RAFAEL REIS - Historicamente, o cargo de tesoureiro é tido como um
dos mais importantes numa Associação. Muitos consideram-no mais fulcral
por vezes do que o próprio Presidente. Foi essa responsabilidade que te
levou a aceitar o repto?
SÉRGIO PEGO - É um cargo de grande
responsabilidade, mas, nem foi por ai que decidi aceitar o desafio,
penso que na altura fui mais levado por não conseguir perceber qual a
dificuldade das anteriores direcções em apresentar contas aos sócios e
então quis perceber o que se passava e não havia melhor forma de o fazer
senão assumir o cargo.
RAFAEL REIS - Como encontraste a tesouraria do clube em termos financeiros e como está o clube neste momento?
SÉRGIO PEGO - Existem 3 momentos distintos, a nossa direcção antes de
tomar posse colocou á anterior e á assembleia geral uma condição que
era, para tomar posse tinham de nos apresentar as dividas. Houve essa
apresentação que foi a primeira fase em que basicamente de divida
foi-nos apresentada a da AFL- Associação de Futebol de Lisboa, que são
uns milhares de Euros e tudo o resto não eram dividas mas sim despesas
correntes que ainda não estavam vencidas, como quota anual da INATEL,
mensalidade de uma viatura e pouco mais.
Entretanto achámos que
tínhamos condições e decidimos tomar posse, depois da tomada de posse
acontece aquilo a que defino como segunda fase,que é o aparecimento de
mais umas quantas dividas, ás finanças,á policia e outras situações
apesar de não serem facturas para pagar o podemos considerar, falta de
equipamentos, etc. Numa terceira fase, que é a actual é que temos
controlada a situação das dívidas, ainda não pagámos tudo, mas caso não
existam surpresas actualmente o clube está controlado a nivel
financeiro.
RAFAEL REIS - Um ponto importante que referiste é a
questão da dívida à AF Lisboa. Em que ponto está essa situação e qual é a
posição do clube nesse tema?
SÉRGIO PEGO - A divida á AFL está a
ser paga mensalmente com o dinheiro do Protocolo da Junta de Freguesia,
esperamos até final deste ano ter pago as inscrições da época 2015/2016
para a partir de Janeiro começar a preparar a próxima época desportiva. Neste momento já temos algum crédito por parte da AFL no que toca a
inscrições, pois estamos a pagar dentro dos tempos previstos e já
pagamos mais 1250 Euros do que estava previsto até ao momento.
RAFAEL REIS - Quais são as principais fontes de receita no clube? São
neste momento suficientes para suportar as necessidades actuais do
clube?
SÉRGIO PEGO - Actualmente o clube tem uma fonte de receita
fixa que é a comparticipação do bar, não existe mais nada de fixo,
depois há os donativos que são uma receita considerada extra. Os sócios
estão a começar a regressar aos poucos e temos vindo a receber uma
pequena verba em quotas mensalmente.
Como é sabido o futebol
movimenta um volume de despesa considerável mensalmente e as receitas
basicamente são para cobrir as despesas mensais. Não havendo os
donativos será impossível gerar receita para cobrir inscrições, etc.
RAFAEL REIS - Face a isso, achas que o aumento de filiados ao clube é
hoje uma obrigação? Achas que os valores de quotização se adequam à
actualidade, até porque um eventual aumento poderia vir a ter um efeito
contraproducente? Qual a tua visão sobre tudo isso?
SÉRGIO PEGO -
O aumento de filiados é uma obrigação e não o é por causa do Euro
mensal que os sócios pagam de quotas, esta direcção está a pensar a
longo prazo e uma instituição como a Catujalense em tudo o que possa vir
a concorrer em termos de subsídios, patrocínios, etc, gira em torno do
número de associados.
É diferente estar a apresentar uma candidatura
para uma instituição com 60 sócios do que para 3 ou 4 mil, nós se nos
apresentarmos como uma instituição que tem 120 atletas a praticar
futebol gratuitamente, 3 mil sócios efectivos, que fazemos X eventos por
ano, que temos várias modalidades,muitas portas se iram abrir.
O
valor da quotização é calculado perante o nível de aproveitamento que o
sócio pode retirar da instituição, no caso da Catujalense actualmente
está elevado, porque as pessoas estão a pagar 1 Euro por mês para poder
comer e beber qualquer coisa no bar do campo e ver jogos de futebol
distrital.
Não temos uma sede onde os sócios se podem reunir, etc, os
sócios da Catujalense não têm qualquer regalia em sê-lo, apenas o
descargo de consciência de ajudar uma instituição cinquentenária que já
deu muito à população local mas há cerca de 3 meses atrás era uma
instituição que durante 7 meses dava aos sócios futebol amador.
A
actual direcção está focada em resolver um grande problema que é a
criação de uma base de dados actualizada, com os dados dos sócios que
não existe. Tínhamos um patrocínio apalavrado para iniciarmos a
actualização da numeração de sócios e a entrega de cartões a todos os
sócios, existem sócios há anos a aguardar o cartão.
Infelizmente o
patrocínio tarda em chegar para o fabrico dos cartões, então estamos a
pensar em alternativas e provavelmente vamos avançar para a compra de
uma máquina de impressão de cartões já para o mês que vem assim que
terminarmos o pagamento de uma das viaturas. Quero aproveitar e desde já
apelar a todos quantos queiram publicitar a sua empresa nos nossos
cartões de sócios estamos receptivos a propostas.
RAFAEL REIS -
Falou-se há algum tempo de problemas relacionados com eventuais dívidas
do clube para com sócios e antigos dirigentes que dizem ter feito
empréstimos ao clube. Confirmas essa situação? De que forma pretendes
resolver esse problema?
SÉRGIO PEGO - Sim, foram-nos dadas a
conhecer pelos próprios "lesados" as situações, uma delas são 500€ em
pão a uma pastelaria local, que é a clara falta de pagamento a um
fornecedor de um produto por falta de dinheiro, a outra situação é mais
complexa, o anterior tesoureiro reclama uma verba de 4000€ referente a
um empréstimo que fez ao clube.
Pessoalmente acredito que ela tenha
existido, mas como vou eu explicar em Assembleia Geral o pagamento de
uma verba de 4000€ de um empréstimo que nunca foi aprovado em
Assembleia? Eu pedi ao Tesoureiro que reclama a verba para me fazer um
arquivo onde explique a entrada do dinheiro e as saídas, mas não existe
um registo, existem facturas que em lado nenhum prova a proveniência do
dinheiro, não tenho nada para apresentar em Assembleia para apreciação
dos sócios?
Não posso pagar nada sem a sua aprovação, e para os sócios o
que foi feito foi uma doação. Mesmo provada a entrada do dinheiro, que
volto a referir que acredito que entrou, tem de ser explicado o que
aconteceu ao dinheiro que entrou no clube. A anterior direcção entrou
com uma dívida de cerca de 2 mil € e saiu com mais de 5 mil de dívidas.
Há muita coisa mal explicada, vamos ter de aguardar se aparece algo em
concreto.
Queremos pagar tudo a toda a gente, mas tem de haver
provas concretas e quando são os elementos da direcção que saiu a
reclamar dinheiro, terá de ser explicado em que foi gasto o que entrou e
não foi pouco. De momento estamos focados em pagar as nossas despesas e
devagar pagar as dívidas provadas com documentos de entidades oficiais.
RAFAEL REIS - Em relação às contas correntes do clube, em que ponto se
encontra o pagamento das carrinhas que servem de transporte à equipa? E
quanto aos selos que lhes correspondem?
SÉRGIO PEGO - No mês de
Novembro termina a prestação que está em vigor e ficam as duas pagas,
mas as carrinhas estão em mau estado, não sei quanto mais tempo se vão
aguentar. Em relação aos selos estão 2 em atraso segundo as informações
que temos, um deles de 2011 e outro já deste ano que deveria ter sido
pago em Março, não foi pago um valor de cerca 40 Euros agora temos perto
de 200 Euros de cada um para pagar.
Estamos a pensar na próxima semana ir
pedir o pagamento faseado ás finanças, estamos pendentes de conciliar um
horário de 2 dirigentes para se deslocarem ás finanças, todos
trabalhamos e torna-se complicado tratar de assuntos do clube em
horários laborais.
RAFAEL REIS - É sabido que no passado a
Catujalense colocava à disposição essas mesmas carrinhas para outras
instituições da localidade. Prevês que essa situação se mantenha com
esta Direcção, nomeadamente através de alugueres sobre eventuais
empréstimos?
SÉRGIO PEGO - Já aconteceu após a nossa tomada de
posse emprestarmos uma viatura a uma instituição para transporte de
crianças, actualmente está já em marcha um protocolo com a AMRT em que
uma das cláusulas prevê a cedência das viaturas mediante um aviso
prévio.
Estamos cá para colaborar com todas as instituições, todas as
instituições que queiram, estamos disponíveis para assinar protocolos de
cooperação para todas as situações, desde realização de eventos até á
utilização do pouco material de que dispomos actualmente.
RAFAEL REIS - E no que diz respeito à Confederação das Colectividades? O clube tem tudo regularizado nesta altura?
SÉRGIO PEGO - Não, são cerca de 250 Euros em divida de quotas, nós
tivemos a preocupação de convocar para uma reunião o presidente da
Confederação para lhe explicarmos a situação da Catujalense, o que se
está aqui a passar não é nada de novo para eles e deram abertura para o
pagamento mediante as nossas posses.
Nós tivemos de definir
prioridades, e elas foram a AFL senão não inscrevíamos ninguém este ano,
finanças, tivemos uma grande surpresa com o desfalque verificado nos
equipamentos, estamos a comprar equipamentos para 4 escalões que não
estava dentro do previsto.
Estamos a dar a cara a todas as instituições
onde a última direcção deixou dividas e a informar que queremos
regularizar tudo, mas, por outro lado a pedir que não nos exijam a nós
em 3 ou 4 meses o que não aconteceu nos últimos anos, pois, essas
instituições apesar da boa vontade que iam demonstrando também tem a sua
quota-parte no avolumar das dividas.
RAFAEL REIS - Como avalizas a dívida às Finanças de que já falaste? Está controlada pelo clube e é facilmente ultrapassável?
SÉRGIO PEGO - Se nós formos avaliar uma divida de 400 Euros, não é um
valor muito avultado, mas para uma instituição como a Catujalense é um
valor que já faz mossa, porque são vários pequenos valores que quando
começamos a somar já dá uma soma considerável.
Agora, se eu percebo
como alguém gasta 4000 Euros a inscrever uma equipa de Seniores em 2012
ou 2013 e não paga 100 Euros porque era uma divida do mandato anterior,
não percebo. Em relação ao selo deste ano é normal não ter sido pago.
Aconteceu ali o mesmo que acontece em várias empresas quando a sua
administração sabe de antemão que a empresa vai pedir insolvência e no
último ano não se paga nada a ninguém, e ali é a única explicação que
encontro para apenas terem sido pagas aquelas despesas correntes e
básicas para o funcionamento da colectividade. Voltando á tua questão,
vamos pedir o pagamento faseado e se o valor em divida for o que estamos à espera em principio se for dividido em 4 vezes não haverá problemas
de maior.
RAFAEL REIS - Passando às inscrições dos jogadores na
AFL, neste momento todos os atletas estão inscritos e os pagamentos
foram já todos concluídos?
SÉRGIO PEGO - De momento falta
inscrever a equipa de Benjamins que estamos com dificuldades em arranjar
atletas de 10 anos, de resto maior parte dos planteis estão inscritos e
a competir faltando casos pontuais de atletas que apareceram mais
tarde.
Não está tudo liquidado mas está tudo conforme o previsto
porque ainda temos donativos referentes a patrocínios para entrar e
contabilizando tudo de momento estamos com cerca de 400 Euros em falta,
não porque não haja verba para liquidar já, mas decidimos ter algum
valor em mãos para uma emergência e a AFL tem colaborado na
flexibilização destes pagamentos, porque uma direcção que em 4 meses já
resolveu uma divida de 5 mil Euros e já vai com cerca de mais 4 mil
pagos deste ano certamente não quererá manchar a sua identidade por 400
ou 500 Euros.
RAFAEL REIS - Foi falado desde há algumas semanas
que a Junta de Freguesia poderia ajudar o clube com uma compensação
financeira. Isso chegou a confirmar-se? Como descreverias o
relacionamento entre o clube e a Junta?
SÉRGIO PEGO - Sim,
chegou. Após a tomada de posse assinámos um protocolo que já estava
definido em que a Junta em vez de dar uma verba anual, passaria a dar um
valor mensal a várias instituições da freguesia. Após essa situação
tivemos um valor adicional de apoio à formação pois somos se não o
único dos únicos clubes a não cobrar qualquer tipo de mensalidade a
atletas. Infelizmente não usamos essa verba para criar novas modalidades
nem eventos, esse dinheiro está a ser canalizado para a dívida à AFL.
Após a última reunião com o executivo da junta fiquei agradado com a
forma como fomos recebidos e com a disponibilidade demonstrada, penso
que já perceberam que somos um novo grupo, com ideias novas e não
queremos ser mais uma instituição "subsidio-dependente" e estão
disponíveis para ajudar no que deles depender.
RAFAEL REIS -
Estiveste há algum tempo reunido, assim como o Vice-Presidente Hélio
Bernardo, com o Executivo da Junta de Freguesia. Esse encontro foi
proveitoso para o clube?
SÉRGIO PEGO - Foi a essa reunião que me
estava a referir na forma como fomos recebidos na questão anterior.
Basicamente foi uma reunião para esclarecer dúvidas em relação ao Parque
Desportivo, e quero aproveitar para dizer aqui em primeira mão que
vamos dar inicio a uma escolinha de Ténis no nosso Parque Desportivo, a
Junta deu-nos autorização para utilização do ringue para a escolinha.
Brevemente iremos iniciar a publicidade à escolinha.
RAFAEL REIS -
Está prevista alguma despesa extra como a compra de material
desportivo? Pensas ser uma das necessidades do clube neste momento?
SÉRGIO PEGO - Não só está prevista como está já em marcha, estamos a
comprar equipamentos de jogo para vários escalões, os Seniores optaram
por comprar o seu próprio equipamento principal, ficando para cada
atleta no final da época, mas assim dá á direcção mais alguns meses para
a compra do próximo.
Quando assumimos só tínhamos o equipamento dos
Benjamins e Iniciados completos. É uma das maiores necessidades do
clube, felizmente várias entidades têm ajudado nesse aspecto, desde
empresas a particulares, temos inclusive treinadores a comprarem
material para ajudar o clube.
RAFAEL REIS - Até que ponto
consideras os eventos importantes para alcançar maior liquidez? Podem
esperar-se mais novidades sobe esse tema nos tempos mais próximos?
SÉRGIO PEGO - Se não queremos andar sempre a pedir donativos ás
empresas locais, apesar de acharmos que devem ter esse compromisso
social, se queremos que o dinheiro de quota paga pelos sócios tenha
algum sentido sem ser o descargo de consciência, queremos sócios a pagar
quotas porque sabem que podem aceder a eventos e a modalidades que
antes não existiam, apesar de o próprio evento trazer receitas extra.
As novidades estão a ser preparadas, está a ser elaborado o caderno de
actividades para o ano 2016. Entrámos muito em cima da época de
inscrições que está a quebrar um pouco a dinâmica para a realização de
eventos, mas não estão esquecidos, nem os eventos nem as novas
modalidades.
RAFAEL REIS - Infelizmente tem havido um fenómeno de
saídas de vários jogadores da formação do clube para clubes da região
por terem direito a algumas regalias como melhores equipamentos e passe
para o autocarro oferecido por esses clubes. A Catujalense terá
condições para fazer ofertas semelhantes para evitar perder os melhores
jogadores das camadas jovens?
SÉRGIO PEGO - O clube tinha pouca
gente a trabalhar, as épocas têm de ser preparadas com meses de
antecedência e a falta de organização leva a que os atletas procurem
outras paragens, nós somos mais e estamos a ter muitas dificuldades em
arrancar pois entrámos e já tudo devia estar organizado há muito tempo.
Temos tido alguns problemas que ás vezes podem levar a desentendimentos
entre directores, treinadores, etc, mas que quando paramos para pensar
chegamos à conclusão de que todos temos razão e só a falta de tempo está a
causar tudo isto, o preparar épocas para ontem dá sempre mau resultado.
Considero que mediante os prazos em que pegámos no clube e os prazos em
que deveria ter sido tudo feito, estamos todos de parabéns, desde
directores, coordenadores, treinadores e atletas.
As condições vão
aparecer, mas desde já quero informar que esta direcção não irá esquecer
a ingratidão de alguns atletas que por uma senha de passe abandonou o
clube que precisava deles neste ano zero. As necessidades estão a
ser identificadas, algumas por falta de verba, outras por falta de
experiência da direcção, mas com calma e a ajuda de todos levaremos o
barco a bom porto.
RAFAEL REIS - Existe nesta altura dinheiro
para que o clube possa desenvolver outros projectos? Ou pelo contrário
desaconselharias essa prática?
SÉRGIO PEGO - Actualmente não
existe dinheiro para investir em projectos em que não se tenha a certeza
do que irá gerar, mas existem projectos em que o clube não tem de
gastar grandes verbas, o exemplo disso será a escola de Ténis em que o
gestor da escola nos abordou com um bom projecto, alicerçado com a
experiência dele noutras escolas que já tem em funcionamento e que nos
permite novos projectos a baixo custo.
Aliás, lançamos esse repto a
todos, quem tiver ideias, que aborde a direcção e em conjunto e de uma
forma benéfica para todos vamos trabalhar e apresentar novas soluções á
população local. Queremos projectos para miúdos, idosos, homens e
mulheres.
RAFAEL REIS - Para além do cargo de Tesoureiro,
desempenhas também um importante papel na Comunicação juntamente com o
Filipe Silva e fora do âmbito da Direcção as minhas próprias
participações. Desempenhas esse papel devido a alguma apetência por essa
área? Será para continuar?
SÉRGIO PEGO - Provavelmente porque
tenho algum tempo disponível durante o dia, tenho Internet no meu local
de trabalho que me permite estar frequentemente disponível para
trabalhar a comunicação do clube. É algo que também gosto de fazer e
quero fazer-te o desafio desde já para tornarmos estas entrevistas
gravadas em video para se tornar menos incómodo a quem quer acompanhar
esta rubrica, um vídeo todos vemos, quando existem textos longos
pensamos duas vezes (risos).
E quero também deixar-te o desafio de novas
rubricas, já falamos por alto em algumas que podem ter alguma piada.
Quero agradecer em nome da Direcção a tua disponibilidade e o facto de
sem te pedirmos nada teres vindo até nós oferecer a tua ajuda, este tipo
de atitudes faz-nos acreditar que estamos a rumar no caminho certo.
RAFAEL REIS - Fazes parte de um ‘elenco’ no qual se destaca no geral a
sua juventude e a variedade nas proveniências e funções, pois provêm das
mais diversas áreas pessoais e profissionais. Achas que essa pode ser a
grande vantagem desta Direcção?
SÉRGIO PEGO - Esta Direcção
apesar do pouco tempo que houve para a formar, foi um pouco pensada por
aí, não o facto de ser jovem, foi formada por elementos mais jovens
devido à recusa de algumas pessoas e o que é certo é que os jovens e
principalmente os que nunca tiveram qualquer ligação com a Catujalense,
foram os que mais rapidamente aceitaram o desafio, casos da Carla, do
Hélio, da Cátia.
Mas com o passar dos tempos quem estava mais céptico em
participar tem vindo a aproximar-se e nós mais que nunca precisamos de
todos. Existe gente formada em várias áreas, Psicologia, Antropologia,
Gestão Desportiva entre muitas outras, aliás eu e o Presidente acho que
somos os piores, temos o 9º ano e pouco mais, mas atenção fomos nós que
criamos esta equipa de "idiotas" (risos).
Para terminar quero fazer
uns agradecimentos que nos temos vindo a esquecer e é importante e
nunca é demais, a todos os elementos da Família Catujalense, Direcção,
Equipas Técnicas desde o Coordenador aos Directores de Equipas e Equipas
Técnicas, aos Atletas, ao pessoal do Posto Médico, ao Nelson que tem
feito um grande trabalho na lavandaria e no Parque Desportivo, a Dona
Cristina no Bar tem sido incansável também.
A Dona Mila e Ermelinda nos
jogos e no acompanhamento das equipas, o Sr. Alberto que proporciona em
todos os jogos a publicidade e resultados que em mais nenhum campo
assistimos a algo idêntico, um agradecimento especial ao Zé Manel por
todo o apoio com o futebol e em tudo o que é solicitado, aos nossos
Sócios que cada vez aparecem mais.
Aos nossos Patrocinadores que sem a
ajuda deles nada disto existia e acima de tudo á Família de todos estes
que mencionei e em especial á minha que têm suportado as nossas
ausências quando seria tudo mais fácil se ficássemos em casa sossegados a
olhar só pelos nossos e a assobiar para o ar no que ao apoio social diz
respeito. Obrigado.