ALMEIDA,
O INDISPENSÁVEL IGNORADO
Desde o início da época que André Almeida reclama um legítimo posto de titular
no Benfica
Desde a época passada que se percebeu que no plantel do Benfica reside um
jogador especial pela capacidade de trabalho e versatilidade que por essas características
parece assemelhar-se em muito ao género de futebolista ‘multifunções’ que tanto
agrada aos treinadores, caso de André Almeida, que se trata provavelmente, pensam já
vários especialistas do jogo, do sucessor de Paulo Ferreira na Selecção
Nacional.
No entanto, e para espanto de muitos, esta particularidade do jogo de Almeida
não tem para já convencido nem o seleccionador nacional Paulo Bento nem mesmo o
seu próprio treinador, Jorge Jesus, que ainda assim deve ser parabenizado por
ter mesmo sido o técnico que se apercebeu das supramencionadas virtudes do
jogador que poderá mesmo ser o próximo lateral polivalente da Selecção
Nacional.
Português deveria ter assumido o lugar
do criticado Bruno Cortez
Deve acrescentar-se que o português iniciou mesmo a sua carreira como médio,
mas pouco a pouco foi ganhando dimensão no grupo de trabalho do Benfica, no
qual se verifica actualmente que em condições normais seria o legítimo dono do
lugar em qualquer das alas defensivas, tanto na asa direita em detrimento de um
Maxi Pereira manifestamente fora de forma ou na esquerda, no lugar de um Bruno
Cortez que parece caído em desgraça.
No caso da esquerda, a titularidade de André Almeida poderia justificar-se pelo
menos até à total integração de Guilherme Siqueira, até porque na época passada
mostrou uma aptidão que indiscutivelmente terá sido a ‘machadada final’ nas
aspirações de companheiros como Luisinho, que já confessou que “senti-me
triste quando jogou André Almeida.”
Afirmação de André Almeida havia conduzido à saída de companheiros como
Luisinho
Estranhamente, André não tem passado do banco de suplentes e mesmo da bancada,
algo que não se esperaria há alguns meses quanto tinha o seu lugar cimentado
com justiça, o que levou mesmo antigos colegas como o acima referido Luisinho a
‘abrir o coração’ e afirmar que “desde o início que joguei pouco, só fui
utilizado a espaços, e já me sentia triste, mas ao optar por alguém que não é lateral
esquerdo, apercebi-me que o treinador não contava comigo. “
“Foi o momento mais desagradável, o jogo com o Olhanense. Estava disponível e
ele optou pelo André Almeida”. Senti-me triste,” admitiu o jogador que
antes havia representado o Paços de Ferreira em declarações ao ‘Maisfutebol’, mesmo estando ciente da qualidade do jovem que
contudo não seguiu um percurso de ascensão e agora evolui pelo Benfica B. Até
quando?
Texto: Rafael Batista Reis.
Imagem: D.R.
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