segunda-feira, 12 de junho de 2017



EMF Campeonato da Europa - Fábio Teixeira

Ainda que desta feita fora das opções da equipa nacional para o Euro 2017, Fábio Teixeira assume-se como um dos elementos mais experientes da equipa e um dos recordistas de internacionalizações por Portugal até que José Carlos Ferreira disputou os dois confrontos até ao momento realizados na fase de grupos ante o actual detentor do título europeu, o Cazaquistão, e a pentacampeã europeia Roménia.

Mesmo não fazendo desta feita parte da comitiva que vai competindo em Brno, República Checa, a opinião do experiente defensor não deixa de se considerar uma fiel avaliação sobre a qualidade da Selecção Nacional, a quem anteviu um Europeu de grande nível:

Como um dos jogadores presentes nos estágios da Selecção, o que podem ter acrescentado estes estágios, possibilitam algum tipo de expectativa?

Mantenho boas expectativas, um ponto crucial no estágio é que hoje em dia temos muito mais condições do que há três anos por exemplo, e acho que podemos encarar os jogos com outra ambição que antes não tínhamos, apesar de estarmos num grupo que à partida é complicado mas é como disse, acho que estamos muito melhor preparados.

Como um dos jogadores mais experientes nesta modalidade em Portugal já deverá ter um conhecimento por ter defrontado ou convivido em estágio com todos os jogadores que fazem parte da Selecção. Avaliando toda a qualidade da equipa, até onde pode chegar a Selecção no Europeu?

Primeiramente, acho que estamos cada vez mais fortes e que o facto de o Mister já ter jogado connosco, ele já esteve no terreno, dá-lhe portanto uma outra visão para poder seleccionar melhor os jogadores e acho que com a equipa que se tem apresentado nos estágios podemos sonhar o mais alto possível e que temos tudo para passar a fase de grupos.

Como participante, juntamente com o José Carlos e o João Bailão, em todos os jogos oficiais de Portugal em Futebol de Seis até ao Europeu, foram os três recordistas nesta Selecção, essa experiência em termos de presenças em jogos oficiais é uma mais-valia, mais do que individualmente de forma a fazer parte da equipa, colectivamente em termos de conhecimento angariado em Europeus passados?

Claro que sim, acho que cada experiência é muito enriquecedora no sentido em que nós, nos outros anos em cada jogo tivemos sempre falhas e corrigimo-nos. Acho que é importante porque já conhecemos também os outros jogadores e as outras selecções, portanto acho que ajuda muito e também para passar informação importante aos nossos novos colegas que nunca foram.

sexta-feira, 9 de junho de 2017



Real - Brash, um exemplo de reforço entre portas
A equipa de Monte Abraão que ascendeu à liderança da classificação foi mesmo a grande sensação do Campeonato de Portugal ao ter alcançado um objectivo alimentado desde o início pelo técnico Filipe Martins e ainda excedido todas as expectativas ao ter-se deparado com algumas dificuldades na preparação de alguns importantes confrontos.

Em alturas críticas o técnico do Real não pôde contar com o médio Brash Brampoque, titular indiscutível em toda a temporada e que assim desfalcou o meio-campo que tem para cúmulo sido o sector mais assolado por lesões e castigos, sendo que esse foi o segundo caso a aplicar-se com o médio guineense que se viu obrigado a cumprir um encontro de suspensão por via de uma expulsão por acumulação de amarelos no jogo no qual a equipa da linha de Sintra igualou em sua casa com o Praiense a uma bola.

Apesar do rude golpe que passou pela ausência de Brash, a partir da primeira vez que ocupou a liderança que como é sabido garantia a promoção directa à Ledman LigaPro... não mais o Real a largou, permitindo o regresso deste centrocampista que foi uma das grandes revelações da temporada fazendo por merecer a renovação contratual, assim passando a profissional e surgindo como um dos nomes a ter em atenção na próximas edições da Ledman LigaPro e da Taça CTT, competições nas quais tanto clube como jogador se irão estrear. 


Road to EMF 2017 - Darlan Ribeiro

A menos de 24 horas da estreia de Portugal na edição de 2017 do Campeonato da Europa de MiniFootball, a expectativa será tão grande entre os 11 convocados para representar a equipa nacional quanto os restantes companheiros que permanecem no nosso País como reserva para qualquer eventualidade.

É esse o caso de Darlan Ribeiro, guarda-redes nascido no Brasil mas que pelo seu percurso no nosso País nas várias variantes de futebol, desde o Futebol de Onze, passando pelo Futebol de Praia e terminando no Futebol de Sete e de Seis nesta modalidade, se tornou mais um convicto luso. Ainda que para já fora das opções do seleccionador David Martins para o certame, o guardião detentor do título nacional na Elite Final Nacional da SuperLiga em Futebol de Sete torce, ainda que por fora, pelo sucesso de Portugal na prova.

Como um dos escolhidos para participante no I Estágio de Preparação, que expectativas mantinha?

Vê-se que esta malta esteve empenhada, vê-se trabalho e dá gosto, a malta gosta do que está a fazer e da oportunidade que tem vindo a ter. Foi espectacular e todos estão de parabéns, especialmente o pessoal ligado às SuperLigas e a todo o staff da Associação Portuguesa de MiniFootball pois estão a cumprir e a dar-nos todas as condições para fazermos aquilo que gostamos e pronto, foi muito bom, foi um espectáculo e agora é esperar que tudo possa correr melhor pois temos tudo, temos jogadores com qualidade para serem escolhidos para os melhores que têm apresentado melhores condições tanto no Futebol de Cinco como no de Sete.

Têm aparecido jogadores com muita qualidade e agora para o Euro é juntar o melhor e fazer o trabalho, fazer o que se sabe e entregar-se como este pessoal tem feito, é isso que acho e que espero, que corra tudo melhor para a Selecção.

No I Estágio foram convocados três guarda-redes, sendo que na convocatória final apenas podem figurar dois. Avaliando os três que trabalharam em conjunto, como pode definir-se cada um em termos de qualidade? Que qualidades o Darlan possui individualmente para que seja suficiente para garantir vantagem sobre a restante concorrência?

No Europeu, jogam dois. É uma pergunta um pouco difícil pois se estivermos a falar de jogadores de campo, que são mais, podia ser um bocado mais específico pois cada guarda-redes tem a sua qualidade, característica e acho que cada um dos três guarda-redes do I Estágio poderia jogar mais na equipa e individualmente eu pessoalmente tenho conhecido melhor os meus colegas nesta posição que não é muito favorável, é bastante ingrata como toda a gente sabe e pessoalmente gosto muito de trabalhar o jogo de pés e os reflexos.

Sou um guarda-redes ágil, rápido e não sou muito alto, portanto trabalho muito as pernas para depois compensar aquilo que não tenho e como jogo também Futebol de Praia num piso que é irregular isso dá-me também características que posso implementar aqui neste futebol, o MiniFootball, que é totalmente diferente daquilo que a gente vê pela televisão, pelas imagens ou por aquilo que o pessoal joga em Futsal, é totalmente diferente, mas tenho características que aqui poderão ajudar a equipa a avançar nos objectivos que estão a ser impostos.

Os colegas que eventualmente não se conhecessem ficaram a ser conhecidos com o Estágio e os primeiros treinos. Tendo em conta a qualidade dos jogadores já conhecidos, até que ponto a equipa conseguirá um bom resultado no Europeu?

Isso terá mesmo de ser com o continuar a trabalhar a cada treino e a cada estágio, existiram estes dois, é trabalhar e depois cada um cumprindo com o melhor que cada um sabe fazer e com o que o Mister nos pedir para fazer pois é para todos, incluindo os que já foram e jogaram no Europeu no ano passado, eles também têm dificuldades e estamos sempre a aprender cada vez mais e quando se chega e coloca logo tudo consegues colocar em prática com maior naturalidade como por exemplo já fazemos no Futebol de Sete, de Onze ou em outras modalidades a que estejamos habituados.

É diferente, mas como já disse têm aparecido jogadores cada vez melhores, têm feito parte dos torneios e este staff tem conseguido ir buscá-los e complementar a equipa, acredito que vai sair daí um conjunto muito forte e isso já se vê no espírito da equipa, que é muito importante ver a malta já unida, e portanto ver o pessoal escolhido para o Europeu… penso que vão fazer um grande Euro, estão a capacitar-se cada vez mais para isso.


quarta-feira, 7 de junho de 2017




Eficiente bola parada atenua a expulsão

Confronto em que os extremos se tocavam com o último classificado Oeiras a receber o líder Sporting sendo que os 25 minutos iniciais foram jogados a um ritmo muito lento e no último quarto de hora uma maior intenção por parte dos leões que no entanto nunca conseguiriam ultrapassar com perigo a bem montada defensiva da equipa da casa que apresentava muita proximidade entre as suas duas linhas mais recuadas, assim reduzindo drasticamente o espaço de criação para os verde-e-brancos.

Tudo mudaria na 2ª parte com o Sporting a conseguir ser capaz de executar com maior velocidade até que aos 62 minutos se via privado de uma unidade com a expulsão directa de Diogo Brás, o que todavia não evitou que o leão chegasse ao golo por intermédio de Bernardo Sousa na conversão de uma grande penalidade apenas quatro minutos depois, para se dissiparem quaisquer dúvidas quanto ao vencedor nos instantes finais graças ao elemento que entraria em campo para render o autor do primeiro tento.

Um tento de Francisco Oliveira através de novo lance de bola parada, desta feita apontado junto à área permitiu confirmar de forma eficaz um triunfo de importância redobrada tendo em conta que à mesma hora o Benfica, que se encontrava a discutir a liderança de forma muito próxima, saiu derrotado na deslocação ao terreno do FC Porto, o que permitiu cimentar a liderança da classificação numa mais confortável vantagem de 4 pontos.


Estádio Municipal de Oeiras

OEIRAS
Filipe Campina
Diogo Marinho
Alexandre Barbas
Gonçalo Lucas
(Bedel Mendes, 66)
Baltazar Paisana
Tomás Rodrigues
(Gonçalo Costa, 68)
Guilherme Santos ©
Tomás Santos
Pedro Aparício
Ricardo Pereira
(Afonso Evangelista, 73)
Vasco Cardoso
T: João Cardeano
4x2x3x1

SPORTING
Filipe Semedo
Rodrigo Vaza
João Goulart
Tiago Djaló
Gonçalo Costa
(Edmilson dos Santos, 62)
Bavikson Biai ©
Félix Correia
Bernardo Sousa
(Francisco Oliveira, 68)
Diogo Brás
Tiago Rodrigues
Sérgio Velosa
(Babacar Fati, int.)
T: João Couto
4x3x3

Arbitragem: José Quitério Almeida - Lisboa
Disciplina: cartão amarelo para Gonçalo Costa (37), Babacar Fati (45), Tomás Rodrigues (47), Diogo Marinho (62), Alexandre Barbas (65), Tiago Djaló (69), Rodrigo Vaza (71), Tiago Rodrigues (72), Filipe Semedo (80+1); cartão vermelho para Diogo Brás (62, expulsão directa) e Pedro Aparício (80+5, expulsão directa)
Marcadores: Bernardo Sousa (66, gp) e Francisco Oliveira (80+4)

terça-feira, 6 de junho de 2017




Road to EMF 2017 -  Nélson Paiva

O Europeu de MiniFootball está mesmo aí, com a competição a ter o seu início já na próxima 6ª feira com a estreia de Portugal a estar agendada para Sábado - uma excelente forma de a Selecção Nacional celebrar o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.

Para preparar a competição, a equipa nacional realizou dois Estágios de Preparação, ambos levados
a cabo na Quinta das Rolas, sita em Quiaios, dos quais Nélson Pava fez parte, tornando-se assim um claro candidato a representar o País no certame internacional, sendo essa a expectativa deixada pelo atleta em resposta às questões colocadas:

Tem sido presença entre os convocados para estágio. Quais têm sido as expectativas?

Acho que a minha expectativa era a de todos os outros, é ser um dos 11 jogadores que vão ao Europeu e vir a ser um dos eleitos.

Tendo em conta que existe já um conhecimento sobre estes jogadores pelo facto de já se terem defrontado nas SuperLigas e outros torneios e alguns terem passado a ser conhecidos na Selecção, até onde podemos definir a qualidade desta equipa e elevar as expectativas da equipa para o Europeu?

A qualidade dos jogadores, pelo que tenho visto e por ter jogado contra eles, acho que está boa. Perspectivas? Só mesmo chegando lá, jogo a jogo vamos vendo se dará para termos alguma expectativa para além de cada jogo ou não.

Como um dos convocados que representa o Central Mensageiro, ser proveniente de uma equipa que é ganhadora e que recentemente conquistou a Elite das SuperLigas poderá trazer alguma vantagem relativamente aos restantes jogadores de forma a garantir um lugar no Europeu?

Não, acho que não, pois temos no Central Mensageiro jogadores que poderiam perfeitamente estar aqui e pronto, infelizmente não estão, por isso penso que não me traz vantagem nenhuma, não tenho como dizer se estou em vantagem ou não.

segunda-feira, 5 de junho de 2017




Benfica vs Sporting Iniciados

Derby para o pleno e o bicampeonato

Derby abrlhantado pelo facto de se constituir a decisão do título nacional de Iniciados, com lugar a uma etapa de encaixe e risco reduzido por parte dos dois conjuntos até que à meia hora as águias se adiantaram no marcador através de uma bola colocada a partir de trás em Filipe Cruz, que progrediu pela meia direita do ataque.







A partir dessa posição o extremo encarnado atirou rasteiro e cruzado para bater Diogo Almeida que seria novamente batido apenas três minutos após o reatamento e novamente com o Benfica a fazer uso de um passe alongado, colocado pelo central Tomás Araújo para a excelente execução de Paulo Bernardo que atirou para um golo de belo efeito apesar de apertado pelos centrais do Sporting que menos de 10 minutos depois foi capaz de reduzir a diferença através de uma veloz transição finalizada por Úmaro Baldé num arranque desde o seu meio-campo em apoio até à área contrária.

Apesar dos esforços sportinguistas em evitar os festejos do grande rival, foi mesmo o Benfica quem voltaria a marcar num ataque rápido já a 5 minutos do final através de uma excelente incursão de Ronaldo Camará com a bola dominada após solicitação de Henrique Pereira que carimbou a nona vitória benfiquista em outros tantos desafios na Fase Final

Caixa Futebol Campus (campo nº1) - Seixal

BENFICA
Samuel Soares
Renato Matos
Tomás Araújo
Rafael Brito ©
Guilherme Montóia
Famana Quizera
Ronaldo Camará
Paulo Bernardo
Filipe Cruz
(Gabriel Araújo, 48)
Fábio Silva
Henrique Pereira
T: Luís Nascimento

SPORTING
Diogo Almeida
Rafael Fernandes
Eduardo Quaresma ©
Rodrigo Rego
Tiago Ferreira
Úmaro Baldé
(Duarte Carvalho, 63)
Gonçalo Batalha
Daniel Rodrigues
Bruno Tavares
Rodrigo Miguel
(Francisco Conceição, 43)
Tiago Tomás
T: Pedro Coelho

Arbitragem: João Malheiro Pinto - Lisboa
Disciplina: cartão amarelo para Fábio Silva (42), Eduardo Quaresma (43), Filipe Cruz (46), Famana Quizera (53) e Rafael Brito (60)
Marcadores: Filipe Cruz (30), Paulo Bernardo (38) e Ronaldo Camará (65); Úmaro Baldé (45)

Pedro Coelho - treinador do Sporting

Jogo em que acabámos por ter o domínio do jogo no controlo sobre a bola.





A juntar à liderança do seleccionador David Martins e o ‘cunho’ de futebolista que João Bailão acrescenta como um dos técnicos adjuntos e Director Técnico da Selecção Nacional de MiniFootball, existe também na equipa técnica uma voz conselheira própria de um homem que será um dos treinadores portugueses com maior conhecimento sobre a modalidade em Portugal, constituindo-se muito provavelmente a pessoa com mais longo contacto com o MiniFootball no nosso País para além de Bailão, o mentor do projecto.

Presente na equipa técnica da equipa nacional praticamente desde a sua criação e a desempenhar funções de técnico adjunto depois de ter sido o próprio seleccionador nacional no último Europeu de forma efectiva e no último Torneio das Nações de forma interina, Carlos Rocha (segundo à esquerda na imagem) conhece com propriedade a evolução que o MiniFootball vem encetando em Portugal, o que poderá manifestar-se já no Europeu que se inicia na próxima semana. Para já, a suas expectativas são as melhores:

O primeiro treino do I Estágio de Preparação terá sido uma boa primeira experiência para perceber em que nível está a equipa…

Temos aqui jogadores do Inter-Regiões e das SuperLigas de Futebol de Sete e de Cinco e facilmente conhecemos experiência do profissional, jogadores de futsal que não se adaptaram ao futebol de 11, jogadores de futebol de 11 que não se adaptaram ao futsal e nós nessa medida procuramos os jogadores que entendemos terem o perfil tanto técnico como físico para esta modalidade pois podem destacar-se no Futebol de Sete, em que o campo é muito mais aberto e há muito mais espaço para jogar…

Mas aqui há as duas vertentes: há os jogadores que se destacam muito no Futebol de Sete mas depois não conseguem e depois há jogadores de Futebol de Sete que por terem determinadas características se tornam em verdadeiros jogadores para a modalidade. Este espaço é para nos focarmos em 18, 19 pessoas e percebermos quem entre eles se aproxima mais do que pretendemos para esta modalidade por isso por si só o treino é pouco, é curto pois nesta fase eles pouco ou nada jogam, para que percebamos quem mais se adequa ao que pretendemos para esta modalidade.

Nessa intervenção há um aspecto focado e que entra também na minha curiosidade: neste momento existe dentro da própria equipa técnica o perfil do tipo de jogador que procuram para o MiniFootball, com determinadas características neste momento?

Por vezes em convocatórias não se vêem aqueles que mais se destacam ao nível do resultado final, no plano estatístico, jogadores que finalizam muitos golos e que se calhar numa outra modalidade levaria a uma convocatória e depois não surgem nos convocados, portanto haverá uma explicação para que tal aconteça? 

Sim. No Campeonato esses dados estatísticos acabam por ter mais força; chegados aqui, os golos que se marcaram perdem importância pois devem apenas ser vistos como um reconhecimento, apesar de estarmos numa época em que Ronaldo e Messi fazem muitos golos e são os melhores, mas não são só os golos que diferenciam um jogador. Já definimos a nomenclatura para cada uma das posições neste Futebol de Seis e sabemos exactamente o que queremos em cada uma delas e por exemplo o David, que agora é o nosso seleccionador, era um jogador com um determinado perfil.

Hoje procuramos um jogador com um perfil idêntico ao do David Martins para este ano. De acordo com a experiência estamos a perceber quando é preciso mudarmos para aqui ou acolá e por isso vamos à procura, estamos à procura do tipo de jogadores que já definimos, mais do que alguém chegar aqui e marcar três ou quatro golos.  

É nesse género: para mim, nesta última etapa do Inter-Regiões houve jogadores que estiveram na equipa que venceu a competição que podiam estar aqui, ou seja, por vezes não se trata apenas de ter o perfil de jogador que procuramos nem sequer os jogadores que ganharam o jogo são mais propícios do que os da equipa que perdeu.

A equipa que perdeu pode ter tido mais bola e melhor jogo do que a equipa que ganhou, ou a jogar o jogo pelo jogo ou a perder tempo e para o Futebol de Sete nem sempre essa é a melhor equipa. No ano passado fomos buscar dois ou três jogadores à selecção que tinha ficado em quinto, mais do que das equipas que tinham ido à final… são as características dos jogadores que o definem.

Estou perante o actual seleccionador e o anterior, ambos parte da equipa técnica. Em termos colectivos, oficialmente é muito recente. Está a ser fácil em termos de conciliação de vontades a junção de personalidades? Ou a equipa técnica não é tão recente quanto possa parecer?

Até agora ainda não perdemos nenhum jogo, está a correr bem (risos). Tem corrido muito bem, o David para lá da experiência como treinador tem também uma experiência como jogador que o fez crescer também dentro da própria equipa técnica e entre os jogadores era um exemplo tal como o João que é ainda o jogador com mais jogos pela Selecção tendo jogado em todos os jogos oficiais. Por brincadeira digo que quem tem mais jogos acabo por ser eu e o João e o João acaba por ter mais porque já estava presente no primeiro ano.

A partir daí comecei a fazer parte do jogo e nota-se uma grande evolução neste desporto de há três anos para cá e depende um pouco de quem faz parte dele pois trata-se de um desporto em que ainda não há muito nos próximos anos poderá ser completamente diferente e por isso é importante que as pessoas possam desenvolver pormenores novos. Até agora tem corrido tudo muito bem e é nosso objectivo que Portugal consiga atingir os seus objectivos.

Esta minha pergunta poderia ser utilizada para fechar e até pode pecar por incompleta visto ainda faltar realizar-se alguns treinos, mas tendo em conta o conhecimento que possuem da própria modalidade, dos jogadores e até sobre cada um em particular, o que é que neste momento falta aprimorar ou melhorar para que Portugal possa alcançar os objectivos que pretendem no Europeu?

A experiência que temos permite-nos passar um pouco da experiência que irão encontrar bem, o que irão passar bem ou mal, estes nossos três anos de experiência permitem-nos perceber a importância de outros factores como o tipo de bola, a tal competição e a pressão de representar o País…

São coisas sobre as quais não dá para simular em treino mas temos a convicção de que a experiência que acumulámos está a ajudar-nos com aquilo que desenvolvemos e também estes jogadores que já fizeram 10 jogos, 7 jogos, os que repetem vê-se claramente que já trazem outra ’escola’.

Isto é como quando tiramos a carta, tiramos a condução, temos umas aulas e depois os que repetem conseguem ajudar-nos mais do que aqueles que chegam novos. Ensinar os outros a ajudar é importante e lá está, no primeiro ano víamos muitos a querer fazer as coisas e poucos a querer aprender. Cada vez mais já sabem o que fazer, aprenderam as coisas e estas tornam-se mais fáceis de discutirem entre eles uns com os outros, achamos que será fácil e obviamente não poderemos olhar só para o resultado desportivo desde que a equipa possa fazer o seu melhor.

Estando nós num grupo complicado, podemos ser nós a condicionar o adversário e depois no resultado final ser ele o melhor. Não, é importante sabermos que existem outros parâmetros em que a equipa pode também ser avaliada e é aí que veremos se o comportamento da equipa será melhor ou não do que no ano passado.

Até mesmo porque os adversários no Europeu serão fortes, como a Roménia, o Cazaquistão e até a própria Grécia, esta é também uma curiosidade minha pelo facto de a modalidade ser também recente: já é possível à própria equipa técnica assistir aos jogos das outras equipas e conseguir preparar a equipa para aquilo que a espera, compilando informação? Se calhar existe a desvantagem e dificuldade de os jogos realizados no Europeu passado já terem um ano de distância…

Jogos do ano passado e todos os jogos dos Europeus estão disponíveis e é certo que os jogos do Europeu passado têm algum tempo, mas os jogos realizados permitem-nos recolher dados, muitas vezes não é fácil mas muitas vezes aproveitamos o próprio Europeu para vermos outras equipas e muitas vezes há novidades que as outras equipas depois também tentam adaptar, mas o scouting não é fácil e será também muito por isso que as equipas se apresentam muito rígidas e a não darem espaços, jogando forte.

Depois há coisas que vão sendo feitas e aproveitadas de outros anos, por exemplo Portugal no último ano a equipa técnica por iniciativa do João implementou uma técnica de na bola de saída, uma ideia do João de se tentar surpreender com um pontapé de remate a meio-campo e são este tipo de coisas. No primeiro jogo, nem a câmera viu o remate…