
Elite SuperLiga Final Nacional (Futebol de 5) - sete destaques
Decorreu no passado dia 22 na Figueira da Foz a Final Nacional Elite no que
respeita ás SuperLiga de Futebol de Cinco em MiniFootball num só dia de competição e a prova a desenrolar-se durante
todo o dia de Sábado na Praia do Relógio num total de nove equipas e
todas elas compostas por interessantes jogadores entre os quais
sobressaiu um lote que abaixo se apresenta:
Pedro Costa ‘Pedrinho’ (Manga Tropical) -
Por algum motivo foi galardoado com os prémios de Melhor Jogador e
Melhor Marcador da competição. Distinguiu-se a uma considerável
distância e foi dessa forma o principal dínamo do Manga Tropical na sua
caminhada rumo ao título nacional apresentando qualidade técnica apurada
que se multiplicou nos mais requintados ‘malabarismos’ em movimentos de
1x1, uma desconcertante finta a curta distância e inteligência na
desmarcação perante os adversários que lhe permitiu ganhar ascendente e
finalizar com impressionante regularidade.
Carlos (Cardosas)-
Em termos de ordem de importância, terá sido o segundo melhor jogador
da competição: alguns furos abaixo de Pedrinho e acima dos demais, tendo
colocado em prática a velocidade, resistência física e rapidez de
processos que lhe permite fazer também carreira ao nível do Futebol de
Onze e em posições que exigem grande disponibilidade física como a de
lateral. Habilitado a jogar com os dois pés e também eficiente a
finalizar com recurso a constantes movimentações e overlappings com os
companheiros que muito beneficiaram a equipa lisboeta.
Fábio Rodrigues ‘Kareca’ (Manga Tropical) -
Pode dizer-se com clareza que o Manga Tropical se sagrou campeão
nacional pelo facto de ter contado na sua equipa com os dois maiores
valores individuais da competição e em dois postos bem distintos e
determinantes para o sucesso de qualquer conjunto: Pedrinho na frente a
definir e Kareca na baliza, praticamente intransponível perante os
adversários que se lhe colocaram com grande presença de baliza e
elasticidade a fechar todos os ângulos recorrendo a extensões de pernas
de forma a defender com os pés, se necessário.
Daniel Barreto ‘Danny’ (Cruyffzinhos)
- Foi o último… a chegar - os Cruyffzinhos abriram a competição
defrontando Manga Tropical, com os conimbricences a verem-se obrigados a
iniciar o desafio com um guarda-redes improvisado - mas depressa passou
a ser o único a ter chegado a rivalizar com Kareca como guarda-redes
mais valioso da competição, principalmente quando com duas meritórias
defesas no desempate por grandes penalidades encaminhou a sua equipa
para as meias-finais. De resto, o seu raide de influência para o
desempenho da turma de Coimbra foi para além desse desafio.
António Batista ‘Alex’ (Sarrabecos FC) -
Um excelente pivot… mas bem mais do que isso, sendo capaz de jogar a
todo o campo para assim intensificar as dificuldades dos seus marcadores
directos, sempre obrigados a desposicionar-se para procurar segurar os
seus ímpetos; tarefa, diga-se, complicada, uma vez que suporta muito bem
o choque e se torna muito perigoso quando embala, o que lhe permitia
obter condições de remate a partir dos mais diversos ângulos, como de
resto se pôde verificar pelos diferenciados golos que apontou aos Minho
Giants no final da fase de grupos.
José Sousa (Sarrabecos FC) - A
verdadeira alma da equipa de Sacavém, formando com o seu irmão, também
ele parte activa da equipa, uma dupla muito consistente nesse aspecto.
Raçudo e muito interventivo, faz valer a sua experiência nos momentos de
maior complicação, não apenas devido à sua mentalidade como à visão
inteligente que revela sobre o jogo que lhe permite encontrar as
melhores soluções de passe para assistir os seus companheiros, o que se
tornou especialmente útil na fase a eliminar, valendo a presença na
final.
Luís Fernando ‘Nandinho’ (Lokomotiv Gondar) - A
grande figura da turma minhota, tendo revelado uma excelente relação e
apetência pelo golo ao ter na fase de grupos sido capaz de destacar-se
nesse particular, tendo conseguido contribuir com golos e normalmente
com execuções de monta, tendo mesmo impressionando com um bonito golo
através de um remate colocado de pé direito ainda na fase preliminar.
Combinou na maior parte das ocasiões com eficiência com os seus
companheiros e merecia mais do que quedar-se nos quartos-de-final.