sábado, 18 de novembro de 2017



Continua a decorrer a preparação do Real que com o regresso às competições oficiais agendado para o próximo dia 26 continua a realizar treinos de grande exigência competitiva de forma a apurar os índices de preparação. Para esse efeito, realizou esta 3ª feira um derby da região de Sintra muito embora num jogo realizado em momento de treino, não oficial e que dispensou mesmo a presença de árbitro, tendo conseguido patentear a sua superioridade e golear o vizinho Sintrense por 6-1, resultado antagónico ao da sua equipa júnior.

Dois dias depois, a equipa sub-19 do Real visitou o Caixa Futebol Campus para defrontar o Benfica em jornada antecipada do Campeonato Nacional de Juniores devido ao facto de a equipa encarnada disputar na próxima 4ª feira em Moscovo mais uma ronda da UEFA Youth League, o que levou ao agendamento da partida para o final da tarde de 5ª feira, momento que permitiu também estrear o novo treinador principal, João Machado, tendo saído goleada por 5-0. Tal como a equipa principal na Ledman LigaPro, também o conjunto júnior ambiciona assegurar a manutenção no seu Campeonato.

Poucas horas volvidas, na manhã de 6ª feira a primeira equipa do Real teve o privilégio de receber o emblema cuja equipa principal se encontra apurada para a final da Taça Libertadores, o Grêmio de Porto Alegre, uma visita a um Complexo Desportivo do Real que a equipa brasileira teve algumas dificuldades em encontrar e que conduziu a um início de jogo com 45 minutos de atraso.em Monte Abraão com os golos a terem sido obtidos nos primeiros minutos da 2ª parte: a equipa brasileira a adiantar-se no marcador e os da casa a estabelecerem logo depois a igualdade por Abdoulaye Dialló que havia entrado ao intervalo.

Este acabou por ser um jogo-treino no qual o técnico do Real, Filipe Martins, apresentou um misto entre jogadores habitualmente titulares, como Carlos Vinícius, Marcelo Lopes, Brash, Gustavo Cazonatti ou Fabrice Fokobo e atletas menos utilizados como o marcador do golo Abdoulaye, Adílio Varela, Rúben Marques ou Tiago Morgado.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017



Casa Pia - Varão reforça meio-campo

Bem colocado na série E da CPP ao ocupar a vice-liderança que poderá garantir um lugar na Série de Subida, o Casa Pia obteve um reforço pouco esperado para o seu meio-campo. Já depois de ter garantido sobre o limite de inscrições de contratos profissionais o extremo Fali Candé, emprestado pelo Benfica B, o facto de a qualquer momento poder ser registada uma transferência nacional, desde que com ligação amadora, levou a turma lisboeta a aproveitar a saída de Vasco Varão, que se estreou desde logo na jornada deste Domingo ao disputar cerca de 20 minutos como suplente utilizado na deslocação a Moura.

Aos 36 anos, o experiente médio ofensivo chega a Pina Manique para garantir concorrência a André Faísca pela posição 10 ao ter acertado a saída do plantel do Sintrense. A mudança, apurou o NOVA ACADEMIA DE TALENTOS, dever-se-á a um conflito inultrapassável no balneário que se terá solucionado com a saída de Varão do emblema que disputa a Série D do CPP para encontrar no Casa Pia uma solução imediata para a carreira.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017



Olímpico do Montijo - Bem desportivamente e sem receber salários

Tempos conturbados vive o Olímpico do Montijo, que se desportivamente vem cumprindo os objectivos no restante a situação está longe de ser… olímpica, com o plantel a apenas ter disponíveis 16 dos 23 jogadores que formam o grupo e sem avançados disponíveis pois todos fazem parte do lote de quatro lesionados, limitando as escolhas para o técnico David Martins que na jornada deste Domingo (derrota caseira por 1-0 frente ao Oriental) apenas contou com juniores como opções alternativas, tendo o onze titular cumprido os 90 minutos.

No entanto, mais grave do que as limitações no plantel será a questão financeira visto que todo o plantel e equipa técnica apresenta pelo menos dois meses de salários em atraso sendo que os elementos, jogadores e treinadores, que transitam da época transacta ainda aguardam o pagamento referente ao último mês de 2016/2017 - em suma, a equipa técnica liderada por David Martins encontra-se sem receber vencimentos desde há três meses e meio com excepção do treinador adjunto Pedro Russiano, que apenas se juntou ao clube esta época.

Dentro de campo, o Olímpico do Montijo continua a comportar-se como se nada se passasse, com o plantel a trabalhar com normalidade apesar do constante sobressalto inerente à ausência de pagamentos, realizando uma Série muito interessante e de encontro com as expectativas mesmo com a normal instabilidade emocional. Para esta situação complicada contribuiu a cisão entre um grupo de investidores estrangeiros que procuravam assumir o controlo do clube e dessa forma constituir uma SAD, fazendo-se acompanhar de quatro futebolistas de nacionalidade colombiana.

Com o rompimento da ligação entre clube e empresa por motivos que não foram revelados, não apenas esses jogadores deixaram o Olímpico como o clube se deparou com uma componente financeira incomportável pois não tinha expectativa de suportar os custos relacionados com o futebol uma vez que no início da temporada havia sido acordado com os investidores que seria essa mesma empresa a comportar todos os gastos que repentinamente passaram a ficar a cargo do emblema do Montijo, sem que este consiga suportar tamanho encargo.

Entre os naturais constrangimentos no Olímpico destacam-se as dificuldades vividas pelos dois estrangeiros que resistem no clube, os brasileiros Leonardo Ferreira e Jean Victor, que subsistem em condições dificultadas pois não possuem quaisquer apoios e dependem exclusivamente do seu salário tal como a maioria dos seus companheiros de nacionalidade portuguesa que continuam a competir num cenário de grande incerteza quanto ao futuro. Instado pelo NOVA ACADEMIA DE TALENTOS a comentar este período conturbado, David Martins confirmou o sucedido.

O treinador montijense destacou o “grande compromisso e entrega ao treino, a dedicação ao clube num Campeonato semiprofissional contra equipas com um orçamento muito superior. Apesar das dificuldades temos tido uma conduta profissional e valorizamos as ambições do clube mesmo não estando com os pagamentos em dia. Esta é também a valorização pessoal que estes jogadores e equipa técnica têm. Gostaria sinceramente de estar noutra situação mais favorável pois o plantel tem muita qualidade e potencial suficientes para atingir o objectivo do clube que é a manutenção.”



As 6 perguntas-base de um jogador em formação
 
O que faz mover um atleta?

Numa sociedade em que o dinheiro e o sucesso pessoal parecem cada vez mais importantes, prefiro ser romântico e pensar que a vertente ligada ao brio profissional e aspirações desportivas continua a estar presente na forma de pensar e agir de cada atleta.

Por conseguinte, para um atleta na verdadeira acepção da palavra a verdadeira motivação deve ser fácil de descortinar, passando por melhorar a cada dia, respeitando sempre a aprendizagem e evolução no seio de uma equipa e respondendo aos conselhos do seu líder, que terá sempre de ser o seu treinador.

Como motivá-lo?

Mantendo a linha de pensamento da primeira questão, acima dos interesses financeiros que existem em qualquer área e profissão, um atleta deve ser motivado sob as premissas de vir a ter sucesso com a sua produção, tendo presente no seu pensamento que caso renda o máximo de si se colocará também mais próximo de obter aquilo que deseja.

A meta de um futebolista ambicioso passará por vencer e superiorizar-se aos seus adversários, rivais e concorrentes, mas acima de tudo a um estado de auto-satisfação por ter sido capaz de superar os limites que propôs a si mesmo.

É possível conhecer o perfil motivacional de um jogador?

Acredito que sim, e que técnicos capacitados e preparados para assumir a sua profissão são capazes de identificar com facilidade o perfil da personalidade de cada jogador, o que consequentemente torna também uma formalidade perceber qual o seu grau de motivação para o imediato para o futuro.

Para facilitar esta tarefa, sou da opinião que todo este processo deve iniciar-se na formação, momento da vida de cada futebolista no qual deve ser incentivado a acreditar no trabalho desenvolvido no treino e nos benefícios que pode/deve recolher da evolução que conhecerá caso trabalhe com afinco.

É possível conhecer a estrutura motivacional de uma equipa?

Seguindo um processo colectivo, um líder, como se pede quando nos referimos a um treinador, tem precisamente como função inerente ser o responsável pela interligação entre os perfis motivacionais de cada um dos seus jogadores, aglomerando-os numa estrutura global na qual transmite a ideia de que o pensamento de uma equipa consiste num só.

É determinante ter em linha de conta que o sucesso individual é apenas conseguido caso os resultados colectivos funcionem em pleno. Por conseguinte, creio que a curto prazo é facilmente perceptível a força da estrutura motivacional de uma equipa de futebol.

Quais são os botões que precisa de regular nos atletas e nos treinadores para que seja alcançada a performance desejada?

Em meu entender, os ‘botões’ a regular passam estritamente pela personalidade e carácter de cada treinador e jogador. Caso a ambição passe por obter os melhores resultados à custa do esforço colectivo e da metodologia de um trabalho sustentado no qual cada um possui consciência do seu papel a desempenhar, de imediato está criado um impulso para que a performance possa ser aquela que se pretende.

Sabe que motivações individuais específicas moldam e determinam os comportamentos dos treinadores e dos atletas?

No meio futebolístico, como na vida, é necessário alimentar de forma saudável que o objectivo passa por se ser o melhor na área em que nos encontramos. Este caso não é diferente - conquistar títulos individuais, colectivos, somar vitórias, ter uma carreira longa da qual se possa recordar e ser recordado pelos adeptos do(s) clube(s) que representou, por exemplo.

Para bem do desporto e do romantismo a ele inerente, qualquer admirador da modalidade acredita e quer acreditar que a paixão pelo jogo e o sucesso obtido pelo rendimento desportivo será o que acima de tudo motiva um atleta profissional ou amador de futebol, na mesma medida em que tem de ser essa a motivação diária de um treinador.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017




É mais o que os une do que aquilo que os separa…

Seja-se adepto do Sporting, FC Porto ou Benfica, dificilmente a esta altura haverá orgulho pelo comportamento revelado pelas mais altas entidades. Começando pelo Sporting: a situação do clube é neste momento preocupante. Liderado por um presidente de opinião unidimensional, está a fazer um 'all in' pagando fortunas a um treinador antes de reforçar devidamente o plantel, deixando o clube financeiramente dependente de resultados para manter tão elevadas ambições no futuro.

Ao mesmo tempo, o Sporting pretendia construir um pavilhão de raiz e conseguiu-o, pagar uma indemnização a um treinador que despediu sem razão e conseguiu-o; neste momento, a ideia deixada latente é a de que o anterior Presidente, Godinho Lopes, e a equipa directiva que o acompanhava, penalizou o Sporting, e os números comprovam que é de facto verdade. Onde estará o SCP daqui por um ano com Bruno de Carvalho? Não seria essa a maior preocupação do Presidente dos leões ao invés de entrar em discussão com os clubes e dirigentes rivais?

Passando ao FC Porto, clube dotado de responsáveis cuja ligação ao futebol dura há um tempo que é mais do que suficiente para o conhecimento de que para que uma equipa possa vencer, deva ter uma arbitragem isenta, favorável ou desfavorável...e um conjunto de jogadores capazes de vencer o desafio dentro das quatro linhas. Ao invés, optaram por um caminho mais fácil de justificar insucessos como acusações de corrupção ou má-fé de quem apita...

Acossado pela abordagem incorrecta de Bruno de Carvalho e as graves acusações provenientes do FC Porto, o Benfica poderia ter optado por uma reacção assente em correcção e deixar o relvado e, no máximo, a Justiça responder. Optou pelo despique verbal - e mal. Para quando a pacificação no futebol português?   Por este andar, ainda falta bastante.

terça-feira, 14 de novembro de 2017




Real - Pleno de vitórias em par de jogos-treino

Com o intuito de não perder a condição física devido a no decurso do fim-de-semana não realizar qualquer desafio oficial, o Real deslocou-se no início da noite de 6ª feira ao terreno do Lourinhanense para efectuar um jogo-treino frente a esse emblema que disputa a Pró-Nacional da AF Lisboa tendo alcançado uma vitória folgada por 6-0 com destaque para o bis do extremo Marcos Barbeiro que adiantou a equipa de Queluz/Massamá ainda na primeira metade do desafio, seguido pelos restantes tentos da autoria de João Oliveira, Zé Pedro, Carlos Vinícius, este na transformação de uma grande penalidade, e Fabrice Fokobo.

Prosseguiu a preparação do Real que devido à coincidência da pausa para compromisso de Selecções Nacionais e a eliminatória da Taça de Portugal logo no fim-de-semana seguinte cumprirá mais de 20 dias sem competição oficial e para evitar a perda de ritmo competitivo tem vindo a realizar jogos-treino, tendo o mais recente decorrido na manhã desta 2ª feira ante a a selecção da Guiné-Bissau que vem realizando um estágio em Portugal igualmente face à ausência de compromissos oficiais.

Em virtude de não ter conseguido realizar o jogo particular frente a Cabo Verde por constrangimentos financeiros, a equipa nacional da Guiné conseguiu assim obter uma solução competitiva interessante ao ter acordado um particular com o Real que a equipa portuguesa logrou vencer por 2-1 graças a golos do extremo Marcos Barbeiro e o goleador-mor da equipa, Carlos Vinícius, o segundo na transformação de uma grande penalidade. Igualmente a partir de um castigo máximo, a selecção africana reduziu a desvantagem por intermédio de Aldair Baldé. 

domingo, 12 de novembro de 2017



A excelente ponta final de temporada realizada por Fernando Morgado na temporada transacta garantiu ao treinador uma muito interessante valorização junto de diversos clubes que seguiram de forma atenta o trabalho que realizou ao serviço do recentemente extinto Atlético SAD, que encontrou já na segunda fase do Campeonato de Portugal com apenas 2 pontos somados em toda a competição até esse momento e no qual conseguiu operar um verdadeiro milagre que apenas não ganhou outros contornos porque os lisboetas… morreram na praia.

Com Fernando Morgado ao comando o Atlético SAD estabeleceu uma série de vitórias consecutivas que lhe permitiu subir lugares na tabela classificativa e ainda garantir uma presença no play-off de Manutenção no CPP no qual não evitaria a despromoção ao Pró-Nacional da AF Lisboa, deixando assim o técnico livre de compromissos mas com a sua imagem altamente respeitada entre os seus pares.

Desta forma, em pouco tempo esse bom trabalho realizado deverá conduzi-lo ao regresso ao activo visto ter sido contactado por um empresário detentor de uma oferta de um clube a disputar a II Liga de Chipre, actualmente a hipótese mais forte para Morgado em função de ter ainda sido contactado por um clube a disputar a Série C do CPP que no entanto segurou o seu técnico em face de este ter conseguido reverter a crise de resultados em que se encontrava e assim ter segurado o seu lugar.