sexta-feira, 31 de maio de 2013





NACIONAL DISPUTADO PELOS MELHORES

Título do Nacional de Juniores será disputado pelas duas melhores equipas da prova

Normalmente em futebol são as melhores equipas as que chegam às fases decisivas com perspectivas de vitória. Neste caso, o Nacional de Juvenis não fugiu à regra, tendo agora o seu título disputado pelas duas equipas que desde a 1ª até à corrente fase derradeira foram controlando as respectivas provas.

Tal como ao nível sénior e ainda nos Juniores, assim como em várias modalidades, o título nacional de Juvenis será entregue a Benfica ou FC Porto, que irão no próximo Domingo precisamente defrontar-se numa partida que será encarada como uma verdadeira final visto que poderá mesmo resultar na entrega do título nacional… caso os encarnados saiam a ganhar.

Para trás acabou por ficar o Sporting, que ao contrário das previsões daqueles que mais depressa miram as individualidades do que constatam os resultados do colectivo acabaram por provar não serem capazes de ultrapassar e fazer face aos enormes desequilíbrios que se verificam no seu grupo.

Na verdade, o Sporting possui jogadores com qualidade e capazes de fazer carreira no futuro mas também vários outros claramente sobrevalorizados e ainda futebolistas esforçados, mas sem condições para atingir o nível de águias e dragões.


Benfica lidera a prova com várias adaptações muito bem conseguidas


Em suma: os sub-17 leoninos encontram-se, sim, um patamar abaixo de dragões e águias, cabendo à segunda equipa um maior favoritismo no que à conquista do título diz respeito, uma vez que as celebrações estão ‘apenas’ separadas de três pontos resultantes de uma vitória no terreno do seu adversário, uma situação possível tendo em conta a qualidade demonstrada pelo grupo de trabalho benfiquista.

Analisando a equipa do Benfica, verificar-se-á que surge neste momento em grande forma, tendo na baliza um André Ferreira que apesar de apenas ter chegado em Janeiro depressa se ambientou às exigências, sendo escudado por uma defesa que não tem concedido veleidades apesar de não ter sido, na sua totalidade, esta escolha que iniciou a época, nomeadamente pela adaptação na lateral direita para Iuri Gomes.


Acabou por ser muito bem conseguida esta novidade na lateral, assim como a aposta em dois integrantes da geração sub-16 que muito irá dar que falar no futuro no clube encarnado, nomeadamente o lateral esquerdo Yuri Ribeiro e o defesa central Rúben Dias, que forma dupla com um dos nomes habituais da Selecção Nacional sub-17, João Lima.

Conta esta dupla com o apoio de um ‘6’ na maior parte das vezes capaz de recuar no terreno e fechar espaços, encontrando-se mais uma adaptação bem conseguida, o defensivo Gilson Costa, ou um mais atacante João Gamboa, que chegou no início da época ao clube proveniente do Varzim, apoiado por dois interiores capazes de intercalar tarefas defensivas e de construção, possuindo também nestas posições os encarnados dois sub-16 de enorme qualidade como titulares.

Para contrapor, o FC Porto apresenta uma boa parte da Selecção Nacional sub-17

Para as posições 8 e 10, o Benfica aposta de forma clara em Guga e Renato Sanches, dois jogadores de inegável qualidade e capazes de incutir projecção ofensiva para que o melhor trio atacante do Nacional de Juvenis, composto por três internacionais sub-17, possa funcionar, ainda mais quando se constata a qualidade individual e capacidade de improviso dos extremos, Romário Baldé pela direita e Gonçalo Guedes pela esquerda, e a capacidade de movimentação do ponta-de-lança Diogo David.

Contudo, não deve esquecer-se que o FC Porto ainda depende de si próprio para alcançar o título, uma vez que recebe o Benfica na sua casa e poderá estabelecer supremacia no confronto directo, podendo contrapor ao Benfica o facto de possuir um banco de suplentes mais vasto a nível de opções e assim opor à excelente geração de sub-16 da águia boa parte da ‘espinha dorsal’ da Selecção Nacional sub-17.

Essa situação começa na baliza com Andorinha, o habitual titular da equipa das Quinas, sendo que para a defesa o dragão possui como titularíssimo o também internacional Tomás Mota na ala esquerda, evoluindo no centro da defesa uma dupla coesa formada por André Gomes e João Cunha, ao passo que a lateral direita conta com duas opções muito fortes para o lugar, Joel Pereira e ainda Rui Silva, mais um internacional por Portugal.

Este segundo identifica-se também como opção para o meio-campo, competindo por um lugar com o sub-16 Bruno Costa, juntando-se a um destes dois atletas o sub-16 Rúben Neves, mais recuado, e como organizador de jogo mais um internacional sub-17, mais precisamente Rui Moreira, o principal foco de apoio a um trio de ataque composto pelos internacionais Sérgio Ribeiro e Rúben Macedo e ainda pelo goleador Schuster. Em suma: um Benfica em melhor plano exibicional visitará um FC Porto detentor de maior ‘banco’. Dificilmente se poderia esperar um encontro mais equilibrado.

Texto: Rafael Batista Reis
Imagem: D.R. 
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MOHSEN, FARAÓ DO GOLO

Marwan Mohsen destaca-se no Egipto pela capacidade goleadora

Pouco conhecido na Europa, o nome de Marwan Mohsen, em árabe
مروان محسن, identifica-se facilmente como o despertar de um talento que aos 24 anos se encontra num elevado processo de maturação futebolística e por isso uma presença já habitual na selecção do Egipto, pela qual se estreou como internacional A há cerca de ano e meio frente à Serra Leoa, tendo desde logo apontado o seu primeiro golo.

O cumprimento desse objectivo surgiu pelo futebol que pratica e que o leva já a dar lugar à sua primeira experiência europeia, condizente com o crescimento das suas qualidades como ponta-de-lança que se evidenciaram pelos bons sinais deixados e acima de tudo a sua excelente participação na edição transacta do Torneio de Toulon.

Nessa prova o avançado consistiu na grande figura da equipa do Egipto, e essas credenciais levaram-no a partir para a Rússia, onde no entanto não se conseguiu estrear esta época na Premier League do país ao serviço de um clube modesto mas que ainda assim poderia servir os seus interesses imediatos, o Amkar, no qual poderia cimentar a sua influência, sem que tenha logrado esse objectivo face ao término da prova.

Carreira do egípcio poderá chegar a posições superiores apesar de não ter conseguido vingar na Rússia

Faltará a Marwan Mohsen conseguir obter no Velho Continente o prestígio que já conseguiu angariar na sua selecção, na qual disputou mesmo os últimos Jogos Olímpicos, uma vez mais para se constituir uma das figuras maiores da sua equipa pela elevada estatura e eficácia a finalizar, tornando-se num nome famoso no seu país natal e mesmo nas nações árabes que o consideram um valor indiscutível e acompanham com atenção cada momento da sua carreira.

O estatuto de mais-valia que rodeia o egípcio acabou por não ser suficiente para conseguisse adaptar-se da melhor forma ao futebol russo, onde no entanto se mantêm os pedidos de informação e a curiosidade sobre
Mohsen
, a quem se reconhecem qualidades firmes como dianteiro e que para já se encontra de regresso ao clube ao qual se encontra ligado desde o Verão de 2009 e no qual havia cumprido três épocas antes de sair por empréstimo para o Leste Europeu.

Caso não surjam propostas convincentes, o jogador deverá voltar a competir pelo Petrojet de Suez, que o recrutou nas divisões inferiores egípcias e passou a utilizá-lo com regularidade, acabando prejudicado com o final precoce da época passada no país face aos atentados de Port Said.

Texto: Rafael Batista Reis
Imagem: D.R.
Nova Academia de Talentos

quinta-feira, 30 de maio de 2013







WILSON COM GENES DE CAPITÃO

Bruno Wilson destaca-se nos Juvenis do Sporting pela personalidade e liderança

Apesar de colectivamente os Juvenis do Sporting não estarem a conseguir obter resultados, o seguimento do Nacional de Juvenis continua a apontar no eixo da defesa sportinguista um jogador que apesar de necessitar de continuar a evoluir em aspectos como o passe, várias vezes mal medido e na maior parte das ocasiões devido a erros de discernimento e julgamento, por outro lado possui características de defesa central de alto calibre.


Como bem manda o ADN, Bruno Wilson possui vários atributos que remetem para o seu avô, Mário Wilson, começando a conhecer-se como uma segunda versão do sobrenome da família no futebol pela imagem que o seu nome começa a transmitir no futebol de formação nacional.

Bruno Ricardo Valdez Wilson parece ter nascido para uma longa e risonha carreira que aos 16 anos se encontra a um nível muito elevado especialmente desde que com idade sub-14 já consistia num dos grandes nomes dos Iniciados A do Sporting, tendo ganho o seu espaço com naturalidade e facilmente chegado ao estatuto de internacional por Portugal, assim como ao estatuto de um dos nomes mais promissores para a sua posição, de defesa.


Jovem possui condições para se tornar uma referência no próprio clube

O central trata-se de um dos valores indiscutíveis dentro da formação verde-e-branca e acima de tudo uma das grandes figuras do seu escalão etário, juntamente com jogadores como Pedro Ferreira, futebolista ainda Iniciado que parece apresentar todas as condições para se tornar um trinco de referência.


Com um forte apoio familiar que se verifica pela presença dos seus familiares na bancada a cada semana, Bruno Wilson consiste num jogador merecedor do apreço da crítica, ainda que seja ainda precoce prever a que nível possa vir a chegar, o que não invalida que se possa considerar um jogador amplamente promissor.

Para chegar ao mais alto nível, o central deverá assumir uma imagem de maior contenção

Para se tornar no grande defesa central que poderá vir a ser, o jovem terá desta forma de melhorar não só no aspecto do passe como numa outra situação vivida anteriormente com outros defensores num passado recente, como por exemplo Tiago Ilori, relacionada com a temporização da colocação da bola e a própria concentração, virtudes obrigatórias no bom funcionamento das tarefas de um defensor de qualidade.

Tratando-se de um central de apreciável capacidade técnica, rara neste tipo de jogador, Wilson deve ainda aprender a adoptar uma postura mais comedida ao invés de procurar de forma constante a subida no terreno.

Para contrapor esses aspectos a melhorar, o defensor apresenta a vantagem de ser ainda muito jovem, pelo que possui uma larga margem de progressão para ultrapassar esses pontos negativos que ainda se lhe apontam, pelo que os erros que por vezes comete, os exageros na 'suplesse' que pretende dar ao seu futebol ao procurar sair a jogar, o que por vezes o leva a errar passes que se podem tornar foco de potencial perigo.


Texto: Rafael Batista Reis
Imagem: D.R. 
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BENTO DE VISTAS CURTAS

Poder de observação e prospecção de Paulo Bento começa a ser confrangedor

Dentro de pouco mais de uma semana jogar-se-á o futuro próximo da Selecção Nacional, que caso não bata a líder Rússia num confronto que se realizará num palco no qual já foi por diversas vezes muito feliz, o Estádio da Luz, poderá mesmo começar a preparar o adeus a um objectivo que sempre esteve ao seu alcance e que se colocava como uma obrigação para uma equipa que possui condições futebolísticas e especialmente futebolistas para pelo menos chegar a uma fase mais adiantada.


Joga-se assim na Luz a presença no Mundial 2014, no qual os russos deverão mesmo estar presentes, ao passo que a equipa nacional ainda terá de mostrar muita da sua qualidade e os seus melhores argumentos para conseguir lá chegar, sendo que até ao momento fez manifestamente pouco.

Pior ainda será observar a lista de convocados divulgada por Paulo Bento e verificar que a mesma não insira confiança face à ausência de vários futebolistas merecedores de uma oportunidade em prol da chamada de futebolistas fora de forma e pouco utilizados nos respectivos clubes, o que deixa subentendida uma falta de aposta na prospecção que deverá ser vista como confrangedora tendo em conta as necessidades de uma selecção como Portugal.

Todos os sectores demonstram uma preocupante letargia no que diz respeito às opções, começando-se pela baliza, na qual as chamadas de Rui Patrício e Beto não merecem qualquer discussão, o mesmo não sucedendo em relação a Eduardo, que chega de uma época de insucesso no Istambul BB e poderia ver o seu posto ocupado por um jovem emergente. 


Lista apresenta vários jogadores que não possuem qualidade para representar Portugal

Porque não chamar Anthony Lopes, que ganhou espaço na baliza do poderoso Olympique de Lyon? E ainda há Ricardo, que há muito vem demonstrando qualidade na Académica e merece muito mais neste momento a chamada à equipa nacional do que Eduardo.


Passando para a defesa, aí encontra-se a maior preocupação, grande parte provocada… pelo próprio Paulo Bento, que insiste em convocar João Pereira, distante dos seus melhores momentos, e Sílvio, sem que este justifique a chamada, quando tinha ‘à mão de semear’ o benfiquista André Almeida, um todo-o-terreno que apresentou um excelente rendimento como lateral direito e lateral esquerdo mesmo sendo um médio de raiz.


Para o centro da defesa, é certo, não haverá Pepe e não abundam as opções de qualidade. No entanto, e se me parece arriscado lançar Luís Neto como titular, inexplicável será a convocatória de jogadores como Sereno, que nem sequer se trata de um indiscutível no Valladolid. Porque não apostar nos valores do futebol nacional, como Steven Vitória, que completou uma excelente época no Estoril?

A lateral esquerda parece refém do seu titular, Fábio Coentrão. Não havendo o esquerdino do Real Madrid, a questão torna-se problemática, uma vez mais por vontade do seu próprio treinador, que à disposição poderia ter Antunes, que impressionou na segunda parte da época ao serviço do Málaga na Liga dos Campeões.

Vários outros não cumpriram uma época com a regularidade necessária para render

Observando o meio-campo verifica-se que os nomes são ‘mais do mesmo’. Miguel Veloso parece na verdade melhor colocado para assumir as funções de ‘trinco’ mas podia contar com outro tipo de concorrência como o pacense André Leão, que realizou uma época bem superior comparativamente com Custódio, e João Moutinho não parece merecer discussão, ao passo Raúl Meireles parece já beneficiar da falta de opções para a titularidade, uma situação que pode vir a alterar-se em breve.

Por tudo aquilo que conseguiu, sendo premiado com o regresso ao FC Porto, Josué Pesqueira não mereceria também um lugar nesta equipa, tal como André Martins, formando-se um leque de opções com Ruben Amorim, que apresenta muita utilidade pela sua polivalência? Como explicar a presença de Rúben Micael nesta equipa depois de uma época tão irregular?

Nas alas ofensivas existe o problema do excesso de oferta, com Cristiano Ronaldo, Nani, Silvestre Varela e Vieirinha a fazerem parte dos eleitos, ficando de fora jogadores como Pizzi e até Licá, que mereceria uma chamada por poder também cumprir funções de segundo avançado e assim ocupar o lugar de Nelson Oliveira, que foi incapaz de conquistar a titularidade, juntando-se a Hélder Postiga e, ao invés de Hugo Almeida, que vive uma fase descendente da carreira, porque não Amido Baldé?

Teríamos desta forma uma Selecção Nacional mais jovem e inclusivamente mais capaz. Infelizmente, Paulo Bento não parece conseguir percebê-lo. Ou não querer percebê-lo. De qualquer forma, essa insistência poderá levar-nos ao Mundial 2014… mas para a bancada.


Texto: Rafael Batista Reis
Imagem: D.R. 
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quarta-feira, 29 de maio de 2013






GURAL MOSTRA-SE EM TERRAS TURCAS

Futebol turco apresenta em Emre Gural o seu próximo goleador

Quem acompanha o futebol turco assiste já às performances de Emre Güral, que forma já uma bem interessante dupla com o extremo Volkan Şen, que verá Güral como o homem certo a quem canalizar a condução da bola, o que o torna também um dos principais alvos para Samet Aybaba, treinador do poderoso Besiktas, que busca a sua contratação.

A carreira internacional de Emre Güral ganhou uma superior dimensão entre os mais cintilantes talentos ao ter formado a melhor dupla ofensiva da última edição do Torneio de Toulon juntamente com Teflik Kose, o que permitiu à equipa turca exercer supremacia sobre adversários inicialmente apontados como mais capazes mas que raramente conseguiram fazer face ao poder ofensivo de Güral, que assim também se destaca no seu clube.

Prevê-se que em pouco tempo o atacante possa chegar a um clube de ambições superiores

Para além de Volkan e o defesa central
Mustafa Yumlu, o Trabzonspor recebe agora os louros pela preparação de Emre Güral como um valor talvez único no clube que poderá vir a trazer ganhos acrescidos.

A equipa de Emre Güral estará ciente de que a sua idade obriga Emre Güral a trabalhar ao máximo para que possa chegar a um patamar superior, uma previsão que ainda se mantém face ao seu estilo completo que poderá tornar o seu nome bem conhecido no panorama internacional.

Emre Güral parece estar a despertar para uma carreira de sucesso que aos 24 anos faz com que seja mesmo um nome visto como indiscutível na Liga do seu país e por isso parece muito bem colocado para uma provável estreia como internacional A.

Gural parece no momento certo para partir e conhecer outras experiências

O futebol de Emre Güral parece beneficiar da formação que completou na Alemanha, nação que deixou para competir com regularidade no país de origem da sua família, onde se tornou um valor ofensivo do Trabzonspor, emblema no qual evolui num regime de rotação na frente de ataque que terá de ultrapassar na próxima época, sob pena de estagnar e assim não chegar a um nível mais elevado do que aquele no qual se encontra.

Ainda assim, e muito embora não seja ainda um titular indiscutível do Trabzonspor, o atacante parece reunir argumentos para experimentar uma outra Liga, não devendo ser esta a sua escolha em prol de uma transferência para um clube de maiores argumentos no seu país, como poderá vir a suceder com o Besiktas.


Texto: Rafael Batista Reis
Imagem: D.R.
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OPORTUNIDADE PARA MALHEIRO?

Nuno Malheiro dá início à sua carreira sénior com a esperança de que terá uma oportunidade

 
Dotada de alguns valores individuais bastante interessantes, sem que no entanto tenha logrado chegar à Fase Final do Nacional de Juniores, os sub-19 do Belenenses terão revelado mais ‘reforços’ com futuro à primeira equipa, que na temporada transacta lograram o retorno à Liga Zon Sagres, sendo que um deles poderá mesmo ser o esquerdino Nuno Malheiro.

Face ao seu passado nas Selecções Nacionais jovens, o esquerdino suscita desde cedo o interesse de outros conjuntos, situação que se manterá na actualidade, pelo que mesmo que não venha a merecer a confiança dos azuis do Restelo para rubricar contrato profissional muito provavelmente encontrará o seu espaço numa competição profissional.

Jovem esquerdino poderá vir a ter espaço na primeira equipa do Belenenses

Recorde-se ainda que Malheiro foi há um ano dispensado do Sporting e posteriormente recrutado pelo clube do Restelo, o que no entanto não deixou de manter a sua reputação intacta no clube de Alvalade, que não terá deixado de monitorizar as exibições do jovem e compacto jogador.

Desta forma, no final da sua primeira temporada no clube da Cruz de Cristo, abre-se a dúvida quanto ao destino que poderá ter a sua carreira, uma vez que ainda terá em vista a integração no plantel principal, até porque o habitual titular na época que recentemente findou, o experiente Nélson, ainda não se encontra confirmado na equipa que iniciará a próxima temporada.

Ainda assim, e mesmo que Nélson não continue, a vida nunca seria fácil para Nuno Malheiro, que poderia ter na disputa por um lugar com o internacional sub-20 Daniel Martins, que chegou em Janeiro ao clube, existindo ainda a possibilidade de chegar ao Restelo mais um reforço ex-Sporting, neste caso Joãozinho, que não verá a sua cláusula de compra accionada pelos leões.

Contudo, uma época de empréstimo parece ser a solução mais provável

Caso se confirme a presença de Daniel Martins e Joãozinho na asa esquerda da defensiva belenense, o empréstimo seria a possibilidade mais viável para o jovem canhoto, que poderia evoluir bastante na Segunda Liga, onde poderá vir a ter mercado e interessados para um ano de rodagem.

Caso tal venha a suceder, o futebol português poderá vir a ganhar mais uma excelente opção para uma posição na qual, recorde-se, não abundam os grandes talentos, existindo no seu caso a agravante de deter dupla nacionalidade, podendo em pouco tempo tornar-se selecionável por Angola, nação da qual a sua família é originária e na qual poderia vir a ganhar espaço como internacional sub-20 ou mesmo na equipa principal, assim continue a progredir e a tornar-se visível.


Texto: Rafael Batista Reis
Imagem: D.R.
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VALORIZAÇÃO PODE PROPICIAR MUDANÇA



Benfica possui um núcleo duro de atletas que deveriam ser intransferíveis

Depois de uma temporada excelente até aos seus encontros decisivos, nos quais o Benfica ‘morreu na praia’ e perdeu todos os objectivos pelos quais lutou, parecendo tempo para assegurar o melhor plantel possível ao mesmo tempo que se deve procurar potenciar os valores inflacionados por uma época que na sua generalidade foi bem positiva, apesar dos resultados finais.

Mesmo com o mercado a poder ditar a sua lei, a lógica e a visão desportiva aconselha a que se mantenha um núcleo duro de jogadores que deverão ser considerados intransferíveis, aos quais se deverão juntar todos aqueles que serão analisados pelo mercado, certamente nem todos serão transferidos.



Ainda assim, boa parte poderá vir a realizar um encaixe financeiro considerável sem que a equipa perca qualidade e acima de tudo ambição colectiva, ao passo que outros se anexarão a 21 unidades que estariam certas no ‘meu plantel’.



Passemos então às contas: para a baliza o mercado poderia provocar a transferência de Artur Moraes, guarda-redes já ‘trintão’ e que para render lucro, terá de sair em pouco tempo, o que parece fazer sentido tendo em conta que para o seu lugar os encarnados possuem uma alternativa experiente, Paulo Lopes, e um dos maiores valores para a posição no seio da Liga Zon Sagres, o esloveno Jan Oblak, pelo que a sua partida não seria catrastófica.
 
Assim sendo, Oblak e Paulo Lopes estariam garantidos no plantel, o mesmo sucedendo com dois dos líderes da equipa dentro de campo e dentro do balneário, o lateral direito Maxi Pereira e o defesa central Luisão, sendo que a equipa encarnada poderá também vir a aproveitar o crescimento a nível de mercado que deverá rodear André Almeida, uma das grandes surpresas da época, ao passo que a Luisão se juntaria Ezequiel Garay, para mim outra pedra a não retirar, valha o que valha no mercado.

Na defesa apenas mexidas pontuais; meio-campo poderia fortalecer-se com o regresso de dois jogadores após empréstimo

O eixo defensivo seria um dos pontos mais depressa definidos, apresentando Luisão, Garay, o reforço Stefan Mitrovic e ainda um quarto elemento que poderá ser Jardel, dependendo se a Direcção encarnada queira ou não aproveitar o inflacionamento do seu valor pelos vários jogos de qualidade que realizou, ou até o melhor central que venha a evidenciar-se ao serviço do Benfica B.

Quanto à lateral esquerda, esta aguarda um reforço que se junte a Lorenzo Melgarejo, uma adaptação que com ou sem Jesus parece ter bases para evoluir. No que concerne à dupla de meio-campo, a temporada que recentemente findou comprova que a aposta terá de recair novamente sobre Nemanja Matic/Enzo Perez.

Quanto aos seus concorrentes, se Matic não contará com Roderick, que será emprestado, poderia no seu lugar ter o internacional português Rúben Amorim, que regressa de cedência, ao passo que poderá ser Enzo quem mais tem de ‘correr’.

Olhando para a variedade, o 4x4x2 versão Jesus poderá encontrar-se em perigo, parecendo os activos encarnados mais habiltados para um 4x2x3x1 que tão bons resultados deu à equipa no passado e que colocaria Matic como referência a defender.

Mantendo a táctica inalterável, o sérvio conta com a companhia de Enzo ou uma dupla de interiores composta pelo mesmo e provavelmente pelo reforço Filip Djuricic, competindo com o argentino e o sérvio o português David Simão, que regressará de um empréstimo ao Marítimo.


Ataque será o sector mais indefinido, até porque poderia apresentar algumas saídas surpreendentes
 
Para estas contas ainda poderia contar Nico Gaitán, para mim um indiscutível na equipa que nas últimas épocas tem jogado como extremo. Em contraponto, Carlos Martins e Pablo Aimar encontram-se de saída e André Gomes será um jogador a ter em atenção, pois necessita de espaço para evoluir ao mais alto nível e não sairia a perder caso fosse emprestado a um clube que alinhe nas competições europeias – que tal Estoril?

Poderiam estar nas alas ofensivas o maior perigo ofensivo do Benfica, que no meu entender deveria segurar o argentino Eduardo Salvio, que teria o paraguaio Jorge Rojas como concorrente, e ainda o uruguaio Jonathan Urreta, que vem deixando a ideia de que poderá finalmente explodir, discutindo um posto na ala esquerda com o reforço Miralem Sulejmani.

Para isto suceder, o mercado poderia ter novamente uma palavra a dizer, neste caso com as propostas que poderiam surgir para o holandês Ola John, que apesar da qualidade demonstrada parece destoar em termos tácticos da forma de jogar da equipa e assim poderia partir caso chegasse uma proposta condizente com os interesses das águias. Tendo em conta que há um ano custou 9 milhões de euros…

Ola John poderá ter no Europeu sub-21 uma excelente ‘montra’, tal como Rodrigo Moreno, outras das indefinições num sector atacante que parece longe de estar fechado, uma vez que possui um muito valorizado Rodrigo Lima, um caso de disciplina à volta de Oscar Cardozo, que ao não ser já um jovem poderá também garantir um bom valor ao clube e ainda um pouco utilizado Alan Kardec que certamente deixará o clube.

Para contrapor ligeiramente estas dúvidas deverá ter lugar o retorno de Hugo Vieira, que realizou uma muito interessante parte final de época ao serviço do Gil Vicente, e a pré-época poderá contar com ‘outsiders’ como Djaniny, que apesar de ter desapontado no empréstimo ao Olhanense possui características físicas que deverão ser bem trabalhadas.

Desta forma, este seria PARA MIM o plantel provisório do Benfica, sem contar com eventuais reforços e a permanência de vários componentes do actual grupo:

Guarda-redes:
Paulo Lopes e Jan Oblak

Laterais Direitos: Maxi Pereira e Rúben Amorim (também opção como médio centro)

Defesas Centrais: Luisão, Ezequiel Garay, Stefan Mitrovic e ?

Laterais Esquerdos: Lorenzo Melgarejo e ?

Médios Defensivos: Nemanja Matic e Rúben Amorim (também opção como lateral direito)

Médios de Transição: Enzo Perez e David Simão

Médios Ofensivos: Filip Djuricic e Nico Gaitán

Extremo Direito: Eduardo Salvio e Jorge Rojas

Extremos Esquerdos: Miralem Sulejmani e Jonathan Urreta

Pontas-de-lança: ?, Hugo Vieira e ?


Texto: Rafael Batista Reis
Imagem: D.R.
Nova Academia de Talentos




Rudi foi esteio nos sub-19 da águia

 
Juniores do Benfica contaram com Rudinilson Silva como titular indiscutível

Apenas dois anos se passaram desde que não teve a possibilidade de ficar no Sporting, o que parece ter sido longe de ser um retrocesso para Rudinilson Silva, que é neste momento titular no Benfica e na Selecção Nacional sub-19, tendo realizado a grande maioria dos jogos na época que ainda decorre.

Desde o início da época falta apenas a Rudi estrear-se a marcar, o que poderá vir a suceder nos próximos encontros depois de na época passada o central ter realizado 22 jogos e ter marcado três golos, todos de cabeça, justificando o interesse do clube pelo qual foi inicialmente contratado, o Sporting, no qual trabalhou, sabe o Nova Academia de Talentos, desde Maio até Setembro de 2011 sem ter no entanto assinado qualquer contrato.

Jovem defesa chegou a assistir a encontros como jogador do Sporting, mas pouco depois mudou-se para o rival

Rudinilson, de 18 anos, disputou mesmo um torneio na Holanda no qual os leões apenas perderam na disputa do encontro decisivo. O defesa chegou a viajar com a equipa leonina em alguns jogos do Campeonato Nacional de Juniores, acabando por nunca ser utilizado e apenas deixado a memória de assistir aos encontros do conjunto verde-e-branco, como sucedeu numa deslocação ao terreno do Casa Pia.

O agora internacional por Portugal e selecionado para a Ronda de Elite de apuramento para o Europeu do escalão não chegou a ser inscrito pelo Sporting, recebendo apenas a explicação de não ter agradado ao técnico que na altura orientava os Juniores leoninos, Ricardo Sá Pinto, uma situação que desagradou sobremaneira ao seu empresário.

Desta forma, o agente do central forçou a sua saída depois de ter mediado a sua transferência desde o UDIB de Bissau para a Academia Sporting, acabando por ter no Benfica uma solução com resultados correspondentes.
 
Texto: Rafael Batista Reis
Imagem: D.R.
Nova Academia de Talentos





SUB-15 CONCLUEM ÉPOCA COM COMPROMISSOS

Final de época da Selecção Nacional sub-15 trará dois encontros particulares
 
Após a conclusão de uma competitiva época no Nacional de Iniciados, os melhores jovens nacionais sub-15 reúnem-se na Selecção Nacional do escalão de forma a competir em prol do mais jovem conjunto ligado à equipa das Quinas, preparar a próxima época e ainda concluir a sua temporada num duplo compromisso que se espera difícil perante a sua congénere da Turquia.

Para preparar esses dois encontros que se realizarão em Mafra, a equipa nacional deu lugar a uma convocatória dominada em grande parte por Benfica e Sporting, que contribuem com oito atletas cada, num total de 16 jogadores numa lista de 24, o que reflecte a importância destes dois conjuntos para a equipa e mesmo o seu rendimento no próximo Campeonato, no qual arrecadaram as duas primeiras posições.

Verifica-se o enorme domínio de Benfica e Sporting, que poderão mesmo monopolizar por completo a equipa titular ao apresentarem dois dos guarda-redes em disputa, João Moreira e Tomás Foles respectivamente, os defesas Jorge Pereira, Pedro Pereira e Ricardo Mangas, ligados às águias, e ainda Bruno Paz, Gonçalo Vieira e João Simões, pelos leões.

No meio-campo os benfiquistas poderão ser representados por Diogo Mendes e os sportinguistas por Hélder Almeida, Moreto Cassamá e Rafael Duarte. A influência dos dois ‘grandes’ de Lisboa também se estende ao ataque, que poderá vir a contar com os encarnados José Gomes, Madiu Bari e Ricardo Araújo e ainda o verde-e-branco Idrisa Sambu.

Destaque para o facto de não existir qualquer atleta ligado ao FC Porto neste leque de atletas, o que se justifica pelo facto de os jovens dragões não se encontrarem presentemente no país dado que têm vindo a competir num torneio internacional que se realiza no Azerbaijão, o que impossibilita a presença dos seus jogadores na concentração da equipa nacional, que assim se ‘abastece’ junto de outros clubes.
 

EIS O LOTE DE CONVOCADOS

:
SL Benfica: Diogo Mendes, Jorge Javier Pereira, José ‘Zé’ Gomes, João Moreira, Madiu Bari, Pedro Pereira, Ricardo ‘Jorginho’ Araújo, Ricardo Chaby Mangas;
 
Sporting CP: Bruno Paz, Gonçalo Vieira, Hélder Almeida, Idrisa Sambu, João Simões, Moreto Cassamá, Rafael ‘Rafa’ Duarte e Tomás Foles;

Fulham FC

: Jonatas Centeno;

GD Chaves

: Generoso;
 
GD Gafanha: Marcelo Dias;

SC Braga

: João Cardoso;

SC Olhanense

: Tiago Martins;
 
Vitória FC: Joel Moreira;
Vitória SC: Jordão e Rodrigo Borges.

Texto: Rafael Batista Reis
Imagem: D.R.
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SIVAKOV NA HORA DA VERDADE

Mikhail Sivakov atravessa provavelmente a fase mais determinante da sua carreira



Nação pouco notabilizada no meio futebolístico mas ainda assim cada vez mais estabelecida, a Bielorússia tem já em Mikhail Sivakov uma das suas figuras, neste caso desde bem cedo quando deu início à sua carreira ao serviço do Smena Minsk antes de se juntar ao bem mais poderoso e clube dominador do país, o BATE Borisov, no qual não deixou quaisquer dúvidas no que concerne ao seu talento e cedo se revelou para fora da sua nação.

Ainda assim, Sivakov foi obrigado a várias mudanças, chegando o médio há dois anos e meio para um país mais próximo do seu, a Polónia, para rubricar um acordo de empréstimo válido por meia época com o Wisła Kraków, o que acabou por reabilitar uma carreira que ainda poderá chegar a um clube de superiores ambições no plano internacional desde que nesta temporada venha a efectuar a melhor escolha visto que se encontra num momento determinante do seu percurso futebolístico.
Médio bielorusso apresenta condições para render em palcos mais exigentes
 
Com 25 anos, o centrocampista deixou de ser revelação para passar a ser uma promessa com uma afirmação adiada, a melhor forma para caracterizar Michail Sivakoŭ, ou em bielorusso Міхаіл Сівакоў, ou ainda na nomenclatura universal Mikhail Sivakov – três diferentes formas de registar o nome de um atleta com argumentos técnicos e tácticos para pisar outros palcos.

O futebolista natural de Minsk surge agora bastante mais valorizado depois da muito positiva participação na edição transacta do Torneio de Toulon, prova na qual liderou a sua selecção juntamente com o extremo Stanislav Dragun pelo facto de se tratar de um dois elementos que pontificarão como figura na selecção A da Bielorússia, uma situação que tarda em confirmar-se face aos sucessivos adiamentos na sua imposição num clube que comprove a sua verdadeira qualidade.

Futebol de Sivakov poderia vir a ter sucesso numa Liga de um país latino
 
Por esse mesmo motivo, Sivakov ainda não se assume como um habitual selecionado no seu país e nem sequer um titular indiscutível no BATE, emblema no qual cumpre uma segunda passagem, muito pelo facto de ainda não ter provado ser capaz de vingar em outro panorama que não o do futebol de Leste, parecendo aconselhável um novo risco para que comece uma senda de comprovação do seu talento num país latino.

Esta necessidade de mostrar valor surge depois de já ter experimentado, com pouco sucesso, uma passagem por Itália. Estará alguma outra nação disposta a arriscar a sua contratação? Poderia vir a ganhar-se um centrocampista de classe internacional.


Texto: Rafael Batista Reis
Imagem: D.R.
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terça-feira, 28 de maio de 2013






PROVA DE ACTUALIZAÇÃO PARA MOU

José Mourinho terá no Chelsea a oportunidade de provar que actualizou o seu conhecimento

“O Chelsea mudou muito desde que José Mourinho saiu”, assim reagiu Petr Cech quando foi instado a comentar o possível regresso do treinador português ao Chelsea, que embora não esteja ainda confirmado parece mais do que certo.

Não me poderia parecer melhor a análise ao desafio que espera o português do que aquela que foi deixada pelo guarda-redes internacional pela República Checa, que algumas semanas antes de saber que tanto o Real Madrid e José Mourinho iriam acordar a desvinculação amigável como Rafael Benítez deixaria Stamford Bridge rumo ao Napoli, de Itália, parecia adivinhar a maior dificuldade que espera Mou no regresso a Inglaterra.

Plantel dos ‘blues’ encontra-se repleto de mais-valias desportivas

Cech tocou numa verdade indesmentível: muito mudaram os ‘blues’ nos últimos anos, nomeadamente a nível defensivo, o que parece deixar claro que o Chelsea defensivo e impetuoso fisicamente que tão bons resultados deu a Mourinho no passado é agora um conjunto mais jovem e de apetência ofensiva, pelo que será com estes atributos que o técnico português irá jogar novamente em busca de títulos.

Embora conte com veteranos da sua confiança como John Terry, Ashley Cole e mesmo Michael Essien, não será expectável que a principal força do Chelsea provenha deste sector, mas sim dos jogadores mais adiantados como Eden Hazard, Oscar, Juan Mata e mesmo o veterano Frank Lampard, um tipo de jogador que ganha dimensão com José Mourinho ao comando.

Uma necessidade imperiosa encontra-se no sucesso da próxima pré-época, uma vez que desta feita o ‘catedrático’ luso não encontrará uma equipa desabituada das grandes conquistas mas sim um conjunto que em anos consecutivos conquistou a Liga dos Campeões e a Liga Europa e não parecia possuir problemas de orientação sob o comando de Rafael Benítez, que apesar de não ter deixado o papel de treinador interino segurou muito bem aquele ‘barco’.

A um plantel muito forte deverão juntar-se várias outras estrelas

Em suma: Mourinho terá de fazer melhor do que Benítez, o que, convenhamos, não será tarefa fácil, devendo encontrar como objectivo imediato pelo menos a intromissão entre os dois gigantes de Manchester, United e City, a presença em Wembley para discutir a FA Cup e a Capital One Cup e ainda a melhor participação possível na Liga dos Campeões. Complicado, mas muito possível para um grupo de trabalho repleto de estrelas.

Para lá das estrelas já presentes no clube londrino, devem esperar-se mais algumas a partir do Verão, nomeadamente com homens da confiança do português como o regresso de Essien, assim como a compra do passe de Luka Modric, um lateral direito para render o retirado Paulo Ferreira e competir com Branislav Ivanovic e um ponta-de-lança verdadeiramente goleador, como poderá ser o alemão Mario Gomez. Com tudo isto o Chelsea terá um grande plantel orientado pelo melhor. Porque não sonhar?

Texto

: Rafael Batista Reis
Imagem: D.R.
Nova Academia de Talentos


 


MAKENGO, MAIS-VALIA SEM CUSTOS
Apesar do fortissimo investimento, o Monaco terá como revelação um jogador que já lhe pertencia

Qualquer adepto de futebol reconhecerá o Monaco como grande investidor neste defeso que durará até ao final de Agosto. Curiosamente, apesar dos muitos milhões investidos pelo clube francês neste Verão, a maior sensação da equipa deverá ser um jogador que já pertencia à casa, o jovem Terence
Makengo, também apelidado de forma carinhosa pelos seus companheiros por Teté.

O atacante parece ter despertado para uma belíssima carreira na qual começou a impressionar por se ter tornado o mais jovem jogador do clube a rubricar um contrato profissional. Aos
20 anos o jogador natural de Boulogne-sur-Mer encontra-se mesmo entre os jovens que em pouco tempo se poderão estrear como internacionais A por França.

Esse será mesmo um passo condizente com a sua qualidade como jogador ainda que continue a existir a possibilidade de vir a representar o Congo, de onde é descendente e onde poderia tornar-se figura depois dos muito bons sinais que deixou a jogar pelo AJ Auxerre.

Jovem avançado poderá vir a ser uma das boas surpresas do futebol europeu

Um ano depois de se ter dado a conhecer no Torneio de Toulon ao serviço de França, onde brilhou juntamente com uma linha ofensiva de respeito, Makengo partiu para um ano de empréstimo no qual evoluiu bastante
e melhorou vários aspectos necessários para o bom cumprimento da sua posição, avançado, tendo ao serviço do AJ Auxerre por cedência do Monaco realizado várias exibições de grande qualidade.

O atacante não deixou quaisquer dúvidas em relação à sua qualidade no ano que passou no segundo escalão do futebol gaulês como continuidade à prova jovem que se realiza no seu país e na qual habitualmente se revelam várias das estrelas do futebol internacional, carimbando o retorno ao clube que detém o seu passe e que constata que o seu nome e consequentemente o seu passe se valorizaram, esperando assim que
Terence Makengo possa continuar a demonstrar o seu valor.

Será assim esperada uma forte atenção sobre os pormenores da sua temporada de estreia na Ligue 1, prova na qual poderá reforçar o seu palmarés e potenciar ao máximo a sua carreira, especialmente por jogar numa equipa da qual muito se espera pelo impacto que tem vindo a ter no futebol internacional e que poderá vir a realizar uma aposta concreta no seu futebol, que se encontra contratualmente ligado por mais duas épocas.

Texto
: Rafael Batista Reis
Imagem: D.R.
Nova Academia de Talentos
 



 
 
INTERMEDIÁRIA DO CAMPEÃO PROMETE ESTABILIDADE


Mesmo com a saída de João Moutinho, o meio-campo do FC Porto parece completamente fechado

Ainda no decorrer de uma temporada na qual conseguiu resgatar num ‘sprint final’ o título de campeão nacional ao seu arqui-rival Benfica, já o FC Porto resolvia problemas e preparava um sector nevrálgico para o seu futebol, o seu meio-campo.


Pouco espectacular mas muito resiliente e incisivo, o meio-campo do FC Porto continua a imperar a sua lei, o que faz com que os dragões tenham chegado ao tricampeonato, partindo agora para o desafio do tetra com o desafio extra de não contar com uma das pedras basilares da equipa, o internacional português João Moutinho.

Principal novidade na intermediária será a chegada de Diego Reyes

No entanto, ainda antes de se ter confirmado a saída do centrocampista luso tudo se preparava para colmatar essa vaga, podendo agora perceber-se pelo ‘diagrama’ da equipa que em termos defensivos se dependia do seu Polvo, Fernando, agora dependerá ainda mais uma vez que não beneficiará do apoio de Moutinho. Por outro lado, o brasileiro finalmente recebeu um concorrente para o seu lugar, ao invés da temporada que recentemente findou.

Sempre que Fernando não estava disponível, os dragões recorriam ao belga Steven Defour numa adaptação bastante suficiente, devendo na próxima época abrir espaço à progressão de uma das novidades no plantel, o mexicano Diego Reyes, que disputará também um lugar como defesa central. Quanto a Defour, poderá dedicar-se a conquistar a titularidade na sua posição mais original, mais adiantado, podendo tornar-se o sucessor de Moutinho.

No entanto, o internacional pela Bélgica continuará a não ter vida fácil, uma vez que contará com concorrência forte pelo posto, principalmente a partir de mais um mexicano que deverá também chegar ao clube, Hector Herrera, e ainda o português André Castro, que apesar de pouco utilizado se mostrou de grande utilidade sempre que foi chamado a jogo.

Não deve esquecer-se também a presença de Marat Izmaylov, um centrocampista de raiz

Para juntar a Fernando e ocupar a restante vaga no centro do terreno, El Comandante, Lucho Gonzalez, parte pelo seu estatuto e qualidade comprovada como favorito. Ainda assim, o veterano argentino não deverá descurar-se, visto que terá de lidar com a concorrência de mais dois reforços, o brasileiro Carlos Eduardo e o português que recentemente conquistou a Taça de Portugal, o jovem Tiago Rodrigues.

Sobra ainda sobra um atleta que embora tenha sido mais frequentemente utilizado como extremo se trata de um médio ofensivo de raiz, caso de Marat Izmaylov. Contas feitas, os dragões contam com nove futebolistas para três lugares, possuindo mesmo qualidade a rodos, inspiradora de confiança para a nova época, na qual se tentará a revalidação da Liga, participações superiores nas Taças e ainda uns possíveis quartos-de-final na Liga dos Campeões, metas perfeitamente alcançáveis para o plantel.  



Texto
: Rafael Batista Reis
Imagem: D.R.
Nova Academia de Talentos

Rafaelreis.rbr@gmail.com