sábado, 21 de outubro de 2017





Raúl em perda

Persiste a dúvida sobre quem o Benfica poderá apresentar em campo para um jogo de cariz importante para a sua carreira na Liga NOS, sendo que Raúl Jiménez não tem convencido nas últimas partidas de forma a ocupar um lugar como titular ao lado de Jonas, que deve com naturalidade regressar à titularidade e ainda procura o parceiro ideal depois de nas últimas duas épocas o ter feito com Kostas Mitroglou, transferido neste defeso para o Olympique de Marseille, esperando-se pela primeira escolha deste clube grande do nosso futebol.

Com um estatuto a defender, o Benfica já terá nesta altura percebido que com o plantel de qualidade que possui, a contratar novos jogadores apenas o deveria fazer quando vêm mesmo para acrescentar. No caso do Benfica, esperava-se que a chegar um novo avançado não se corra o risco de contratar por contratar.

Desconfiava-se do acerto na contratação de Raúl Jiménez por pouco ter mostrado na Europa e a inexperiência até chegar à Luz. Em particular, o grande risco esteve mesmo no elevado valor investido (9 milhões por apenas 50% do seu passe… que disparou para um total de 22 milhões de euros). No entanto, o investimento é compreensível apesar de existir a concordância sobre tratar-se de um risco enorme e tudo tem que ver com as características especiais de Jiménez, que pode jogar fixo ou em dupla num estilo que no seu México natal era tido como semelhante ao de Ibrahimovic.

Com as devidas diferenças, como é óbvio, Raúl fez por impressionar e está directamente ligado a vários dos grandes momentos do Benfica nas últimas épocas. No entanto, a sua utilização frente ao Manchester United revelou um goleador em perda que sem grande surpresa deverá ser rendido - pelo menos - pelo experiente e inevitável Jonas na busca por golos frente ao Desp. Aves.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017


Lateral esquerdo - esta é outra posição que carece, nesta altura e sempre, de alternativas e acima de tudo de jogadores de tarimba internacional. Com Fábio Coentrão, existem duas possibilidades num só jogador: ou ganhar um lateral titularíssimo ou repetir a fórmula que chegou a ser utilizada na Selecção Nacional com uma asa em cooperação com outro lateral, como chegou a suceder com Eliseu. No entanto, o sonho Coentrão é difícil de concretizar devido à sua condição física, que será uma incógnita no desafio de hoje ante a Juventus.

A Juve poderá constituir um sério problema para um jogador com historial de problemas musculares e que há muito não compete, visto não ter estado entre os convocados de Portugal e ter sido poupado à eliminatória pela Taça de Portugal ante o Oleiros, na qual foi um dos visados de Jorge Jesus que por várias ocasiões se referiu à impossibilidade de utilizar elementos do plantel que possuam um historial de lesões… como Coentrão, sobre quem reside boa parte das esperanças do leão para o duelo de campeões desta 4ª feira.

terça-feira, 17 de outubro de 2017



A saída de Maxi Pereira do Benfica conduziu a uma nada descabida remodelação no posto de sub-capitão dos encarnados numa mudança que envolveu vários jogadores e nessa altura um feito Maxi conseguiu: ser o centro das atenções dos adeptos do futebol nacional pela sua situação de 'noiva' disputada por vários pretendentes.

Até com algum exagero, diga-se: se em termos imediatos a sua qualidade é indiscutível, os valores de salário e possível prémio de assinatura acabaram por tornar-se ridículos. Para ficar no Benfica, a expectativa seria a de que tivesse um aumento salarial, acima do que aufere Luisão (esse sim, indispensável ao clube nesse e no presente momento), acabando a demora na sua resposta à proposta de renovação por ser vista como uma atitude de 'prima dona' para os encarnados que encontraram a sua substituição no seu banco de suplentes e até mesmo na equipa B e dessa forma outros companheiros tiveram o seu espaço.

Trabalharam desde o primeiro dia em 2015/2016 jogadores como  André Almeida, premiado pelo seu esforço e titular durante a maior parte da época em função de Nélson Semedo que surpreendeu o panorama futebolístico internacional e actualmente representa o Barcelona. Já Maxi assinou pelo FC Porto no que se revelou um excelente negócio para Maxi em virtude de ter-lhe valido um chorudo prémio de assinatura mas um ruinoso negócio no aspecto financeiro do FC Porto ao representar um investimento de 20 milhões de euros em 4 anos num jogador que seria visivelmente inferior no espaço de duas épocas.

Ganhasse quem ganhasse esta novela, ninguém se ficaria a rir... Sobre Maxi Pereira ruma opinião muito prática na qual deve compreender-se que na vida, por muito que gostemos do que fazemos, na verdade o dinheiro é também realmente importante e como tal em nada chocou que o uruguaio tivesse assinado pelo FC Porto.

Numa perspectiva de paixão futebolística, Maxi tinha dois caminhos para escolher: tornar-se um símbolo do Benfica ao jurar eterno amor a um clube no qual já se encontrava há oito anos ou ser igual a tantos outros e assim optar pelo dinheiro e outras motivações como repetir uma estada de sucesso, desta feita no Dragão. No fim, escolheu a segunda via e há que respeitar, encontrando-se aos dias de hoje numa posição dificultada ao estar remetido ao banco de suplentes e partir para já atrás de Ricardo Pereira e Miguel Layún pelo lugar de lateral direito.

A manter-se esta situação, arrisca-se ao terceiro ano de decepção individual mesmo que o dragão alcance o regresso às conquistas, dada a sua presente falta de influência na manobra do actual FC Porto. Conquistar a Liga NOS pelo FC Porto seria um importante marco para Maxi, mas muito menos relevante caso suceda numa situação (como para já acontece) de segunda escolha ou de papel secundário.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017



Real – Desclassificação sem reacção oficial nem recurso ao TAS

Vencido, mas não convencido. Poderia ser esta a caracterização ideal para o Real SC no que respeita à decisão do Conselho de Justiça da FPF em afastar em definitivo o clube sintrense da Taça CTT, o que terá mesmo dado por terminado o caso muito embora o sentimento dos seus responsáveis seja o de injustiça, não sendo ainda conhecida uma reacção oficial do clube à decisão conhecida na última 3ª feira uma vez que o Presidente do Real, Adelino Ramos, não respondeu à tentativa de contacto telefónico procurado pelo NOVA ACADEMIA DE TALENTOS.

De qualquer forma, o Real terá mesmo desistido do processo visto que após o recurso ter sido negado pelo Conselho de Justiça da FPF apenas se colocava como única possibilidade de novamente recorrer um avanço para o Tribunal Arbitral do Desporto (TAS), o que não será tido como solução pela delonga que todo o processo teria até uma resolução, sem esquecer que ao não ter qualquer efeito suspensivo a competição poderia ter continuidade, o que não permitiria ao Real voltar a competir na corrente edição da Taça CTT em tempo útil como era desejado no momento do recurso.

De resto, em termos desportivos, o momento é de extrema confiança após no Sábado passado o conjunto de Massamá/Queluz ter goleado o Nacional na Choupana, seguindo-se dois testes em dois dias consecutivos sem consentir qualquer derrota – vitória sobre o SL Cartaxo na 3ª feira e empate a dois golos no Estoril no dia seguinte, sendo que esta 5ª e 6ª feira o Real regressou à normalidade com a realização de um habitual apronto no seu Complexo Desportivo, seguindo-se este Sábado novo teste ao ter também no seu Estádio, em Monte Abraão, empatado com o Sacavenense a zero.

sábado, 14 de outubro de 2017



Faltava à Selecção Nacional outro tipo de soluções, como uma unidade ‘híbrida’ capaz de alinhar em posições criativas como o centro do terreno em aproximação ao avançado e sobre qualquer uma das alas e até ao para sempre recordado Euro 2016, o maior momento desportivo de Portugal numa competição de selecções,  a equipa apenas detinha, num registo diferente, André Gomes para desempenhar essa função. Até que surgiu, e com esplendor Bernardo, e que jeito daria agora, por exemplo, a várias das selecções históricas que ou falharam ou correm o risco de falhar o Mundial 2018...

No espaço de um ano, Bernardo Silva tornou-se indispensável não apenas à equipa nacional como também ao milionário Manchester City, de onde partiu o desejo inquestionável de um dos grandes treinadores da actualidade e, porque não dizê-lo, da História da modalidade como Pep Guardiola. 2018 será certamente um grande ano para este talento e o público português certamente agradece.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017



Talisca - um jackpot ou um caso bicudo?

Ao poder valer para o Benfica um encaixe extraordinário - não faz sequer parte do actual plantel das águias - Anderson Talisca pode revelar-se um verdadeiro 'jackpot' para os encarnados, a confirmar-se a transferência para algum dos clubes interessados no seu concurso como o Besiktas, emblema ao qual se encontra emprestado, ou o Atlético de Madrid que surge apontado à sua contratação. No entanto, num cenário totalmente negativo, o brasileiro poderia tornar-se num caso difícil de resolver como alguns que surgiram nas últimas temporadas como excepção aos muitos casos de sucesso desportivo.

Esperará o Benfica até ao final da época rentabilizar o passe de Talisca, sob pena de ao invés de lucrar acabar por financeiramente entrar em prejuízo. Recordem-se assim os casos de Adel Taarabt, ainda ligado ao clube e também cedido, mas ao Génova, Filip Djuricic, que acabou por deixar a Luz como 'moeda de troca' no acordo que permitiu assegurar a aquisição de Pedro Pereira, também ele 'encostado' no Benfica B até encontrar solução em Janeiro, para além dos avançados Jonathan Rodríguez e Nélson Oliveira (ambos cedidos e sempre com poucas possibilidades de regresso até se desvincularem em definitivo).

Se para o lugar de ponta-de-lança existe matéria-prima mais do que suficiente para atacar a presente época e até a próxima - aliás, muito provavelmente nem todos ficarão em 2018/2019, futebolisticamente Talisca até poderia significar uma mudança de paradigma para ocupar um lugar de destaque na equipa como segundo avançado depois de ter saído devido às poucas oportunidades que vinha tendo. No entanto, a divergência de posição que criou com a SAD terá tornado esse cenário bastante improvável e a sua transacção quase obrigatória



MiniFootball - Portugal ainda sonhou com apuramento no Mundial

Teria mesmo de ter lugar esta 4a feira a primeira vitória de Portugal na sua história de participação no Mundial de MiniFootball visto ser esse o único resultado que poderia garantir apuramento para a fase seguinte da prova.

Isto porque apesar de ter melhorado a performance registada na jornada inaugural, na qual havia sido derrotado pela Tunísia, Portugal não foi além de um empate a zero com a Líbia, o que ainda assim a mantém na discussão.

O facto de outras equipas se posicionarem, tal como Portugal, na terceira posição do respectivo grupo com um ponto conquistado, tornava necessário à equipa nacional levar de vencida o Líbano. Vencer os libaneses poderia inclusivamente garantir o segundo posto para Portugal, dependendo de uma conjunção entre o goal average conseguido e de uma eventual vitória da Tunísia sobre a Líbia no restante encontro que restava disputar no Grupo F.

MiniFootball - Portugal cai na fase de grupos

Todavia, está concluída a primeira participação de Portugal num Mundial de MiniFootball, com a equipa portuguesa a não ter conseguido ultrapassar a fase de grupos. Para o fazer, a equipa portuguesa necessitava de um triunfo que não haveria de acontecer.

A necessária vitória não sucedeu pois Portugal não conseguiu evitar um empate a um golo com o Líbano na terceira jornada do Grupo F, tendo estado na frente do marcador graças a um pontapé de Nuno Capela de fora da área, assistido por um livre de Eduardo Barão direccionado da esquerda para um terreno frontal.

Para lamento de Portugal, o Líbano restabeleceu a igualdade segundos depois e também a partir de um pontapé de meia distância a seguir-se a um livre, com o disparo certeiro a ter pertencido a Ahmed Daher, impondo assim o 1-1 final que afastou ambas as seleções de prova sem que tivessem conquistado qualquer vitória. Portugal concluiu o Grupo F com 2 pontos somados em duas igualdades ante o adversário desta 4a feira, o Líbano, e na véspera ante a Líbia. Antes, Portugal havia sido derrotado pela Tunísia no jogo de abertura e de nada valeu a terceira posição obtida no agrupamento.