual como um dos maiores valores da SuperLiga de Futebol de Cinco, conotando-se com regularidade entre os elementos que surgem nas convocatórias da Selecção Nacional juntamente com os companheiros recrutados na SuperLiga de Futebol de Sete, uma particularidade que o próprio jogador também valoriza e comenta tal como a chamada ao I Estágio de Preparação.

Como um dos convocados para o I Estágio de Preparação (NDR: já convocado para o II Estágio), que expectativas guardavas para o mesmo?

Espero acima de tudo que consigamos formar uma boa equipa e ter aqui boa união. Nos estágios passados, o importante era sempre ter isso uma vez que não consegues formar uma equipa em três dias, não é? Tens o melhor de cada um e com isso podes formar uma equipa, é a minha expectativa e acho que de todos eles também, é dar ao máximo e mostrar as nossas qualidades como equipa.

Tendo em conta que alguns dos colegas já fossem conhecidos de confrontos em SuperLigas e outros torneios, os outros teriam necessariamente de passar a ser conhecidos neste âmbito e com os jogadores aqui presentes até que ponto se podem elevar as expectativas para a Selecção Nacional no Europeu?

Temos pouco tempo também, mas até agora parece-me que temos aqui qualidade, temos mais tempo em relação aos anos anteriores em que os momentos para nos cruzarmos dentro de campo foram menos. Fora de campo é também importante, pois se fora de campo também tivermos uma amizade boa tanto melhor, mas para já parece-me que estamos a formar uma boa equipa.

Como parte de uma minoria de jogadores que disputa a SuperLiga de Futebol de Cinco ao invés da SuperLiga de Futebol de Sete, uma diferença relativamente aos outros jogadores, ser proveniente da pode conferir algum tipo de vantagem para fazer mais tarde parte da lista definitiva de convocados para o Europeu?

Costumo dizer isso e já o comentei por várias vezes no Europeu passado, nas anteriores SuperLigas e mais recentemente na Tunísia, aí acho que há mais vantagens para quem vem do Futebol de Cinco em passar para o Futebol de Seis.

É mais vantajoso para um jogador de Futebol de Cinco jogar Futebol de Seis do que um jogador de Futebol de Sete…

É mais fácil porque o espaço é mais reduzido e a movimentação é mais curta. No Futebol de Sete estamos habituados a bolas mais longas, mais mudanças de flanco e aqui não, é mais posicional, é mais jogado de forma mais recta, digamos, e por isso o posicionamento é mais semelhante entre o Futebol de Cinco e o Futebol de Seis e há uma mais-valia em quem vem da variante de Cinco.

segunda-feira, 29 de maio de 2017



Objectivo cumprido, mas com sofrimento desnecessário

Com direito a muito sofrimento, a Selecção Nacional sub-20 conseguiu cumprir o primeiro objectivo estabelecido por Emílio Peixe que passava pelo apuramento para a segunda fase.
Para já, a Selecção Nacional sub-20 cumpriu o primeiro objectivo definido para o Mundial da categoria. No entanto, era desnecessário tamanho sofrimento, com a equipa portuguesa a ter apenas ultrapassado a primeira fase ao garantir o segundo lugar em igualdade pontual com o terceiro, a Costa Rica, apenas a cinco minutos do final e apenas através de um lance de enorme felicidade no qual uma tentativa de cruzamento de Xande Silva resultou num auto-golo apontado por um defensor do Irão.
Olhemos então ao grupo de Portugal: conquistado pela Zâmbia, conjunto assente em irreverência africana mas muito desconcentrado defensivamente num colectivo do qual faz parte um jogador do… Esmoriz e claramente ao alcance da turma lusa ou não tivesse sido derrotado pela Costa Rica, equipa que perante Portugal demonstrou inclusivamente dificuldades em apresentar uma proposta de jogo que lhe permitisse, sequer, chegar á baliza com perigo; por fim, o eliminado Irão, que necessitava de um ponto para o apuramento e preferiu apontar baterias a esse mesmo empate.
Perante um ultra defensivo Irão, mesmo assim Portugal facilitou nos minutos iniciais ao consentir um golo obtido através de um pontapé de canto colocado ao primeiro poste, declarando-se depois a uma abordagem de grande atitude, é certo, mas com um propósito de demasiado coração e organização em decréscimo, acabando por virar o resultado através de uma recarga de Diogo Gonçalves (golo de belo efeito, ainda assim) e o acima referido auto-golo iraniano. Tudo isto para dar por concluída uma fase de grupos bastante abaixo das expectativas.
Emílio Peixe arriscou na escolha e acaba por ainda se manter em competição
A primeira fase de Portugal reflecte uma derrota evitável perante a Zâmbia (equipa fraca em termos defensivos e apenas uma gritante falta de preparação a finalizar evitou uma goleada favorável à turma lusa) e um preocupante empate perante uma Costa Rica que apresentou dificuldades em sequer apresentar uma qualidade mínima ao seu jogo. Curiosamente, ou talvez não, no estágio de preparação, no Japão, a Selecção Nacional havia conseguido uma promissora vitória sobre os EUA, que lideram o Grupo F à entrada para a última jornada.
Estranhamente, no somatório de todos os capítulos os EUA apresentam mais qualidade do que qualquer um dos adversários lusos. Assim, como explicar tamanha ’tremideira’? Com ingenuidade própria da tenra idade de vários dos jogadores seleccionados que com lógica chegam a esta fase ao terem feito parte do Europeu sub-19 no ano passado, semanas depois de conquistarem o título europeu sub-17, e suscitarem os mais rasgados elogios de Emílio Peixe.
Horas antes do duelo frente à Costa Rica, o seleccionador justificou a chamada de cada um dos convocados com a maior probabilidade de virem a fazer parte da Selecção A no futuro, encarando assim o Mundial sub-20 como mais uma etapa de preparação, não se constituindo ainda assim inferior em termos qualitativos a outras selecções europeias com ambições como a França, liderada por Jean-Kévin Augustin mas que já não conta com Kylian Mbappé, obviamente projectado a um nível superior, relativamente à equipa que há um ano se sagrou campeã europeia sub-19.
Pode também tecer-se a comparação com a Inglaterra, que no passado encarava esta competição como menor e este ano apresenta talentos como Dominic Solanke ou Ademola Lookman e vários elementos com competição na Premier League. Uma competição de especialização, destinada a uma faixa etária já sénior, que consiste numa etapa formativa para alguns dos seus elementos, o que quase corria mal ao contrário de França e Inglaterra sendo que a média de idades, próxima dos 20 anos, pouco difere entre as três selecções e não poderá assim servir como desculpa.
Equipa portuguesa poderia estar fortalecida com outros craques, já requisitados pelos sub21
Portugal arriscava-se a não apresentar um candidato a jogador mais valioso do torneio quando poderia ter tido João Carvalho, convocado para o Europeu sub-21 juntamente com mais dois jogadores que pelo ano de nascimento poderiam estar nesta competição, Rúben Neves e Renato Sanches, estes sim realisticamente em patamares bem acima de um Mundial sub-20 (o primeiro soma uma internacionalização A e o segundo é tão-somente o jogador revelação do último Europeu sénior, prova que inclusivamente conquistou).
João Carvalho poderá ter dificuldades em jogar com regularidade numa equipa luxuosa em termos de opções para as posições que o jovem ocupa, médio ofensivo ou extremo, e poderia ter numa eventual presença no Mundial sub-20 um contributo mais determinante tendo em conta que poderia colocar-se entre os melhores jogadores da competição. Felizmente para os sub-20 lusos que se tem assumido a figura de outro talento do Benfica, Diogo Gonçalves, e talvez a defesa seja o sector mais consensual e no qual se encontram os melhores jogadores deste escalão.
No restante, faltam opções que poderiam conferir maior qualidade imediata a este grupo como mais um ponta-de-lança - apenas Xande, um atacante rápido e versátil mas diferente do que aparentava no início da formação, como alternativa a Zé Gomes que nestes três desafios de Mundial não exibiu confiança e se mantém em branco. Com a Coreia do Sul pela frente nos oitavos-de-final, esperará a turma das Quinas que essa pecha não venha a fazer falta e a posteriormente ser lamentada…

sábado, 27 de maio de 2017



Águia alcançada na manhã, isolada à tarde

Com um pleno de vitórias e apenas um golo sofrido até então (mérito para o último classificado Paços de Ferreira, que logrou marcar na jornada anterior), o Benfica entrava em campo novamente como visitado e pressionado pela vitória do Sporting que havia batido o FC Porto horas antes, pela manhã, mas cedo garantiu a invencibilidade e a manutenção da liderança isolada graças a uma tarde inspirada do ponta-de-lança Fábio Silva que apontou três golos aos 19, 39 e 52 minutos e ainda produziu uma assistência para golo, com a Académica a conseguir reduzir por intermédio de um insuficiente bis de Léo.

Caixa Futebol Campus (campo nº1) - Seixal

BENFICA
Samuel Soares
Renato Matos
(Bernardo Silva, 68)
Tomás Araújo
Gabriel Araújo
Guilherme Montóia
(Famana Quizera, int.)
Rafael Brito ©
Ronaldo Camará
(Gonçalo Batista, 50)
Paulo Bernardo
Filipe Cruz
Fábio Silva
Henrique Pereira
T: Luís Nascimento
4x3x3

ACADÉMICA
Henrique Marques
Afonso Costa
David Branco
Dentinho
Afonso Peixoto
(Ventura, int.)
Telmo ©
Júlio
(João Salvador, 63)
Campos
(Afonso Fernandes, 63)
Léo
Pedro Caldeira
(Bernardo Matos, int.)
Portugal
(Guilherme Preces, int.)
T:  Nuno Padilha
4x5x1

Arbitragem: José Dinis Gorjão - Setúbal
Disciplina: cartão amarelo para Campos (59)
Marcadores: Filipe Cruz (14 e 29), Fábio Silva (19, 39 e 52); Léo (18 e 69)

sexta-feira, 26 de maio de 2017



No mesmo dia, no I Estágio de Preparação para o Europeu de MiniFootball 2017, o jogador Pedro Oliveira classificou-o como um dos pais da modalidade - uma alusão feliz sobre João Antunes, conhecido como João Bailão no panorama desportivo, que para além de uma das faces mais visíveis do projecto de implementação do MiniFootball em Portugal é também o português há mais tempo em contacto com a modalidade, tendo estado presente num Campeonato da Europa de MiniFootball ainda antes de a própria Selecção Nacional nele participar.

Futebolista de origem, tendo vindo a conciliar a sua carreira com as várias responsabilidades que detém na Associação Portuguesa de MiniFootball, João Bailão (à esquerda na imagem) deixou mesmo o Futebol de Onze no mais alto nível de competição para se dedicar exclusivamente ao desenvolvimento de um projecto que conhece de todos os ângulos.

Com efeito, neste momento identifica-se como Vice-Presidente da AF MinFootball para as áreas de Marketing e Selecções, um dos três jogadores que cumpriu todos os jogos oficiais de Portugal na modalidade, Director Técnico da equipa nacional e ainda um dos adjuntos da equipa técnica que lidera a mesma. Com o Europeu cada vez mais próximo, João Bailão explanou todo o contacto que a selecção portuguesa vem tendo entre si e o trabalho que também vem realizando:


Quais eram os objectivos a atingir nestes dois dias de trabalho?

O estágio foi marcado para que trabalhássemos com um lote de jogadores mais restrito, com os jogadores a terem oportunidade de trabalhar num ambiente que não diria luxuoso, mas quase, de grande rigor e muito mais adequado para um grupo de jogadores trabalhar num ambiente fechado, de grupo, para que se comecem a criar algumas dinâmicas colectivas e que a aprendizagem seja maior e mais fácil.

Queremos que o contacto entre eles jogadores e nós enquanto equipa técnica também consiga ter uma relação de maior proximidade e conseguirmos ser mais assertivos naquilo que queremos que seja início de uma preparação forte com as melhores condições possíveis no ponto de vista do projecto.

Com as comodidades de um estágio profissional, desfrutarem dele entre eles e com quatro treinos pela primeira vez para alguns deles e a conviverem com os melhores jogadores a nível nacional e mesmo aqueles que acabem por não ir ao Europeu irão acabar por desfrutar de uma excelente experiência não só a nível humano - sobre isso, por exemplo, durante o estágio haverá um tour patrocinado pela Câmara Municipal da Figueira da Foz - mas também porque todos viverão momentos que serão mais-valias para o grupo que será seleccionado para o Campeonato Europeu.


Tendo em conta os treinos já realizados, o nível que os jogadores já apresentaram, a juntar às observações e diversos torneios, até que ponto podem ser elevadas as expectativas para estes jogadores?

Preparando a resposta em duas componentes, do ponto de vista da observação essa fase vem sendo realizada há alguns anos e desde o ano passado até este e de há dois anos para o ano passado houve um crescimento sustentado em termos de qualidade não só a nível das competências humanas como desportivas e ao nível dos jogadores e por isso temos um grupo que em 90% se trataram de primeiras escolhas e com eles poderemos ambicionar patamares elevados.

O primeiro treino terá sido uma primeira experiência…

O primeiro treino deste estágio foi direccionado em objectivos muito definidos. Não creio que o primeiro treino tenha sido suficiente para fazer algum tipo de avaliação. Há sempre um entusiasmo muito grande, todos se querem mostrar e alguns deles fizeram também muitos quilómetros de carro e por isso o treino da manhã não é muito importante para aumentar ou baixar a fasquia.

No entanto, correndo o risco de me repetir, estando aqui 90% daqueles que são primeiras escolhas e a dirigirmo-nos para aqueles que serão chamados para o Europeu, eu diria que as expectativas são claramente ambiciosas.

Há um aspecto focado e que entra também na minha curiosidade: neste momento existe dentro da própria equipa técnica o perfil do tipo de jogador que procuram para o MiniFootbal, com determinadas características neste momento? Por vezes em convocatórias não se vêm aqueles que mais se destacam ao nível do resultado final, no plano estatístico, jogadores que finalizam muitos golos e que se calhar numa outra modalidade levaria a uma convocatória e depois não surgem nos convocados, portanto haverá uma explicação para que tal aconteça? 

Vou dar um exemplo claro: no ano passado, em 2016, no Inter-Regiões, o melhor jogador e o melhor guarda-redes dessa competição acabaram por não ser convocados para o Campeonato da Europa.

Como Director Técnico, tens também feito parte integrante da Selecção e até mesmo enquanto capitão de equipa. Está planeado participar no Campeonato da Europa na qualidade de jogador?

Já demos por concluído, já renunciei à minha presença no Europeu enquanto jogador. Vou estar exclusivamente focado na vertente organizativa, que é tão ou mais relevante do que o resto, acredito plenamente nisso e é por isso que para a equipa temos chamado cada vez mais jogadores das SuperLigas de Futebol de Cinco e de Sete.

Não obstante a qualidade que procurei dar enquanto ajudei nos últimos anos a minha utilização era feita por motivos orçamentais. A partir do momento em que estava tudo organizado e estávamos num Campeonato Europeu, não fazia sentido que eu estando presente de forma activa nos treinos, na preparação, depois não jogar.

Isto para além da experiência que trazia da prática da própria modalidade. Agora existem outros jogadores nessa situação e entendemos que chegou o momento de dar o passo em frente e deixar de jogar, por isso não estarei presente no Europeu enquanto jogador.

O actual seleccionador e o anterior fazem ambos parte da equipa técnica. Em termos colectivos, oficialmente é muito recente. Está a ser fácil em termos de conciliação de vontades a junção de personalidades?

Contesto a ideia de que a equipa técnica seja muito recente, não é de todo e eu e o Carlos já tomamos decisões em conjunto sobre observações ou treinos desde há dois, três anos. Eu e o Carlos fazemos parte da equipa técnica desde o início do projecto, desde há três anos. O David no ano passado era jogador percebeu como funciona a dinâmica deste projecto, já está connosco a preparar o ciclo deste ano desde o ano civil anterior, por isso a equipa técnica não é propriamente recente.
Por isso, contesto essa ideia, podemos responder como está a correr mas esta não é uma equipa técnica recente.

Ou seja, a equipa técnica não é tão recente quanto possa parecer…

O Carlos faz parte da equipa técnica desde o primeiro seleccionador que houve (não foi ele o primeiro seleccionador)Quanto à forma como está a correr, prefiro que sejam ambos a responder. Joguei em todos os jogos oficiais, tal como o José Carlos e o Fábio Teixeira. Ainda no primeiro ano estive em 2014 a ver o Europeu no Montenegro e a preparar a criação da nossa selecção portuguesa.

Acabamos por tentar aqui antecipar e retirar o grau de incerteza com sessões teóricas, uma táctica e outra mais técnica do ponto de vista organizativo sobre o que irão encontrar lá sobre a modalidade para a que façam a própria adaptação à prova em que vão participar, saibam em que hotel vão ficar, como foi feito aquele estádio, ouvirem os hinos… vamos retirar todo o grau de incerteza para que possamos perceber quem é será capaz de para além de jogar futebol, no plano desportivo, quem será mais capaz de responder melhor. A transmissão televisiva, o estádio cheio…

Até mesmo porque os adversários no Europeu serão fortes, como a Roménia, o Cazaquistão e até a própria Grécia, esta é também uma curiosidade minha pelo facto de a modalidade ser também recente: já é possível à própria equipa técnica assistir aos jogos das outras equipas e conseguir preparar a equipa para aquilo que a espera, compilando informação? Se calhar existe a desvantagem e dificuldade de os jogos realizados no Europeu passado já terem um ano de distância…

Posso dizer o seguinte: esta é uma modalidade crua, e sendo crua temos muito por onde inovar e o exemplo está num movimento que utilizámos num atleta que lá está, estaria nesses 10% de jogadores escolhidos e que tem um remate fantástico e o campo é pequenino, com as dimensões para que pudesse ser feito algo que não havia sido tentado até então e o certo é que nos dois primeiros jogos só não deu golo por três ou quatro centímetros. No primeiro ano, fomos apenas nós a fazê-lo; no ano seguinte outros tentaram o mesmo.

Isto foi possível por esse jogador ter um remate que é um míssil, incrível, e se no primeiro o guarda-redes defendeu para canto o segundo ficou na malha superior da baliza, bate na parte de trás da barra e fica na malha superior da baliza. O que é que acontece? Nesse mesmo ano, tivemos mais equipas, depois de nos verem…

É possível estender o scouting e assim poder ter conhecimento sobre os últimos jogos que as equipa adversárias realizaram para melhor preparar a prova?

Essa é uma das mais-valias que sabemos que existe na nossa equipa que é a capacidade de análise, e teremos vídeos do que fizeram as outras equipas.

quinta-feira, 25 de maio de 2017



Um minuto após Mauro Ribeiro ter tido um tento anulado por fora-de-jogo na única situação em que o FC Porto conseguiu visar as redes leoninas, aos 27 a equipa da casa abriu o marcador. Toque subtil de Rodrigo Costa na pequena área correspondendo a um cruzamento tirado por José Galante pela direita e a dilatar aos 31 num disparo desde o exterior da grande área. Pelo meio o Sporting tinha também tido duas bolas negadas pelos postes a Gonçalo Batalha (livre ao poste direito aos 8) e Bruno Tavares (potente disparo na trave aos 30).

O Sporting alcançou o 2-0 através de um colocado remate de Daniel Rodrigues dando seguimento a uma incursão de Úmaro Baldé pelo centro do terreno e fechou as contas perto do final da partida por Rodrigo Rego que picou a bola sobre o guarda-redes após cruzamento tirado por João Daniel pela direita.

Estádio Aurélio Pereira - Academia Sporting (Alcochete)


SPORTING
Diogo Almeida
José Galante
Eduardo Quaresma ©
Rodrigo Rego
Tiago Ferreira
Úmaro Baldé
Gonçalo Batalha
Daniel Rodrigues
Alexandre Lamy
(Francisco Conceição, int.)
Rodrigo Costa
(Tiago Tomás, 49)
Bruno Tavares
(João Daniel, 55)
T: Pedro Coelho
4x3x3

FC PORTO
Ivan Cardoso
Tomás Esteves
David Vinhas
Tomás Rosete
Hugo Oliveira
Danilo Veiga
(Sérgio Meireles, 54)
Tiago Ribeiro ©
Bernardo Folha
Diogo Carreira
João Pinto
Mauro Ribeiro
(Gustavo Aguiar, 48)
T: José Conceição
4x3x3

Arbitragem: Rui Mendes - Santarém
Disciplina: cartão amarelo para Úmaro Baldé (64) e Tiago Ribeiro (70+3)
Marcadores: Rodrigo Costa (27), Daniel Rodrigues (31) e Rodrigo Rego (68)


Pedro Coelho - treinador do Sporting

É sempre importante vencer um rival. Quisemos sempre defender alto e impedir que o FC Porto pressionasse junto da nossa baliza. Para já, mantemos o lugar que ocupamos…

José Conceição - treinador do FC Porto

Foi um jogo intenso; o segundo golo do Sporting foi o momento-chave da partida e agora trabalharemos para melhorar tendo em vista a próxima semana.