sábado, 29 de novembro de 2014




Está encontrado um dos mais sérios candidatos à conquista da UEFA Youth League - o Manchester City, que apresenta uma fortíssima geração que reduziu à banalidade uma equipa do Bayern de Munique que de qualquer forma tem apresentado uma pálida imagem do seu futebol como rapidamente se percebe com as zero vitórias nos cinco encontros já disputados.

Poucos dias depois de vários dos jovens do City terem defrontado o Benfica B pela Premier League International Cup em sub-21, os sub-19 do poderoso clube inglês realizaram um encontro de enorme qualidade, com destaque para o médio norueguês Bersant Celina, que apontou dois dos golos, e o versátil atacante francês Thierry Ambrose, que esteve na jogadas de vários dos tentos conseguidos.

O resultado destas duas grandes exibições individuais aliadas ao poderio do colectivo foi concluído com uma vitória por seis golos sem resposta que ilustra a clara diferença de qualidade entre os dois conjuntos.

UEFA Youth League - 5ª Jornada
Manchester City 6-0 Bayern de Munique


MAN.CITY
Angus Gunn
Mathias Bossaerts
(Ashley Smith-Brown, 68)
Oluratosin Adarabioyo
José Angel Tasende
Pablo Matteo
Kean Bryan
(Sam Tottu, 81)
Olivier Ntcham
Jack Byrne
Brandon Barker
(Javairo Dilrosun, 75)
Bersant Celina
Thierry Ambrose
Suplentes não Utilizados: Charlie Albinson, Charlie Oliver, Aaron Nemane e Isaac Buckley-Ricketts
Treinador: Patrick Vieira

BAYERN
Enrico Caruso
Chima Okoroji
Nicola Della Schiava
Yannick Gunzel
Valentin Micheli
Marco Hingerl
(Akin Memetoglu, 80)
Felix Pohl
Lucas Scholl
Sinan Kurt
Milos Pantovic
(Michael Strein, 69)
Michael Eberwein
(Dominic Martinovic, 65)
Suplentes não Utilizados: Thomas Zieler, Bastian Grahovac, Marcel Lieb e Kevin Nsimba
Treinador: Heiko Vogel

Arbitragem: Mervyn Smith - Irlanda do Norte
Disciplina: Mathias Bossaerts (67), Olivier Ntcham (86) e José Angel Tasende (90); Milos Pantovic (47) e Felix Pohl (72)
Marcadores: Oluwatosin Adarabioyo (9), Brandon Barker (25), Bersant Celina (29 e 88) e Jack Byrne (64 e 80)

Ao que o NOVA ACADEMIA DE TALENTOS conseguiu apurar, o Friburgo, que segue os passos de Miralem Sulejmani desde há duas épocas, encontra-se na frente para garantir o concurso do sérvio já na reabertura do mercado. Desconhece-se todavia se os alemães, que já terão anteriormente manifestado ao Benfica o seu interesse no extremo, pretenderão avançar por um empréstimo ou um negócio em definitivo, sendo que qualquer dos cenários será encarado de forma positiva pelos responsáveis benfiquistas.

Aliás, esta hipótese de saída será também vista como ideal pelo próprio Sulejmani que face às constantes lesões e a falta de minutos tem perdido espaço na selecção da Sérvia, na qual até há poucos meses consistia num habitual titular e um elemento fundamental na equipa. Jogando com maior regularidade poderá aspirar ao regresso.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014




Depois do abismo, o regresso ao leão? Costuma dizer-se que a vida dá muitas voltas, e no futebol ainda mais, como se poderá perceber pelo caso de Guilherme Celestino, jovem jogador que numa fase inicial da sua formação muito prometeu ao serviço do Sporting, clube que representou durante seis anos e que abandonou em idade juvenil para se juntar ao igualmente mediático Inter de Milão.

Três anos volvidos, e actualmente com 18 anos, o panorama é incomparavelmente diferente para o jovem luso-brasileiro médio criativo que alinha na posição 10 e como extremo que se encontra inserido no plantel do modesto SL Marinha, clube que disputa a I Divisão da AF Leiria depois de na temporada passada ter actuado nos EUA ao serviço do Corinthians USA, onde actuava nas equipas de Juniores e sub-23 mas acabou por não permanecer após não ter chegado a acordo de verbas referentes a salários.

A jogar como amador no seguimento de épocas nas quais terá sido mal aconselhado, mas por outro lado mais maduro e preparado para a entrada no futebol profissional, Guilherme Celestino poderá ver terminado o seu calvário uma vez que, sabe o NOVA ACADEMIA DE TALENTOS, a empresa que o representa terá em mãos várias possibilidades interessantes.

Entre as possibilidades foi colocado um possível regresso ao Sporting para actuar pela sua equipa B, onde foi esperado para cumprir um período experimental face à longa ausência actuando em outros países, ainda que exista a possibilidade de retornar a Itália, tendo já sido realizado o período de testes, aguardando-se agora se os leões promoverão o regresso de Guilherme que de qualquer forma deverá mesmo mudar de ares já na reabertura do mercado.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014




Benfica ajuda a época surpreendente

Entre as novidades na equipa do Casa Pia que tem sido uma das sensações do Campeonato Nacional de Juniores estão alguns elementos em destaque pela maior rodagem que demonstram em virtude de vários se tratarem jovens cedidos esta temporada pelo Benfica ao abrigo de um protocolo estabelecido pelos dois clubes.

Podem jogadores como o extremo luso-angolano Josué Sarmento, que chegou na época passada ao Benfica a partir de Inglaterra, ou os promissores laterais Pedro Amaral e João Coelho, internacionais sub-17 por Portugal, vir a fazer parte das escolhas da primeira equipa num futuro próximo, assim continuem o seu desenvolvimento ao nível actual.

Enquanto tal não sucede, esta 'armada benfiquista' vai ajudando os gansos a cumprir uma época muito positiva na qual vêm disputando um lugar na Fase Final, o que seria o corolário de uma fantástica temporada de evolução, o que seria do agrado de todos, desde o Casa Pia, os atletas e o próprio Benfica, que obteria grande parte da sua equipa sub-19 na próxima temporada.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014




Benfica B viu concluída de forma precoce a sua passagem pela Premier League International Cup em sub-21 ao juntar à derrota que havia sofrido na última sexta-feira ante o Manchester City um novo desaire, desta feita perante o Leicester City, o que fez com que a equipa encarnada apenas tivesse conquistado três pontos na fase de grupos da competição, um somatório que impossibilita a segunda equipa encarnada de sonhar com a passagem à fase seguinte.

Premier League International Cup
Leicester City B 2-0 Benfica B

LEICESTER
Hamer
Sesay
Elder
McCourt
Kennedy
Upson
Lawrence
Barmby
Tom Hopper (c)
Harry Panayiotou
Joe Dodoo
Suplentes: Chilwell, Smith, Scott, Rowe, Stankevicius
Treinador: Steve Beaglehole.

BENFICA
Miguel Santos
Nelson Semedo
João Nunes ©
Fábio Cardoso
(João Amorim, 63)
Dolly Menga (Nuno Santos, 63)
Victor Lindelof
João Teixeira (Renato Sanches, 82)
Rúben Pinto
Hélder Costa
Gonçalo Guedes
Rui Fonte
Suplentes não utilizados: Bruno Varela, Victor Andrade, Pedro Rebocho e Alexandre Alfaiate.
Treinador: Hélder Cristóvão

Indisciplina: nada a registar
Marcadores: Victor Lindelof (11, ag), Tom Hopper (17).



Mudanças à vista após a Taça

A cumprir uma boa carreira até ao momento na Série G do Campeonato Nacional de Seniores, o Casa Pia aproveitou o facto de não disputar mais uma eliminatória da Taça de Portugal, visto ter sido já eliminado dessa competição, para encarar com confiança a recepção no seu terreno ao Loures, conjunto que embora milite no mesmo escalão e apenas ocupe o 7º posto e também se encontre já afastado na Taça há duas jornadas não conhece o sabor da derrota.

No que até ao momento se disputou esta época, o Loures poderá ainda ser um rival directo nas contas da subida, o que poderá levar o técnico dos gansos, Sérgio Ricardo, a implementar algumas alterações na convocatória em relação ao último encontro realizado que se traduziu em mais uma derrota, pelo que qualquer outro resultado que não o triunfo poderá trazer mudanças de fundo á equipa de Pina Manique.

domingo, 23 de novembro de 2014




Como é sabido, o futebol vive à custa dos resultados, e o sucesso dos técnicos é inerente a essa máxima mesmo quando nos referimos a um jovem técnico quando nos referimos a uma competição altamente equilibrada e verdadeiramente louca ao nível dos resultados como a Segunda Liga, como Alex Costa acabou por perceber pouco tempo depois de ter colocado ponto final à sua carreira de futebolista cujos pontos altos estiveram na chegada à Selecção Nacional.

O estatuto de internacional AA surgiu como culminar a passagens bem sucedidas por Benfica, Wolfsburg ou Vitória de Guimarães, resultando numa invejável carreira nas quatro linhas. Agora como técnico, o percurso no Académico de Viseu não foi o melhor apesar de ter procurado batalhar para conduzir o seu projecto a bom porto, como de resto é perceptível pela entrevista que concedeu ao NOVA ACADEMIA DE TALENTOS no que seria a sua última deslocação como técnico dos viseenses.

Que análise faz ao encontro com o Oriental?

Foi um jogo de muita luta, penso que o terreno de jogo apresentava condições que dificultava que os jogadores pusessem em prática um futebol mais elaborado e atractivo mas acima de tudo foi um jogo no qual ambas as equipas procuraram os três pontos, lutaram imenso com uma atitude excelente, infelizmente conseguimos fazer o mais difícil, adiantarmo-nos, e depois acabámos por no último minuto pagar uma factura muito cara numa decisão do árbitro auxiliar.

Acabámos por perder dois pontos em Marvila ao repetir algo que tem acontecido neste Campeonato de Segunda Liga que, digo-lhe, merece tanto respeito como a Primeira, onde fui interveniente nos últimos anos no futebol ao mais alto nível em Portugal, sempre fui bem tratado e quando descemos um pouco o nível deparamo-nos com outro tipo de comportamento, de atitudes, os mesmos intervenientes mas com atitudes diferentes.

Deixa-me triste ver o futebol ser assim tratado, não só para o Académico mas para todas as pessoas que vieram a esse estádio tão histórico e tradicional, por isso não tenho mais nada a acrescentar sobre esse jogo, estou triste porque não nos deixaram levar mais três pontos, levámos um, prefiro dar os parabéns à equipa e espero que decisões como aquelas que o árbitro auxiliar teve não se venham a repetir, fomos demasiadamente prejudicados.

A imagem que o Académico acabou por deixar é a de que é uma equipa aguerrida e batalhadora a defender. Também era assim como jogador, na sua carreira. Acha que esse é um dos cunhos que se lhe podem atribuir da sua passada experiência como futebolista, agora como treinador?

Não, acima de tudo temos sempre de procurar ter uma atitude muito positiva no jogo, normalmente o Académico é uma equipa que se se debruçarem sobre ela irão ver que é uma equipa que procura jogar, assim como tenho essa ideia do Oriental, mas aconteceu que o estado do terreno não era o melhor, muito irregular e muito difícil para os intervenientes e quando não podemos ir de uma forma temos de ir de outra.

A acrescentar a isso havia a posição que a equipa ocupa na tabela que não é a melhor, a equipa procura pontos e rendimento e por vezes tem de abdicar um pouco do que é jogar bem no sentido de amealhar pontos, é uma situação difícil mas como disse e bem esta imagem que deixámos agrada-me porque os profissionais condignos têm uma atitude excelente.

Referiu que a situação do Académico na tabela classificativa é complicada. Tendo em conta que esse era o quarto jogo consecutivo, juntando também o resultado da Taça da Liga, sem vencer, considera que isso nesta altura da Segunda Liga é preocupante?

Não me parece que o seja…

Acha que a equipa tem tempo para dar a volta por cima?

Vou responder-lhe com muita sinceridade, preocupante nunca é porque isto é uma maratona, agora o que me deixa revoltado e não preocupado é que a esta equipa lhe foram subtraídos, no mínimo, meia dúzia de pontos. Sei que o Oriental não tem culpa nenhuma disso mas esta é a realidade, o Académico por aquilo que produziu no campo em Marvila estaria sem dúvida um lugar mais acima, agora pergunta-me se estou preocupado? Não estou.

Esse era um jogo decisivo, não há que escondê-lo, e a Comunicação Social deita sempre para fora votos de confiança, se ganhar fica, se perde vai embora, nada tem a ver com isso porque nada disso me foi transmitido, simplesmente foi-me dado um grande apoio por parte da estrutura do Académico por parte do Presidente e do Director Desportivo que esteve sempre ao meu lado e aquilo que me deixa extremamente feliz é ter visto aquela atitude dos jogadores.

Estaria preocupado se chegasse aos jogos e o grupo não fizesse aquilo que tracei e me virasse as costas, mas como disse e bem fomos uma equipa aguerrida, que lutou e acreditou, demonstrando que é forte e que acredita no caminho que tracei juntamente com a minha equipa técnica e por isso só tenho é de ficar tranquilo com tudo o que foi feito porque sei que mais dia, menos dia, o Académico vai subir na tabela classificativa.

Claro que não posso é ficar calado quando tentamos subir e alguém nos empurra para baixo como foi o caso desse jogo, se puxar o filme atrás um bocadinho aconteceu uma situação muito caricata contra o Oriental que foi o árbitro auxiliar, cinco minutos antes de decidir marcar o penalty, querer assinalar outro penalty.

Quis ser ele o interveniente no jogo e o árbitro dizer-lhe claramente ’eh pá, não posso marcar penalty porque já mostrei amarelo ao ponta-de-lança por simulação”, neste caso o Saleiro, querendo prejudicar o Académico, e o árbitro responder-lhe ‘eh pá, não dá porque já mostrei amarelo ao jogador e o que aconteceu foi simulação‘.

No lance seguinte acabamos por ter um penalty que é um lance digno do terceiro Mundo, e respeito muito o futebol em Portugal. Por isso, saí de Marvila não preocupado mas sim revoltado, triste com o que se passa com o nosso futebol.



Actualmente uma das estrelas maiores do Benfica, Anderson Talisca poderia nesta altura estar ainda a jogar no seu país natal, isto porque, soube-se no Brasil, apenas não terá assinado pelo Corinthians face a um desacordo entre o clube de São Paulo e o empresário que se responsabilizaria pelo negócio, o que impossibilitou qualquer existência de acordo.

Desta forma, o estatuto de coqueluche e melhor marcador que hoje ostenta na Luz poderia estar bem distante para Talisca caso tivesse reforçado o Corinthians, o que teria diminuído a margem de manobra do Benfica, que contribuiu para um crescimento que conduziu o atleta à seleção principal do Brasil, onde aguarda agora a primeira internacionalização.

O ‘namoro’ de Anderson Talisca com o Corinthians terá tido há alguns meses e terá mesmo chegado ao presidente do Timão, Mário Gobbi, face ao excelente relacionamento que mantém com o agente Carlos Leite, que terá oferecido Talisca à Direcção do emblema paulista no final da última edição do Brasileirão, tendo alguns pontos de discórdia entre o agente com o vice-presidente corintiano na altura em funçóes, Roberto de Andrade, afastado todas as possibilidades de haver negócio.

O negócio nunca terá avançado face á enorme discrepância entre as verbas exigidas e aqueles que o Corinthians estava disposto a envolver visto que consistiam numa quantia inacessível a qualquer clube brasileiro sendo que o passe do jogador se encontrava dividido pelo Bahia, detentor de metade do passe de Talisca e que apenas aceitaria negociar a sua parcela por cerca de 1,8 milhões de euros.

Por seu turno, a restante metade dividia-se entre o modesto clube Astro, um empresário local, Jessé, e o agente Carlos Leite, que detinha 20% dos direitos do jogador e que chegou a ter a venda da sua parte em cima da mesa, mas o negócio nunca chegou a concretizar-se muito devido ao facto de na altura Talisca ser um jogador pouco conhecido no Brasil.

Após as primeiras conversações, até ao final do impasse que impedia o Corinthians de avançar pelo craque do Benfica, a saída de Roberto de Andrade, o dirigente que vetava esse negócio, já Talisca se havia valorizado imenso nos primeiros meses de 2014, conquistando o interesse de outros clubes na Europa como os italianos da Udinese e o próprio Benfica, que conseguiu assim convencer o atleta a viajar para Portugal.

Com o Corinthians fora da disputa, Udinese e Benfica apresentaram as suas propostas pela contratação do médio a Carlos Leite, que se decidiu por chegar acordo com os encarnados por 3,7 milhões de euros pela totalidade do passe, resgatando uma pérola que já interessava aos maiores clubes do Brasil.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014




Desafios de Primeira com problemas de lesões

Para além do aliciante que constituíram as partidas frente ao Boavista, uma equipa mais organizada e com outro ’andamento’ e o facto de voltar a receber um emblema que milita na Liga principal mais de 31 anos depois, o Oriental recebe agora o Vitória de Setúbal e ao mesmo tempo debate-se ainda com problemas relacionados com lesões, nomeadamente no ataque com as lesões de Carlos Saleiro e Evandro Roncatto.

Tal faz com que Mauro Bastos, que também já esteve afastado pelo mesmo problema, seja neste momento o único ponta-de-lança de raiz, e ainda nas laterais defensivas face aos problemas físicos de Carlos Alves e João Amorim, a juntar às limitações físicas que já afectaram as restantes opções, Tiago Rosa e João Pedro.

Face a esta situação, muitas vezes estes atletas não têm feito parte das listas de convocados dadas a conhecer pela equipa de Marvila. Em relação ao problema relacionado com as bandas defensivas, o técnico João Barbosa recordou que apenas tem contado com Tiago Rosa e João Pedro como opções naturais para as laterais apesar de ter à disposição vários elementos polivalentes capazes de ajudar a solucionar a questão no que diz respeito ao flanco direito.

Para esse lugar, além de Rosa, o mais forte candidato à titularidade, o treinador poderá escolher entre Miguel Paixão, sobre quem “achámos que pode colocar mais bola na frente” do que com outra opção possível, Tiago Mota, assim como Pedro Alves, que “permite à equipa estender-se mais no ataque,” sabendo ainda assim que qualquer dos três elementos alinha preferencialmente sobre o meio-campo. O central Hugo Grilo pode também desempenhar funções em ambas as laterais.

Como tal, a preparação do encontro ante os vitorianos é limitada, mas não retira ao Oriental a esperança de vencer, o que para além de constituir uma das surpresas do fim-de-semana de Taça seria um tónico perfeito para as próximas jornadas da Segunda Liga. Chegando a reabertura do mercado, será provável a chegada de um reforço, consistindo num médio de características defensivas ou mesmo um central.




Cuidem de quem vale Ouro

Após uma temporada de sucesso que redundou na conquista da tão ansiada Décima, a dezena de conquistas da Liga dos Campeões, seria difícil esperar que uma equipa estivesse preparada para fazer ainda melhor, e logo no ano seguinte. Pois bem, estamos a falar do Real Madrid, e como tal tudo parece conjugar-se para uma época de sonho que se iniciou com uma Supertaça Europeia, poderá ter continuidade com um Mundial de Clubes e chegar a um outro nível no final da época.

Para além do primeiro troféu da época e o ceptro mundial que, convenhamos, está completamente ao alcance dos merengues, ‘apenas’ falta reeditar o sucesso na Champions, o que valeria uma recordista 11ª, e resgatar os títulos de La Liga e da Taça do Rei. Complicado? Sim, mas bem possível para um conjunto que parece ainda melhor do que no ano passado pela estratégia ofensiva que emprega para vencer cada jogo.

Se a esse impressionante ataque for acrescentado o carácter controlador que na temporada anterior permitira gerir cada eliminatória a partir da primeira mão, parece estar encontrado um Real capaz de realizar um ano verdadeiramente histórico, isto também se a utilização da sua estrela maior, Cristiano Ronaldo, for mais regrada ao invés da forma excessiva com que foi ’espremido’ na época passada.

Na época passada a utilização exagerada obrigou a que CR7 tenha canalizado tudo na final da Champions

“Os portugueses sabem que temos um jogador capaz de ganhar jogos para nós”, afirmou há alguns meses a glória da Selecção Nacional, Pedro Pauleta, tecendo uma consideração que será certamente partilhada por cada um dos adeptos do Real Madrid - com Cristiano em campo, os madrilenos estão sempre mais perto da excelência.

A capacidade física de CR7 será fulcral para esse sucesso. Deve recordar-se a opinião do próprio, que reconheceu no momento em que o Real mais necessitou do máximo da sua plenitude que “se parasse agora estaria muito bem para o Mundial,” o que acabou por não acontecer pois as deficientes condições em que se encontrava apenas lhe permitiram canalizar tudo para a final da Champions.

Face à recorrência excessiva aos seus préstimos, Cristiano Ronaldo terminou a época esgotado e sem possibilidade de ajudar a Selecção, tendo necessitado mesmo de falhar os encontros de preparação frente a Grécia e México para retornar no ‘ensaio geral’ contra a Irlanda de forma a poder disputar o Campeonato do Mundo bem longe da forma física ideal.

“Os casos de Raul Meireles e Pepe são diferentes do de Cristiano Ronaldo, mas espera-se que ele esteja a 99,9%,” chegou mesmo a vaticinar o seleccionador nacional na altura, Paulo Bento, que no fim de contas não viu essa possibilidade confirmar-se, muito por culpa das muitas ‘guerras’ a que a estrela portuguesa foi sujeita durante a época.

Recuperação na pré-temporada foi determinante para o excelente nível de forma em que se encontra

Ronaldo pode até remeter-se aos casos antigos de Pelé, que em 1966 chegou em má forma a esse Mundial e com isso também terminou com as esperanças do Brasil em ser bem sucedido, mas também de Diego Maradona vinte anos depois, altura em que praticamente sozinho carregou a Argentina ao título mundial.

Se com o português sucedeu o primeiro exemplo neste Mundial, dar azo ao segundo em Madrid parece desnecessário tendo em conta a ajuda que o restante plantel lhe poderá dar, pelo que a recuperação física que conseguiu realizar na pré-época consiste numa excelente notícia pois permitiu-lhe uma entrada a todos os títulos exuberante e a garantia de que este Real lutará mesmo por todas as provas possíveis.

Para que tal aconteça, Cristiano terá de ser poupado a esforços desnecessários, como sucedeu no recente particular ante a Argentina no qual foi mesmo rendido ao intervalo e como terá de repetir-se em cada ocasião em que Portugal realize um amigável ao invés de um encontro ‘a doer’. O Bola de Ouro é ‘dos duros’, mas não deve ser levado ao extremo.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014




Loures reforçou-se em Alta

Para além dos reforços que recebeu a partir de escalões superiores e do Campeonato Nacional de Seniores, o Loures apostou na Divisão de Honra da AF Lisboa, mais precisamente no Alta de Lisboa, clube no qual recrutou dois novos atletas, cada um deles para sectores diferentes. Para o sector mais recuado chega o lateral direito Yannick Medina, mais conhecido por Yaka, que pode também alinhar como defesa central, ao passo que para o meio-campo foi contratado Elton.

No caso deste segundo atleta residiu a maior novidade uma vez que apenas se estreou nas opções do técnico José Viriato, entretanto despedido e substituído por Paulo Fazendeiro, em convocatórias para jogos da turma preto e amarela, numa visita ao terreno do 1º Dezembro, contabilizando apenas 27 minutos de competição no somatório de todas as competições.

Quanto a Yaka, tem actuado com maior regularidade, tendo aproveitado o castigo de Vasco Coelho para garantir a titularidade no centro da defesa, podendo ter criado a oportunidade de que necessitava para garantir um lugar com frequência.


O reerguer de Bruno?

Uma análise mais cuidada à convocatória elaborada por Fernando Santos para os compromissos com Arménia e Argentina permitiria perceber que transmite uma lista bastante equilibrada mas que apenas não seria perfeita no momento em apenas uma questão, pois atendendo á valia de Pepe, Ricardo Carvalho e José Fonte seria de considerar desnecessária a chamada de Bruno Alves, que neste momento já parecia em perda para estes três companheiros de defesa.

Face à utilização intermitente que conhece no Fenerbahçe, uma das equipas de maior gabarito na Turquia ainda assim, mantendo-se entre os quatro melhores defesas centrais portugueses enquanto se encontra ‘pressionado’ por outras possibilidades de qualidade e vários jovens valores, a convocatória do experiente defensor que poderá reforçar em Janeiro o Sporting numa possibilidade que parece agradar à maior parte da crítica leonina, apresentava-se como questionável.

A visão lógica poderia ter levado Bruno Alves a ficar de fora para dar lugar a um polivalente, quem sabe; no entanto, para já o experiente defesa não só resiste à pressão da nova geração como alinhou a grande nível durante 90 minutos neste último particular frente à Argentina. Para terminar em beleza, no que à Selecção Nacional diz respeito, na Fase Final do Euro 2016?

terça-feira, 18 de novembro de 2014




Nuno e Adolfo para segurar V.Sernache

Integrado na Série E do Campeonato Nacional de Seniores, o Vitória de Sernache aposta em dois guarda-redes com formação em clubes de maior nomeada para ter bem segura a sua baliza para a temporada.

Para este ano desportivo o clube de Sernache do Bonjardim, que esperará ser sensação na classificação e eventualmente chegar à Fase de Subida, apostou inicialmente em Nuno Rafael, de 19 anos, que se estreia como sénior após alguns anos no Sporting e ter terminado a época anterior no Feirense, tendo iniciado a época como titular.

Como concorrente, o V. Sernache apresenta Adolfo Leite, de 22 anos, que cumpriu toda a formação no Belenenses e na época anterior evoluiu no Lourinhanense e que tem agarrado o lugar após estrear-se na Taça de Portugal depois de ter sido o seu colega a alinhar na anterior eliminatória. Atendendo ao valor reconhecido a ambos, não será por problemas na baliza que esta equipa não conseguirá alcançar os seus objectivos.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014




Fernando Santos terá a muito breve trecho uma série de talentos dos sub-21 que garantidamente terão muita utilidade - o seleccionador nacional terá assistido ‘na poltrona’ ao que consistiu numa prova inconfundível de que os jovens esperanças lusos não só possuem um enorme potencial como provarem ser possível e até aconselhável, pois fizeram-no de uma forma excelente, o 4x4x2 em losango e sem referência atacante.

Depois dessas primeiras experiências com o sucesso que se conheceu, também a Selecção Nacional AA já teve a oportunidade de experimentar esse alinhamento, utilizando como armas um meio-campo capaz de produzir e controlado por uma unidade determinante que apesar da enorme concorrência que encontrará no futuro prova ser um dos jogadores que nos próximos anos mais terá a ganhar com a transformação táctica de Portugal.

Sérgio Oliveira, que há pouco tempo quase era dado como perdido e hoje parece transfigurado como jogador, tem sido uma das sensações da época em Portugal, não só pela forma como lidera dentro e fora do campo como capitão a Selecção Nacional sub21 como pela forma como coordena o meio-campo do Paços de Ferreira, uma das surpresas do momento da época na Primeira Liga.

Se durante o Mundial 2014 ficou evidente que Portugal não tinha colectivamente uma grande equipa, actualmente a situação parece ter mudado de figura especialmente pelos médios de qualidade que se encontram à disposição da equipa nacional. Tendo em conta as características de Sérgio, outrora o ‘Menino 30 milhões’ em homenagem à cláusula de rescisão que o segurava no FC Porto aquando da assinatura do seu primeiro contrato enquanto futebolista profissional.

domingo, 16 de novembro de 2014




Oito respostas para uma boa formação - parte 2

Um dos temas mais em voga no futebol português pela sua importância tem mesmo sido a formação pela importância que esta acarreta, representando o futuro da modalidade e também a solução para os problemas criados num passado recente.

Como tal, o NOVA ACADEMIA DE TALENTOS deixa as oito principais questões, seguidas por respostas a cada uma delas, do que deverá ser necessário para que o desenvolvimento de jogadores se mantenha saudável em Portugal. Nesta segunda parte, estas são dadas por quem sabe, neste caso pelo treinador da equipa de Juvenis A da AD Oeiras, Sandro Medeiros.

1- Se trabalhamos com escalões jovens, devemos incidir com maior regularidade no aspecto técnico ou físico?

Na minha opinião é o equilíbrio de todos os factores, táctico, técnico, físico e psicológico que deve ser trabalhado. Depois no percurso do futebol jovem e nas fases sensíveis do atleta deve-se dar mais incidência a cada um dos factores.

Evidente que o técnico e o táctico devem ser valorizados, por razões óbvias, e a aproximação da aprendizagem de acordo com o jogo traz vantagens claras para o entendimento do mesmo por parte do atleta.

2- Que estratégia devemos empregar numa equipa jovem quando estamos a defender um resultado, em formação?

Os resultados são sempre importantes, quer digamos que não e defendamos o futebol formação na sua mais pura componente. Infelizmente é impossível dissociar a factor resultado. E muitas vezes essa pressão do resultado não é imposta pelo treinador mas sim pelo que o rodeia. Agora é importante que ao fazê-lo seja possível reduzir ao máximo a sua influência.

Acredito que durante a semana é possível trabalhar sem estarmos a pensar no resultado e sem queimar etapas nos jovens atletas. Depois consoante os objectivos do clube/equipa é tentar minimizar o seu efeito e tentar de uma forma justa formar todos os atletas.

3- É aconselhável mudar os jogadores de posição no decorrer dos jogos?

Penso que pelo menos até sub16 eles deveriam mudar várias vezes, quer nos treinos quer nos jogos.
Não podemos especializar atletas até esta idade e prever o seu futuro, que poderá passar apenas por uma posição. Na minha opinião os diversos estímulos de jogar em posições diferentes fazem com que o jogador evolua muito mais e tenha um maior entendimento sobre o jogo.

4- Como trabalhar com jogadores indisciplinados?

Tudo depende do enquadramento e de todos os factores situacionais. As regras internas são importantes mas também é necessário respeitar o atleta. Nem todos temos o mesmo temperamento e temos de ser muitas vezes compreensivos com o mesmo respeitando todos os atletas.

A imposição de regras, a sua explicação e aplicação de forma justa devem ser entendidas pelo grupo como algo imutável e que tem de ser cumprido, depois é aplicar as devidas sanções a quem infringe as mesmas. Para mim não existem diferenças entre os atletas, existem regras que todos cumprimos, atletas, delegados, treinadores. Por isso não podem haver excepções.

5- É aconselhável jogar com centrais muito pesados ou duros em idade de formação?

Com disse anteriormente não têm de ser centrais, possivelmente com a mudança da idade vão crescer, vão ficar com o peso mais distribuido e depois só sabem jogar como centrais. Acho que se deve especializar mais tarde.

Em relação ás características dos atletas tudo depende de onde estamos. Se pudermos escolher claro que todos escolhemos altos e rápidos mas nem sempre é assim. Se não for possível e eles tiverem características de atleta pesados ou mais lentos a equipa tem de ter uma estratégia colectiva de forma a proteger as suas características.

6- Qual o treino a imprimir para se desenvolver um futebol rápido numa equipa?

Principalmente depende das características dos atletas e do modelo de jogo a aplicar. Depois é potenciar essa característica no modelo de treino a aplicar. Treinos com mais intensidade geram sempre equipas que jogam mais rápido. Porque os estímulos dados assim o proporcionam.

7- Qual pensa ser a melhor escola do Mundo de formação de técnicos, sabendo-se que em África existe um grande atraso nesse aspecto?

Penso que é complicado dizer qual a melhor. Acredito que nós Portugueses temos a versatibilidade e a capacidade de nos adaptarmos a praticamente todos os meios e condições.  E a nossa capacidade de trabalho e fiabilidade tornam-nos a nós técnicos portugueses num produto de óptima qualidade.

8- O sonho é possível, ou seja, um jovem ser o técnico principal de uma equipa, ou a experiência neste processo é fundamental?

Tudo depende de quem gere as equipas. Há 10 anos era praticamente impossível. Hoje felizmente as coisas estão a mudar e já conseguimos identificar várias equipas com técnicos jovens á frente das equipas. Fundamentalmente esta questão irá sempre partir de quem gere os clubes e de conseguirem separar o factor idade da competência/experiência.



Inglaterra tentou resgatar Sturgeon… e defrontou-o

Fábio Sturgeon terá tido a possibilidade de representar a selecção de Inglaterra

Há alguns anos que continua a ser debatida a melhor protecção para o futebolista nacional, e ainda chegou a suscitar discussão uma possibilidade que quase ganhou contornos mais reais consistindo na hipótese de Portugal perder os préstimos de uma opção selecionável para o futuro em favor da sua congénere de Inglaterra.

Ainda assim, nunca passou de hipotética esta possível situação que poderia sucedido com o jovem Fábio Sturgeon, que há duas épocas terá sido observado de forma atenta, tendo mesmo num encontro a contar para o Nacional de Juniores disputado ante o Benfica sido seguido pelo selecionador dos sub-19 ingleses, Noel Blake.

Inglaterra procurou recorrer a um futebolista selecionável pela ascendência paterna

Ao que o NOVA ACADEMIA DE TALENTOS na altura conseguiu apurar, o técnico inglês deslocou-se a Portugal com esse duplo propósito, o de ver mais de perto as prestações de Eric Dier, na altura ainda nos Juniores do Sporting, e ainda de passar a identificar-se com as qualidades de Fábio Sturgeon, que por ser filho de cidadão inglês se mantém como uma escolha possível para a selecção dos Três Leões.

As condições para que Sturgeon possa vir a representar a equipa inglesa pareciam ganhar forma pela sua favorável evolução cujos resultados se encontravam na sua muito frequente presença nos treinos do plantel principal do Belenenses na altura, o que ofereceu a competitividade necessária para que em pouco tempo tivesse chegado em definitivo às escolhas desse mesmo conjunto dos azuis do Restelo.

Sturgeon continuou a mostrar ser um jogador de selecção, o que assim, e pelo facto de ter permanecido a título definitivo no seio de uma equipa sénior com bastante qualidade em Portugal, o jovem passou num ápice de uma situação na qual não constituía aposta para a Selecção Nacional sub-19 para uma outra bem distinta.

Nessa altura, os responsáveis pelas selecções jovens de Portugal haviam optado por outras alternativas para a sua posição de médio ou extremo, e actualmente pode mirar-se para o estatuto de sensação da Primeira Liga, gerando bastante interesse no seu concurso .

Com franqueza, no posto do jovem belenense eram conhecidas as convocatórias de futebolistas que actuavam fora do País e ainda o recurso a futebolistas naturalizados, nomeadamente provenientes da Guiné-Bissau, uma questão que foi adiando a sua chegada às selecções jovens portuguesas, o que acabou mesmo por acontecer.

Sturgeon poderia ter representado um reforço para as equipas jovens inglesas

Face ao anterior panorama de espaço reduzido para Fábio Sturgeon a solução por competir em outras esferas poderia ser mais do que uma mera possibilidade, o que poderia ter representado a curto prazo a perda de um jovem valor de nacionalidade portuguesa como Sturgeon em benefício de outra selecção como a inglesa. No fim de contas, ironia do destino, o extremo estreou-se recentemente pela Selecção Nacional sub-21 precisamente num particular disputado em Inglaterra.

Mesmo assim, no Belenenses a poderosa Inglaterra poderá conseguir resgatar um interessante ‘reforço’, muito provavelmente não para as suas selecções jovens que curiosamente se cruzarão com Portugal ainda esta época, mormente no Europeu sub-21 no qual ambas as equipas se defrontarão na primeira jornada da fase de grupos.

No entanto, quem sabe se em breve o atleta não estará no próprio Campeonato inglês visto ser pretendido pelo poderoso Liverpool na Premier League apesar de o Benfica ser apontado como o principal candidato à sua contratação, sabendo-se que quem o garantir obterá de imediato uma ‘pérola’ para o futuro.





Oito respostas para uma boa formação - parte 1

Um dos temas mais em voga no futebol português pela sua importância tem mesmo sido a formação pela importância que esta acarreta, representando o futuro da modalidade e também a solução para os problemas criados num passado recente.

Como tal, o NOVA ACADEMIA DE TALENTOS, na pessoa do seu gestor Rafael Batista Reis, deixa as sete principais questões, seguidas por respostas de carácter opinativo a cada uma delas, do que deverá ser necessário para que o desenvolvimento de jogadores se mantenha saudável em Portugal.

1- Se trabalhamos com escalões jovens, devemos incidir com maior regularidade no aspecto técnico ou físico?

Quando falamos de jogadores em idade juvenil é importante fazer uma mescla desses dois aspectos. Ainda assim, e tendo em conta que os jogadores ainda estão a aprender, acho que a prioridade deve passar pelo aspecto técnico para desenvolverem o potencial que têm, uma vez que o físico se desenvolve com maior facilidade.

2- Que estratégia devemos empregar numa equipa jovem quando estamos a defender um resultado, em formação?

Existem muitos treinadores que treinam equipas jovens que a necessitar de defender o resultado acabam por cometer o que para mim é um erro primário. Muitos optam por imitar as equipas seniores e dessa forma recuarem as linhas e jogarem com o tempo.

Não concordo com essa opção, uma vez que nada ensina a uma equipa composta por jovens. Nesse caso, considero preferível privilegiar a posse de bola e nesse sentido dar instruções aos jogadores para não correrem tantos riscos mas nunca deixarem de procurar ter a bola, gerindo a posse por toda a equipa e de preferência em terrenos mais adiantados de forma a não permitir que o adversário saia a jogar, evitando assim que este possa criar perigo.

3- É aconselhável mudar os jogadores de posição no decorrer dos jogos?

Se estivermos a falar no aspecto da formação, parece-me uma medida muito interessante para ajudar ao desenvolvimento do jogador, muitas equipas de grande dimensão o fazem e na Holanda esse é um hábito, em especial na Academia do Ajax. Se estivermos a falar de uma equipa jovem dentro do contexto do futebol sénior, considero que essa medida deve ser mais regrada uma vez que pode colocar os resultados em risco.

De qualquer forma, se a polivalência for estimulada em grande parte da equipa, o treinador irá conseguir obter mais soluções para a equipa, o que pode ser muito importante no decorrer da época.

4- Como trabalhar com jogadores indisciplinados?

Para moldar um jogador 'malandro' é preciso disciplina, mas não deve recorrer-se apenas ao castigo sob risco de o próprio jogador se desmotivar por completo. A medida mais indicada passa por conseguir formas de motivar o jogador a sentir-se importante, fazendo-o ver que pode ser parte importante da equipa e que apenas ele sai a perder com o comportamento que tem. Evidentemente que muitas vezes não se trata de uma tarefa fácil.


5- É aconselhável jogar com centrais muito pesados ou duros em idade de formação?

A posição de defesa central permite a utilização de vários tipos de jogadores. É possível jogar com sucesso com um jogador desse tipo, ainda que a questão do peso deva ser controlada, pois se o jogador tiver nitidamente um peso excessivo provavelmente irá sentir maiores dificuldades para acompanhar o adversário em velocidade e assim colocará a equipa em risco.

No que diz respeito à dureza, é muitas importante, mas não deve ser confundida com rispidez; deve antes ser vista como agressividade positiva, visto ser determinante para um central ser intenso na pressão e não permitir espaço de manobra ao atacante.

6- Qual o treino a imprimir para se desenvolver um futebol rápido numa equipa?

Para uma equipa ser capaz de praticar um futebol rápido os treinos terão de ser preparados para esse propósito. Como tal, a equipa necessita de se encontrar num excelente nível de forma e de realizar exercícios de velocidade para que estejam habituados a realizar momentos de mudança de velocidade sem com isso desequilibrar a equipa.

Outro aspecto importante é a posse de bola. Nenhuma equipa é capaz de jogar em velocidade ou transição rápida sem trabalhar ao máximo a posse de bola, desde a insistência em movimentos trabalhados para que o risco de erro seja mínimo como um treino sobre a precisão no passe para que a equipa seja capaz de colocar a bola no espaço que pretende sem ter perdas de bola que coloquem em risco a sua defesa.


7- Qual pensa ser a melhor escola do Mundo de formação de técnicos, sabendo-se que em África existe um grande atraso nesse aspecto?

É difícil dizer directamente qual a melhor escola de técnicos do Mundo, pois existem grandes treinadores em várias partes do Mundo. Pode dizer-se que os técnicos do Sul da Europa gozam hoje de um enorme prestígio pelos resultados e o trabalho que têm obtido. Neste momento, Portugal vive uma era dourada, com dezenas de treinadores espalhados pelo Mundo e grande parte deles com resultados consolidados.

No entanto, existem outras metodologias que em determinado panorama também resultam, e verificamos que os treinadores da Europa Central, com destaque para os alemães, trabalham em aspectos como o rigor e a formação de jogadores e são também capazes de realizar trabalhos de monta. Em suma, os melhores treinadores estão claramente na Europa, mas escolher qual a nação mais forte nesse aspecto não é assim tão linear.


8- O sonho é possível, ou seja, um jovem ser o técnico principal de uma equipa, ou a experiência neste processo é fundamental?

Porque não? Existem diversos casos de sucesso tanto ao nível da formação como no panorama sénior de treinadores jovens com trabalhos de sucesso, alguns mesmo modelos a seguir. Considero que tal como tudo na vida, se idade muitas vezes é realmente um posto, em todos os casos a juventude traz novidade, irreverência, e em muitos casos sem decréscimo de qualidade. Tudo depende da competência do jovem em questão e da qualidade do seu trabalho.



sexta-feira, 14 de novembro de 2014



Farense com tónico para recuperar

Para por cobro a duas derrotas consecutivas, o Farense empenhou-se a ponto de fazer o que ainda ninguém tinha conseguido ao voltar às vitórias no até então incólume terreno do Oriental, o que poderá ser visto como a oportunidade perfeita de aproveitar este tónico para recolocar a turma algarvia no trilho do sucesso, como na altura destacou o técnico Pedro Correia, que considera que “todas as vitórias surgem no momento ideal.”

“Quando perdemos, isso também não significa que tudo corre mal, e toda a estrutura sabia que nos jogos em que perdemos também apresentámos bons sinais mesmo sabendo que necessitávamos de trabalhar ainda mais e definir planos estratégicos que nos permitissem ser mais eficazes e constantes a cada jogo, e ainda estabelecer um plano defensivo,” apontou o técnico dos algarvios.

“Foi isso que fizemos perante o Oriental com excepção de uma única oportunidade na primeira parte do jogo,” recordou o técnico. A eficácia demonstrada pelos seus comandados alegrou o treinador.

Nesse momento de alegria, Pedro Correia destacou que “ter posse de bola é muito bonito, nós também a tivemos contra o Santa Clara, perante quem tivemos 80% de posse e 15 remates, mas é necessário ser eficaz e foi isso que fomos contra o Oriental, pelo que merecemos completamente a vitória.”

Algumas semanas mais tarde, verifica-se que o clube de Faro encontra-se precisamente a meio da tabela, em 12º lugar, cinco pontos acima da zona de descida e a oito pontos dos lugares de subida, não estando a praticar o seu melhor futebol e sem vencer desde há algumas semanas a esta parte. Razão para preocupar os adeptos do histórico emblema do Sul do País?

quinta-feira, 13 de novembro de 2014




Barcelona - mudança de uma era?

Anos depois de algum de tempo de domínio em Espanha e em termos internacionais, parece mesmo desde a época passada o declínio da extraordinária geração que vem liderando o Barcelona começou a ter lugar, constatando-se agora com maior incisão em La Liga embora já tenha sido palpável no ano passado pela forma como o título foi perdido, e logo em Camp Nou, para o Atlético de Madrid, assim como na Liga dos Campeões tem sido visível a falta de pujança da equipa nas fases mais adiantadas.

Parece faltar intensidade de jogo a uma equipa que não consegue fazer uso do famigerado ‘tiki taka’ da forma como o fez no passado, não conseguindo suportar o estilo de jogo mais físico e menos purista dos restantes rivais, principalmente em competições como a Liga dos Campeões.

Como o tiki taka parece ter-se tornado numa espécie de ‘tiki…taka’, a solução passou por alterar de alguma forma alterar o paradigma e passar a apostar-se em jogadores diferentes como Luis Suarez, um jogador imprevisível para o melhor e o pior mas indubitavelmente um jogador de enorme qualidade.

Equipas de formação do Barça não apresentam a competitividade habitual

Tanto ou mais preocupante do que essa falta de competitividade nas grandes decisões são também os problemas que começaram também a surgir na ‘galinha dos ovos de ouro’ do Barça, a sua formação, primeiramente com a proibição de inscrever jogadores de que foi alvo após a FIFA ter considerado ilegais as inscrições e utilizações de vários talentos provenientes de África que possui e depois por começar a perspectivar-se alguma perda de qualidade nas equipas jovens.

Depois de vencer a Liga dos Campeões ao nível dos Juniores ao levar de vencida o Benfica na final numa prestação na qual não consentiu qualquer derrota, a actual geração parece claramente mais fraca, estando neste momento posicionada num lugar que nem sequer lhe possibilita o apuramento para os oitavos-de-final após uma derrota no terreno do Ajax no seguimento de duas prestações cinzentas nos empates frente ao mesmo conjunto holandês e ainda antes na visita ao PSG.

Porém, não deve esquecer-se que em duas épocas de Youth League o Barça apenas foi derrotado por uma ocasião, precisamente nesse encontro ante o Ajax, e o talento futuro parece estar assegurado. Mas talvez não para já, como se percebe em todos os sectores da equipa principal actual começando pela baliza na qual a sucessão a Victor Valdés ainda não parece ter sido completamente resolvida.

É certo que no início da época chegou o chileno Claudio Bravo, que teve um início de época sensacional, mas não parece ser um guardião a longo prazo para o clube como será aquele que tem sido o seu habitual suplente, que até tem tido oportunidades em competições de alto nível como a Champions, Marc-André Ter Stegen, que parece deter todas as condições para assegurar a baliza catalã na próxima década.

Juntar uma unidade mais fixa no ataque a Messi poderia solucionar alguns problemas

Hoje em dia é impossível pensar na reedição daquele meio-campo que apaixonou os adeptos do futebol, liderado por Xavi Hernandez e Andrés Iniesta face ao menor rendimento do primeiro, o que obriga o segundo a emancipar-se, ganhando uma projecção superior que foi também colmatada com a contratação do croata Ivan Rakitic.

Para além das diferenças a meio-campo, também Lionel Messi parece um jogador diferente, menos talhado para jogar em solitário na frente de ataque como nos últimos anos mas mais colectivista e capaz de rubricar assistências, começando a pedir um companheiro de ataque mais posicional para que possa entrar nas suas costas. É certo que a experiência com Zlatan Ibrahimovic falhou redondamente, mas a parceria com Gonzalo Higuaín na selecção da Argentina resulta na perfeição…

Contas feitas, ninguém pode apontar a este Barça um problema de falta de experiência internacional; pode sim considerar-se que faltam soluções em quantidade. Ainda assim, quando a transição de nomes e de estilo estiver concluída, os ’blaugrana’ continuarão temíveis, ou não tivessem certezas com muitos anos pela frente como Neymar, Jordi Alba, Sandro Ramírez, Gerard Deulofeu, Adama Traoré, Elohor Godswill ou Munir El Haddadi.







André Gomes conseguiu desenvolver-se como jogador e tornar-se em definitivo no chamado ‘jogador feito’, detendo ainda como vantagem a sua juventude e um carácter calmo e tranquilo que sempre contribuem para um bom balneário, o que a aliar à boa imprensa que já merece pelo que vem conseguindo lhe poderão valer uma presença a longo prazo entre os eleitos para representar Portugal, representando um excelente exemplo de potencial em crescimento.

Apesar de o Benfica possuir neste momento uma equipa altamente competitiva e liderar a Primeira Liga numa altura em que na época passada ainda não o fazia, desportivamente é difícil considerar que os encarnados tenham saído beneficiados com a partida do português, actualmente mais maduro e consistente futebolisticamente do que várias unidades que neste momento fazem parte do plantel, ainda que alguns sejam já detentores de algum nome no panorama internacional.

15 milhões acabam por ser um interessantíssimo encaixe, ainda quando o jogador nem era titular

Mais: parece absolutamente preparado para ser protagonista numa nova geração que procurará suceder a eras como as de 66, a ‘Geração de Ouro’ ou o último grupo que conseguiu boas prestações em Mundiais e Europeus.

Todavia, no que diz respeito à venda propriamente dita, terá sempre de se considerar positiva uma vez que não são muitos os jogadores portugueses a gerar uma transferência de 15 milhões de euros, sendo praticamente um caso único isso ter sucedido com um atleta que nem sequer surgia frequentemente como primeira escolha.

Entre as saídas verificadas no Benfica na última época, dois acabam por suscitar algum lamento pelo facto de terem deixado a sensação de que o seu potencial poderia ser ainda mais explorado - Lazar Markovic e André Gomes, que em ambos os casos acabaram por partir face às mais-valias financeiras.

No caso do luso, mesmo que ainda jovem, poderia encontrar-se neste momento como uma peça importante na Luz. Hipoteticamente, a adaptação de Andreas Samaris a uma nova realidade, e posição,  poderia ser bastante mais facilitada, pois poderia, pelo menos, dividir a utilização com esta estrela emergente do futebol português. Acaba Nuno Espírito Santo por sair a ganhar.


quarta-feira, 12 de novembro de 2014



Alemanha, o motor do futebol no feminino

Se se tivesse de eleger um local para centralizar o futebol actual, muito provavelmente se teria de o fazer com a Alemanha, ou não fosse esse o país no qual se situa o actual campeão do Mundo de selecções masculino e uma das mais poderosas Ligas internacionais, a Bundesliga, mas também o outro lado do futebol e não menos interessante, a modalidade praticada pelo sexo feminino, ainda que neste momento até nem seja a equipa alemã a detentora do ceptro mundial.

Apesar de a campeã mundial em título ser o Japão, não restam dúvidas sobre quem domina o futebol entre as senhoras com uma selecçãp que já conquistou praticamente todos os títulos possíveis e ainda com um extremo poderio ao nível de clubes com a mais competitiva Liga mundial, a Frau Bundesliga, e um domínio bastante evidente ao nível da Liga dos Campeões, onde todas as equipas germânicas presentes se tornam de imediato sérias candidatas ao título.

Enquanto em Portugal continua bem longe o dia em que o futebol feminino deixe o amadorismo, a realidade é bem diferente em terras alemãs. Não causa por isso estranheza o facto de as campeãs europeias se encontrarem no Wolfsburg, a equipa que tem vindo a dominar no panorama germânico embora existam mais três candidatos ao título.

Alemanha é a referência europeia em termos de clubes e selecções no panorama feminino

Os títulos demonstram a categoria deste grupo, destacando-se no plantel a sua guarda-redes, uma das melhores a nível mundial, Almuth Schult, de 23 anos, no centro do terreno aquela que será a principal candidata à Bola de Ouro junto a Cristiano Ronaldo, a capitã de equipa Nadine Kessler, de 26 anos e a jovem promessa Lina Magull, de 20 anos.

Na frente de ataque encontra-se ainda a veterana Martina Muller, de 34 anos - todas estas jogadoras consistem em opções regulares para a selecção alemã, com excepção desta última que já o fez até 2012, e com tremendo sucesso, conquistando dois títulos mundiais consecutivos.

Para competir com as detentoras do ceptro europeu pela Bundesliga ainda existe o Frankfurt, onde se encontram outras estrelas femininas como a criativa Dzsenifer Marozsán, de 22 anos, que forma um meio-campo de luxo com Simone Laudehr, de 28 anos, apoiando a atacante Celia Mbabi-Sasic, de 26 anos - novamente, três habituais da poderosíssima selecção alemã.

Junta-se à contenda com Wolfsburg e Frankfurt o Turbine Potsdam, onde pontifica a jovem médio ofensiva Pauline-Marie Bremer, de 18 anos, recentemente coroada campeã mundial sub-20, e um mais recente chegado a estas lides mas por outro lado dotado de orçamento e plantel muito vastos, o Bayern de Munique.

São muitos os exemplos de qualidade na Frau Bundesliga alemã

Pretendendo dominar o panorama futebolístico alemão não só em termos masculinos como também femininos, bastando olhar com atenção o elenco de atletas que possui ao seu dispor, no gigante bávaro alinham craques em todos os sectores, começando pela baliza, onde se encontra a finlandesa Tinja-Rikka Korpela, de 28 anos.

A qualidade do Bayern feminino vai passando também pela intermediária, onde se podem encontrar a jovem Ricarda Walkling, extremo de 17 anos, e a fundamental dupla de Melanies no centro do terreno que tem também lugar reservado na selecção, composta por Leopolz, de 20 anos, e a mais experiente Behringer, de 28 anos.

Finalmente, na linha ofensiva quem brilha é a holandesa Vivianne Miedema, de 18 anos, como ponta-de-lança. Quanto às restantes concorrentes no primeiro escalão, tratam-se de equipas de muita competência que apresentam um nível que faria com que um emblema de média dimensão fosse capaz de chegar muito longe na Champions caso tivesse a possibilidade de a disputar.

Tal atesta a superioridade da competição doméstica germânica em comparação com as restantes. Poderia ser esse o caso do Freiburg, onde alinha a jovem goleadora Lena Petermann, de 20 anos, mas existem mais exemplos de qualidade que demonstram que o futebol de qualidade não é apenas para homens de ‘barba rija’.

terça-feira, 11 de novembro de 2014


Até há pouco tempo visto em Portugal como um perfeito desconhecido, Jorginho encontra-se ao serviço do Manchester City há já duas épocas no seguimento de um percurso acidentado que o levou a viajar por quatro vezes até Lisboa para em todos os casos regressar sem sucesso ao país do qual é natural, a Guiné-Bissau, o que equivale a dizer que... nunca disputou competições oficiais no país que agora representa.

O jovem de 18 anos que se encontrou integrado na equipa das Quinas a brilhar na Hungria chegou mesmo a representar no passado a Guiné como o mais jovem jogador da equipa no escalão sub-17 a competir nos Jogos da CPLP realizados em Moçambique viajando em seguida para Valência, onde trabalhou durante algumas semanas.

Falhado o acordo com o clube espanhol, o extremo disputou o Campeonato Nacional Juvenil guineense e passou a prestar provas na Academia do Sporting durante dois meses sem que também fosse convidado a assinar, o que o obrigou a regressar pela última vez até à Guiné, de onde saiu directamente para o City, que o recrutou na Academy Vital do seu país natal na qual deu início à sua carreira.

 Nesse momento Jorge Fernando Barbosa Intima, conhecido pelos companheiros como Jorginho ou também Jo, desde logo convenceu os responsáveis ingleses pela polivalência que lhe permite actuar como extremo direito, a posição que ocupa ao serviço da Selecção sub-19, mas também no flanco contrário ou na posição 10 e a assinalável veia goleadora, passando desde logo a figurar em jogos oficiais nas camadas jovens dos ‘citizen’, rubricando na altura um contrato de formação.

O sucesso em Inglaterra voltou a cativar atenções em Portugal, onde o Benfica procurou na época passada garantir o concurso do jogador, não conseguindo os seus intentos face a um desacordo com o seu representante, mantendo-se assim no gigante inglês que o vislumbra como uma aposta para o futuro da sua primeira equipa nos próximos anos, tirando proveito das oportunidades que lhe foram dadas para ganhar o tão desejado ‘bilhete’ para o Europeu.

Que clubes representaste na Guiné?

Estava na Academy Vital, é uma academia de futebol na Guiné, onde joguei o campeonato júnior e juvenil, e daí saí para Portugal.

Para o Sporting, não foi?
Jorginho: Sim, mas só para treinar.

Foi o único clube onde jogaste em Portugal?

Jorginho: Sim.

Do Sporting é que depois passaste para o Valencia?

Jorginho: Não, fui para o Valencia e depois voltei para a Guiné, e daí o Sporting foi procurar-me lá.

Acabaste por assinar pelo Manchester City, onde chamaste a atenção dos responsáveis federativos, e acabaste por ser chamado à Selecção Nacional para disputar o Europeu sub-19. Parabéns pela titularidade, já merecias pelo trabalho que desenvolveste. Estavas preparado para essa oportunidade?

Jorginho: Obrigado amigo. Sim, trabalho sempre para jogar.

Passando a outro assunto, o que sucedeu depois de acabar o Euro? Como foi o regresso ao City? Chegaste a trabalhar na equipa de reservas?

Jorginho: Foi bom. Sim, joguei lá na pré-época, é a equipa sub-21.

Muito bom. A seguir só falta a primeira equipa, estás no bom caminho, é também conhecido que Patrick Vieira é um grande apreciador da tua forma de jogar…

Jorginho: Sim, sei disso, é muito bom.

Claro, sempre bom. Face a tudo isso, não recebeste propostas para a próxima época para ser emprestado, por exemplo? Não seria de admirar, sendo este o teu primeiro ano de sénior será natural que muitas equipas perguntem por ti.

Jorginho: Não, ainda não, não pensei muito nisso… Achas mesmo?

Certamente, ainda para mais depois de te teres valorizado no Europeu, assim como os teus colegas. Muitos portugueses ficaram junto à TV para vos ver

Jorginho: A sério? Muito obrigado pelo apoio.

Actualmente como corre a época no City? Tens jogado?

Jorginho: Correm bem, mas infelizmente ainda estou lesionado.

Ainda não cumpriste nenhum jogo oficial na equipa sub-21?

Jorginho: Sim, foi precisamente no primeiro jogo que me lesionei.

Para jogares numa etapa tão avançada do City suponho que tenhas assinado contrato profissional, certo? Apesar da lesão, chegaste a ser contactado pela Federação para fazer parte deste estágio da Selecção Nacional sub-20?

Jorginho: Sim, assinei contrato profissional. É verdade, e chamaram-me, mas não posso ir porque estou tocado e o nosso médico não autorizou que fosse.


Bernard, a revelação que já não surpreende

Parece uma vez mais estar a provar-se o sentido de oportunidade e o muito bom trabalho que o Vitória de Guimarães tem realizado em dois diferentes departamentos que neste caso conheceram um extraordinário cruzamento – a estreita ligação entre as equipas A e B e ainda a prospecção nas divisões inferiores e a nível internacional, o que resultou na descoberta de Bernard.

Completamente desconhecido no seu país, o Gana, há duas épocas o Vitória detectou e desde logo avançou para a contratação de Bernard Mensah Oliver no Feyenoord Fetteh, academia ligada ao histórico clube holandês que acabou por produzir aquele que neste momento é tido como a mais cintilante promessa vitoriana ao invés de como seria expectável vê-lo partir rumo a Roterdão.

Percebe-se pela admiração que suscita junto dos adeptos e dirigentes do clube minhoto, bem conhecedores das capacidades e potencial desta jóia africana, que no D.Afonso Henriques existe mesmo craque. Como tal, e depois de se impor de imediato nos Juniores vimaranenses e principalmente de uma pré-temporada de pleno sucesso na qual apontou um golo do meio-campo que o tornou falado, Bernard recebe o apoio mas não a surpresa de quem já bem o conhece apesar dos seus tenros 19 anos.

O ganês tem-no provado a cada jogo e em especial na excelente entrada em competição ao ter nas primeiras duas rondas na Primeira Liga nas quais se colocou mesmo no topo da lista de melhores marcadores da competição, com três tentos apontados, dois deles em casa perante o Penafiel, prometendo mesmo não ficar por aqui.

Na altura, embora parco em palavras, Bernard declarou junto ao NOVA ACADEMIA DE TALENTOS que "é muito bom estar na liderança dos marcadores da Primeira Liga, mas não é fácil," remetendo ao trabalho tudo o que tem vindo a conseguir esta temporada.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014



FC Porto teve em Tozé uma das unidades de maior rendimento nos Juniores

Nas últimas épocas ao nível do Nacional de Juniores têm vindo a exibir-se vários valores de qualidade na Zona Norte, prova que tem realçou em anos recentes o talento do criativo Tozé, cujo rendimento individual foi muito bom, contabilizando no último campeonato júnior que disputou um total de 20 jogos disputados e um registo de 9 golos, ao mesmo tempo que na Seleçção Nacional sub-19 se apresentava já como um indiscutível ao somar 6 jogos nos quais conseguiu 3 golos.

O sucesso actual de Tozé aos 18 anos surgia na continuidade de uma carreira cujo início se desenrolou quando apenas somava 5 anos e começou a jogar no clube da sua terra natal, o Forjães SC, do qual se despediu directamente para o FC Porto em idade sub-14 após ter concluído o Torneio Inter Associações Dr.Macedo Vieira, prova que decorreu na Póvoa de Varzim em Dezembro de 2006.

Com a continuidade no clube ainda incerta, o jogador motivava já algum interesse
Revelado nessa competição, António José Pinheiro de Carvalho suscitava na altura convites do Vitória de Guimarães e do Sporting de Braga, clubes que lhe ofereciam a entrada directa nos seus plantéis, e ainda Benfica e Sporting, ainda que apenas para treinos experimentais, tendo o atleta conhecido pela reduzida estatura mas também pelo toque de bola e capacidade de passe optado pelo dragão, onde permaneceu até ao início desta época.

Depois de não ter recebido qualquer convite para sair do FC Porto, Tozé permaneceu nos Juniores azuis-e-brancos, no qual não possuía qualquer ligação, seja profissional ou de formação, até aos últimos dias da época, altura essa na qual finalmente rubricou contrato, o que motivou o aparecimento de clubes atentos a essa situação ainda que não sejam conhecidas as identidades dos emblemas interessados no jogador que desde o início da sua carreira também chegou a jogar como extremo.

Disponível para jogar tanto no pela direita como na esquerda, lugares que cumpriu ao serviço do Forjães, dado que no FC Porto sempre competiu como médio, tanto em zonas de transição, interior ou médio ofensivo, Tozé sempre mostrou ser dotado do talento necessário para permanecer no Dragão, onde se sagrou campeão nacional de Juniores como sub-18. 

Suscitou depois o seu futuro alguma curiosidade pelo facto de o jovem atleta se ter tratado no ano seguinte de uma das pedras influentes dos sub-19 azuis-e-brancos, mas o pequeno criativo acabaria por ficar, tornando-se na grande estrela do FC Porto B, onde se destacou pela quantidade de golos marcados, ainda mais reforçada pelo facto de nem sequer consistir numa unidade de área, pelo que a Segunda Liga desde logo se mostrou muito curta para o seu talento e ambição.

Empréstimo ao Estoril torna claro que merece um lugar na equipa principal do FC Porto

Sem espaço no plantel do FC Porto, Tozé, actualmente com 21 anos, acabou por protagonizar uma transferência invulgar que o conduziu a um empréstimo de duas épocas ao Estoril que ainda assim teve direito a assegurar 35% do seu passe, um negócio que até ao momento tem sido brilhante para o clube da Linha ao ostentar agora o jovem jogador como uma das suas grandes figuras. Mais, atingiu um nível de maturação mais do que suficiente para regressar, e pela porta grande, ao Dragão.

Esse eventual retorno ao FC Porto deve ainda reforçar-se pela importância que tem patenteado também na Selecção Nacional sub-21, na qual faz parte de um grupo de grande categoria dividido entre as fantásticas gerações de 93 e 94, que deixam de fora jogadores que num passado recente pareciam crescer no âmbito das Selecções Nacionais jovens, como Alberto Aladje, ou os melhores de 95 como Rony Lopes, sem esquecero prodígio Rúben Neves, nascido em...1997. O percurso ascendente de Tozé não engana.


Para além das equipas portuguesas, outros conjuntos merecem a atenção do público na UEFA Youth League, em especial o Real Madrid pela geração de qualidade que apresenta e que promete chegar ainda mais longe do que na última época na qual atingiu as meias-finais, fase na qual o gigante espanhol foi afastado pelo Benfica.

Na recepção a um rival de valia como o Liverpool, com o qual haviam perdido duas semanas antes, os merengues não facilitaram, vencendo por quatro bolas a uma muito devido à prestação de um valor promissor a ter em atenção num futuro não muito distante, o extremo esquerdo Cristian Cedrés, de 18 anos, que contribuiu com um golo e duas assistências para o resultado final.

UEFA Youth League - Grupo B - 4ª Jornada
Real Madrid 4-1 Liverpool
Estadio Alfredo di Stéfano - Madrid

REAL MADRID
David Oliveros
Álvaro Tejero ©
Javier Sanchez
Philipp Lienhart
Luis ‘Luismi’ Quesada
Aleix Febás
(Francisco ‘Fran’ Montavez, 81)
Gonzalo Merchán
(Sergio Molina ‘Moli’, 53)
Jack Harper
Jean Carlos
(José Carlos Lazo, int.)
Cristian Cedrés
Borja Mayoral
Suplentes não Utilizados: Marcos Lavín, Sergio Regui, Daniel ‘Dani’ Fernandez e Miguel García ‘Garci’
Treinador: Luis Ramis

LIVERPOOL
Ryan Fulton
Corey Whelan
(Trent Arnold, 81)
Dan Cleary
Tom Brwitt
Joe Maguire
Jordan Rossiter
Alex O’Hanlon
(Sergi Canós, 81)
Harry Wilson
Ryan Kent
Jerome Sinclair
(Sheyi Ojo, 69)
Cameron Brannagan
Suplentes não Utilizados: Andrew Firth, Herbie Kane, William Marsh, Yan Dhanda
Treinador: Neil Critchley


Disciplina: Dan Cleary (61), Jordan Rossiter (78), Joe Maguire (84) e Harry Wilson (89)
Marcadores: Cristian Cedrés (7), Joe Maguire (72, ag), Borja Mayoral (78) e Jose Carlos Lazo (87); Cameron Brannagan (39)


Benfica começou a limar as qualidades do atacante Deyverson

Um dos nomes mais comentados, pelas mais diversas razões, no momento, depois de ter passado pela equipa do Benfica B tem sido Deyverson, que há duas épocas se tratou de uma das mais recentes novidades a marcar posição nessa equipa ao ter sido apenas inscrito na Liga de Clubes já no derradeiro dia para registo de atletas nesse defeso e surpreendeu pelo facto de ser proveniente de um mais remoto futebol, tendo sido recrutado nas divisões inferiores do Rio de Janeiro.

Ao ter sido recrutado no período de transferências de Verão em 2012 e posteriormente colocado em acção, o atacante começou por tornar conhecidos os seus atributos técnicos e pessoais, começando a deixar sinais de uma opção interessante em termos futuros e a possibilidade de tornar o seu nome conhecido no futebol europeu caso a sua evolução fosse a melhor.

Jovem atacante tem-se ambientado ao panorama desportivo português

Deyverson Brum Silva Acosta acabou por ser importante em algumas jornadas da Segunda Liga ao ter apontado o tento que resultou na igualdade da segunda equipa encarnada contra o Portimonense, comprovando a bem conhecida existência de potencial na sua nação, o Brasil, na qual conhecia uma situação de semiprofissionalismo mas ainda assim mostrava já que terá sido conhecido o nascimento de um valor a ter em conta no panorama luso.

Com apenas 21 anos o jogador começava a encontrar com crescente naturalidade as competições profissionais em Portugal depois de ter deixado a sua cidade natal, Santa Margarida, pertencente ao estado do Rio de Janeiro e no qual se exibia como uma das unidades mais promissoras das divisões inferiores do Campeonato Carioca, mais precisamente o terceiro escalão, a Série C, acabando por conhecer um enorme salto competitivo ao passar a alinhar na Segunda Liga lusa.

Apesar de suscitar discussão, Deyverson surpreendeu ao serviço das águias, que não o esqueceram

Depois de ter concluído a terceira divisão da competição regional carioca com a eliminação na terceira fase, Deyverson Silva partiu com destino a Portugal para desde logo dividir opiniões entre os adeptos do Benfica, conhecendo a partir de boa parte da massa adepta muita desconfiança e mesmo um rol de críticas em relação à sua utilidade e valor desportivo para um clube com as exigências dos encarnados.

Ainda assim, esse negativismo não se parece aplicar aos responsáveis técnicos do clube, que acreditaram ter em mãos uma boa surpresa no jogador também conhecido por Deyvinho, que continuou a integrar-se na equipa até ao momento em que ambas as partes optaram pela saída para que pudesse jogar com maior regularidade.

A opção passou por desvincular-se para assinar pelo Belenenses, ainda assim coberto por uma cláusula de recompra que permite aos encarnados recuperá-lo por apenas 200 mil euros. Tendo em conta o que tem conseguido nesta temporada ao colocar-se entre os goleadores máximos da Liga como uma das grandes figuras dos azuis do Restelo, essa verba começa a parecer um ‘achado’, tornando cada vez mais provável o salto para o brasileiro de 23 anos, quem sabe, já na próxima época.

domingo, 9 de novembro de 2014



Bento é lição a seguir para Santos

Leva para já um mês a era Fernando Santos na Selecção Nacional, com os méritos de uma reabilitação não apenas exibicional mas também ao nível dos resultados no seguimento do final da liderança de Paulo Bento que não terminou da melhor forma devido a um Mundial de má memória face ao resultado final e a duvidosa preparação da equipa tanto psíquica como fisicamente.

Esse será, aliás, o primeiro aspecto a ter em conta para Santos de forma a conseguir levar Portugal até ao sucesso - nunca descurar a moralização das suas ‘tropas’ que terão necessariamente de ser aqueles que no momento estiverem melhor preparados em termos físicos.

O segundo passará mesmo por fazer ‘orelhas moucas’ aos inúmeros ‘treinadores de bancada’ portugueses que certame após certamente pedem obrigatoriamente títulos sem que a equipa em grande parte das ocasiões justifique tamanhas expectativas.

Apesar de as soluções já terem sido mais alargadas, Portugal conta com muitos jogadores de qualidade

É certo que o futebol português tem crescido exponencialmente ao nível das Selecções desde os anos 60, altura em que emergiram grandes seleccionadores como Otto Glória e outros que se lhe seguiram, ou os anos 80 nos quais Portugal conseguiu poucos resultados mas praticava um futebol elogiado pelo cariz eminentemente ofensivo.

Em pleno Século XXI Fernando Santos tem a oportunidade de fazer melhor do que todos aqueles que o antecederam, mas sempre etapa por etapa e sem pressões acrescidas até porque muito embora o leque de escolhas para a equipa já tenha sido bem maior certo é que a qualidade da juventude que prepara a transição garante um futuro bem risonho pelo menos para os próximos dez/quinze anos para Portugal.

Para que tal aconteça, o seleccionador nacional terá em atenção alguns dos erros cometidos pelo seu antecessor, que não abdicava, ou raramente o fazia, do seu meio-campo composto por Miguel Veloso, Raúl Meireles e João Moutinho o que foi tornando a estratégia portuguesa altamente previsível. Para já com Santos ao comando apenas o último merece a sua confiança, como titular mas também entre os convocados.

Santos evitará repetir os erros cometidos por Paulo Bento e a equipa no Mundial 2014

A lógica tornava de alguma forma fácil adivinhar quais seriam os escolhidos de Paulo Bento - outra situação da qual Fernando Santos deve fugir como ‘o Diabo da cruz’, promovendo precisamente o oposto, tornar impossível prever quais serão as suas escolhas ao apostar nos futebolistas que mais garantias ofereçam no momento e não aqueles que conquistaram algum capital de confiança no passado, até porque os resultados dessa opção foram bem visíveis…

Acima de tudo, Portugal deve apostar no talento, não temendo incluir nas suas convocatórias jogadores erráticos mas definitivamente explosivos como Ricardo Quaresma, sobre quem o anterior seleccionador afirmou por altura da convocatória para o Mundial 2014 que “se o tivesse tirado da lista de 30 jogadores ainda teria sido mais criticado,” não se apercebendo do erro que cometeria ao deixar o extremo de fora das suas contas.

Parece garantido que Quaresma incorreu no chamado ‘pecado da ira’ e por esse motivo terá sido esquecido por Paulo Bento. Por seu turno, Fernando Santos não o esqueceu e em dois jogos disputados recebeu em troca um golo e uma assistência para um golo decisivo. Parece valer a pena não repetir erros passados…



Há pouco mais de um ano Raphael Guerreiro efectuava a sua estreia absoluta nas Selecções Nacionais pela equipa sub-21 frente à Suécia, Curiosamente, este adversário reencontrará a equipa nacional no Europeu, onde o esquerdino terá o seu lugar reservado. Antes disso, foi pré-selecionado por Paulo Bento para viajar para o Brasil a fim de disputar o Mundial, acabando por não caber na lista final de 23, pelo que assistiu à competição pela TV. Nada que tivesse desanimado Raphael Guerreiro, que continuou a trabalhar mais forte ainda para que possa vir a estar presente no Euro 2016.
Esta temporada 2014/15 tem sido a confirmação do lateral, que agora vê premiado o seu esforço com a chamada à selecção principal. Antes disso, o jovem atleta concedeu uma entrevista ao blog Selecção.fr, que concedeu em cortesia a mesma em exclusivo ao NOVA ACADEMIA DE TALENTOS:
Foi eleito com apenas 19 anos como melhor lateral-esquerdo da Ligue 2 pelo FNUAP, mas também o melhor jogador em 2012/13 no Caen e no Lorient em 2013/14. Depois disso, Christian Gourcuff disse que poderia tornar-se num grande jogador. Concorda com ele?
Raphael Guerreiro: Acho que um monte de jogadores são talentosos e são elegíveis para se tornarem grandes jogadores. Cabe a mim dar-me os meios para chegar lá e para isso trabalho duro todos os dias, dirigindo isso para os jogos. Este é o objetivo de qualquer jogador, tornar-se um grande jogador, e é o meu também. Vou tentar evoluir ao máximo e espero chegar lá um dia...
Gourcuff é muito respeitado em França, deu muita importância aos jovens durante a sua passagem pelo Lorient, infelizmente para si apenas jogou um ano sob suas ordens. Teria gostado de estar ainda um pouco com ele?
Raphael Guerreiro: Tive um ano muito bom com Gourcuff, agora há um novo treinador no lugar que trabalhou com Gourcuff e tem boas habilidades apesar de sua falta de experiência na Ligue 1, mas acompanhou-o, tem o mesmo modo de pensar e uma filosofia bastante semelhante e tudo é estabelecido de modo a que ambos tenham lados positivos um sobre o outro. Dava-me bem com Christian Gourcuff e também oiço bons conselhos de Sylvain Ripoli.
Jordan Ayew é o novo atacante da equipa, o que acha desse jogador?
Raphael Guerreiro: Acho que é um jogador muito bom e já provou que está a treinar como combinar o nosso jogo com o seu talento, mas não tive nenhuma dúvida. Muitas pessoas criticam-no fora do futebol, enquanto que eu, pessoalmente, não tenho nenhum problema com ele ou outro jogador, mas ao nível de futebol é um grande jogador. O resto é passado, mesmo que eu não necessariamente saiba muito bem o que se passou, estou feliz que ele esteja no clube.
O seu nome ‘Guerreiro’ significa ‘lutador‘, tem essa mentalidade no relvado?
Raphael Guerreiro: É verdade que no campo tento dar o máximo para que seja sim, acho que tenho essa mentalidade, tenho uma mente de combater e faço tudo pela minha equipa.
Sente-se tentado em um dia jogar no Campeonato Português?
Raphael Guereiro: Sim, estou tentado, mas antes quero ficar na Ligue 1, estou bem no FC Lorient mas é verdade que gostaria de pelo menos tentar conhecer a Liga Portuguesa para descobrir um novo estilo de jogo.
E sobre a equipa para a que sempre iria, tem uma escolha?
Raphael Guerreiro: O Benfica!
Jogar no Real Madrid é o seu sonho. Será que é porque existe Cristiano Ronaldo na equipa ou apenas porque é uma equipa que admira há muito tempo? "
Raphael Guerreiro: Não, não é a única razão, se é verdade que Cristiano Ronaldo é o meu jogador favorito, também amo este clube desde que era pequeno e particularmente adoro a sua história. Depois disso, o facto de haver muitos portugueses favorece um pouco a admiração por essa equipa, mas fora isso realmente é mesmo o clube de que gosto.
Pensei que era Coentrão o seu jogador favorito (risos)…
Raphael Guerreiro: Houve um tempo em que era, mas de resto Cristiano Ronaldo é Cristiano Ronaldo, é um herói nacional e acho que todos os portugueses estão comigo (risos).
Um dia recebeu uma convocatória para esperar por duas grandes nações do futebol, França e Portugal. Parecia ter feito a sua escolha, mas depois de algum tempo escolheu Portugal. O que o fez mudar de ideias?
Raphael Guerreiro: Sim, recebi a chamada destas duas grandes nações, mas não quis nenhum dos dois. Durante a semana tivemos um jogo e com um atraso significativo do Caen o treinador não me deixou ir, então não tive de fazer escolhas porque na próxima vez tive nova oportunidade de ir para a Selecção e a escolha foi simples, foi Portugal que queria representar.
E porque escolheu Portugal e não a França?
Raphael Guerreiro: Porque queria representar o país do meu pai, que é Portugal, mas também porque quando era pequeno muitas vezes estava a ir de férias para lá, amo este país.
Lembra-se da sua primeira internacionalização com a equipa de Portugal? Acredito que se tenha emocionado durante o hino…
Raphael Guerreiro: Sim, lembro-me, foi contra a Suécia. Foi um orgulho enorme. Era algo muito forte, porque ainda é o meu país e sua história. Cantar este hino é realmente algo forte. Houve muita emoção, e até mesmo os meus pais notaram que tinha lágrimas nos meus olhos enquanto estava a cantar, mesmo a minha mãe, que é francesa, se emocionou. Só de olhar dá calafrios, mas, em seguida, o hino é verdadeiramente excepcional.
O que são para si os companheiros de equipa na equipa sub-21 da qual faz parte e qual a maior impressão que tem deles?
Raphael Guerreiro: Adoro a forma de jogar de Rafa, é muito forte, e William Carvalho, ambos, então, costumam fazer parte da selecção principal em Portugal, mas é verdade que William Carvalho então é um monstro (risos).
Vocês foram pré-selecionados por Paulo Bento para o Mundial 2014 com apenas 20 anos, mas infelizmente o Raphael não se manteve na lista final de 23 jogadores. No primeiro jogo contra a Alemanha, Fábio Coentrão está gravemente lesionado e perde o resto da competição, Bento precisou de recuar Veloso enquanto essa não é a a sua posição preferida. Acha que Bento cometeu um erro ao não o incluir na equipa?
Raphael Guerreiro: Não, não cometeu qualquer erro ao afastar-me, acho que tinha o seu grupo de jogadores já na sua liderança, depois de ter tomado outra posição para lateral esquerdo para além de Coentrão poderia ter sido bom para ele e para a equipa mas hey, mesmo tendo deixado um lateral extra para trás, ainda havia Antunes do Malaga, que estavam a jogar e tinham um monte de internacionalizações a mais do que eu e portanto, mais experiência.
Foi muitas vezes comparado a Fábio Coentrão - não é lisonjeiro o suficiente para si?
Raphael Guerreiro: Definitivamente, quando se vê onde se está hoje, isso só pode ser lisonjeiro para mim, e ainda acho que no futuro Coentrão pode ser ainda melhor, de qualquer forma ele tem o talento necessário para isso.
Tem a sua chance de disputar o Euro 2016?
Raphael Guerreiro: Honestamente, sim, realmente acho que tenho uma chance de ser selecionado para o Euro 2016, mas isso vai primeiro passar pelas seleções neste ano ou no próximo ano, de qualificação e amigáveis. Depois repito, o trabalho vai ser a chave para o sucesso, por isso, para que o consiga será difícil. Em todo o caso, vou fazer de tudo para chegar lá, e é claro que esse é o meu objectivo.
Hoje, ao olhar para o que é a equipa de Portugal, o Raphael é um torcedor como nós ou consegue dar um passo atrás e não se comprometer?
Raphael Guerreiro: Sim, sem rodeios - vibro como toda a gente quando os vejo jogar desde que era pequeno que apoio esta equipa, por isso é verdade que, assim que os vejo jogar, a minha isenção fica totalmente para trás. E mais uma vez isso aconteceu no Mundial, apesar dos resultados, sempre acreditei até ao último minuto, mesmo que fosse quase impossível ainda acreditei nisso.
O que achou do caminho da Selecção no Mundial no Brasil?
Raphael Guerreiro: O percurso não foi famoso, infelizmente todos esperavam mais deles, pelo menos, uma qualificação para a fase de ‘mata-mata‘. Quando vemos a equipa no papel, poucas pessoas teriam apostado na eliminação de Portugal na primeira fase, mas hey, isso é futebol ...
Paulo Bento foi criticado pela sua falta de renovação na equipa e, especialmente, por não integrar jovens jogadores. Apoia essa sua política é de confiar naqueles que estavam nos ‘quadros’ ou acha que um pouco de frescura não fazia mal?
Raphael Guerreiro: Sim, ele confiou novamente na equipa sénior, acho que manteve a mesma equipa que há dois anos com ele fez o Euro 2012. Depois de pouco tempo acho que trazer a juventude ao grupo poderia ser realmente bom, mas as suas escolhas eram também boas, e ninguém pode contradizê-lo.
Os torcedores de Portugal em França muitas vezes queixam-se dos clubes portugueses e da sua política, costumam contratar estrangeiros sem dar a oportunidade para o jovem e talentoso português da sua Academia ... Qual é a sua visão sobre a melhor forma de se chegar lá acima?
Raphael Guerreiro: É verdade que quando se é um clube português é melhor para desenvolver os jogadores levá-los para o nível mais alto em vez de se recrutar no exterior mas, então, acho que precisam de resultados, é por isso que contratam apostas seguras para tentar ganhar imediatamente ...
Por que não se consegue fazer como alguns clubes europeus como o Atlético de Madrid, que no ano passado chegou à final da Liga dos Campeões e, especialmente ganhou o Campeonato Espanhol com um grupo de jogadores locais?
Raphael Guerreiro: É verdade que se pode fazê-lo também, é claro, depois de se terem usado um monte de contratações no exterior e ainda se recordarmos as temporada de sucesso do FC Porto nos anos passados, mas pode tomar-se o exemplo do Benfica, que conseguiu a sua temporada na época passada quando tinham um monte de estrangeiros no seu grupo de trabalho.