sexta-feira, 30 de junho de 2017




Fred bem cotado no mercado


Vários foram os Juniores que ascenderam ao plantel principal do Loures mas entre eles não se encontra Fred, jovem médio criativo que disputou todos os encontros dos sub-19 da equipa preto e amarela (36 encontros realizados, 6 golos apontados) sempre na qualidade de capitão de equipa que apesar das credenciais demonstradas e o bom relacionamento entre ambas as partes acabou por não chegar a acordo com o clube para continuar. Ainda assim, a excelente temporada individual de Frederico Ferreira, Fred como é desde cedo apelidado, vale-lhe uma enorme cobiça.

A performance do jovem futebolista que alinha pelo meio e ambas as alas na época em que alcançou a sua estreia enquanto sénior de forma oficial pelo Loures ao ter participado nos minutos finais da partida ante o Mineiro Aljustrelense, uma das três convocatórias da equipa sénior nas quais foi inserido nos últimos meses, justificou o potencial que desde cedo lhe é reconhecido - bem cedo, como infantil, Fred classificou-se no top 10 internacional da FootballDreamFactory, plataforma criada há alguns anos por Luís Figo e Luiz Felipe Scolari.

Jovem jogador brilhou num percurso dividido entre Sacavenense e Loures

Recorde-se que a título de curiosidade o antigo internacional português e o ex-seleccionador nacional publicavam o seu parecer sobre os jovens mais promissores entre os muitos que observavam em… A BOLA. Nesse ano, Fred conquistou a distinção de melhor jogador do Torneio Internacional Aveiro Cup impressionou os responsáveis da formação do Ajax mas nunca deixaria Portugal onde esta temporada, aos 19 anos, está livre e na posse de várias ofertas provenientes de clubes do CPP, referenciado por uma equipa B a disputar a Ledman LigaPro e um emblema recentemente promovido á Liga NOS. 

Ainda cobiçado por dois emblemas da I Liga de Chipre e referenciado em Inglaterra, Fred chega agora a idade sénior após uma formação muito bem-sucedida e dividida entre os vizinhos e rivais Sacavenense, de onde saiu à entrada para a sua primeira época de júnior, e o Loures, onde alinhou nas últimas duas épocas, dois clubes que potenciaram o seu crescimento e que em pouco tempo poderão obter benefícios por terem contado com este jovem futebolista nas suas fileiras. No caso da turma de Sacavém, o percurso do criativo começou a impressionar logo como Escola e ao ascender à equipa A ainda em idade de Escola B.

O notável percurso do jovem atleta ao serviço do Sacavenense teve continuidade com uma média de meio golo por jogo enquanto Infantil, mais de 50 encontros oficiais disputados enquanto Iniciado sendo que na segunda época, como sub-15, ainda se estreou pelos Juvenis B no campeonato distrital do escalão que um ano depois viria mesmo a conquistar no que foi também a época mais concretizadora da sua carreira até ao momento, com 23 golos em 28 encontros disputados apesar de nunca ter alinhado como avançado e chegou mesmo a estrear-se como sénior ainda em idade juvenil.

Época transacta constituiu um recorde de encontros realizados para Fred – avizinha-se novo desafio

Isto muito embora a competição não possua carácter oficial, a Future Stars Future League, conhecida por Liga Chinesa e disputada por clubes da AF Lisboa e AF Setúbal numa época em que rapidamente queimou etapas, começando pela equipa de Juvenis A mas logo em Janeiro passando para o plantel de Juniores aos 16 anos, após um ano antes se ter sagrado campeão distrital da AF Lisboa em Juvenis. Terminada a passagem por Sacavém, Fred partiu para o vizinho Loures, onde a muito boa primeira época como júnior de primeiro ano conseguiu ainda ser ultrapassada em todos os planos numéricos no segundo.

Com efeito, os 37 encontros disputados (36 no Nacional de Juniores + estreia pela equipa principal) constituem um recorde pessoal de época para Fred, que ainda antes de iniciar o seu percurso sénior soma já 310 partidas e 114 golos remetendo apenas ao carácter oficial, o que permite antever a mais-valia que representará para o próximo clube que representar dentro de pouco tempo.


quinta-feira, 29 de junho de 2017



Poucos dias após ter visto praticamente consumada a despromoção da sua equipa de futebol aos campeonatos distritais, o Grupo Desportivo Fabril do Barreiro agendou de acordo com o seu Regulamento Complementar aos Estatutos a realização de um acto eleitoral que teve lugar no seio de uma Assembleia-Geral Ordinária de associados conduzida pelo Presidente da Mesa da Assembleia-Geral.

Pouco depois, a despromoção da equipa de futebol do histórico clube do Barreiro acabaria mesmo por consumar-se e desta forma é com novo Presidente e nova Direcção que o Fabril abordará o regresso a uma dispensável realidade de competir fora da égide nacional, reeditando ainda assim um histórico derby do futebol português frente ao Barreirense, mas agora na disputa da I Divisão da AF Setúbal. Entre estes dois conjuntos, apenas um poderá ter a possibilidade de regressar ao Campeonato de Portugal...

quarta-feira, 28 de junho de 2017




São raros os casos dos futebolistas que aos 17 anos já haviam representado dois clubes tão notabilizados quanto o Liverpool e o Benfica como é o caso de Joedson Silva, conhecido no meio futebolístico como John Silva, jovem médio/avançado detentor de dupla nacionalidade, brasileira mas também portuguesa devido aos anos em que residiu no nosso País ao qual chegou ainda em idade de formação antes de experimentar Inglaterra. Cedo John, de 22 anos, deixou o Brasil natal em busca de tornar-se futebolista profissional que o levou a ter jogado já em cinco diferentes países.

Para já, o jovem avançado que pode também actuar sobre as alas ou mais recuado, sobre as costas do avançado, parece ter estabilizado na Grécia, nação à qual chegou no início da época para reforçar o DOXA Dramas, etapa mais recente de um percurso iniciado ainda no seu país de onde passou para o nosso País para representar Pescadores da Costa da Caparica e Vitória de Setúbal antes de convencer o Liverpool, seguindo-se Benfica, Belenenses e em seguida a entrada no futebol sénior para representar o Febres.

Após essa experiência no futebol distrital, John Silva viajou para os EUA para competir no Boston United até finalmente chegar ao futebol helénico, onde se vem destacando no emblema que se situa no nordeste da Grécia, bem junto à Macedónia (chegou mesmo a disputar o Campeonato desse país), e cujo nome significa Glória, podendo mesmo esse ser o caso para o jovem luso-brasileiro que lutou para celebrar a promoção à Football League, segundo escalão do futebol grego, numa tentativa de recuperar da desvantagem que o separava do líder do Grupo 1 da Gamma Ethniki.

Esse escalão, a terceira divisão do país, foi conquistado pelo Apollon Kalamarias, adversário que chegou a estar ao alcance do DOXA. Com esse objectivo em vista, John constituiu uma das setas apontadas à baliza adversária numa competição que ainda teve uma paragem competitiva de três semanas. 


Atenção ao Chile… mas ao alcance

Mereceria todo o respeito apenas e só por se apresentar como o bicampeão da Copa América. Uma competição complicada de explicar ou de se descrever mas que se compreende no momento em que se realiza - por vários dias em consecutivo produz um futebol que deixa saudades. Com efeito, quem assiste à Copa América, muito embora o público em geral comente com maior fervor as carreiras dos mais mediáticos Argentina e Brasil por serem mais populares, perceberá que neste momento a variedade em termos de oferta futebolística é maior.

Com efeito, a equipa que mais tem fascinado na América Latina nos últimos dois a três anos tem sido mesmo a campeã em título e com essa realidade bem ciente neste momento o Chile surge como o grande ’outsider’ pela Taça das Confederações, com Vidal provavelmente como o seu melhor jogador da prova e excelentemente secundado por valores como Vargas, Alexis Sánchez e Aranguiz.

A qualidade deste Chile denota-se até pelo facto de nem sequer contar com valores que poderiam acrescentar valia atacante como o criativo Jorge Valdivia ou o promissor goleador Angelo Henriquez, ambos fora dos 23 convocados. Selecção perigosa mas ainda assim claramente ao alcance de Portugal sendo que a Selecção Nacional se baterá com esta Roja já na próxima 4ª feira para disputar a meia-final da competição.

terça-feira, 27 de junho de 2017




Mesma geração, jogadores diferentes… mesmos erros

Hoje conhecida como a ‘geração Rui Jorge’ e com uma longuíssima série sem derrotas, o maior elogio que poderá ser dado estará no período que atravessou sem consentir qualquer desaire. Ainda assim, o que aconteceu a vários destes atletas num anterior Mundial sub-20, em 2015 e ainda sem estarem sob a ’égide’ de Rui Jorge, não acabou por representar, pelos vistos, uma lição para esta geração agora no final da sua sub-21, a geração de 95. Vejamos então que sucedeu no Mundial sub-20 realizado dois anos antes na Nova Zelândia precisamente por este escalão etário de atletas… e descubra as diferenças:

Nessa altura, a eliminação frente ao Brasil, que realmente foi inferior a Portugal durante todo o jogo, não surpreendeu pelo menos quem tenha acompanhado todos os desafios dessa geração que agora termina o seu percurso nas selecções jovens e já desde o primeiro desafio nessa competição já esquecida no tempo que o problema da ineficácia era evidente. Desse certame, a Selecção Nacional mudou quase por completo - André Silva e Gelson Martins desenvolveram-se a ponto de serem já opção na Selecção A e vários outros perderam espaço, sendo rendido por outras soluções.

Ao contrário de vitórias naturais, Portugal adensou os seus problemas internos

O que acontecia nesse período é que a diferença de qualidade para os outros adversários era tão gritante que muito embora a equipa falhasse 10 golos haveria sempre 1 ou 2 remates a entrar e por isso a 'crítica' foi deixando passar esse problema. No primeiro jogo contra o Senegal, por exemplo, o 3-0 acaba por ser quase ridículo tendo em conta o volume ofensivo que Portugal conseguiu. Se a equipa estivesse realmente eficaz a finalizar ter-se-ia chegado aos 8 que a Alemanha ‘deu’ às Ilhas Fiji com naturalidade.

Chegando a uma determinada fase, ou se marca ou se arrisca a estar fora...e acabou por ser esse o problema associado a uma defesa que não progrediu em termos qualitativos e que Rui Jorge não soube reforçar. Da equipa de há dois anos, mantiveram-se Pedro Rebocho, Francisco Ramos (não foi sequer utilizado) e Gonçalo Guedes.

No restante, poucas opções de valia para o sector defensivo (onde estavam jogadores como Domingos Duarte, que regressou ao Sporting após bem sucedido empréstimo ao Belenenses, Rafa Soares e Nélson Monte, que representaram o Rio Ave na época transacta, ou até João Nunes, que representa o Lechia Gdansk precisamente na nação em que ainda se disputa a competição, na Polónia?

Escolha claramente discutível do seleccionador, que se fez acompanhar por defensores sem o ‘andamento’ necessário para uma competição como o Euro sub-21 ao terem sofrido cinco golos em três desafios e com isso perdido quaisquer dificuldades de discutir a qualificação.

segunda-feira, 26 de junho de 2017




EMF Campeonato da Europa - Tão perto de evitar a sina

O objectivo há muito estava definido e era bem concreto e passava por obter um feito nunca antes conseguido e que passava por pela primeira vez ao fim de três participações um inédito apuramento para os oitavos-de-final do Campeonato da Europa de MiniFootball - foi para obter essa meta que incidiu toda a participação da equipa eleita pela Associação Portuguesa da modalidade, preparação essa que nunca fui tão profissionalizada, tão bem esquematizada quanto ao momento actual, deixando também a prova de um crescimento sustentado da variante no nosso País.

A meta de ultrapassar a fase de grupos, mais do que um objectivo desportivo, surgia como uma ambição até emocional tendo em conta que um ano antes na edição transacta do Europeu Portugal ficou afastado desse objectivo por um mero golo. Agora em 2017, ainda antes do apito inicial para a primeira partida, poderia afigurar-se como seguro que devido aos dois estágios de preparação, a participação em torneios internacionais e à realização de toda uma época regular ao nível das SuperLigas e torneios nacionais nunca a equipa nacional havia surgido a um nível tão elevado.

No entanto, a sorte não esteve do lado de Portugal que mesmo na melhor condição futebolística do seu curto historial acabou inserido num grupo que oferecia poucas possibilidades de apuramento, o poderoso Grupo D, composto ainda pelo até então campeão europeu Cazaquistão, a selecção mais titulada do plano internacional, a Roménia, e ainda que ao alcance da equipa nacional a mais experiente. Ainda assim, pôde contar-se com uma prestação de mérito numa prova surpreendentemente conquistada pela Rússia. Analise-se cada desafio individualmente:

1ª jornada, vs Cazaquistão - Resultado marcado por pouco menos de dois minutos de desconcentração defensiva nos quais o campeão europeu em título aproveitou para aplicar uma vantagem preciosa através dos dois atletas que mais se destacaram, Akhmetsharipov (posicionamento exímio e letal a finalizar) e Taibassarov (detentor de grande velocidade, mesmo com a bola controlada). No tempo que antecedeu os dois golos e no período que se seguiu, a equipa nacional conseguiu aplicar uma réplica para muitos inesperada.

Na grande parte do tempo jogado, Portugal subjugou o Cazaquistão ao seu meio-campo numa exibição colectiva sem valores individuais a destacar e a dominar aspectos estatísticos como a posse de bola e o número de remates. Esse balanceamento ofensivo acabou por revelar-se nefasto para a própria equipa que no seguimento de uma bola parada em que esteve muito perto de marcar - remate de meia distância travado por um emaranhado de pernas na defesa cazaque - sofreu o 3-0 final numa eficiente contra-ataque trabalhado pelos inspirados Akhmetsharipov e Taibassarov.

2ª Jornada, vs Roménia - Após a excelente imagem ao nível da postura em jogo deixada frente ao Cazaquistão, seguia-se a igualmente poderosa Roménia num desafio que ofereceria um panorama completamente distinto - mais fechado e com Portugal a demonstrar uma capacidade no processo defensivo que não havia conseguido exibir no desafio inaugural. Conjunto muito coeso no equilíbrio em temos de posicionamento e muito eficaz no processo defensivo, conseguido não apenas evitar que a Roménia marcasse como inclusivamente impedir que criasse situações de golo relevantes.

Sempre que a Roménia encontrou espaço para visar a baliza portuguesa, Fábio Kareca correspondeu, demonstrando segurança emocional juntamente com técnica e colocação apuradas entre os postes, destacando-se por atempadas ‘manchas’ que retiravam espaço aos atacantes romenos no momento do remate, assumindo-se como a grande figura individual da equipa neste desafio especialmente quando esta disputou os minutos finais com menos uma unidade mercê das expulsões de José Carlos e até do próprio seleccionador, David Martins.

Como consequência, Portugal atacou em menor quantidade mas até poderia ter vencido nos instantes finais através de um contragolpe conduzido e finalizado por Rui Sanches. Assim, um resultado que foi histórico - inédita igualdade perante um adversário com incomparável historial acabou por saber a pouco e até condicionar as ambições futuras de Portugal na competição.

3ª jornada - vs Grécia - Verdadeira final para as duas equipas que entravam em campo no último encontro de toda a fase de grupos (partida realizada, por isso, a um horário mais adiantado) cientes de que uma vitória permitiria obter 4 pontos e o imediato apuramento para os oitavos-de-final na condição de um dos melhores terceiros classificados. Objectivo português à distância de um golo e que em nada pressionou a equipa que realizou frente aos helénicos a melhor prestação englobando os três desafios.

Enorme estabilidade emocional numa 1ª parte de valores equiparados entre duas equipas obrigadas a vencer mas ao mesmo tempo proibidas de sofrer golos. Ainda assim, Portugal apresentou sempre maior qualidade ofensiva e apenas não saiu para intervalo em vantagem devido a um par de excelentes intervenções do guardião grego Zachos, sendo que na 2ª parte o seu companheiro Xanthos nada poderia fazer para evitar o merecido golo luso, conseguido através de um livre lateral bem trabalhado (cruzamento tirado pela esquerda com cabeceamento de pronto ao primeiro poste).

Portugal realizava uma prestação amplamente merecedora de apuramento, com várias prestações individuais de monta - realce para Rui Sanches, que aliou potência física suficiente para ganhar constantemente os confrontos directos com os ‘pivots’ gregos à habilidade na bola parada com um notável cruzamento para o golo -.

A Selecção Nacional de MiniFootball acabaria apenas traída pelos instantes finais nos quais a equipa de arbitragem concedeu mais de três minutos de acréscimo e nesse momento Portugal apresentava-se já em perda física, o que se denotou nas brechas defensivas visíveis nos dois golos que garantiram a passagem à Grécia, que se projectou no ataque em busca da reviravolta e logrou-a quando nada já o faria prever e depois de ter sido dominado na maior parte do tempo de jogo.

Para além das já mencionadas prestações de Fábio Kareca (baliza inviolada frente à Roménia) e Rui Sanches (praticamente imbatível a defender e apresentou atributos na bola parada), são também merecedoras de relevo as seguintes prestações:

De assinalar as exibições de Ricardo Gomes (o mais jovem elemento da comitiva e detentor de um colocado pé esquerdo), Pedro Vieira (também estreante, muito agressivo e a oferecer variedade de soluções na reposição lateral), João Paulo (experiente, não desperdiçou a oportunidade de que dispôs para finalizar ante a Grécia) e João Bailão (emprestou qualidade ofensiva à equipa no derradeiro desafio, quase apontando o melhor golo da prova num remate acrobático travado por o que poderá ter sido a melhor defesa de todo o Europeu, intervenção plena de reflexos de Aris Zachos).

Em suma, Portugal falhou a sua demanda por um golo ('bastaria' apontar um golo à Roménia ou conseguir segurar o jogo no último minuto ante a Grécia), mas voltou a exibir evolução competitiva promissora para um futuro imediato.

domingo, 25 de junho de 2017



Apesar da utilidade que representou a sua contratação - pode desempenhar funções diversas na defesa - João Rocha não conseguiu fazer face às persistentes lesões, algumas de ordem muscular, o que conduziu à sua saída no Loures. Tendo em conta as várias lesões que assolaram alguns dos sectores da equipa preto e amarela, Rocha poderia ter a sua oportunidade na equipa...não tivesse feito constantemente parte do rol de lesionados.

Foi devido a esse problema que acabou por desvincular-se e passar a representar o Alverca, onde o defesa central de 25 anos que alinha também como lateral esquerdo pôde voltar a competir e assim que o fez suscitou a atenção do Coruchense que assegurou a sua contratação apesar de João Rocha, que dividiu a pretérita temporada entre o Loures, no Campeonato de Portugal, e o Alverca, na Pró-Nacional da AF Lisboa, ter estado na órbita de outros conjuntos a ponto de ainda dias antes ter sido oficialmente apresentado como reforço do Sacavenense para a nova época.

Apesar disso, o defensor de 25 anos terá dado primazia à superior oferta financeira que lhe foi colocada pelo Coruchense que terá em Miguel Neves e Rocha dois atletas versáteis capazes de cumprir as posições de defesa central e lateral esquerdo, até porque este último estará completamente refeito dos problemas físicos que o têm assolado em meses anteriores.

sexta-feira, 23 de junho de 2017



Inglaterra - Portugueses em confronto na League Two

Tidos como desconhecidos em Portugal, ainda assim estiveram em confronto futebolistas de nacionalidade portuguesa na League Two, o profissional quarto escalão do futebol inglês e o último duelo directo passou pela visita do Wycombe Wanderers, onde alinha o lateral Sido Jombati, de 29 anos, ao Barnet FC, emblema no qual seguem o defesa central Ricardo Santos, de 21 anos e 1,96 metros de altura, que segue como titular indiscutível no emblema para o qual se transferiu na reabertura do mercado, em Janeiro, e Mauro Vilhete, extremo de 23 anos que contabilizou mais de 40 partidas disputadas.

Entre Campeonato e Taças a temporada de Vilhete (jogador em destaque na imagem) fez-se com três golos apontados. Os três portugueses mantiveram a titularidade na derrota caseira do Barnet frente ao Wycombe em mais uma jornada da League Two, o quarto escalão do futebol inglês, numa tarde de 2ª feira.

Apesar dos esforços dos dois lusos do Barnet, o emblema sediado nos arredores de Londres não conseguiu esconder as dificuldades que atravessa (encontrava-se nesse momento sem treinador) e evitar o desaire por 2-0. No entanto, apenas necessitava de alcançar um ponto nas três jornadas que restavam disputar para assegurar a manutenção nas Ligas profissionais inglesas e assim o fez.

quinta-feira, 22 de junho de 2017



Trabalho de Sandro chega à Índia.. e mais além

Está provado que a qualidade do profissional português extravasa a função de futebolista, transportando-se também a outras funções como a de técnico e até a especialidade do treino de guarda-redes e até mesmo essa função específica já merece atenção no mercado internacional e o jovem Sandro Pinto (terceiro na imagem a partir da esquerda) é disso exemplo.

Com apenas 21 anos, o jovem treinador vem deixando excelentes impressões ao serviço da Federação Indiana de Futebol, que o recrutou enquanto parte da equipa técnica liderada por Luís Norton de Matos e que juntou três adjuntos aos responsáveis técnicos já existentes num objectivo aliciante, passando por encaminhar o escalão sub-17 da Índia a uma participação condigna do país no próximo Mundial que por sinal se realiza em território indiano. Por esse motivo, a Federação do país não se tem negado a esforços e por esse motivo tem sido levado a cabo um estágio de cinco meses.

O mesmo concluir-se-á no final do mês e nele os juvenis indianos têm defrontado vários clubes e selecções do escalão. Parte do mesmo foi realizado na Cidade do Futebol, em Oeiras, e o Benfica foi um dos adversários colocados. Apesar da falta de experiência e de rodagem internacional, a selecção sub-17 da Índia tem reagido de forma extremamente positiva aos estímulos e desafios que lhes vão sendo colocados ao obterem resultados surpreendentemente positivos sendo que ainda na última semana os indianos conseguiram arrancar um 0-0 perante a bem mais apetrechada Sérvia.

Nessa partida de preparação realizada na Hungria a equipa indiana apresentou uma condição defensiva que colocou Sandro Pinto, responsável pela preparação dos guardiães, debaixo de um coro de elogios. Com efeito, o bom trabalho realizado pelo jovem especialista mantém-no valorizado perante outras ofertas que tem em carteira, nomeadamente a partir da Noruega, onde trabalha Pedro Espinha, chefe do departamento técnico de guarda-redes do Lyn e que gostaria de contar com os seus préstimos no seu leque de profissionais.

Também na Arábia Saudita o nome de Sandro e o trabalho de visível evolução que tem vindo a realizar com os guarda-redes que a Índia espera recolher desde os sub-17 para o seu futuro, Tamal Naskar, Sukhan Gill e Dheeraj Moirangthem, estará também bem referenciado e em Portugal o jovem técnico possui possibilidades em carteira, contando com o apreço de Emídio Júnior, actual treinador de guarda-redes do Nacional que estende a possibilidade de o jovem se juntar aos quadros da formação do clube madeirense.

Apesar do bom trabalho até ao momento realizado, é uma incógnita o futuro de Sandro Pinto que pode não ir a passar mesmo pela Índia ainda que pela frente possa vir a ter o Mundial sub-17, competição que lhe merece total atenção e o levou mesmo a ter realizado ainda em Portugal uma acção de formação junto dos seus guarda-redes ministrada por José Moreira, experiente guarda-redes do Estoril com quem mantém uma relação de proximidade e que é também confesso apreciador dos seus métodos de trabalho.

Após esse início de concentração ainda no nosso País, Sandro Miguel Pinto e restante comitiva liderada por Luís Norton de Matos partiu para o Leste europeu para disputar encontros de preparação e finalmente fixar-se em estágio nas instalações pertencentes à Real Federación Española de Fútbol, a Federação de Espanha.

Até ao final deste mês a equipa indiana treina-se e realiza alguns particulares entre eles um desafio já levado a cabo ante a Selecção Regional de Madrid em sub-17. Desta forma, a equipa técnica portuguesa espera ter reunido as bases necessárias para que a jovem equipa indiana possa competir de igual forma com os oponentes que terá pela frente no Mundial.

quarta-feira, 21 de junho de 2017




EMF Campeonato da Europa - João Paulo

Este será, sem sombra de dúvida, o jogador mais conhecido do grande público entre todos aqueles que representam Portugal no Europeu de MiniFootball, modalidade que pratica já depois de ter dado por terminada uma carreira profissional no Futebol de Onze que o levou a representar diversos clubes de primeiro escalão em Portugal e no estrangeiro e ter representado o nosso País ao nível das Selecções Nacionais jovens. João Paulo está também ciente da sua responsabilidade e pretende ser um exemplo.

Com efeito, o goleador participou nas três partidas realizadas por Portugal em Brno e esperava contribuir com a experiência que angariou em todo o tipo de competições como profissional. Acabou por fazê-lo, ao apontar o único tento apontado pela equipa nacional na competição, um golo que ainda trouxe expectativas de apuramento frente à Grécia. Antes de o fazer, o atacante deixou rasgados elogios às condições que a Associação Portuguesa de MiniFootball proporciona:

Antes do Europeu, esteve presente nos vários estágios realizados e sendo um jogador com experiência de profissionalismo ao ter representado clubes de Primeira Liga como Académica, União de Leiria ou Paços de Ferreira, como surgiu o MiniFootball numa vida já preenchida pelo futebol e como decorreu a inserção na modalidade?


Sim, quando jogamos futebol durante tantos anos ficamos sempre com aquele ‘bichinho’ e procuramos sempre de certa forma alimentar isso e pronto, decidi entrar na SuperLiga formando uma equipa de amigos também ex-jogadores e foi aí que entrámos na SuperLiga de Futebol de Sete. Pelo menos em relação a mim, a minha primeira vez no MiniFootball foi a participação no último Torneio Inter-Regiões e passei a estar nos estágios da Selecção Nacional e tem sido uma experiência nova.

Profissionalmente, a carreira no Futebol de Onze está terminada? O facto de estar presente e tão dedicado ao MiniFootball demonstra que actualmente o compromisso é total e semelhante ao dos restantes companheiros de Selecção para convencer o seleccionador de que a intenção passa por ajudar em provas com a importância do Europeu e levar Portugal a atingir os seus propósitos?


Julgo que a abordagem foi semelhante para todos no ponto de perguntarem se querem fazer parte deste projecto e quero fazer o meu melhor possível. Foi estendido a toda a gente, eu fui questionado e no meu caso sim, tenho a esperança de que este seja um bom momento para nós e estou dedicado a isto neste momento ao mesmo tempo que estou a trabalhar no Sindicato dos Jogadores. Terminei a minha carreira e agora estou com esta Selecção pronto a fazer o meu melhor como sempre fiz e também já faz parte da minha experiência de ter sido internacional e vamos lá.

Entende que essa experiência de profissional e as passagens mais comuns junto do adepto de futebol são determinantes? O João surge nesta modalidade juntamente com outros ex-futebolistas também já inseridos como o Pedro Oliveira, o Pedro Ribeiro, o Toni e até outros futebolistas profissionais em actividade que também praticam como o Rúben Ribeiro, o Bukia e outros jogadores do Boavista, o Arnold do Vit. Setúbal e futuramente, quem sabe, antigos internacionais como o Raúl Meireles ou o Bosingwa como recentemente o Pedro Oliveira frisou.


Esse aspecto poderá ser o próximo passo a dar, o mais importante para o desenvolvimento desta modalidade? O mediatismo dos jogadores profissionais ou mesmo daqueles que já abandonaram o profissionalismo é o primeiro passo que esta modalidade deve tomar para se promover e dar-se a conhecer ao restante público?

Sem dúvida de que estão a fazer um excelente trabalho e que estão no caminho certo. Como em tudo na vida, o mediatismo chama mais a atenção das pessoas e desse ponto de vista a atenção seria importante e uma mais-valia para a modalidade que esses jogadores pudessem de certa forma promovê-la, mas acredito que estão a fazer um bom trabalho, o crescimento também tem de ser sustentado, fazer as coisas bem, mas de facto o mediatismo, se as pessoas virem que estão a voltar a jogar futebol neste nível, provavelmente também ajudará a modalidade a crescer.

Tendo em conta essa experiência angariada no futebol profissional, os torneios já realizados e os treinos e jogos realizados com colegas que eventualmente pudesse não conhecer, até que ponto a equipa nacional poderia alimentar boas expectativas?

Temos sempre de pensar grande, tanto no futebol como na vida e no futebol muito mais não temos senão de pensar grande. Têm estado nos estágios e nas convocatórias os melhores de Portugal, os que acham serem melhores para representar o nome da Selecção Nacional, temos qualidade.

Temos também de entender um pouco o jogo pois em Portugal não é usual termos Futebol de Seis e é um desporto, uma modalidade que já está inserida há já alguns anos no crescimento dos nossos adversários e cabe-nos a nós num curto espaço de tempo aprender o jogo porque qualidade temos e valor em termos futebolísticos a Portugal não falta.

terça-feira, 20 de junho de 2017


Águia goleou e o leão festejou

Consagração para o Sporting com arrancada perfeita do Benfica: primeira jogada do jogo com erro dividido entre Tiago Simões e Gonçalo Costa, que atacaram a mesma bola com o lateral a cabecear para as suas próprias redes após cruzamento de Tiago Dantas aos 50 segundos de jogo.

Na 2ª parte em menos de 15 minutos a águia construiu a goleada: bis de Úmaro Embaló, aos 50 com recarga no interior da área após primeira tentativa de corte e aos 53 ao isolar-se após ser servido por Ricardo Matos que apontaria o 0-4 aos 63, ao segundo poste. Nos instantes finais, Embaló lançou Mamadou Koné para o 0-5.

Estádio Aurélio Pereira (Academia Sporting) - Alcochete

SPORTING
Tiago Simões
Rodrigo Vaza
João Goulart
Tiago Djaló
Gonçalo Costa
Bavikson Biai ©
Edmilson dos Santos
(Lisandro Tipote, 56)
Bernardo Sousa
Francisco Oliveira
(Sérgio Velosa, int.)
Tiago Rodrigues
Babacar Fati
(Nuno Sualehe, 64)
T: João Couto
4x3x3

BENFICA
Celton Biai
Luís Pinheiro
(Nuno Tavares, int.)
Gonçalo Loureiro
Francisco Saldanha
Mamadou Koné
Henrique Jocu
Diogo Capitão
(Gonçalo Ramos, int.)
Tiago Dantas ©
Rodrigo Conceição
(Nuno Cunha, 67)
Ricardo Matos
Úmaro Embaló
T. Renato Paiva
4x3x3

Arbitragem: Rui Rodrigues - Lisboa
Disciplina: cartão amarelo para Luís Pinheiro (22), Edmilson dos Santos (47), Francisco Saldanha (51) e Mamadou Koné (80+3)
Marcadores: Gonçalo Costa (1, pb), Úmaro Embaló (50 e 53), Ricardo Matos (63) e Mamadou Koné (80+3)


Stumbras - Mais uma Casa Portuguesa, agora na Lituânia

Já são seis os futebolistas de nacionalidade portuguesa às ordens do também português Mariano Barreto e restante equipa técnica, uma vez que aos defesas André Almeida, André Silva e Jardel Nazaré, ao médio Fábio Lopes e ao avançado Bruno Pires, quinteto luso que já figurava no plantel que evolui na cidade de Kaunas, juntou-se ainda Agostinho Cá, médio que na sua formação chegou a ser tido como uma das grandes esperanças de uma geração do Sporting com vários craques da actualidade.

O potencial que o médio defensivo luso-guineense demonstrava levou o Barcelona a avançar pela sua contratação que devido às persistentes lesões nunca chegou a justificar-se, tendo terminado contrato. Livre de compromissos o centrocampista de 23 anos terá estado perto de reforçar o Parma, acabando por seguir a carreira no mais modesto futebol lituano onde o idioma português começa a ganhar uma expressão cada vez maior.



Últimos anulam-se na despedida

Final de temporada que ainda deixou algumas razões para sorrir para os dois últimos, com a penúltima classificada Académica a conseguir transformar em vantagem a desvantagem com que havia saído para intervalo graças à inspirada entrada de Paulinho, que entrou em campo para bisar e garantir…um ponto para a Briosa dado que nos instantes finais Bedel Mendes ainda resgatou uma igualdade que significou o primeiro (e único) ponto conquistado pelo último colocado Oeiras nesta Fase Final.

Estádio Municipal de Oeiras

OEIRAS
Filipe Campina
Diogo Marinho
Barbas
Lucas
Tomás Santos
Paisana
Costa
Pedro Aparício
(Afonso Evangelista, 71)
Guilherme Santos ©
Vasco Cardoso
Bedel Mendes
T: João Cardeano
3X4X3

ACADÉMICA
Pedro Francisco
João Pedro
André Pires
Zé Maria
David Vieira
PT
Vasco Martins
Dudu
Tamble ©
(Luís Rodrigues, 57)
João Rui
(Pedro Simão, 50)
Xavier
(Paulinho Ferreira, int.)
T: Rui Silva
4x3x3


Arbitragem: Rui Pedro Mendes - Santarém
Disciplina: cartão amarelo para Paisana (78), Costa (48), Bedel Mendes (52); João Pedro (52), Paulinho Ferreira (66)
Marcadores: Guilherme Santos (23) e Bedel Mendes (80+2); Paulinho Ferreira (49 e 64)

sexta-feira, 16 de junho de 2017




Com o criativo Bernardo Sousa a abrir e a fechar, o Sporting conseguiu o resultado de que necessitava, a vitória, ao golear em Coimbra a Académica para garantir assim a revalidação do título nacional de Juvenis.

ACADÉMICA
Diogo Sá
João Gonçalves
André Pires
(Dudu Simões, 56)
José Maria
Pedro Marques
Pedro Teixeira
Pedro Simão
Luís Rodrigues
Vasco
(João Rui, 65)
Pedrito
Tamble Monteiro
(Paulinho, 49)
T: Rui Silva

SPORTING
Filipe Semedo
Bernardo Prego
Rodrigo Vaza
João Goulart
Gonçalo Costa
(Ivo Cláudio, 61)
Bavikson Biai
Bernardo Sousa
(David Teixeira, 76)
Félix Correia
Bubacar Fati
Tiago Rodrigues
(Francisco Oliveira, 67)
Edmilson dos Santos
T: João Couto

Disciplina: cartão amarelo para Pedro Marques (49); expulsão para Rui Silva (45)
Marcadores: Pedro Marques (29); Bernardo Sousa (12 e 56), André Pires (42, pb) e Edmilson dos Santos (44)




Abertura do marcador que apenas teve lugar… segundos depois de em Coimbra o Sporting ter apontado o 1-3, carimbando assim a revalidação do título nacional no escalão. No mesmo momento o Benfica via-se impossibilitado de chegar ao título - os leões ainda ampliariam a vantagem sobre a Académica -  mas numa bola parada habitualmente trabalhada pelos encarnados.

Livre lateral no qual Úmaro Embaló colocou a bola ao segundo poste para a impulsão e subsequente conclusão do central Gonçalo Loureiro aos 43 e o golo da tranquilidade para o Benfica surgiu aos 76 a partir de um chapéu colocado por Úmaro Embaló sobre o guardião dos bracarenses que tal como na 1ª parte não deixaram de estar também em bom plano e viram dois bons lances negados pelos postes, aos 71 através de um bonito remate de Lucas Pereira e num cabeceamento de João Costinha que seria também o último lance do desafio. 

Caixa Futebol Campus (campo nº1) - Seixal

BENFICA
Celton Biai
Mamadou Koné
Gonçalo Loureiro
Francisco Saldanha
Luís Pinheiro
Henrique Jocu
Diogo Capitão
Tiago Dantas ©
(Nuno Tavares, 74)
Rodrigo Conceição
Ricardo Matos
(Gonçalo Ramos, 65)
Úmaro Embaló
(Luís Lopes, 79)
T: Renato Paiva
4x3x3

SP.BRAGA
Rui Ribeiro
Miguel Dias
Hugo Morais
Cristian Lottito
Miguel Vilela ©
David Veiga
(Gustavo Schneider, 77)
Samuel Costa
(Tiago Gonçalves, 67)
João Costinha
Tiago Antunes
Eduardo Ribeiro
Schurrle
(Lucas Pereira, 55)
T: Tozé Pereira 
4x4x2

Arbitragem: José Laranjeira - Coimbra
Disciplina: -.
Marcadores: Gonçalo Loureiro (43) e Úmaro Embaló (76)

quarta-feira, 14 de junho de 2017



EMF Campeonato da Europa - Pedro Vieira
Apesar do desalento pelo dramático afastamento do Campeonato da Europa de MiniFootball já no período de compensação do confronto ante a Grécia, Portugal aproveitou a competição para mostrar o talento de alguns dos seus valores.

Um deles foi Pedro Vieira, atacante que foi ultrapassando etapas, estreando-se em Maio em presenças em estágios e um mês depois também em convocatórias e logo para disputar o Europeu, competição na qual esteve presente nos três confrontos disputados pela equipa nacional e com prestações bastante promissoras - o futuro da Selecção Nacional passa também por este atleta de 29 anos que alinha no ARCOV, de Guimarães.

Como parte dos convocados para os estágios e para a Selecção Nacional, quais eram as expectativas?

Como estreante, procurei dar o meu melhor para poder ser chamado para o Europeu. Esperava ser chamado pelo meu contributo.

Tendo em conta que já deveria haver algum conhecimento de outros torneios, de outras finais e por fim nos treinos nos estágios, passou a conhecer todos os jogadores. Com o valor de todos os jogadores convocados para os estágios, até onde poderia de forma realista perspectivar-se a prestação de Portugal no Europeu?

Sim, e do Inter-Regiões também. Acho que dada a qualidade deste plantel, desta equipa, desta Selecção, tínhamos expectativas de chegar o mais longe possível e ser, quem sabe, campeões europeus. Temos jogadores bastante experientes, que já passaram por outro tipo de futebol e sabem o que é… acho que a equipa estava bem encaminhada para isso, para um título.

O facto de apresentar-se como estreante em convocatórias e neste tipo de competições revelou-se uma desvantagem tendo em conta existirem outros jogadores com uma maior experiência de estágios e até de Europeus ou, por outro lado, terá até sido uma vantagem e ter até beneficiado tendo em conta que surgiu como novidade e os técnicos olharem como um acréscimo ao que já conheciam e a equipa detinha?

Exacto, não diria ser uma desvantagem mas como é a minha primeira vez estou aqui para aprender com eles, o mais possível, para poder ajudar a equipa a atingir os seus objectivos, é esse o meu objectivo.

Tranquilo final de temporada para Sporting e Paços de Ferreira que entravam no derradeiro desafio da Fase Final com os respectivos percursos completamente resolvidos - os leões já sem possibilidades de lograr o título nacional, já revalidado pelo Benfica na semana anterior, ao passo que os pacenses já haviam dado a participação nesta Fase como um objectivo cumprido.

Uma vez mais o Paços aproveitou para ‘respirar o ambiente’ de mais um desafio frente a um dos ‘grandes’ depois de já ter defrontado os restantes por duas ocasiões. Sentido de dever cumprido, tal como para a equipa da casa muito embora não tenha cumprido o seu objectivo da conquista do Campeonato.

Estádio Aurélio Pereira (Academia Sporting) - Alcochete

SPORTING
Diogo Almeida
Rafael Fernandes
Eduardo Quaresma (c)
(Rodrigo Rego, int.)
João Rodrigues
Nuno Mendes
Daniel Rodrigues
Úmaro Baldé
(Gonçalo Batalha, int.)
João Daniel
(Tiago Ferreira, 48)
Alexandre Lamy
Tiago Tomás
(Rodrigo Miguel, int.)
Joelson Fernandes
(Leandro Gonçalves, 61)
T: Pedro Coelho
4x3x3

P.FERREIRA
José Oliveira
Fábio Leal
Guilherme Couto
(Gonçalo Duarte, 62)
Rafael Santos
Rui Pacheco
(João Cruz, int.)
Rui Amaral Carneiro
(Daniel Machado, 67)
Rafael Mendonça ©
Tiago Barbosa
(Gonçalo Zuzarte Sousa, int.)
Bruno Silva
Igor Gomes
Manuel Cerdeira
(Gonçalo Vale, int.)
T: Marco Daniel Paiva
4x4x2

Arbitragem: Pedro Ramalho - Évora
Disciplina: -.
Marcador: Alexandre Lamy (32)

Declarações

Pedro Coelho - treinador do Sporting

Era importante terminar a época com uma vitória e os três pontos e fizemo-lo; controlámos o desafio e dispusemos sempre das melhores oportunidades.

Marco Daniel Paiva - treinador do Paços de Ferreira

Jogo muito bem disputado pelas duas equipas. Conseguimos discutir o resultado até ao último minuto e poder ter estado na Fase Final é algo com que apenas sonhávamos.

terça-feira, 13 de junho de 2017



EMF Campeonato da Europa - Ricardo Gomes

Uma das mais recentes ‘incorporações’ na equipa nacional e o ‘benjamim’ da equipa pelo facto de se constituir o mais jovem atleta do lote de convocados, Ricardo Gomes tem somado minutos com frequência ao serviço de Portugal no Campeonato da Europa de MiniFootball, tendo sido utilizado nas duas jornadas já disputadas ante o campeão europeu em título Cazaquistão e a vencedora de cinco das seis edições já disputadas na prova.

Depois de ser utilizado nesses dois confrontos, o médio de apenas 22 anos assumiu-se novamente como opção para a derradeira jornada da fase de grupos ante a Grécia, na qual Portugal esteve pertíssimo de poder alcançar uma inédita qualificação para a fase a eliminar da competição. Antes de dar início a participação no Euro, o jogador do Florgrade, de Aveiro, classificou as condições de trabalho oferecidas pela Associação Portuguesa de MiniFootball e a qualidade da própria equipa nacional.

Como parte dos estágios e dos convocados de Portugal, quais são as perspectivas para o imediato?

A minha perspectiva passava estar no leque dos convocados, e estando lá… o objectivo era chegar aos 11 convocados.

A maior parte dos jogadores já serão conhecidos e dos que eventualmente não tivessem conhecimento ao final deste tempo já todos treinaram e jogaram em conjunto. Relativamente à qualidade dos jogadores que conhecia melhor ou um pouco menos, até que ponto Portugal pode elevar as expectativas relativamente á participação no Europeu?

Acho que esta base está mais forte. Já estive em anteriores torneios e convocatórias e acho que a base está mais forte do que as anteriores. Acho que a equipa está muito bem preparada, para mim estiveram nos estágios os melhores jogadores e dentro desses 18, 19 esses são os melhores e mais bem preparados para levar Portugal ao Europeu.

Como parte de uma das equipas mais bem sucedidas e de maior tradição no MiniFootball em Portugal, o Florgrade, pode entender-se que provir de uma equipa tão competitiva e habituada a grandes exigências na modalidade pode trazer algum tipo de vantagem e ter garantido a presença nos convocados?

Não pode, pois aqui não há titulares e por isso partimos todos por igual e parte de cada um dos Misters que acharam que devem levar os 11 melhores, agora claro que acho que isso pode ajudar pois no Florgrade estivemos em competições europeias, fomos a primeira equipa a fazê-lo, e por isso sabemos o que encontramos no Europeu.

Já jogámos contra as equipas da Roménia e acho que tudo isso também pode ajudar. Parti onde todos começámos e começámos todos a partir do mesmo nos estágios e cabem as decisões aos treinadores, são eles que tomam decisões e a partir daí é com eles. 

segunda-feira, 12 de junho de 2017




Parecia resolvido… mas só no fim se confirmou

Cedo o Benfica começou a desequilibrar os pratos na balança ao abrir a contagem logo aos 2 minutos através de Úmaro Embaló que picou o esférico sobre o guardião contrário, gesto técnco repetido no segundo tento, desta feita com autoria de Ricardo Matos que seria também o autor do terceiro golo benfiquista. Todos os tentos foram apontados no seguimento de passes em profundidade de Diogo Capitão, o último deles de forma picada sobre a defesa da Académica que soçobrou perante a eficácia dos encarnados que transformaram em golo todos os remates enquadrados com a baliza.

Apesar de tudo, o primeiro tempo… nada resolveu visto a Briosa ter reagido e reduzido a desvantagem para a diferença mínima no espaço de apenas 6 minutos por André Santos correspondendo a um cruzamento tirado a partir da esquerda e Pedro Simão na conversão de uma grande penalidade cometida sobre Paulinho, fazendo persistir a dúvida até ao minuto final, momento em que Úmaro Embaló cruzou em trivela para o certeiro cabeceamento do central goleador Gonçalo Loureiro.

Caixa Futebol Campus (campo nº1) - Seixal

BENFICA
Celton Biai
Mamadou Koné
Gonçalo Loureiro
Francisco Saldanha
Nuno Tavares
Diogo Capitão
Tiago Dantas ©
(Ronaldo Camará, 53)
Rodrigo Conceição
Úmaro Embaló
Miguel Nóbrega
(Luís Lopes, 64)
Ricardo Matos
(Gonçalo Ramos, 70)
T: Renato Paiva
4x4x2

ACADÉMICA
Luís Trindade
David Vieira ©
André Pires
João Gonçalves
Pedro Marques
Pedro Teixeira
Paulinho Ferreira
Vasco Marques
Luís Rodrigues
(Dudu Simões, 77)
João Rui
(Pedro Simão, 54)
André Santos
(Xavi, 75)
T: Rui Silva
4x4x2

Arbitragem: Paulo Barradas - Setúbal
Disciplina: -.
Marcadores: Úmaro Embaló (2), Ricardo Matos (19 e 35) e Gonçalo Loureiro (80); André Santos (57), Pedro Simão (63)

Figura - Diogo Capitão - Benfica

Deu-se bem com o alargado raide de acção para defender o seu meio-campo para rubricar a assistência para todos os golos da 1ª parte com três exímios passes em profundidade.


EMF Campeonato da Europa - Fábio Teixeira

Ainda que desta feita fora das opções da equipa nacional para o Euro 2017, Fábio Teixeira assume-se como um dos elementos mais experientes da equipa e um dos recordistas de internacionalizações por Portugal até que José Carlos Ferreira disputou os dois confrontos até ao momento realizados na fase de grupos ante o actual detentor do título europeu, o Cazaquistão, e a pentacampeã europeia Roménia.

Mesmo não fazendo desta feita parte da comitiva que vai competindo em Brno, República Checa, a opinião do experiente defensor não deixa de se considerar uma fiel avaliação sobre a qualidade da Selecção Nacional, a quem anteviu um Europeu de grande nível:

Como um dos jogadores presentes nos estágios da Selecção, o que podem ter acrescentado estes estágios, possibilitam algum tipo de expectativa?

Mantenho boas expectativas, um ponto crucial no estágio é que hoje em dia temos muito mais condições do que há três anos por exemplo, e acho que podemos encarar os jogos com outra ambição que antes não tínhamos, apesar de estarmos num grupo que à partida é complicado mas é como disse, acho que estamos muito melhor preparados.

Como um dos jogadores mais experientes nesta modalidade em Portugal já deverá ter um conhecimento por ter defrontado ou convivido em estágio com todos os jogadores que fazem parte da Selecção. Avaliando toda a qualidade da equipa, até onde pode chegar a Selecção no Europeu?

Primeiramente, acho que estamos cada vez mais fortes e que o facto de o Mister já ter jogado connosco, ele já esteve no terreno, dá-lhe portanto uma outra visão para poder seleccionar melhor os jogadores e acho que com a equipa que se tem apresentado nos estágios podemos sonhar o mais alto possível e que temos tudo para passar a fase de grupos.

Como participante, juntamente com o José Carlos e o João Bailão, em todos os jogos oficiais de Portugal em Futebol de Seis até ao Europeu, foram os três recordistas nesta Selecção, essa experiência em termos de presenças em jogos oficiais é uma mais-valia, mais do que individualmente de forma a fazer parte da equipa, colectivamente em termos de conhecimento angariado em Europeus passados?

Claro que sim, acho que cada experiência é muito enriquecedora no sentido em que nós, nos outros anos em cada jogo tivemos sempre falhas e corrigimo-nos. Acho que é importante porque já conhecemos também os outros jogadores e as outras selecções, portanto acho que ajuda muito e também para passar informação importante aos nossos novos colegas que nunca foram.

sexta-feira, 9 de junho de 2017



Real - Brash, um exemplo de reforço entre portas
A equipa de Monte Abraão que ascendeu à liderança da classificação foi mesmo a grande sensação do Campeonato de Portugal ao ter alcançado um objectivo alimentado desde o início pelo técnico Filipe Martins e ainda excedido todas as expectativas ao ter-se deparado com algumas dificuldades na preparação de alguns importantes confrontos.

Em alturas críticas o técnico do Real não pôde contar com o médio Brash Brampoque, titular indiscutível em toda a temporada e que assim desfalcou o meio-campo que tem para cúmulo sido o sector mais assolado por lesões e castigos, sendo que esse foi o segundo caso a aplicar-se com o médio guineense que se viu obrigado a cumprir um encontro de suspensão por via de uma expulsão por acumulação de amarelos no jogo no qual a equipa da linha de Sintra igualou em sua casa com o Praiense a uma bola.

Apesar do rude golpe que passou pela ausência de Brash, a partir da primeira vez que ocupou a liderança que como é sabido garantia a promoção directa à Ledman LigaPro... não mais o Real a largou, permitindo o regresso deste centrocampista que foi uma das grandes revelações da temporada fazendo por merecer a renovação contratual, assim passando a profissional e surgindo como um dos nomes a ter em atenção na próximas edições da Ledman LigaPro e da Taça CTT, competições nas quais tanto clube como jogador se irão estrear. 


Road to EMF 2017 - Darlan Ribeiro

A menos de 24 horas da estreia de Portugal na edição de 2017 do Campeonato da Europa de MiniFootball, a expectativa será tão grande entre os 11 convocados para representar a equipa nacional quanto os restantes companheiros que permanecem no nosso País como reserva para qualquer eventualidade.

É esse o caso de Darlan Ribeiro, guarda-redes nascido no Brasil mas que pelo seu percurso no nosso País nas várias variantes de futebol, desde o Futebol de Onze, passando pelo Futebol de Praia e terminando no Futebol de Sete e de Seis nesta modalidade, se tornou mais um convicto luso. Ainda que para já fora das opções do seleccionador David Martins para o certame, o guardião detentor do título nacional na Elite Final Nacional da SuperLiga em Futebol de Sete torce, ainda que por fora, pelo sucesso de Portugal na prova.

Como um dos escolhidos para participante no I Estágio de Preparação, que expectativas mantinha?

Vê-se que esta malta esteve empenhada, vê-se trabalho e dá gosto, a malta gosta do que está a fazer e da oportunidade que tem vindo a ter. Foi espectacular e todos estão de parabéns, especialmente o pessoal ligado às SuperLigas e a todo o staff da Associação Portuguesa de MiniFootball pois estão a cumprir e a dar-nos todas as condições para fazermos aquilo que gostamos e pronto, foi muito bom, foi um espectáculo e agora é esperar que tudo possa correr melhor pois temos tudo, temos jogadores com qualidade para serem escolhidos para os melhores que têm apresentado melhores condições tanto no Futebol de Cinco como no de Sete.

Têm aparecido jogadores com muita qualidade e agora para o Euro é juntar o melhor e fazer o trabalho, fazer o que se sabe e entregar-se como este pessoal tem feito, é isso que acho e que espero, que corra tudo melhor para a Selecção.

No I Estágio foram convocados três guarda-redes, sendo que na convocatória final apenas podem figurar dois. Avaliando os três que trabalharam em conjunto, como pode definir-se cada um em termos de qualidade? Que qualidades o Darlan possui individualmente para que seja suficiente para garantir vantagem sobre a restante concorrência?

No Europeu, jogam dois. É uma pergunta um pouco difícil pois se estivermos a falar de jogadores de campo, que são mais, podia ser um bocado mais específico pois cada guarda-redes tem a sua qualidade, característica e acho que cada um dos três guarda-redes do I Estágio poderia jogar mais na equipa e individualmente eu pessoalmente tenho conhecido melhor os meus colegas nesta posição que não é muito favorável, é bastante ingrata como toda a gente sabe e pessoalmente gosto muito de trabalhar o jogo de pés e os reflexos.

Sou um guarda-redes ágil, rápido e não sou muito alto, portanto trabalho muito as pernas para depois compensar aquilo que não tenho e como jogo também Futebol de Praia num piso que é irregular isso dá-me também características que posso implementar aqui neste futebol, o MiniFootball, que é totalmente diferente daquilo que a gente vê pela televisão, pelas imagens ou por aquilo que o pessoal joga em Futsal, é totalmente diferente, mas tenho características que aqui poderão ajudar a equipa a avançar nos objectivos que estão a ser impostos.

Os colegas que eventualmente não se conhecessem ficaram a ser conhecidos com o Estágio e os primeiros treinos. Tendo em conta a qualidade dos jogadores já conhecidos, até que ponto a equipa conseguirá um bom resultado no Europeu?

Isso terá mesmo de ser com o continuar a trabalhar a cada treino e a cada estágio, existiram estes dois, é trabalhar e depois cada um cumprindo com o melhor que cada um sabe fazer e com o que o Mister nos pedir para fazer pois é para todos, incluindo os que já foram e jogaram no Europeu no ano passado, eles também têm dificuldades e estamos sempre a aprender cada vez mais e quando se chega e coloca logo tudo consegues colocar em prática com maior naturalidade como por exemplo já fazemos no Futebol de Sete, de Onze ou em outras modalidades a que estejamos habituados.

É diferente, mas como já disse têm aparecido jogadores cada vez melhores, têm feito parte dos torneios e este staff tem conseguido ir buscá-los e complementar a equipa, acredito que vai sair daí um conjunto muito forte e isso já se vê no espírito da equipa, que é muito importante ver a malta já unida, e portanto ver o pessoal escolhido para o Europeu… penso que vão fazer um grande Euro, estão a capacitar-se cada vez mais para isso.


quarta-feira, 7 de junho de 2017




Eficiente bola parada atenua a expulsão

Confronto em que os extremos se tocavam com o último classificado Oeiras a receber o líder Sporting sendo que os 25 minutos iniciais foram jogados a um ritmo muito lento e no último quarto de hora uma maior intenção por parte dos leões que no entanto nunca conseguiriam ultrapassar com perigo a bem montada defensiva da equipa da casa que apresentava muita proximidade entre as suas duas linhas mais recuadas, assim reduzindo drasticamente o espaço de criação para os verde-e-brancos.

Tudo mudaria na 2ª parte com o Sporting a conseguir ser capaz de executar com maior velocidade até que aos 62 minutos se via privado de uma unidade com a expulsão directa de Diogo Brás, o que todavia não evitou que o leão chegasse ao golo por intermédio de Bernardo Sousa na conversão de uma grande penalidade apenas quatro minutos depois, para se dissiparem quaisquer dúvidas quanto ao vencedor nos instantes finais graças ao elemento que entraria em campo para render o autor do primeiro tento.

Um tento de Francisco Oliveira através de novo lance de bola parada, desta feita apontado junto à área permitiu confirmar de forma eficaz um triunfo de importância redobrada tendo em conta que à mesma hora o Benfica, que se encontrava a discutir a liderança de forma muito próxima, saiu derrotado na deslocação ao terreno do FC Porto, o que permitiu cimentar a liderança da classificação numa mais confortável vantagem de 4 pontos.


Estádio Municipal de Oeiras

OEIRAS
Filipe Campina
Diogo Marinho
Alexandre Barbas
Gonçalo Lucas
(Bedel Mendes, 66)
Baltazar Paisana
Tomás Rodrigues
(Gonçalo Costa, 68)
Guilherme Santos ©
Tomás Santos
Pedro Aparício
Ricardo Pereira
(Afonso Evangelista, 73)
Vasco Cardoso
T: João Cardeano
4x2x3x1

SPORTING
Filipe Semedo
Rodrigo Vaza
João Goulart
Tiago Djaló
Gonçalo Costa
(Edmilson dos Santos, 62)
Bavikson Biai ©
Félix Correia
Bernardo Sousa
(Francisco Oliveira, 68)
Diogo Brás
Tiago Rodrigues
Sérgio Velosa
(Babacar Fati, int.)
T: João Couto
4x3x3

Arbitragem: José Quitério Almeida - Lisboa
Disciplina: cartão amarelo para Gonçalo Costa (37), Babacar Fati (45), Tomás Rodrigues (47), Diogo Marinho (62), Alexandre Barbas (65), Tiago Djaló (69), Rodrigo Vaza (71), Tiago Rodrigues (72), Filipe Semedo (80+1); cartão vermelho para Diogo Brás (62, expulsão directa) e Pedro Aparício (80+5, expulsão directa)
Marcadores: Bernardo Sousa (66, gp) e Francisco Oliveira (80+4)

terça-feira, 6 de junho de 2017




Road to EMF 2017 -  Nélson Paiva

O Europeu de MiniFootball está mesmo aí, com a competição a ter o seu início já na próxima 6ª feira com a estreia de Portugal a estar agendada para Sábado - uma excelente forma de a Selecção Nacional celebrar o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.

Para preparar a competição, a equipa nacional realizou dois Estágios de Preparação, ambos levados
a cabo na Quinta das Rolas, sita em Quiaios, dos quais Nélson Pava fez parte, tornando-se assim um claro candidato a representar o País no certame internacional, sendo essa a expectativa deixada pelo atleta em resposta às questões colocadas:

Tem sido presença entre os convocados para estágio. Quais têm sido as expectativas?

Acho que a minha expectativa era a de todos os outros, é ser um dos 11 jogadores que vão ao Europeu e vir a ser um dos eleitos.

Tendo em conta que existe já um conhecimento sobre estes jogadores pelo facto de já se terem defrontado nas SuperLigas e outros torneios e alguns terem passado a ser conhecidos na Selecção, até onde podemos definir a qualidade desta equipa e elevar as expectativas da equipa para o Europeu?

A qualidade dos jogadores, pelo que tenho visto e por ter jogado contra eles, acho que está boa. Perspectivas? Só mesmo chegando lá, jogo a jogo vamos vendo se dará para termos alguma expectativa para além de cada jogo ou não.

Como um dos convocados que representa o Central Mensageiro, ser proveniente de uma equipa que é ganhadora e que recentemente conquistou a Elite das SuperLigas poderá trazer alguma vantagem relativamente aos restantes jogadores de forma a garantir um lugar no Europeu?

Não, acho que não, pois temos no Central Mensageiro jogadores que poderiam perfeitamente estar aqui e pronto, infelizmente não estão, por isso penso que não me traz vantagem nenhuma, não tenho como dizer se estou em vantagem ou não.

segunda-feira, 5 de junho de 2017




Benfica vs Sporting Iniciados

Derby para o pleno e o bicampeonato

Derby abrlhantado pelo facto de se constituir a decisão do título nacional de Iniciados, com lugar a uma etapa de encaixe e risco reduzido por parte dos dois conjuntos até que à meia hora as águias se adiantaram no marcador através de uma bola colocada a partir de trás em Filipe Cruz, que progrediu pela meia direita do ataque.







A partir dessa posição o extremo encarnado atirou rasteiro e cruzado para bater Diogo Almeida que seria novamente batido apenas três minutos após o reatamento e novamente com o Benfica a fazer uso de um passe alongado, colocado pelo central Tomás Araújo para a excelente execução de Paulo Bernardo que atirou para um golo de belo efeito apesar de apertado pelos centrais do Sporting que menos de 10 minutos depois foi capaz de reduzir a diferença através de uma veloz transição finalizada por Úmaro Baldé num arranque desde o seu meio-campo em apoio até à área contrária.

Apesar dos esforços sportinguistas em evitar os festejos do grande rival, foi mesmo o Benfica quem voltaria a marcar num ataque rápido já a 5 minutos do final através de uma excelente incursão de Ronaldo Camará com a bola dominada após solicitação de Henrique Pereira que carimbou a nona vitória benfiquista em outros tantos desafios na Fase Final

Caixa Futebol Campus (campo nº1) - Seixal

BENFICA
Samuel Soares
Renato Matos
Tomás Araújo
Rafael Brito ©
Guilherme Montóia
Famana Quizera
Ronaldo Camará
Paulo Bernardo
Filipe Cruz
(Gabriel Araújo, 48)
Fábio Silva
Henrique Pereira
T: Luís Nascimento

SPORTING
Diogo Almeida
Rafael Fernandes
Eduardo Quaresma ©
Rodrigo Rego
Tiago Ferreira
Úmaro Baldé
(Duarte Carvalho, 63)
Gonçalo Batalha
Daniel Rodrigues
Bruno Tavares
Rodrigo Miguel
(Francisco Conceição, 43)
Tiago Tomás
T: Pedro Coelho

Arbitragem: João Malheiro Pinto - Lisboa
Disciplina: cartão amarelo para Fábio Silva (42), Eduardo Quaresma (43), Filipe Cruz (46), Famana Quizera (53) e Rafael Brito (60)
Marcadores: Filipe Cruz (30), Paulo Bernardo (38) e Ronaldo Camará (65); Úmaro Baldé (45)

Pedro Coelho - treinador do Sporting

Jogo em que acabámos por ter o domínio do jogo no controlo sobre a bola.





A juntar à liderança do seleccionador David Martins e o ‘cunho’ de futebolista que João Bailão acrescenta como um dos técnicos adjuntos e Director Técnico da Selecção Nacional de MiniFootball, existe também na equipa técnica uma voz conselheira própria de um homem que será um dos treinadores portugueses com maior conhecimento sobre a modalidade em Portugal, constituindo-se muito provavelmente a pessoa com mais longo contacto com o MiniFootball no nosso País para além de Bailão, o mentor do projecto.

Presente na equipa técnica da equipa nacional praticamente desde a sua criação e a desempenhar funções de técnico adjunto depois de ter sido o próprio seleccionador nacional no último Europeu de forma efectiva e no último Torneio das Nações de forma interina, Carlos Rocha (segundo à esquerda na imagem) conhece com propriedade a evolução que o MiniFootball vem encetando em Portugal, o que poderá manifestar-se já no Europeu que se inicia na próxima semana. Para já, a suas expectativas são as melhores:

O primeiro treino do I Estágio de Preparação terá sido uma boa primeira experiência para perceber em que nível está a equipa…

Temos aqui jogadores do Inter-Regiões e das SuperLigas de Futebol de Sete e de Cinco e facilmente conhecemos experiência do profissional, jogadores de futsal que não se adaptaram ao futebol de 11, jogadores de futebol de 11 que não se adaptaram ao futsal e nós nessa medida procuramos os jogadores que entendemos terem o perfil tanto técnico como físico para esta modalidade pois podem destacar-se no Futebol de Sete, em que o campo é muito mais aberto e há muito mais espaço para jogar…

Mas aqui há as duas vertentes: há os jogadores que se destacam muito no Futebol de Sete mas depois não conseguem e depois há jogadores de Futebol de Sete que por terem determinadas características se tornam em verdadeiros jogadores para a modalidade. Este espaço é para nos focarmos em 18, 19 pessoas e percebermos quem entre eles se aproxima mais do que pretendemos para esta modalidade por isso por si só o treino é pouco, é curto pois nesta fase eles pouco ou nada jogam, para que percebamos quem mais se adequa ao que pretendemos para esta modalidade.

Nessa intervenção há um aspecto focado e que entra também na minha curiosidade: neste momento existe dentro da própria equipa técnica o perfil do tipo de jogador que procuram para o MiniFootball, com determinadas características neste momento?

Por vezes em convocatórias não se vêem aqueles que mais se destacam ao nível do resultado final, no plano estatístico, jogadores que finalizam muitos golos e que se calhar numa outra modalidade levaria a uma convocatória e depois não surgem nos convocados, portanto haverá uma explicação para que tal aconteça? 

Sim. No Campeonato esses dados estatísticos acabam por ter mais força; chegados aqui, os golos que se marcaram perdem importância pois devem apenas ser vistos como um reconhecimento, apesar de estarmos numa época em que Ronaldo e Messi fazem muitos golos e são os melhores, mas não são só os golos que diferenciam um jogador. Já definimos a nomenclatura para cada uma das posições neste Futebol de Seis e sabemos exactamente o que queremos em cada uma delas e por exemplo o David, que agora é o nosso seleccionador, era um jogador com um determinado perfil.

Hoje procuramos um jogador com um perfil idêntico ao do David Martins para este ano. De acordo com a experiência estamos a perceber quando é preciso mudarmos para aqui ou acolá e por isso vamos à procura, estamos à procura do tipo de jogadores que já definimos, mais do que alguém chegar aqui e marcar três ou quatro golos.  

É nesse género: para mim, nesta última etapa do Inter-Regiões houve jogadores que estiveram na equipa que venceu a competição que podiam estar aqui, ou seja, por vezes não se trata apenas de ter o perfil de jogador que procuramos nem sequer os jogadores que ganharam o jogo são mais propícios do que os da equipa que perdeu.

A equipa que perdeu pode ter tido mais bola e melhor jogo do que a equipa que ganhou, ou a jogar o jogo pelo jogo ou a perder tempo e para o Futebol de Sete nem sempre essa é a melhor equipa. No ano passado fomos buscar dois ou três jogadores à selecção que tinha ficado em quinto, mais do que das equipas que tinham ido à final… são as características dos jogadores que o definem.

Estou perante o actual seleccionador e o anterior, ambos parte da equipa técnica. Em termos colectivos, oficialmente é muito recente. Está a ser fácil em termos de conciliação de vontades a junção de personalidades? Ou a equipa técnica não é tão recente quanto possa parecer?

Até agora ainda não perdemos nenhum jogo, está a correr bem (risos). Tem corrido muito bem, o David para lá da experiência como treinador tem também uma experiência como jogador que o fez crescer também dentro da própria equipa técnica e entre os jogadores era um exemplo tal como o João que é ainda o jogador com mais jogos pela Selecção tendo jogado em todos os jogos oficiais. Por brincadeira digo que quem tem mais jogos acabo por ser eu e o João e o João acaba por ter mais porque já estava presente no primeiro ano.

A partir daí comecei a fazer parte do jogo e nota-se uma grande evolução neste desporto de há três anos para cá e depende um pouco de quem faz parte dele pois trata-se de um desporto em que ainda não há muito nos próximos anos poderá ser completamente diferente e por isso é importante que as pessoas possam desenvolver pormenores novos. Até agora tem corrido tudo muito bem e é nosso objectivo que Portugal consiga atingir os seus objectivos.

Esta minha pergunta poderia ser utilizada para fechar e até pode pecar por incompleta visto ainda faltar realizar-se alguns treinos, mas tendo em conta o conhecimento que possuem da própria modalidade, dos jogadores e até sobre cada um em particular, o que é que neste momento falta aprimorar ou melhorar para que Portugal possa alcançar os objectivos que pretendem no Europeu?

A experiência que temos permite-nos passar um pouco da experiência que irão encontrar bem, o que irão passar bem ou mal, estes nossos três anos de experiência permitem-nos perceber a importância de outros factores como o tipo de bola, a tal competição e a pressão de representar o País…

São coisas sobre as quais não dá para simular em treino mas temos a convicção de que a experiência que acumulámos está a ajudar-nos com aquilo que desenvolvemos e também estes jogadores que já fizeram 10 jogos, 7 jogos, os que repetem vê-se claramente que já trazem outra ’escola’.

Isto é como quando tiramos a carta, tiramos a condução, temos umas aulas e depois os que repetem conseguem ajudar-nos mais do que aqueles que chegam novos. Ensinar os outros a ajudar é importante e lá está, no primeiro ano víamos muitos a querer fazer as coisas e poucos a querer aprender. Cada vez mais já sabem o que fazer, aprenderam as coisas e estas tornam-se mais fáceis de discutirem entre eles uns com os outros, achamos que será fácil e obviamente não poderemos olhar só para o resultado desportivo desde que a equipa possa fazer o seu melhor.

Estando nós num grupo complicado, podemos ser nós a condicionar o adversário e depois no resultado final ser ele o melhor. Não, é importante sabermos que existem outros parâmetros em que a equipa pode também ser avaliada e é aí que veremos se o comportamento da equipa será melhor ou não do que no ano passado.

Até mesmo porque os adversários no Europeu serão fortes, como a Roménia, o Cazaquistão e até a própria Grécia, esta é também uma curiosidade minha pelo facto de a modalidade ser também recente: já é possível à própria equipa técnica assistir aos jogos das outras equipas e conseguir preparar a equipa para aquilo que a espera, compilando informação? Se calhar existe a desvantagem e dificuldade de os jogos realizados no Europeu passado já terem um ano de distância…

Jogos do ano passado e todos os jogos dos Europeus estão disponíveis e é certo que os jogos do Europeu passado têm algum tempo, mas os jogos realizados permitem-nos recolher dados, muitas vezes não é fácil mas muitas vezes aproveitamos o próprio Europeu para vermos outras equipas e muitas vezes há novidades que as outras equipas depois também tentam adaptar, mas o scouting não é fácil e será também muito por isso que as equipas se apresentam muito rígidas e a não darem espaços, jogando forte.

Depois há coisas que vão sendo feitas e aproveitadas de outros anos, por exemplo Portugal no último ano a equipa técnica por iniciativa do João implementou uma técnica de na bola de saída, uma ideia do João de se tentar surpreender com um pontapé de remate a meio-campo e são este tipo de coisas. No primeiro jogo, nem a câmera viu o remate…