sábado, 18 de outubro de 2014




«O FC Porto é um dos candidatos a passar à fase seguinte mas este grupo é muito equilibrado e tem três equipas com essa possibilidade,» dizia antes do encontro frente ao FC Porto o técnico do Shakhtar, Mircea Lucescu, deixando claro que apesar de actuar como visitante o dragão era visto como favorito mesmo deixando no banco Jackson Martinez, algo que não sucedia... há pouco menos de um ano, e nunca na Champions.

Esperava-se um dragão convincente, o que nem sempre sucede

O favoritismo dos dragões mantinha-se mesmo numa fase em que os resultados não têm aparecido, com culpas divididas entre os jogadores, mas muito especialmente o seu treinador, que tinha pela frente um teste à sua própria capacidade neste tipo de provas.

Promissor 0-0 para os dragões ao intervalo, ainda mais por actuarem fora de portas, até por se tratar de um hábito de uma equipa que parece mais produtiva nas segundas partes, mas após o reatamento entrou melhor o Shakhtar com o primeiro golo aos 52 minutos após jogada em que Oleksandr Kucher ganhou a bola a Oliver Torres em zona proibida, assistindo Alex Teixeira para um golo fácil.

O primeiro remate dos dragões na segunda parte apenas sucedeu aos 64 minutos por intermédio de Maicon num remate distante e pouco perigoso, o que obrigou Lopetegui a apostar no goleador Jackson, que aos 73 minutos arrancou o seu primeiro remate, travado com segurança por Andriy Pyatov, que travou nova investida de Danilo minutos depois.

Todavia, o dragão não desistiu e aos 89 minutos teve acesso a nova grande penalidade, agora por mão na bola de Yaroslav Rakitskiy, que não foi desperdiçada por Jackson, que ainda teria tempo de bisar em tempo de descontos em resposta a um cruzamento pela esquerda de Cristian Tello, estabelecendo o 2-2 final que mantém a equipa na liderança do seu agrupamento, um aspecto importante para uma equipa que pretende responder da melhor forma em todas as competições que disputa.

Contudo, a questão muda de figura após o desfecho da partida referente à Taça de Portugal frente ao Sporting na qual os dragões acabaram eliminados com um resultado incontornável consentido na sua própria casa, o que certamente não terá caído bem junto dos adeptos e ao mesmo tempo aumenta as responsabilidades da equipa nas restantes provas.

"A vontade dos jogadores em sair não me preocupa, a sua primeira obrigação está em ajudar o FC Porto," afirmou na época passada o técnico da altura, Paulo Fonseca, cujas palavras terão agora de ser levadas à letra no balneário azul-e-branco - afinal, passar aos oitavos-de-final da Champions será agora mais do que prioritário…