segunda-feira, 21 de março de 2016





Difícil, como manda a tradição

Este Domingo o Bessa apresentava um Boavista em recuperação após ter presenteado os adeptos que no momento da partida do plantel com destino à Madeira se despediram com cânticos e mensagens de apoio no Aeroporto na cidade do Porto com uma surpreendentemente folgada vitória sobre o Marítimo por 3-0. Prometedor, é certo, mas não suficiente para os axadrezados visto terem tido pela frente um adversário em ‘estado de graça’.

Com seis vitórias consecutivas em todas as competições, este Benfica provava que o seu plantel se encontrava na sua melhor fase - pelo menos em termos anímicos e todos os elementos que têm alinhado vêm dando mostras da sua qualidade, deixando bem evidente o ’superavit’ de opções quando na próxima temporada chegarem  á Luz reforços, alguns já garantidos.

No Verão chegarão André Carrillo e Franco Cervi e muito possivelmente mais um médio de transição para competir com a coqueluche Renato Sanches que não possui uma alternativa à altura, pelo menos no que a um centrocampista de origem diz respeito.

Ausências na defesa continuam a limitar o Benfica, ainda privado do capitão Luisão

De qualquer forma, a boa forma das unidades que compõem o actual bicampeão nacional quase arriscam dizer que nesta altura nem Carrillo nem Cervi seriam necessários ao bom funcionamento desta equipa que apenas vem revelando insuficiências ao nível da quantidade em termos de opções para o eixo defensivo, onde continua a faltar essencialmente o capitão de equipa Luisão que espera ainda regressar e cumprir mais algumas épocas de águia ao peito.

Em virtude da ausência de Jardel por castigo, Luisão seria uma excelente opção para alinhar no Bessa. No entanto, tal não foi possível nesta águia que não conhece outro resultado que não a vitória desde a recepção ao FC Porto, curiosamente o vizinho deste Boavista que esperava estar à altura dos acontecimentos, pressionou bastante a dupla de ocasião Samaris/Lindelof e quase obtinha frutos.

Apesar da qualidade do oponente, Boavista entrou no desafio para vencer

Envolvido numa luta que será ponto a ponto na fuga à despromoção, os axadrezados podiam ter como comparação a recente visita a Alvalade para defrontar o Sporting… e apresentar uma atitude bem diferente, com mais acção e menos reacção perante um adversário de muito maior poderio que esta temporada foi derrotado na anterior deslocação à Invicta, mais precisamente na visita ao Dragão.

Foi precisamente isso que aconteceu, com o Boavista a jogar de forma aguerrida, pressionante e ofensiva uma águia ‘espremida’ em termos de opções e bastante mais desconexa comparativamente com as anteriores noites e tardes nesta Liga. Esperava a ‘pantera’ repetir as duas vitórias já conseguidas pelo vizinho FC Porto, isto numa fase em que cada ponto conta e na qual terá de procurar vitórias, seja em que campo for. E tudo a pantera tentou…

Mesmo que o desafio se realizasse na Luz, o Boavista teria de procurar pontuar apesar das enormes e previsíveis dificuldades. Com a partida a desenrolar-se no Bessa, a equipa portuense esperava fazer fé ao apoio dos seus adeptos, ainda que o nome do adversário, líder da prova ao início da jornada e bicampeão nacional, indiciasse uma tarde altamente complicada para quem não poderá desperdiçar muitos mais pontos até ao final da prova.

Envolvido numa luta bem distinta, o Benfica não poderia dar-se ao luxo de apenas pontuar - teria mesmo de vencer, pois FC Porto e Sporting já haviam vencido os respectivos jogos e era preciso recuperar a liderança. No fim, um jogo esforçado e de muita batalha que apenas um lance de futebol directo o decidiu através da eficiência de Jonas, o quase anunciado Bota de Prata em Portugal e líder da Bota de Ouro pela Europa…