terça-feira, 21 de novembro de 2017



Real - Até à Covilhã sem folgas

Arrancou esta 2a feira a preparação do Real para o regresso à competição na Ledman LigaPro após um hiato de duas semanas após uma dupla folga concedida ao plantel no Sábado e no Domingo. Depois do descanso...uma intensa semana de treinos que contemplará quatro sessões normais entre 2a e 5a feira. Os dias de 6a feira e Sábado reservarão sessões mais ligeiras destinadas a aspectos entre os quais a bola parada antes da entrada em estágio a iniciar com a partida para a Covilhã no Sábado ao início da tarde.

domingo, 19 de novembro de 2017






Até lá, Elite!

Em 2017, a organização das Elites Finais Nacionais terão sido o grande impulso sobre o crescimento da Associação Portuguesa de MiniFootball dentro do espaço nacional para além da participação da Selecção Nacional também organizada pela Associação e que levou Portugal pela primeira vez a dois certames internacionais com a relevância de um Europeu e um Mundial espaçados por apenas quatro meses. Numa fase em que se disputam as várias SuperLigas pelos mais diversos pontos do Pais, interessará recordar as equipas favoritas.

São às dezenas as equipas que ambicionam, no que respeita à variante mais popular no MiniFootball português, o Futebol de 7, suceder à Lusitânia de Lourosa/Florgrade no estatuto de campeão nacional e para tal a fazer parte de nova Final Nacional cujas data e local de realização ainda estão por revelar publicamente, recordando assim quatro delas e as expectativas que apresentavam ainda em Julho último quando disputaram na Figueira da Foz a última Elite Final Nacional de 2017: 

Central Mensageiro (Lisboa, quartos-de-final Julho 2017 e campeã nacional em Fevereiro de 2017) - “A Elite SuperLiga está cada vez mais forte, sabemos que para chegar ao título será ainda mais difícil pela qualidade dos nossos adversários e cá estaremos para tentar.”

M-Team (Coimbra, oitavos-de-final Julho 2017) - “Tal como foi na Copa Ibérica, o nível aqui é muito alto e apenas teremos de dar o nosso melhor e ver até onde poderemos chegar.”


Hugo Rebocho Century 21 (Évora, oitavos-de-final Julho 2017) - “Vantagem não temos nenhuma, temos poucas equipas neste momento na nossa SuperLiga e ainda na última que disputámos só tínhamos cinco adversários e por isso não podemos competir com muita gente e o nível é diferente daquele que existe em Lisboa e no Porto. É a quarta vez que cá estamos e o nosso melhor resultado foi quartos-de-final, veremos se conseguimos chegar à meia-final.”

Juventus BH Foz (Porto, meia-final Julho 2017) - “Estamos cá para ganhar e para o fazer jogo a jogo. Competimos na SuperLiga do Porto que é um Campeonato extremamente competitivo e chegámos aos quartos-de-final na edição anterior, pelo que esperamos pelo menos igualar esse objectivo e quem sabe chegarmos à final e levarmos o título.” 

sábado, 18 de novembro de 2017



Continua a decorrer a preparação do Real que com o regresso às competições oficiais agendado para o próximo dia 26 continua a realizar treinos de grande exigência competitiva de forma a apurar os índices de preparação. Para esse efeito, realizou esta 3ª feira um derby da região de Sintra muito embora num jogo realizado em momento de treino, não oficial e que dispensou mesmo a presença de árbitro, tendo conseguido patentear a sua superioridade e golear o vizinho Sintrense por 6-1, resultado antagónico ao da sua equipa júnior.

Dois dias depois, a equipa sub-19 do Real visitou o Caixa Futebol Campus para defrontar o Benfica em jornada antecipada do Campeonato Nacional de Juniores devido ao facto de a equipa encarnada disputar na próxima 4ª feira em Moscovo mais uma ronda da UEFA Youth League, o que levou ao agendamento da partida para o final da tarde de 5ª feira, momento que permitiu também estrear o novo treinador principal, João Machado, tendo saído goleada por 5-0. Tal como a equipa principal na Ledman LigaPro, também o conjunto júnior ambiciona assegurar a manutenção no seu Campeonato.

Poucas horas volvidas, na manhã de 6ª feira a primeira equipa do Real teve o privilégio de receber o emblema cuja equipa principal se encontra apurada para a final da Taça Libertadores, o Grêmio de Porto Alegre, uma visita a um Complexo Desportivo do Real que a equipa brasileira teve algumas dificuldades em encontrar e que conduziu a um início de jogo com 45 minutos de atraso.em Monte Abraão com os golos a terem sido obtidos nos primeiros minutos da 2ª parte: a equipa brasileira a adiantar-se no marcador e os da casa a estabelecerem logo depois a igualdade por Abdoulaye Dialló que havia entrado ao intervalo.

Este acabou por ser um jogo-treino no qual o técnico do Real, Filipe Martins, apresentou um misto entre jogadores habitualmente titulares, como Carlos Vinícius, Marcelo Lopes, Brash, Gustavo Cazonatti ou Fabrice Fokobo e atletas menos utilizados como o marcador do golo Abdoulaye, Adílio Varela, Rúben Marques ou Tiago Morgado.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017



Casa Pia - Varão reforça meio-campo

Bem colocado na série E da CPP ao ocupar a vice-liderança que poderá garantir um lugar na Série de Subida, o Casa Pia obteve um reforço pouco esperado para o seu meio-campo. Já depois de ter garantido sobre o limite de inscrições de contratos profissionais o extremo Fali Candé, emprestado pelo Benfica B, o facto de a qualquer momento poder ser registada uma transferência nacional, desde que com ligação amadora, levou a turma lisboeta a aproveitar a saída de Vasco Varão, que se estreou desde logo na jornada deste Domingo ao disputar cerca de 20 minutos como suplente utilizado na deslocação a Moura.

Aos 36 anos, o experiente médio ofensivo chega a Pina Manique para garantir concorrência a André Faísca pela posição 10 ao ter acertado a saída do plantel do Sintrense. A mudança, apurou o NOVA ACADEMIA DE TALENTOS, dever-se-á a um conflito inultrapassável no balneário que se terá solucionado com a saída de Varão do emblema que disputa a Série D do CPP para encontrar no Casa Pia uma solução imediata para a carreira.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017



Olímpico do Montijo - Bem desportivamente e sem receber salários

Tempos conturbados vive o Olímpico do Montijo, que se desportivamente vem cumprindo os objectivos no restante a situação está longe de ser… olímpica, com o plantel a apenas ter disponíveis 16 dos 23 jogadores que formam o grupo e sem avançados disponíveis pois todos fazem parte do lote de quatro lesionados, limitando as escolhas para o técnico David Martins que na jornada deste Domingo (derrota caseira por 1-0 frente ao Oriental) apenas contou com juniores como opções alternativas, tendo o onze titular cumprido os 90 minutos.

No entanto, mais grave do que as limitações no plantel será a questão financeira visto que todo o plantel e equipa técnica apresenta pelo menos dois meses de salários em atraso sendo que os elementos, jogadores e treinadores, que transitam da época transacta ainda aguardam o pagamento referente ao último mês de 2016/2017 - em suma, a equipa técnica liderada por David Martins encontra-se sem receber vencimentos desde há três meses e meio com excepção do treinador adjunto Pedro Russiano, que apenas se juntou ao clube esta época.

Dentro de campo, o Olímpico do Montijo continua a comportar-se como se nada se passasse, com o plantel a trabalhar com normalidade apesar do constante sobressalto inerente à ausência de pagamentos, realizando uma Série muito interessante e de encontro com as expectativas mesmo com a normal instabilidade emocional. Para esta situação complicada contribuiu a cisão entre um grupo de investidores estrangeiros que procuravam assumir o controlo do clube e dessa forma constituir uma SAD, fazendo-se acompanhar de quatro futebolistas de nacionalidade colombiana.

Com o rompimento da ligação entre clube e empresa por motivos que não foram revelados, não apenas esses jogadores deixaram o Olímpico como o clube se deparou com uma componente financeira incomportável pois não tinha expectativa de suportar os custos relacionados com o futebol uma vez que no início da temporada havia sido acordado com os investidores que seria essa mesma empresa a comportar todos os gastos que repentinamente passaram a ficar a cargo do emblema do Montijo, sem que este consiga suportar tamanho encargo.

Entre os naturais constrangimentos no Olímpico destacam-se as dificuldades vividas pelos dois estrangeiros que resistem no clube, os brasileiros Leonardo Ferreira e Jean Victor, que subsistem em condições dificultadas pois não possuem quaisquer apoios e dependem exclusivamente do seu salário tal como a maioria dos seus companheiros de nacionalidade portuguesa que continuam a competir num cenário de grande incerteza quanto ao futuro. Instado pelo NOVA ACADEMIA DE TALENTOS a comentar este período conturbado, David Martins confirmou o sucedido.

O treinador montijense destacou o “grande compromisso e entrega ao treino, a dedicação ao clube num Campeonato semiprofissional contra equipas com um orçamento muito superior. Apesar das dificuldades temos tido uma conduta profissional e valorizamos as ambições do clube mesmo não estando com os pagamentos em dia. Esta é também a valorização pessoal que estes jogadores e equipa técnica têm. Gostaria sinceramente de estar noutra situação mais favorável pois o plantel tem muita qualidade e potencial suficientes para atingir o objectivo do clube que é a manutenção.”



As 6 perguntas-base de um jogador em formação
 
O que faz mover um atleta?

Numa sociedade em que o dinheiro e o sucesso pessoal parecem cada vez mais importantes, prefiro ser romântico e pensar que a vertente ligada ao brio profissional e aspirações desportivas continua a estar presente na forma de pensar e agir de cada atleta.

Por conseguinte, para um atleta na verdadeira acepção da palavra a verdadeira motivação deve ser fácil de descortinar, passando por melhorar a cada dia, respeitando sempre a aprendizagem e evolução no seio de uma equipa e respondendo aos conselhos do seu líder, que terá sempre de ser o seu treinador.

Como motivá-lo?

Mantendo a linha de pensamento da primeira questão, acima dos interesses financeiros que existem em qualquer área e profissão, um atleta deve ser motivado sob as premissas de vir a ter sucesso com a sua produção, tendo presente no seu pensamento que caso renda o máximo de si se colocará também mais próximo de obter aquilo que deseja.

A meta de um futebolista ambicioso passará por vencer e superiorizar-se aos seus adversários, rivais e concorrentes, mas acima de tudo a um estado de auto-satisfação por ter sido capaz de superar os limites que propôs a si mesmo.

É possível conhecer o perfil motivacional de um jogador?

Acredito que sim, e que técnicos capacitados e preparados para assumir a sua profissão são capazes de identificar com facilidade o perfil da personalidade de cada jogador, o que consequentemente torna também uma formalidade perceber qual o seu grau de motivação para o imediato para o futuro.

Para facilitar esta tarefa, sou da opinião que todo este processo deve iniciar-se na formação, momento da vida de cada futebolista no qual deve ser incentivado a acreditar no trabalho desenvolvido no treino e nos benefícios que pode/deve recolher da evolução que conhecerá caso trabalhe com afinco.

É possível conhecer a estrutura motivacional de uma equipa?

Seguindo um processo colectivo, um líder, como se pede quando nos referimos a um treinador, tem precisamente como função inerente ser o responsável pela interligação entre os perfis motivacionais de cada um dos seus jogadores, aglomerando-os numa estrutura global na qual transmite a ideia de que o pensamento de uma equipa consiste num só.

É determinante ter em linha de conta que o sucesso individual é apenas conseguido caso os resultados colectivos funcionem em pleno. Por conseguinte, creio que a curto prazo é facilmente perceptível a força da estrutura motivacional de uma equipa de futebol.

Quais são os botões que precisa de regular nos atletas e nos treinadores para que seja alcançada a performance desejada?

Em meu entender, os ‘botões’ a regular passam estritamente pela personalidade e carácter de cada treinador e jogador. Caso a ambição passe por obter os melhores resultados à custa do esforço colectivo e da metodologia de um trabalho sustentado no qual cada um possui consciência do seu papel a desempenhar, de imediato está criado um impulso para que a performance possa ser aquela que se pretende.

Sabe que motivações individuais específicas moldam e determinam os comportamentos dos treinadores e dos atletas?

No meio futebolístico, como na vida, é necessário alimentar de forma saudável que o objectivo passa por se ser o melhor na área em que nos encontramos. Este caso não é diferente - conquistar títulos individuais, colectivos, somar vitórias, ter uma carreira longa da qual se possa recordar e ser recordado pelos adeptos do(s) clube(s) que representou, por exemplo.

Para bem do desporto e do romantismo a ele inerente, qualquer admirador da modalidade acredita e quer acreditar que a paixão pelo jogo e o sucesso obtido pelo rendimento desportivo será o que acima de tudo motiva um atleta profissional ou amador de futebol, na mesma medida em que tem de ser essa a motivação diária de um treinador.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017




É mais o que os une do que aquilo que os separa…

Seja-se adepto do Sporting, FC Porto ou Benfica, dificilmente a esta altura haverá orgulho pelo comportamento revelado pelas mais altas entidades. Começando pelo Sporting: a situação do clube é neste momento preocupante. Liderado por um presidente de opinião unidimensional, está a fazer um 'all in' pagando fortunas a um treinador antes de reforçar devidamente o plantel, deixando o clube financeiramente dependente de resultados para manter tão elevadas ambições no futuro.

Ao mesmo tempo, o Sporting pretendia construir um pavilhão de raiz e conseguiu-o, pagar uma indemnização a um treinador que despediu sem razão e conseguiu-o; neste momento, a ideia deixada latente é a de que o anterior Presidente, Godinho Lopes, e a equipa directiva que o acompanhava, penalizou o Sporting, e os números comprovam que é de facto verdade. Onde estará o SCP daqui por um ano com Bruno de Carvalho? Não seria essa a maior preocupação do Presidente dos leões ao invés de entrar em discussão com os clubes e dirigentes rivais?

Passando ao FC Porto, clube dotado de responsáveis cuja ligação ao futebol dura há um tempo que é mais do que suficiente para o conhecimento de que para que uma equipa possa vencer, deva ter uma arbitragem isenta, favorável ou desfavorável...e um conjunto de jogadores capazes de vencer o desafio dentro das quatro linhas. Ao invés, optaram por um caminho mais fácil de justificar insucessos como acusações de corrupção ou má-fé de quem apita...

Acossado pela abordagem incorrecta de Bruno de Carvalho e as graves acusações provenientes do FC Porto, o Benfica poderia ter optado por uma reacção assente em correcção e deixar o relvado e, no máximo, a Justiça responder. Optou pelo despique verbal - e mal. Para quando a pacificação no futebol português?   Por este andar, ainda falta bastante.